Os dias da semana obedecem a uma seqüência estabelecida pela Estrela Cabalística de 7 Pontas.
No
topo da Estrela se localiza o
Sol.
Na
segunda linha fica o princípio masculino e feminino:
Marte e Vênus.
Na
terceira linha o Eixo do conhecimento superior ou social-cósmico (
Júpiter) e o inferior ou mundano (
Mercúrio).
Na
última linha o estruturador da vida
Saturno, e a geradora da vida: a
Lua.
Os dias da semana se obtém desenhando a Estrela de 7 pontas a partir do Sol e começando a direita:
Sol (Domingo – Sunday - dies Dominica, o Dia do Sol ou Dia do Senhor)
Lua (Segunda feira, lunes, Monday, Dia da Lua)
Marte (Terça feira, Martes,Thursday)
Mercúrio (Quarta feira, Miercoles, Wensday)
Júpiter (Quinta feira, Jueves, Tuesday)
Vênus (Sexta feira, Viernes, Fraiday)
Saturno (Sábado, Saturday, Saturne dies, sabbatum, o dia do descanso).
Origem da semana, e dos nomes dos dias.
Os
Caldeus, antecessores dos Babilónios, foram quem criaram
a semana de 7 dias.
Escolheram o número sete, pois, nesse tempo, era tido como sagrado, por se manifestar em várias situações importantes, como por exemplo nos sete planetas conhecidos até então e nos 7 dias que dura cada fase da Lua.
A semana caldaica, em analogia com a semana judaica, divulgou-se desde o século 2 a.C. na Ásia Menor, Egito e Grécia.
Na
Grécia foi dado o nome de
hebdomas à semana, que indica a divisão em períodos de sete manhãs, ou dias, baseada nas fases da Lua. Cada dia foi homenageado com o nome de um Deus:
Theon hemerai, ou seja, dias dos deuses (Theon = deuses, hemerai = dias).
Os primeiros dois dias receberam o nome dos luminares:
Sol e a Lua; aos restantes, os
deuses Ares, Hermes, Zeus, Afrodite, e Cronos. Então, os dias passaram a ser chamados por *hemera Heli(o)u, hemera Selenes, hemera Areos, hemera Hermu, hemera Dios, hemera Aphrodites, hemera Khronu.
Ares (Marte) era o deus do esporte, ação e guerra;
Hermes (Mercúrio), deus da astúcia, comércio e dos viajantes;
Zeus (Júpiter), deus dos deuses (o deus grego supremo), Senhor dos Céus;
Afrodite (Vênus), deusa do amor e da beleza;
Cronos (Saturno), deus do tempo e da Agricultura.
Os
romanos adotaram a semana dos gregos, e mantiveram a homenagem aos mesmos deuses:
Solis dies (Sol), Lunae dies (Lua), Martis dies (Marte), Mercurii dies (Mercúrio), Jovis dies (Júpiter), Veneris dies (Vénus), Saturni dies (Saturno).
Esta nomenclatura conservou-se nas línguas românicas (francês, espanhol, galego...) com exceção da portuguesa e algumas das celtas, anglo-saxónicas e germânicas.
Por
influência judaica e cristã,
Saturni dies foi substituído por
sabbatum (Sábado), e
Solis dies por
dies dominica (Domingo). Sábado vem do hebreu Shabbat e significa "cessar" ou "descansar", sendo o 7º dia no calendário judaico.
Domingo, com o significado de *"Dia do Senhor", ou seja, da "Ressurreição de Cristo"*, fundamenta-se unicamente na Bíblia, em que é tido, em várias passagens, como o 1º dia da semana. A hebdomas grega, foi traduzido para septimana.
Os
Hebreus*alteraram radicalmente a nomenclatura, fazendo uma contagem entre cada dois sábados consecutivos: prima sabbati, secunda sabbati, etc. Este sistema único foi adotado por diversos cristãos desde fins do séc. II. O Papa S. Silvestre (314-335) oficializou-o nas funções litúrgicas, substituindo, porém, *sabbat por feria, esta com o significado de
"festa", "feira" ou "dia de oração".
Apesar deste sistema enumerativo, com a palavra
feria, ter sido consagrado pelo calendário eclesiástico, e de Santo Agostinho ter criticado a nomenclatura pagã com deuses (In Psalmum XCIII, 3), apenas vingou na língua portuguesa (até aos nossos dias) e, em parte, para o galego antigo.