Home >> Meio Ambiente >> Arte do Jardim Companheiro
EntradaCasaHector.JPG

Arte do Jardim Companheiro

  

Veja também os artigos:

Plantar uma arvore, criar um jardim, reflorestar deve ser feito com delicadeza, humildade, inspiração, sacralidade e conhecimento ao estarmos intervindo na teia da vida. Saber que ao mexer com o ambiente estamos mexendo com milhares de seres que mantém sofisticadas redes de inter-relacionamentos.

Não estou querendo inibir, mas mostrar aquilo que para mim esta sendo legal. Antes de intervir medite no que quer fazer, depois namore o local, as plantas, e só depois se o coração indicar aja, sempre compassivo, receptivo, atento ao que a natureza te está falando.

A floresta urbana e jardins da cidade de São Paulo e de quase todas as cidades que conheço, nestes momentos da Terra, sofrem por um estilo de plantar que desconhece a rede de vida sustentável das plantas, são verdadeiros escândalos de falta de sustantibilidade e sensibilidade com a biodiversidade.

As plantas gritam para serem vistas e compreendidas como seres vivos inseparáveis de ecosistemas específicos que as acolhem segundo a graça da Natureza.

Antes de mexer na mata, num jardim, numa planta pergunte-se se não deveria mexer na sua forma de relacionar-se com o mundo vegetal e toda a vida que ele acolhe, no mínimo decidir por uma atitude respeitosa e receptiva que intente perceber a vida que já existe no local e com conhecimento e sensibilidade iniciar mesmo por uma visão de design de jardim sustentável, que permita na sua realização, revelar o seu esplendor de beleza, utilidade e companherismo em comunhão a vida do local, sua vizinhança e o ambiente.

Que se inicie a festa gozosa que é fazer um jardim, junto a todos os participantes: plantas, animais, insetos, microorganismos, forças dos elementos, das direções, da natureza e do universo, vibrando no amor, compaixão, a cultura de Paz e a arte da convivência sustentável.

A seguir reflexões que podem ajudar a um relacionamento feliz com as plantas.

(Logo farei uma edição deste texto escrito para o Curso Gaia)

Jardim belo

Entende-se comumente que um jardim é belo quando é tudo arrumadinho, cortadinho e controlado. E por jardim sujo e abandonado aquele onde as plantas crescem segundo suas potencialidades, em convivência com as chamadas plantas daninhas.

A medida que fui aprofundando na minha visão de jardim comecei a desfrutar da satisfação que é fazer um jardim tendo como parceiros os passarinhos, o vento e os outros tantos animais e insetos que transportam sementes.

Aprendi a ver também o jardim com os olhos de passarinhos, borboletas, avelhas, grilos, e os tantos outros habitantes dos jardins, e junto a eles aprendi a gostar de outras plantas cuja aparencia antes não me chamava a atenção.

Entrando nesta cooperativa de jardinheiros a minha visão de jardim foi totalmente modificada e na atualidade consigo desfrutar de uma perspectiva mais ampla de jardim que passei a chamar de jardim-agro-floresta que com prazer compartilho.

Imagem

No meu design de jardim-agro-floresta sustentável: * Limpeza e adequação do lugar. Tirou-se todo tipo de material agressivo a vida. * Estuda-se com carinho o lugar onde será feito o jardim para criar um design adequado: Identificam-se as plantas presentes. Estado e qualidade do solo. Luz. Ventos. Vizinhos. Situação ambiental geral. Como será o uso do espaço. Pessoas e animais que o visitem.

  • As plantas a serrem introduzidas, antes são namoradas e conhecidas.
  • Planta-se no lugar que indica o coração e considerando o tamanho adulto da planta em relação ao lugar.

Determinado o projeto se intervém sempre na busca do mínimo impacto e a intenção de colaborar com a saude do ambiente e da vizinhança. A exigencia tecnica do design é conseguir um projeto tal que na sua evolução exija a cada vez menor intervenção humana. De tal maneira que o jardim - sistema ecologico ganhe em consistencia de por si. A idéia é que as plantas introduzidas possam se desenvolver segundo sua potencialidade. As podas só de galhos inferiores para poder favorecer passagem ou desenvolvimento de outras plantas menores.

O design tambem sugere atenção para estar atento as plantas que nascem trazidas pelos diversos jardineiros da natureza, para decidir a favor da convivencia com elas.

O adubo preferencial é feito por compostagens com folhas. A matéria orgânica consegue retornar ao solo. A vida pode executar seus mecanismos e sinfonias de milhões de anos.

O jardineiro é um com o espírito do jardim e é percebida, respeitada e acolhida a agricultura dos pássaros, dos animais, dos insetos e microorganismos, dos ventos, aguas, do trovão e do fogo e até quem sabe da mão de Deus.

Plantar, criar cultivar um jardim é como ter um filho. Os cuidados e namoro começam desde que se decide a intenção. O primeiro passo é o amor e a compaixão, para poder ser sensível a complexidade sagrada da biodiversidade e iniciar a jornada sempre com a delicadeza do mínimo impacto e o máximo de sustentabilidade.

Na natureza tudo é ligado a uma rede inteligente de sustentabilidade e autogestão. O jardineiro e o paisagista que tem sensibilidade para perceber a inteligência da natureza consegue criar lugares acolhedores de vida e magia.

A visão gera a missão e inicia-se o frisson entre todos. O local já povoado de vida plantas, insetos, microorganismos entra em alarme total: "habitantes do reino mineral, vegetal e animal os humanos estão com a intenção de intervir em nossa rede, aproximam-se com suas ferramentas, que a sensibilidade divina os faça receptivos e amorosos, vamos todos rezar"

Sejam ativadas as forças e lucidez dos elementos, as direções e as forças sabias da Natureza e que cada jardineiro consiga acordar para as exigências sagradas de sua função.

Dá para confiar uns nos outros? Está existindo triangulação? Guardiões do coração comecem suas danças e cantos.

E os acordos?
Os acordos para aCORdar!
Vamos ancorar os acordos!

Imagem

Antes de plantar tem que se estudar muito bem o lugar como um todo físico e ambiental:

  • observar com tempo e muito carinho o local:
  • Luz. Movimento do Sol. Sombra de arvores e edificações.
  • Agua. Sistema de irrigação. Curvas de níveis.
  • Ar. Direção e força de ventos. Qualidade do ar.
  • Movimento de animais: ratos, gatos, cachorros, humanos, etc.
  • Solo. Composição e estrutura. Contaminação por resíduos.
  • Momento da Estação. Sol, Lua e suas fases, planetas, estrelas e signos...

Depois ai que estudar as plantas escolhidas e conhecê-las até ver se quando adulta é adequada para o espaço que dispõe.

  • ver se adéqua-se as características físicas, ambientais e climatológicas do lugar
  • ver se vai ter assistência até alcançar sua independência de sobrevivência.
  • estar atento a sinergia entre as plantas e os elementos presentes
  • avaliar possíveis inimigos naturais e contingências agressivas.

É muito importante que o jardineiro e os donos do jardim tenham uma relação pessoal com as plantas porque só assim conseguiram perceber com carinho e afeto a evolução delas e distinguir quando está precisando de complementação

Uma simples cravada de enxada no chão, para o nível local do solo, é um impacto muito violento que exige responsabilidade e cuidado.

Imagina que exista um ser superior a nós que tenha o poder de nos levar para onde ele quiser porque gosta de nossa cara? E que nos larga em um lugar inóspito e agressivo a nossa saúde?

Jardins, hortas e reflorestamentos e os cuidados que precisam

Quantos jardins, hortas e reflorestamentos, ainda que feitos com muita boa intenção e entusiasmo, e festejados como atos ecológicos e educativos, morreram nos primeiros meses depois de feitos?

Árvores e plantas estão sendo inadequadamente plantadas, sem ter em conta clima, solo, ambiente, rede de sustentabilidade e habitualmente abandonadas antes de serem auto-suficientes.

Mas que "plantar uma arvore" deveria ser "adotar uma arvore".

No entusiasmo de plantar mudas, por exemplo, qualquer recipiente serve: garrafas de plástico, saquinhos de leite, latas, etc... A questão está quando a planta começa a crescer e o entusiasmo inicial não está mais presente, ai começa o sofrimento das plantas muitas vezes conduzidas a morte.

Constroem-se hortas com a melhor vontade e entusiasmo! No fogo deste propósito se movimentam terras, criam-se vasos e viverinhos, tudo naquela velocidade massacrante a delicadeza dos ecossistemas, na maioria dos casos depois tudo é abandonado e novamente o solo, as plantas, a vida sofrendo pela falta de consciência e conhecimento das exigências rotineiras da * relação homem-natureza.

Desenho das plantações

Planta-se seguindo caprichos geométricos, sem perceber que cada planta tem seu lugar, que é dito a aquele que se dispor a descobre-lo com o coração.

A força das "figuras mandalicas dos jardins" e das "linhas de árvores" podem gerar campos de energia com efeitos imprevisíveis.

Existe muito paisagista, profissional e amador, que para poder desenhar seu jardim prefere começar tirando tudo o que existe, muitos tiram até a terra, para iniciarem seus jardins desde zero, livres de possíveis "pragas" que possam estar no solo do local. Os jardins são desenhados de tal maneira que requerem manutenção quase que semanal para que as plantas façam as formas que eles determinaram. E assim as plantas desde seu nascimento são periodicamente amputadas, cortadas só para satisfazer o gosto estético dos supostos artistas de Jardim.

Chegam a controlar através de químicas pesadas as chamadas plantas invasoras ou daninhas. Desconhecendo que quando aparecem às tais plantas invasoras, elas podem estar dando recados e sinais buscando compensação tanto na energia do ambiente como na química do solo.

Cada planta tem seu lugar, cada lugar é diferente.

Plantar no lugar certo é uma arte que se aprende escutando o coração e namorando as plantas.

É importante conhecer a planta adulta, conhecer o lugar, o solo e deixar ao coração determinar o lugar.

Antes de plantar se permita conhecer o local onde quer plantar.

Antes de plantar deve-se criar disposição para conhecer o lugar na sua totalidade ambiental.

Observar o estado do solo -matéria orgânica, composição, observar plantas presentes, ciclo da luz do sol, ventos, outros elementos que interfiram no local. Observar, insetos, pássaros e outros animais que povoam o lugar.

E depois disto ir interferindo com sensibilidade e adequação.

Introduzindo plantas que se harmonizem com o lugar, sempre conhecendo o tamanho adulto da planta para evitar as podas regulares que interrompam o desenvolvimento próprio da planta.

Um jardim que se forma com equilíbrio e naturalidade é uma fonte de força e saúde.

Um jardim que se forma a base da poda e adulteração da forma própria das plantas, pode em aparência ser belo, mas em termos de energia, pode ser um lugar muito negativo e ressentido.

Dizia meu amigo Miller, "quanto as plantas tem sido vítima do ódio, loucura e frustração dos humanos? Cada vez que vejo *uma pessoa com uma enxada, facão ou machado na mão penso coitadas das plantas! E então quando são as pesadas máquinas que transformam divinos reinos vegetais em monocultura ou pasto! Em pleno século 21 está visão tem que mudar e está mudando."

Afinidade entre as plantas

As plantas também tem afinidades entre si. Ao querer colocar uma planta num lugar onde tem outras plantas, ai que considerar a afinidade entre elas.

Imagem

As plantas quando nascem sozinhas num lugar, podem ser remédios para padecimentos de alguém que habite o lugar. E por ignorância, esta mesma pessoa que recebeu de presente a planta que o pode curar, a maltrata ou a tira. Já conheci pessoas que tinham o remédio para seus males no seu quintal e não sabiam. Seria só identificar, cuidar, cheirar, namorar e a cura abençoaria.

Poda estética e alterações genéticas das plantas

A cabeça de muitos é feita segundo o paisagismo "clean" inspirado em gostos estéticos, onde as plantas são podadinhas, gramas cortadinhas e tudo arrumadinho: linhas, curvas, formas geométricas clássicas. Os insetos assustam como monstros perigosos e são mortos com químicas e outros métodos bárbaros. Plantas são colocadas só para colorir como se fossem objetos.

Cada vez mais as plantas são submetidas a alterações genéticas, para satisfazer modelos estéticos ao custo de serem profanadas em seus códigos básicos e tiradas da graça da evolução natural o que conduz logo com os primeiros movimentos dos fluxos da vida a enfermidade e morte prematura e possíveis pragas.

Esses jardins onde as plantas são tratadas como coisas, revelam cabeças feitas ainda na mentalidade que as plantas não seres sensíveis e vivos.

As plantas e arvores são podadas dos jeitos mais perversos possíveis. Uma vez uma amiga me levou escandalizada a conhecer uma praça de sua cidade onde fícus eram transformados em carrinhos de Papai Noel, patos, bolas, barcos, etc...

Olha que jardim bonito! fala um amigo com alegria.

Imagem

Olho e só vejo violência, tortura e lamentos.

Olha a azuleia toda cortadinha que bonito!

Olhei e doeu.

Uma planta podada desse jeito, é uma planta desesperada tentando crescer em todas as direções, e quando encontra uma possibilidade, é logo cortada. A planta sem sucesso continuará tentando encontrar uma direção para escapar desse cortador obstinado que insiste em amputa-la, até quiçá um dia ele esquecer, desistir, ou acordar!

As árvores podadas para fazer desenho “artístico de suas copas” são o símbolo escandaloso da insensibilidade humana com a vida. Claro que tenho a seguridade de quem faz isso é porque ainda não acordou

É muito comum na cultura do homem, que ainda não acordou para a vida e sensibilidade das plantas, se sentir no direito de condenar as plantas a podas periódicas, criando inúmeras feridas, possíveis entradas para enfermidades e obrigando as plantas a adotarem formas distorcidas, em sua busca desesperada de encontrarem uma direção na que possam crescer.

Como entender a força que leva uma pessoa a se sentir no direito de condenar o crescimento de uma planta seja nos seus galhos ou raízes a uma determinada forma geométrica ou tamanho?

Tem azaléias, murtas, hibiscos... "morbidamente" podados em jardins que gritam seu sofrimento na busca do caminho ao Sol Tem cedros, fícus, aroeiras condenadas a bonsais eternos.

A poda se necessária deve responder a necessidade de harmonia na rede viva da floresta jardim sempre só tirando galhos inferiores, nunca interrompendo o caminho para o Sol.

Você pode imaginar a agonia de uma planta querendo crescer e escapar da compulsão de alguém que a poda segundo seus caprichos?

Conhecer o tamanho e forma da planta quando adulta

É muito importante que ao colocar uma planta num lugar se saiba seu tamanho adulto. Quando se coloca uma planta num lugar que não comporta ao seu tamanho quando adulta, essa planta sofrerá de podas regulares e sofrerá.

Para o jardineiro que gosta de formas específicas das arvores e plantas, é bom que antes de escolhe-las, conheça como ela acostuma a formar sua copa quando adulta, assim evitará a necessidade de podar.

Plantas exóticas

Outra características do chamado "jardim clean", é o grande numero de plantas exóticas, a maioria das quais precisa de tratamentos especiais e atenção diária para poderem sobreviver.

Imagem

Ao plantar uma exótica tem que se avaliar com muita responsabilidade o impacto que pode provocar, lembrar sempre que uma planta ou arvore é um planeta, habitado por milhares de seres vivos e uma floresta então é um universo de redes sofisticadas dentro de ordens e equilíbrios abertos...

Uma planta exótica pode ser positiva ao ambiente, mas é difícil, por isso muito cuidado!

Possíveis impactos de uma exótica:

  • Enfermidades - pragas

Plantar uma exótica, fora de seu ambiente natural de sustantibildade é levar para o novo lugar o desconhecido um ser com potencialidade de enfermidades acolhedor de microorganismos e insetos decompositores (cupins, fungos, etc) que depois podem propagar-se e agredir outras arvores e plantas.

  • Processo de adaptação com a fauna e flora do lugar
Pode trazer uma inadequação biológica seja para a flora ou fauna local

  • Pode se transformar numa invasora exclusiva.
Pode-se plantar também arvores que violentem as condições físicas e ambientais do lugar, assim como arvores e plantas que podem se transformar em verdadeiras pragas provocando inibição do crescimento de nativas e adulteração do equilíbrio biótico do lugar.

Como fazer?

Um jardim é um ser vivo, dinâmico, que tem uma evolução que tem um corpo onde convivem seres vivos: pessoas, microorganismos, insetos e animais. O jardineiro ou plantador deve acordar para esta complexidade natural não importa que tenha a área de um vaso, de dois metros quadrados ou de 200 hectares. Quando se atrever a fazer uma intervenção se propor o mínimo impacto - está lidando com um sistema vivo que acolhe muitos outros seres, atenção!

O meu mestre jardineiro me aconselho: No inicio o mínimo impacto, na manutenção o mínimo trabalho, enquanto mais tempo passar que o arranjo geral seja tal que precise a cada vez menos manutenção, trabalho e impacto. Essa é a verdadeira arte do jardineiro.

O conflito na hora de decidir realizar o jardim deve ser bem-vindo e virar crescimento, orientação e na dúvida contemplação do lugar e do sonho no lugar. Ter tempo e paciência para namorar o lugar, as plantas e o projeto ate sentir o que deve ser feito.

A visão materializa-se em documento. Documentos de miragem, e diário a bordo.

O jardim explicita-se em poucas palavras e inspira agir, realizar design de jardimagrofloresta sustentável, sagrado e encantado

Como será o processo participativo de tomada de decisão? Como serão escutadas as vozes de todos os seres vivos envolvidos? incluem-se plantas, insetos, microorganismos e seres do astral,

O processo é documentado pela escrita e a imagem.

Mapeiem-se diferenças, afinidades, talentos, dons...

Que viva a boa comunicação!

Desenhe-se claramente o processo e ritual de seleção dos novos seres que serão introduzidos assim como dos que sairão

Esteja atento sempre a rede de sustantibilidade e afinidades.

O lugar das plantas e dos mundos que a acompanham serão decididos pelos jardineiros assim a conexão deve ser sagrada

O momento de plantar é mágico conduzido pelo invisível que une a todos os membros do Jardim em gestação.

Guia o coração e o belo, sempre amando e conectado ao todo

Oshua

Será que a visão do jardim está amadurecida? Volta-se ao nó essencial no umbigo. Chama-se clareza, lucidez, amor e compaixão dos objetivos do design do jardim

Mapeamento e avaliação de barreiras, limites, impactos, fronteiras

Para criar um ser auto-renovável tem que se considerar leis e ordens, sentimentos e afeto, que se manifestam quando a intenção procura: colaborar com o bem-estar e felicidade de todos os envolvidos.

Imagem

Um jardim é um sistema natural de redes autoorganizadoras, que evoluem simbióticamente em dinâmicas sagradas de sistemas vivos e abertos cujos padrões de poder em movimento circular determinarão o resultado final.

Esteja consciente que cada planta tem poder, aroma, expansão, corpo e atributos. Uma perspectiva mecanicista de seleção respondendo a critérios estéticos de jardim clean e utilitário, pode levar a rede a insustentabilidade e a morte em poucos meses

A circularidade do poder estende-se a todos os seres envolvidos, atento as habilidades de respostas, aos ritmos e sinergias

Um jardim exige disciplina e comprometimento vistos como ritmo de relação, sintonizado aos ritmos e ciclos da natureza e das plantas em especifico. Se não se apresenta um jardineiro comprometido, casado e namorando os ritmos e os ciclos o jardim, rompe-se a rede e o jardim pode morrer

Seria bom na falta, que os humanos desistam de seus paisagismos caprichosos e deixassem a natureza conduzir, mas lamentavelmente os experimentos de falta de sustantibilidade se repetem e os abortos de jardins ainda são um fato.

Um jardim é uma constelação de poderes que sustenta a magia da vida além de bela, curadora e companheira

Que se abra o compartilhar de idéias e que cada um tenha hora para expressar no conselho a sua visão do jardim das alegrias!

Jardineiro
Hector Othon
hector@astrothon.com