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Sombra de Peixes

Coletivo   
Toda pessoa com o signo de Peixes potencializado no seu mapa natal ou netuniana está ligada de forma sensível a rede dos corações e na sua sensibilidade palpitam as tristezas e alegrias dos seres deste planeta e do espírito da Terra.

Este monólogo tem a pretensão de ajudar a quem o interpreta a expressar emoções perdidas na alma e assim propiciar alivio, conforto e conexão espiritual. leia em voz alta e se permita viver as emoções que brotarem.

Colabore escrevendo suas dores, captações, canalizações e reclamações da vida de forma poética. Fica a vontade para escrever... Manda para mim o texto via e-mail (hector@astrothon.com). Se for dentro do texto aqui feito, coloca outra cor para perceber. Retificações também em outra cor para perceber.

Colaboradores até agora: Xico Xavier, Ana Lavos, Hector Othon. Espero daqui a pouco tenha muitos colaboradores.

Estou sentindo falta de um diálogo com Deus em busca do entendimento das injustiças e crueldades deste mundo...

Texto dramático sobre a sombra do signo de Peixes.



"por Ana Lavos, maio 08
tenho medo do que vai acontecer com o planeta. 
estou triste porque a ministra marina silva saiu do governo. 
ouço as pessoas falarem da dilapidação da amazônia como algo normal, esperado, 
como se não tivéssemos forças para lutar contra a ganância e a ignorância
sinto-me culpada, agi muito mal no passado e agora sinto-me impotente. 
sinto-me sem forças para defender o planeta, 
sinto-me distante do planeta, 
tenho vontade de me reconciliar com o reino vegetal, 
conhecê-lo, dialogar com ele, 
usá-lo para a cura, para o conhecimento, para a evolução,
tenho medo de você, companheiro, 
tenho medo das minhas ilusões, de tudo o que projetei, 
das ameaças que suscitei, 
e de ser usada, enganada, iludida,
posso aprender a crescer, a ser, a evoluir, 
a praticar a generosidade, a gratidão, a bondade, superar as expectativas
busco a força e a harmonia,
busco estar presente
consciente"


Rigveda X,129
"antes do Sol, a Lua e as estrelas
Não existia nada: nem o claro céu, nem ao alto a imensa abóbada celeste. 
O que tudo encerrava, tudo abrigava, que era? 
Era das águas o abismo insondável? 
Não existia a morte, mas nada havia imortal. 
E separação também não existia entre a noite e o dia. 
Só o UNO respirava em Si mesmo e sem ar: não existia nada, senão Ele. 
E ali reinavam as trevas, tudo se escondia na escuridão profunda: oceano sem luz.... 
Quem sabe o segredo? 
De onde surgiu a criação multiforme? 
De onde esta criação imensa? 
Quem o sabe?"

Estou inundado de nada

Que dor!

“Pai, pq me abandonastes!”

Estou com medo!

Sinto que algo estremecedor vai acontecer!

Na minha ama um vulcão acorda

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

É profundo, profundo, fundo

Primeiro pedra, depois agua, depois fogo...

(suspiro profundo)

Eu gostaria tanto poder ajudar, propiciar paz, amor, cura e alegria.
Ter conhecimentos, talentos e dons para poder ajudar, de alguma forma ajudar.

É tão bom ajudar. Quando descobri isto não parei mais. É tão bom receber o sorriso de gratidão.
Mas eu estou tão negativo, perturbado, imobilizado

Vejo e sinto muita dor. Por todo lado dor, injustiça, violência.

Ai de mim! Ai de mim!

Mais suave por favor!
delicadeza suma
flor rara

Sejam amparados e acarinhados todos o que neste momento estão sofrendo ou sentido dor!

O Santo Deus, seres de cura espirituais, médicos do espaço, levem alento e cura a quem precisar.

Ensinem a cantar, dançar, fazer arte ainda na borda do estremecimento

A dor rodA

(Oração de São Francisco de Assis)

"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

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Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."


Acho que vou morrer.
enlouquecer
o abismo está se abrindo
os pensamentos girando
Sai de mim dor, confusão, infortúnio, desgraça, peste, contaminação, encosto, sugação, perturbação, martírio, enrosco. Saim de mim!

Já ouvi dizer que a dor é sempre individual.
Que se uma situação me pega, é pq ela está dentro de mim.
Mas como ver alguém sofrendo ou tendo dor sem ser afetado? Eu até que gostaria. Mas não consigo.
Eu sinto... e me culpo sim, pela minha impotência, apatia, falta de indignação e solidariedade...

Falta de atitude diante tantos clamores a ações urgentíssimas

Eu sou egoísta, preguiçoso, pão duro, um merda perturbado, mimado, acomodado, imobilizado e malcriado.

Sou cheio de malcriações, paranóias e fantasias.

Não consigo me entender com os outros. Entendo muito pouco das coisas que acontecem comigo. Fico perdido.

Estou afogado em emoções e pensamentos, a maré das sombras me levam a deriva.
quem sou eu? o que é que eu quero? o que é mesmo que tenho a fazer? Onde eu estou?

Diante de mim a nada
Desfile de rostos
Paisagens giratórias

Silencio

(Grito de horror)

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Este grito sai para não sufocar, arrebentar, explodir!

Mãe, mãe, pai, mãe, pai, mamãe, papai onde vcs estão?

Dói. Dói muito! Não agüento mais.... (chora)

Grito que como vomito constantemente aflora aos meus lábios, vindo lá do mais fundo das entranhas,
sofro com as múltiplas impotências inerentes à minha condição humana
diante tanto descaso, corrupção, impunidade, desigualdade, incompetência, abandono e solicitude!

Até quando vamos aguentar calados e passivos diante de tantas injustiças e falcatruas?

"São as guerras, as doenças, os excessos do consumo, os problemas com a poluição, os governos que não governam, os pais que matam os filhos, os filhos que abandonam os pais, os amigos que telefonam com problemas, as mensagens com boas e más notícias, os preços dos bens essenciais que nunca baixam, os salários que nunca crescem, o desemprego a aumentar, os peixes do rio que aparecem mortos, as florestas queimadas, as bactérias que se tornam resistentes, o lixo no espaço, a natureza que castiga, o bicho que come bicho, o homem que mata o homem……… A angústia, a náusea, o abandono, a fragilidade, o medo, a intolerância, o ceticismo, o egoísmo… Os desafios continuam, continuam! Uns terminam, outros surgem! E eu onde estou no meio disto tudo?"

É o Planeta Terra que erra, eu que erro e sempre errarei
só me resta retificar, aprumar e me aceitar

Para quando o grito coletivo?

Não entendo, mas sinto. Sinto profundamente.
Sinto espanto, medo, terror, solidariedade, horror, perdas, amor, incompreensão, tudo junto, talvez.

Sinto uma dor constante de fundo que arrebenta, tortura.

(segundo grito)

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Sofro choques de alta voltagem: grito primal, antigo, visceral.

Lanço-me ao chão, torço-me, sinto os músculos assaltados por cãibras e espasmos, grito, grito, grito, grito, grito, ainda calado!

Meus poros gritam, a todo momento.

Grito surdo, sufocado, enforcado.

Se eu pudesse me passaria o dia todo gritando,
chorando, clamando, retorcendo, gemendo, suspirando, amando, sofrendo, gozando, dançando

A dor não para. A culpa, a cada instante, mais profunda.

Minha alma voa e no caminho dor e mais dor, mas tambem alegrias, beijos, abraços, sorrisos,..

Mas também mecanicidade, automatismo, chatice, mesmice.

Minha vontade é ajudar a todos, amar a todos, assim como a Virgem Maria, assim como Jesus.

(abre o portal do amor. E recebe Luz)

Em nome de Jesus eu expulso todo o mal que exista no meu corpo, na minha alma.
Eu expulso o mal deste mundo em nome de Jesus, Abrahão, Maomé, Buda, Zoroastro, Confúcio, Visnhu, Shiva
e todos os Mestres, deuses, orixás, santos e mártires deste mundo.

Eu sou Luz e Amor Divino, e acaricio o coração de todos com meu amor infinito.

Em nome da minha família, eu (falar o nome completo),
identifico e transmuto em aprendizagem, luz e amor
toda má influência transmitida por qualquer membro da minha ancestralidade.

Eu quebro todos os pactos, alianças de sangue, todos os acordos com o Mal,
na força do nome de Jesus Cristo (Fazer sinal da Cruz), Buda e todos os Grandes Avatares de todas as culturas deste mundo.

(repetir três vezes)
Eu coloco a Luz, o Amor, as Virtudes e a Sabedoria do Plano Divino
que rege a Vida na Terra
entre cada uma das minhas gerações precedentes,
e em nome do Amor que tudo une.
Encaminho a custódia da escola espiritual,
todos os espíritos de má hereditariedade nas nossas gerações,
assim como encostos associados,
em nome da Santa Mãe Terra
que para todos tem lugar.

Mãe e Pai espiritual, Criadores de tudo o que existe,
em nome da minha família,
peço Perdão por todos os pecados do Espírito,
por todos os pecados da Mente
por todos os pecados da Emoção e do Desejo
e por todos os pecados do Corpo.

Peço perdão, ó Mãe e Pai Misericordiosos,
por todo sofrimento ou dano que tenha propiciado aos meus familiares:
ao meu amado Pai (falar o nome completo do seu pai),
a minha amada mãe (falar o nome completo da sua mãe),
aos meus irmãos (falar nomes),
aos meus avos (falar nomes),
aos meus filhos (falar nomes, incluir abortos);
(falar o nome de outros familiares no caso necessário)
do mais profundo do meu coração o meu arrependimento
e que o plano espiritual sare com sua infinita Misericórdia as minhas faltas.
Recebam todos neste momento meu Amor e Pedido
para que suas vidas sejam abençoadas, protegidas e bem orientadas.

Peço Perdão, ó Amados, por todos os que me magoaram
e que a Luz e o Amor preencham aquilo que eu não tenha conseguido;

Com Humildade, peço, ó Pais Oniscientes, Amor, Conhecimento e Orientação,
para não cometer os mesmos erros que me levaram ao pecado e a falta;

Eu peço Perdão também por todos os meus ancestrais.
Eu peço Perdão a todos aqueles por eles prejudicados e magoados,
e aceito o Perdão em nome de meus ancestrais,
daqueles que os magoaram, mas pediram Perdão;

Peço Luz, Amor, Virtudes e Proteção para todos meus parentes mortos.
Que sejam acolhidos e orientados no caminho da Luz, a Consciência e o Amor,
segundo o Plano Divino para as almas desta Terra;

Eu agradeço a todos os meus parentes e ancestrais
que cultivaram e cultivam a espiritualidade e o autoconhecimento
e transmitiram e transmitem a Fé, Artes, Conhecimentos e Ensinamentos aos descendentes;

Eu agradeço, aos meus Mestres, Guias, e família espiritual
pela minha vida abençoada, protegida e orientada que tenho.

Obrigado Grande Pai e Mãe espiritual! Obrigado Jesus! Obrigado Espírito Santo! Obrigado Oxossi! Obrigado Santa Barbara, Obrigado São Francisco...(cada um fala obrigado a seus mentores terminando em um ditirambo de glorificação e alegria) Amém!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Em nome da Mãe Terra e todas as Entidades de Luz que regem neste mundo
Levantamos nosso escudo de Fé contra todo Mal
e resistimos com a Divina Luz do Espírito Santo,
a Espada de São Miguel Arcanjo e dos Guerreiros da Luz
e a Palavra de Deus;

Anunciamos que estão destruídas as obras do Mal em nossas vidas e na vida de nossos familiares,
pelo Poder do Sangue de Jesus Cristo (fazer o sinal da Cruz)
a Obra dos Guerreiros da Luz e a Graça Divina;

Rejeitamos e quebramos todas as pragas malignas, maldições, encantamentos, rituais perversos,
poderes psíquicos mal intencionados,
obras de feitiçarias enviadas para derrotar ou destruir nossas vidas, famílias e ministérios.

Rejeitamos e quebramos todas as pragas malignas, maldições, encantamentos, obras de feitiçaria e pactos com o Mal efetuadas por nossos ancestrais;
em nome de Jesus, Arcanjo Miguel e os Guerreiros da Luz,
sempre Presentes, Misericordiosos e Fieis;

Resistimos a todos os poderes do Mal enviados contra nós por quem quer que seja
e ordenamos que sejam queimados e transmutados
em Amor, Aprendizados e Fortalecimento das Virtudes em nossas almas;

No nome de Jesus Glorioso, da Virgem Maria, da Mãe Terra e de todas as Forças e Poderes Divinos,
pedimos perdão e libertação por qualquer tipo de maldição ou condenação recebida
e que aqueles que nos amaldiçoaram
recebam a Cura de suas feridas e Orientação
para evoluírem na Luz, o Amor e a Consciência.

Assim seja, em nome do Senhor nosso Deus, Jesus Cristo, da Virgem Maria, Khrisna, Shiva, Lakshmi, Durga, Oxossi,
(cada um fala seus deuses) Amém.
(repetir três vezes)

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Aaaaaaaaa, eu consigo amar a todos. Que satisfação (suspira. respira. goza)

consigo sentir que no fundo todos se amam, todos nos amamos.

Sinto também o amor das plantas, e dos animais, de cada coisa.

Fico feliz com as paredes, as portas e as janelas.
Fico feliz com o chão. Sempre ai firme, no mesmo lugar. Imagina que tudo fosse animado,
e que de repente um tijolo de uma parede ficasse bravo pq coloco um prego nele e agredisse!

Glorioso São Francisco,
Santo da simplicidade, do amor e da alegria.
No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus.
Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade.
Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais.
Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão,
vós que sempre fostes tão amigo dele.
E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos,
principalmente os mais necessitados.
São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.

Quando estou no trânsito, me surpreendo com a paciência das pessoas.
Se fosse por mim, já passava com o carro por cima de todos.

As pessoas estão muito evoluídas, sábias e pacientes.
Já viu como a maioria das pessoas ainda com tudo o que vivem,
conseguem conviver na maior paz enfrentando tantos desafios e contrariedades!
Claro que existem incidentes, sempre até exagerados nos noticiarios,
mas se se computasse tudo o que de bom acontece não haveria tempo disponível.
Eu fico admirado pela harmonia e virtude com que as grandes multidões conseguem viver.

Na minha avaliação o amor e a harmonia vence a discórdia e a desordem.

Eu sinto muito amor e agradecimento por todos e todo.

Mas será que eles sentem meu amor?

Será que meu amor serve de alguma coisa?

Que minha oração serve de algo?

O meu Deus me ajuda, me ajuda, imploro!

Sinto o amor que a todos une, mas sinto também a dor silenciosa que a todos martiriza.

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Eu tenho uma loucura qualquer que preciso sentir-me amado e querido por todos, por cada ser, seja pessoa, animal ou planta.

Gostaria de ser querido por todos, tipo uma figura famosa que todos reconhecem, admiram e agradecem.

Mas nada consigo fazer para ganhar admiração e carinho,
ao contrario sempre meto os pés pelas mãos e o que provoco é mal-estar, crítica, indiferença, abandono, frieza, desinteresse.
É difícil para mim.

Não sei me relacionar.
Eu quero muito poder me expressar com encanto e clareza.
Mas não consigo, estou em outro ritmo, sintonia, afinação.

Não consigo me encaixar nos horários, no tom,
me submeter a essas disciplinas terríveis onde o coração não pode se expressar...
e a voz fica rachada, fora de tom, sem poder para fazer nascer o sorriso.

Que acontece entre nós, que permitimos que existam esses abismos entre nossos olhares?

Sou um fracasso no relacionamento amoroso, familiar...

Não sinto que as pessoas me amam como eu gostaria.

Porque este mundo é tão violento? Porque nos tratamos tão mal uns aos outros? Porque temos tantos desentendimentos? Pq é tão difícil o relacionamento na família e reina o desentendimento e o desamor entre pais e filhos, marido e mulher, irmãos, parentes, amigos?

Pq tem que existir competição? Pq temos que ser mais fortes, mais bonitos, mais gostosos uns que os outros?

Sai de mim travação! Sai de mim dúvida! Sai de mim medo de falar eu te amo.

Eu estou em contato com vc ou não estou? Vc me escuta? Me entende? Vc sente meu amor e carinho?

Acredito que quando algo é verdadeiramente bom consegue se espalhar e todos aprovam, aplaudem, reconhecem.
Sou eu que tenho que melhorar, me aprumar, ficar forte, bonito, expressivo, inteligente, amoroso, genial, ator!

Que maravilha ser gostado, querido, admirado, celebrado, amado, desejado! Que tesão! Que alegria!

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Eu quero ser bom ator, músico, cantor, artista e assim com minha arte transmitir o meu amor a todos. Quero ser um artista de sucesso. Conseguir me expressar com beleza e encanto, de tal maneira que as pessoas se emocionem comigo, riam, fiquem felizes e agradecidos.

Eu quero que as pessoas me adorem e aclamem. Que todos me falem: como vc é maravilhoso, que trabalho lindo vc faz e que fiquem me elogiando, agradecendo, adorando. E eu falar Obrigado. Obrigado. Obrigado... E nós todos nos amar, felizes e satisfeitos.

Quero ouvir falar: “Cheguei triste e saiu feliz, muito agradecido, vou falar para meus familiares e amigos virem te ver. Obrigado querido, que Deus te abençoe!”

(chora) Mas será que eu consigo?

Sei que a coisa é praticar, ensaiar, trabalhar, orar? Por isso é que estou praticando... mas continuo sozinho... Ate meu amor que me ama está longe, tem outras coisas mais importantes que eu... Meu amor está longe, todos estão longe de mim. Ainda quando ao alcance da mão, estão longe. Ainda no beijo, estão longe, ainda no sexo estão longe. Condena minha que só se satisfaz com a carícia da alma.

Que difícil me expressar? Que difícil me relacionar? Não entendo o que sinto? Aparentemente tudo bem e o coração aos pedaços.

Eu sou um corpo que é meu desconhecido. Fecho os olhos e tento sentir minha orelha direita. Cadê minha orelha? Tento sentir o dedinho do meu pé. Cadê ele?, e assim tenho estômago, fígado e tanta coisa que não consigo perceber, mas que funciona de por si, por sorte e desgraça. Tenho um corpo desconhecido que funciona de por si.

E assim tb minhas emoções, meus pensamentos, minha energia, sou eles, mas não sei como funcionam, não tenho poder sobre eles... Estou cansado de escutar que existem, chacras, meridianos de energia... Que existem em mim, mas que eu nada vejo, nada sei.

Ó meu Deus, eu sou uma máquina que funciona sob comando que não consigo ter acesso.

Reconheço que os softwares que me determinam são de uma inteligência louvável, muito competentes, mas consigo distinguir desafios que eles não conseguem resolver. Vejo-me agindo de forma mecânica e repetitiva sempre construindo meu sofrimento e fazendo sofrer aos outros.

Eu sou um processo no comando de numa máquina que determina o que devo falar e fazer, mas não quero mais esse comando, essas decisões inadequadas, que optam pela violência, a competição e o oportunismo.

Quero tomar o comando dos meus corpos, quero agir no caminho do Belo e do Bem.

Eu amo, mas não tenho conhecimento e habilidade para conseguir me relacionar com adequação. Não consigo me comportar de um jeito que minha amada, familiares e amigos me aceitem e gostem de mim, consigo leva-los a que me repudiem.

Que saco! Merda!

Que será essa cruz que carrego?

Porque esta vida é tão difícil?

Só vejo ao meu redor insatisfação, frustração, sofrimento. Todos mentem. Se conformam com essa vida de merda.

Ó meu Deus, como fazer para trazer paz ao meu coração?

Que dor, que dor, que dor!

Eu não sou todo o bom que ela quer, que eles querem! Todo é ilusão, desencontro, decepção e sofrimento.

Pensei que seria tão bom trepar, namorar, mas não durou um sorvete na porta de um colégio. Me entregar e essa merda, sugação! No início o encanto, a possibilidade, a paixão, mas logo a queda, sempre pior, mais necessidade, carência. Enquanto mais juntos, mais distância, indiferença, abandono e até desprezo e repugnância.

Vai te fuder. Eu não quero essa vida! Eu não quero vc. Não me venha com essa cara de tesão e desejo, que sei que logo vc vai me abandonar!

Enfermidades. Dor. Confusão.

Parece como se o Diabo reinasse neste mundo.

Fala para mim: olha ai quantos refrigerantes! Quantas garrafas no Rio, quanto veneno no sangue!

Falam na propaganda que é bom, que traz vida, frescor, borbulhas de vida e é só veneno.

Você está tomando veneno, dando venenos pra teus filhos, para as crianças e não percebe. Seu ignorante, acorda!

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Olha o pai provedor comprando coca-cola para suas crianças inocentes como se estivesse comprando suco de fruta de Deus..

Quer saber o que tem na coca? (aparece imagem com os componentes da coca-cola).

Observe, leia comigo. Só veneno!

E como é possível que isso seja permitido, meu deus? Em que sociedade é que vivemos? Quem é que governa este mundo?

Os governadores deste pais e do mundo estão cegos ou hipnotizados?

ó população, ó gente vamos acordar! Vamos denunciar, informar.

Cientistas com ética, porque vcs não se colocam?

Porque se mantém calados enquanto o veneno come os humanos, e o dinheiro podre come as almas?

Vovozinha usada. Comida veneno.

Olha a vovozinha levando seu bolo feito com todo amor para sua netinha de três anos. Olha seu olhar tenro e como o amor e o carinho brotam de sua imagem meiga e atenciosa.

A vovozinha vai, amorosa e sentindo desde já a alegria de sua netinha de três anos quando a vê vir com o bolinho e o copo de coca-cola.

Vovó ingênua, ignorante, o diabo te está usando, vc está levando veneno para tua netinha e não sabe. Para. Acorda.

Olhem os componentes desse bolinho: farinha branca, açúcar, olhos saturados, corantes, aromatizantes, tudo veneno.

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Como podemos ser tão ignorantes e insensíveis?

Olhem o bolinho de queixo, o pastel de feira, o sorvete, a cochinha de frango, quanta violência para o corpo! Vc consegue imaginar seu estômago, intestino, fígado, etc. quando recebe as bombas que come?

Ó meu Deus como podemos ser tão ignorantes?

Neste mundo reina o diabo!

Olhe a festa de aniversário de uma criança de cinco anos, cena muito comum na nossa sociedade.

Olhem a mesa que os pais amorosos fizeram para que seus filhos e convidados comam: só veneno, só veneno e não percebem: pão com farinha branca, fermento químico, cachorro quente feito de restos de carne e química, refrigerantes, e misturas de açúcar, farinha branca, corantes, aromatizantes, estabilizantes, conservantes, etc etc etc, só veneno com cara de alimento construída pela mídia e os maus costumes. Como é possível que não percebam, todos eles já estudaram química e sabem e não conseguem ver. É coisa de Louco.

Pais envenenando filhos e convidados e ninguém percebe.

Depois não sabem por que diabetes, câncer e o diabo bendito logo na idade precoce.

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Olha ele fumando, caminhando para a morte e fumando. Ele não sabe que esse cigarro tem mais de 50 componentes químicos daninhos para seu pulmão e para o ambiente. Fotos nas caixas de cigarro de pulmões massacrados de fumaça mortal, documentários, informativos e relatórios científicos e ainda continuam fumando.

Continuam fumando, se envenenando, se tratando mal, se agredindo e até se matando. Quem é que reina neste mundo? Será que vc não sabe que vc pode mudar todo este inferno? Tomando pose da sua vida.

Saiba, seu burro, que vc está contaminando esse mundo através de seu consumo inconsciente. Saque a conta de quantas garrafas de refrigerante, xampus, yogurt, e as tantas coisas que vc consome bóiam nos rios, contaminam a terra.

(entra outro canal) Violência entre as pessoas

Olha as pessoas como se tratam mal, se torturam, se agridem...

Entro nos corações dos irmãos e irmãs só sinto confusão, dor, perdição. O que posso fazer meu Deus? Este mundo é governado pelo diabo.

Auxilio, socorro, pelo amor de Deus me tirem esse sofrimento do meu coração. Não resisto mais. Dói, dói, dói.

(pausa) Tenho que conseguir.

Deve estar me faltando algo por atingir. Não é possível que viva tão perturbado. Olho as pessoas elas conseguem sobreviver... controlar e fazer cara de que está tudo bem... Tem a quem consegue por a cara na TV todo dia com aparência de que esta tudo bem...

Mas eu tenho indignação desta situação da minha vida e de meu mundo. Não aceito. Não posso aceitar. É terrível e absurdo demais.

Parece que estamos todos loucos.

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confesso...

eu sou mau tb. Como pastel, bolo, carne, sorvete, bebo coca cola e fumo..
eu também tenho o prazer de me matar um pouco a cada dia,

eu invejo
eu odeio
eu quero o mal das pessoas que me machucam
sou vingativo
castigo
torturo
maltrato

mas também

quero ser sábio e ponderado
quero ser amigo e pai
quero ter um amor infinito, namorar..
quero ser e me esmero a cada tentativa

Mas sempre estou aqui no tormento da falta, da inveja, do ódio, da desilusão

Sendo comido pela negatividade, a dor, a perturbação....

(fala como recebendo em transe) O sentimento de inveja nasce da percepção das diferenças, ou seja, aquilo que o outro tem e eu não possuo, aquilo que desejo para mim, mas é do outro, e o pior, aparenta ser proibido para mim.

Há aqui a questão de perceber na outra pessoa qualidades que não tenho e gostaria de ter. Sentir a falta e, principalmente, constatar que alguém tem o que anelo e não consigo. É terrível, me provoca dor, uma dor visceral, que me atormenta e faz sentir um merda.

No primeiro momento vem o desconforto, muitas vezes imperceptível, mas logo vai tomando força e sarcasmo, me mostrando que o outro consegue mas eu estou em falta e condenado a não conseguir, ai fico agressivo com o outro, desvalorizo, critico, denigro aquilo que na verdade desejo. Me desvalorizo, desvalorizo o outro e vivo na frustração de não ser o que quero.

Se eu não tenho o que o outro tem, ele é superior, melhor, e eu me sinto mal, em falta. Jesus conseguiu e falo que todos conseguiríamos...

Não ter, não ter tido, não possuir, não saber, são questões humanas acompanhadas de muito sofrimento, o mistério da cruz.

O animal-humano é por natureza voraz e desejoso de poder, plenitude e perfeição, mas o caminho não tem fim... nunca chegará a um todo assim qualquer momento é a nada diante o infinito.

Neste mundo reina a obsessão pelo consumo, do Ter ao contrário do Ser.

A voracidade e inveja modulam o consumo. E todos somos suas vítimas.

Ser. Perceber. Estar. Sentir. Pensar. Fluir. Ser. Perceber. Estar. Sentir. Pensar. Fluir.

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Sofro a doença da solidão, do isolamento.

Sou 'incompetente' na arte da conquista, na manutenção da conquista, o outro sempre se desilude comigo.

Sou 'desrespeitoso', ciumento, possessivo, ditador, escravista. Sou violento, perigoso.

Sabe o que eu quero da minha amada? Que seja minha escrava. Que viva só para mim. Que esteja sempre comigo, me dando carinho, amor e atenção. Que satisfaça minhas expectativas. Que seja como eu gosto.

Que me ame incondicionalmente.

Assim seria mais fácil. Mas o outro é o diferente. Esse meu martírio que deveria ser meu oásis. Querer o outro exatamente por ser diferente, aprender a me relacionar com o diferente.

Mas eu sou um babaca, um desiludido, um carente de merda! Sei, mas ainda assim repito o que já sei que não vai dar certo.

Gurdjieff tem razão eu sou uma máquina, que funciona no automático e com comportamentos as vezes deploráveis...

Falta de generosidade. Pessoas mesquinhas, que não se sentem bem em dividir, em compartilhar, e estão sempre tentando levar vantagem mesmo no relacionamento, já carimbaram tudo. Só para eles e não me refiro só a coisas materiais.

Tem quem se diz generoso, mais observa-o melhor, só se estiver nas deles, alimentando seus egos, lhes falando como são bons e atenciosos. Tudo mentira, jogo. Saco.

(em transe) A ausência do bom humor e da generosidade resseca a alma e endurece as dobradiças dos relacionamentos, sem humor a solidão mais cruenta é inescapável.

O egocentrismo exacerbado, querer que tudo gire em torno de si mesmo, ignorando o outro, as dores e necessidades particulares do outro.

A criança machucada no comando, abusando de seus mecanismos de controle e o corpo escandaliza de velho. Pessoas assim ou ficam sozinhas ou atraem outras mais doentes ainda para a sua vida.

Pessoas egocêntricas não conseguem pensar em outra coisa que não seja em si mesma, em suas satisfações ou seus desejos. São sempre calamitosas sexual e existencialmente falando uma decepção para quem convive com elas.

Pessoas sem consciência, sem semancol como se dizia antigamente, são as piores, pois tem tudo isso já citado e nem ao mesmo desconfiam que são ridículas, inadequadas, decepcionantes.

Por isso não conseguem fazer um link causal entre as suas mazelas, suas desesperadoras noites vazias, e o seu comportamento pernicioso, mecânico e repetitivo.

Estão sempre perguntando: Meu Deus o que há de errado comigo? Por que eu não consigo ser feliz? Por que ninguém me ama, ninguém me quer? E ao tempo continuam agindo no comando automático de uma máquina programada pelo mal.

Deus manda inúmeras mensagens, avisos de alerta, toques dos sutis aos mais ostensivos, mas elas não estão nem aí, não conseguem acordar, e quando acordam logo submergem novamente na perdição de si.

Entrem em contato com o seu interior, façam uma checagem sincera e corajosa de seus comportamentos. Observem o reflexo de suas ações e decisões!

Continuam sem entender nada, querem um milagre, e mais que isso querem algo que não pode existir pela sua própria natureza, pela forma em que vivem e se comportam.

Você só acreditaram em minhas palavras se eu fizer Milagres. Mas logo pediram também que faça milagres na vida de vcs. E se não fizer me crucificaram como fizeram com Jesus.

Ainda tendo os sintomas fatais, sós, ou mal acompanhados terão que chegar sozinhos, essa é a sina.

O "tempo de Deus é perfeito", não tente compreender apenas aceite. Prepare-se para receber no seu coração o amor verdadeiro, viva com virtude.

No amor, no momento certo ele ou ela irá aparecer e se não for o original tenha a dignidade de recusar a imitação, para não repetir uma vez mais a decepção.

Aceite o fato de que para tudo há uma razão, mesmo que a sua razão não possa atinar. Tudo tem uma origem, um passado e somos agora a soma ou a subtração do que fomos ou deixamos de ser, um eterno processo em constante mudança.

O que importa é a consciência, a aceitação e transcendência do que se é.

Mas se depois de tudo isso você ainda quiser uma receita aí vai:

Ame generosamente. Abra seu coração e acredite o mal é uma visão. O mal é falta do amor. Desvie o foco, ligue-se no bem, na compaixão. O bem e a virtude é uma realidade, entre nela.

(cai e entra em outro canal de dor) O meu Deus santo, como explicar a voracidade deste mundo?

Como é possível que para que um animal viva tenha que comer outro?

Que o lindo passarinho como a bela lagartixa? O leão, o veado? O homem galinhas, vacas, cabrito, leitão e todos esses bichos lindos deste mundo?

Como explicar a violência entre os homens? Como entender que um homem possa bater em outro até sangrar, torturar, agredir, machucar, as vezes por puro prazer?

Como é possível explicar as doenças e as dores? O verdadeiro inferno que vivem muitos seres humanos? As vezes até desde criança. Eternizados em camas de hospitais, em quartos obscuros, abandonados, pestilentos, apodrecendo, mal-cheirosos, sujos, famintos, fodidos, literalmente fodidos, sendo comidos pelo abandono, a dor e o tormento.

As mulheres e crianças iraquianas despedaçadas se perguntam, por que jogam bombas nelas? porque matam suas crianças?

Robert Fisk, correspondente do Independent, de Londres descreve: "Vejo as vítimas de um ataque anglo-americano dando entrada na UTI urrando de dor. Um homem de meia-idade veste um pijama banhado de sangue dos pés à cabeça. Uma menina de seus 4 anos entra numa maca enquanto olha para as próprias vísceras que saem da barriga. Um médico de uniforme azul verte água sobre as entranhas da garotinha e suavemente lhe aplica uma bandagem antes de começar a cirurgia. Uma mulher vestida de negro que sangra no estômago grita quando os médicos tentam despi-la para a operação. Desde que a guerra começou, morreram 750 civis e existem mais de quatro mil feridos. Neste momento chegam sete novos cadáveres ao necrotério do Hospital de Basora. Da cabeça de um deles, que foi identificado como correspondente árabe de uma agência de notícias ocidental, sai sangue que empapa o chão. Outro cadáver é de uma menina parcialmente decapitada. Outra, de menos de 10 anos, não tem mais o cérebro e perdeu uma orelha. O corpo de um menino morto jaz na morgue sem os pés."

E tudo isso por uma única razão: dinheiro e poder.

“Imaginem um menino, sozinho no escuro dentro de uma casa em ruínas, numa vila do Iraque, enquanto as bombas estouram à sua volta. Esse mesmo menino também pode estar num barraco onde, de um lado e de outro, policiais pobres atiram contra marginais pobres e vice-versa ¬numa favela ou em qualquer outro lugar em que os homens que deveriam proteger as crianças se comportem como monstros que as matam.”

Pelo amor de Deus, vamos rezar, alguém me falou que nestas horas é bom rezar, falar poemas coisas bonitas... Francisco Candido Xavier falou:

“... Ora em silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos...

Se um dia te encontrares em situações tão difíceis que a vida te pareça um cárcere sem portas; sob o cerco de perseguidores aparentemente imbatíveis; sofrendo a conspiração de intrigas domésticas; na trama de processos obsessivos; no campo de moléstias consideradas irreversíveis; no laço de paixões que te conturbem a mente; debaixo de provas que te induzam à desolação e ao desânimo; sob a pressão de hábitos infelizes; em extrema penúria, sem trabalho e sem meios de sobrevivência; de alma relegada a supremo abandono; na área de problemas criados pelos entes a que mais ames; não desesperes.

Ora em Silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos.

É por isto que a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam, cada dia a chegada de novo amanhecer.”

Lembro o dito popular:

"Não podemos ser saudáveis, nem felizes, nem prósperos, se a nossa disposição de ânimo não é boa.

Se somos rabugentos, grosseiros, cínicos, pessimistas, orgulhosos ou covardes, a vida não valerá a pena ser vivida.

A menos que esteja resolvido a cultivar um boa disposição de espírito, posso deixar de lado toda e qualquer esperança de conseguir algo valioso na vida.

Em suma, se pretendo fazer a minha vida feliz e boa preciso, desde já adestrar-me no controle do pensamento, no conhecimento de minhas emoções e ações.

A tarefa será extremamente difícil nos primeiros dias, mas, se perseverar, conseguirei melhorar meu astral e de ai continuar no caminho do Bem.

Na verdade, o controle do pensamento e a observação de si é um hobby absorvente e cativante. Observar o pensamento e transformar todo pensamento e atitude negativa em positiva é prazeroso e muito satisfatório. Delicia que todos podermos praticar.

(em transe) Sinto a poderosa corrente divina do amor. Vejo a todos envoltos e preenchidos por ela... Canalizo também para meu mundo interior e o de cada pessoa as forças da paz, que abrigamos em nossos corações... Vejo como o Amor, a Paz e a Alegria se expandem e abrangem toda a Terra...

Todos conectados à força da paz e das virtudes, a cada momento mais deliciosamente se expandindo mais poderosamente reinando... Amor e paz são as forças de que o mundo terreno e todos os seres mais necessitam – paz para todos os seres, e o amor como a força de ligação. Vejo um grande ressurgimento de forças positivas no mundo.

Vejo como por todos os cantos aonde as forças virtuosas chegam, há mais claridade e luminosidade. Nestes momentos cada um acorda e constata que é um ser de Luz e emana, contamina de compaixão e beleza. Todos alegres, felizes, em êxtase. Assim vejo a humanidade e todos os seres deste mundo. Eu amo a cada um de vcs e tenho certeza que a Luz e a Consciência reinam neste mundo.

Eu sou assim amoroso, indecifrável, contraditório, canal de pensamentos belos e sábios junto as maiores tolices.

Será que é o medo de traição? O pânico de ser abandonado? O terror de ser denunciado, julgado, desmascarado, de fracassar, de não conseguir? Será que é medo de morrer, de perder algum ser querido? Medo de passar fome, adoecer, ficar dependente? Medo do futuro, do caos, do apocalipse?

Sei que se fugir de meus tabus eles estarão sempre ai atraindo pessoas e situações que inelutavelmente entram em enredos conduzidos pelo tabu. E assim sempre estou girando em torno dele e repetindo enredos que sempre me levam ao sofrimento e a dor.

O tabu enquanto mais terrível mais tem que ser enfrentado e até namorado.

Vem tabu, te manifesta, deixa-me te ver, quero te viver

(Bodhichitta, a Mente da Iluminação Shechen Rabjan Rinpoche.)

A base absolutamente essencial para a prática do buddhismo em sua forma tibetana é o desenvolvimento da Mente da Iluminação, ou Bodhichitta. A Bodhichitta não é somente um tipo de altruísmo: ela consiste do voto de nós mesmos atingirmos a perfeição para levarmos todos os seres lá.

Todos os seres vivos, sem exceção, desejam obter a felicidade e evitar o sofrimento. Porém, é impossível obter felicidade real sem ter em conta o bem estar dos outros. Uma das chaves para a prática espiritual que conduz a paz, é compreender que nossa felicidade existe através da felicidade dos outros; e mesmo a felicidade dos outros é mais importante do que a nossa própria. Se cuidamos essencialmente da felicidade dos outros, a nossa virá naturalmente. Para fazer isso, é necessário relaxar a influência que o desejo egocêntrico pelo prazer tem sobre a nossa mente. Adquirimos, durante numerosas vidas passadas, o hábito de sermos o centro de nossas preocupações. Para nos livrarmos desse estrangulamento, precisamos nos abrir aos outros.

Vamos desenhar uma linha, nos colocarmos de um lado dela, e colocar todos os outros seres do outro lado. Não fica claro que a felicidade dessa multidão de seres é mais importante do que apenas a nossa? Procurar a própria felicidade às custas do sofrimento desse grande número de seres é, claramente, uma abordagem totalmente errada. Por outro lado, trazer o bem-estar para todos os seres, mesmo às custas do sofrimento e dificuldade para si mesmo, um único ser, não é realmente um problema.

Podemos ver que as pessoas que são mais abertas aos outros são também aquelas às quais os outros são mais amigáveis. Alguém que fica mau humorado o tempo todo, pensando apenas em sua felicidade imediata, não pode esperar que alguém sorria para ele como se fosse um vizinho ou um amigo. Ao se fechar aos outros, fecha-se a porta para a sua própria felicidade.

A ternura, o amor e a bondade não são qualidades que precisamos fabricar, pedaço por pedaço, como se fossem novos fatores que devemos introduzir em nosso ser. A experiência mostra que são parte da natureza essencial de todos os seres vivos. Precisamos apenas deixar este potencial, inerente dentro de nós, se desenvolver e se expressar livremente.

A expressão destas qualidades é um processo que requer uma profunda transformação. De fato, somos mais como um rolo de papel que ficou enrolado por um longo tempo. Se o desenrolamos, o papel enrola-se novamente assim que tiramos nossas mãos. Por muito tempo, temos nos colocado como a dianteira de nossa mente. Então, tempo e perseverança são necessários para substituirmos estas tendências egoístas por uma preocupação com o bem-estar de todos os outros. Porém, já que temos esta natureza perfeita, este potencial está presente em cada ser, assim como o óleo de gergelim está presente na semente de gergelim, e é possível de nós trazermos estas qualidades à fruição.

O buddhismo distingue — e esta é uma importante divisão — dois aspectos da realidade: o relativo e o absoluto. Enquanto não tivermos atingido a compreensão, nadamos no mar da verdade relativa.

Experienciamos a ilusão do sofrimento, a ilusão do caminho e a ilusão da liberação. Do ponto de vista da verdade absoluta, tudo isto é apenas uma ilusão. Porém, para nós, que estamos mergulhados nela, realmente é verdade.

Então, temos de usar os caminhos e meios da verdade relativa para sair disto, e por isso meditamos sobre a Bodhichitta.

Também poderíamos perguntar a nós mesmos, 'Se temos a natureza de Buddha, de onde vem o apego a nós mesmos?' Esta é uma pergunta importante de se fazer, já que é a partir desta noção de entidade que nós nos concedemos e nos projetamos sobre os fenômenos que nos cercam; é a partir desta noção que a primeira manifestação de ignorância é nascida.

Temos um sentimento inato de um Eu, e nos apegamos à sua existência como se fosse uma entidade sólida, presente dentro de nós. Dê uma olhada nele: o Eu está no corpo, é parte de nossa pele, de nossos ossos, de nossa carne? Ele é encontrado no coração, ou na mente?

Vemos facilmente que o ego não faz parte do corpo. De fato, basta remover a vida do corpo para que a noção do Eu desapareça.

Se separarmos a pele, os ossos, os órgãos etc., nada encontraremos que possa ser descrito como um Eu. Se pensarmos que o Eu forma uma parte da mente, analise-a do mesmo modo. O que chamamos de mente é apenas uma sucessão de instantes de consciência. O pensamento passado está morto, o pensamento futuro nem existe ainda, e o pensamento presente não pode ser tocado.

Portanto, não há qualquer entidade dentro da consciência que possa ser descrita como o Eu. A única coisa que podemos dizer sobre a mente é que ela é um fluxo, uma continuidade, um rio no qual não se pode isolar qualquer entidade. Que grande descoberta é reconhecer que, de fato, aquilo ao qual estávamos tão apegados, e que dava surgimento a tantos pensamentos, não tem existência própria!

Do mesmo modo, a análise do mundo dos fenômenos mostra que nenhuma entidade permanente é encontrada.

O aspecto absoluto da Bodhichitta significa permanecer em um estado de contemplação no qual nenhuma entidade é encontrada, tanto no indivíduo quanto no mundo dos fenômenos.

Porém, esta Bodhichitta absoluta não é diretamente acessível. Apesar de se poder compreendê-la intelectualmente, não é fácil realizá-la de um modo que se torne parte integral de si mesmo. Para fazer isso, primeiro é indispensável proceder através do desenvolvimento da Bodhichitta em seu aspecto relativo. Pouco a pouco, precisamos desenvolver a bondadeo desejo de que todos os seres sejam felizes e possuam as causas da felicidade — e também a compaixãoo desejo de que todos os seres sejam liberados do sofrimento. É possível que, durante esta prática possamos nos confrontar com dificuldades que se originam no apego de nossa mente à realidade dos fenômenos.

Neste evento, seria útil retornar à meditação sobre a verdade absoluta, para dissolver a solidez que atribuímos aos fenômenos. Alternando assim os períodos de meditação sobre a verdade absoluta com o desenvolvimento das qualidades altruístas — baseadas na verdade relativa — e combinando estas duas verdades — vistas como inseparáveis — podemos avançar sem obstáculos sobre o caminho.

Para atingir a realização destes dois aspectos da Bodhichitta, é necessário respeitar as regras da viagem.

Nas palavras do Buddha, 'Abandone as más ações, pratique o bem a virtude, dome sua mente: este é o ensinamento do Buddha'.

É importante compreender o que se quer dizer com ações positivas e negativas. Não significa algum conceito abstrato de bem e mal definido, independente de qualquer resultado externo. Um ato positivo produz felicidade, serenidade, para si mesmo e para os outros, enquanto um ato negativo produz sofrimento. Esta definição é extremamente prática; é baseada sobre resultados. Conhecer os mecanismos da causa e efeito que conduzem à felicidade e ao sofrimento é um dos pontos fundamentais do buddhismo. Além disso, já que a origem de cada ato ou palavra, positivo ou negativo, está em um pensamento, a primeira coisa a se fazer é ter maestria sobre a mente.

Para nos abrirmos a este estado de mente altruísta, devemos antes de tudo considerar que o bem-estar dos outros é tão importante quanto o nosso; assim, pouco a pouco, o bem-estar dos outros se torna mais importante do que o nosso.

Por este motivo, podemos usar uma prática extremamente simples e efetiva, aliada ao ritmo de nossa respiração.

Ao expirar, enviamos os atos positivos e qualidades que adquirimos a todos os seres.

Ao inspirar, pensamos que estamos assumindo todos os seus sofrimentos e suas causas.

É claro que não é uma questão de efetivamente sofrer no lugar dos outros.

Porém, esta prática é essencial se quisermos nos abrir aos outros, porque ela nos dá grande coragem e força.

Confrontados com uma situação difícil, doença, sofrimento físico ou mental, devemos expressar o desejo,

'Devido às dificuldades pelas quais estou passando agora, possam todas aquelas dificuldades experienciadas pelos outros — talvez maiores que as minhas — serem exauridas. Possam as minhas dificuldades ser um resgate pelas dos outros.' Graças a essa atitude de altruísmo, o sofrimento não tem mais o mesmo efeito sobre nós, tornando-se mais leve e mais fácil de se lidar, e sentimos uma grande coragem.

Por outro lado, se tudo está indo bem, se estamos com boa saúde e em paz, é importante não desfrutar desta situação de modo egoísta. Ofereça-a a todos os seres, desejando que todos desfrutem da mesma paz como nós. Então, este estado de paz assumirá uma dimensão muito mais vasta.

Este processo de troca não deve ser limitado aos aspectos manifestos da felicidade e do sofrimento; deve ser estendido às suas causas, às emoções perturbadoras, tais como o ódio, o desejo, a inveja, o orgulho e a falta de discernimento, ou ignorância.

Então, quando quaisquer destas emoções nascerem em nossa mente, devemos lembrar que é não apenas a causa de nosso próprio sofrimento, mas também do sofrimento de um grande número de seres.

Pense o seguinte: 'Possam todas as emoções similares, que preenchem a mente dos seres, ser exauridas graças à minha.'

Treinando-nos deste modo, progressivamente adquirimos grande força mental, nos tornamos menos vulneráveis às emoções e nos livramos da ansiedade.

Quaisquer sejam as circunstâncias externas ou emoções que surjam em nossa mente, estamos assim certos de sermos capazes de dissolvê-las. Mesmo se surgir um grande número delas, podemos ser como um bravo guerreiro, apropriando-se sem medo do campo de batalha.

Em resumo, o modo pelo qual as circunstâncias externas nos afetam não depende nem de sua natureza nem de sua intensidade; depende unicamente de nós mesmos.

Circunstâncias idênticas afetam diferentes pessoas de diversos modos diferentes, dependendo de sua solidez ou vulnerabilidade.

Alguém que desenvolveu este tipo de coragem altruísta será muito pouco afetado pelas diferenças externas que perturbariam qualquer outra pessoa, destruindo completamente sua paz interior.

Então, não é o mundo que devemos mudar, mas sim a nossa mente.

O que é verdade para o sofrimento também é para a felicidade.

Não podemos esperar que a felicidade venha de fatores externos, como bens materiais, glória, fama ou poder.

Todos sabemos que as pessoas mais ricas e poderosas são muitas vezes as mais atormentadas.

Então, não é cercando a si mesmo com condições externas aparentemente favoráveis que nós poderemos atingir a serenidade real.

Essa paz e felicidade deve vir de dentro, e nós devemos construí-las e desenvolvê-las. Uma vez que tenhamos atingido este estado de paz, nada e ninguém poderão tirá-lo novamente de nós.

A seguir poemas e canções ao estilo sombra pisciana que podem ser introduzidos no monólogo.

VERSOS ÍNTIMOS
Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escaro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

EXPLICAÇÃO
Cecília Meireles

O pensamento é triste; o amor, insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.

Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe; a estrela desce...
- espero a minha prórpia vinda.

(Navego pela memória
sem amrgens.

Alguém conta a minha história
e alguém mata os personagens)

IDEALIZAÇÃO DA HUMANIDADE FUTURA
Augusto dos Anjos

Rugia nos meus centros cerebrais
A multidão dos séculos futuros
— Homens que a herança de ímpetos impuros
Tornara etnicamente irracionais!

Não sei que livro, em letras garrafais,
Meus olhos liam! No húmus dos monturos,
Realizavam-se os partos mais obscuros,
Dentre as genealogias animais!

Como quem esmigalha protozoários
Meti todos os dedos mercenários
Na consciência daquela multidão...

E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!

DOR DE CASTIGO

Soneto de Fernando Ramos

A dor vem no limbo do escuro
Numa intensidade não liberta
Traz tormento bem seguro
Ao corpo que para ela desperta

É melancolia que não trás brisa
É dor de tanto castigo
Para uma vida, que bem ajuíza
Seu passado de tanto perigo

À dor, a claridade não chega
Vai num mau fim que se avizinha
E no escuro, deixa a vida cega

Tendo a morte, como final
P’ra um céu, onde se caminha
Livre de tanto sofrimento total

¿Cabe parir sin dolor de un nuevo ser?, ¿es posible iluminar un camino sin ayuda providencial? ¿dónde se hallan los ocultos templos de la divina revelación?=, ¿es menester rogar el descenso de la gracia o, calladamente, paso apaso, instante tras instante, hurtar su frágil destello al corazón de los Eternos Amantes?

Salvación, iluminación de las tinieblas, curación mágica, verdad dictada por un inspirado. Todo sirve, dicen, más que nada deja huella en una carne endurecida por una ressistencia feroz que niega el vacío y las llagas incurables del vivir. Hay un apego desmesurado al ser. Existe una torpeza congénita que crece o decrece y que siempre conduce al abismo del poder. Si crece dicho poder adquiriendo proporciones desorbitadas, acaba engullendo toda sustancia vital. Si decrece, el mismo poder apaciguado, amansado, sutilmente alimenta el Fuego Sagrado frente al que toda vida y destino se yerguen y tiemblan por un supremo instante.

Todo se confabula y conspira al amparo de una eternidad incomprensible en su grandeza, inasible en su levedad. El tiempo, mi tiempo que se escurre incesantemente por las rendijas que nacen al paso de mi deseo. La flor se marchita, su aroma aguarda impávido la desaparición. Del pozo ya no mana agua pura, sino un chorrito de líquido espeso y abyecto. La mirada refleja el exilo del espíritu. No hay esperanza. La indiferencia ha estrangulado cualquier amago de alegría.

No importan las creencias, ni las utopías. Las verdades asemejan mentiras y éstas acuñan las monedas del Reino. La desintegración de las certezas es la única tarea sagrada, en cambio, cada vez sonmenos los que se atreven a didar. Aunque la dudano siempre desnuda al ser de sus adornos innecesarios. Se requiere además un profundo desamparo, un sentirse expuesto a lo horrible de la existencia para así conocer la única vía de redención que la divinidad nos ha dejado: la soledad. Soledad de lo inmenso, que no es la soledad una existencia gris conformada por las voces que calman, sin ser oídas, la oportunidad de acercarse a Aquello que nunca rehúye una presencia. Soledad de lo infinito que vive en la desnudez del hombre frente a si mismo. Esa desnudez que no requiere grandes dotes ni afanes especiales para olvidarse de lo mediocre, de la triste sustancia que alimenta los sueños de una vida que se desplaza plana y monótona, sin relieves ni encuentros, sin vicios ni apetitos indecentes. Esa desnudez cuyo oculatamiento aplaza indefinidamente la desición, y así ahuyenta las miradas insolentes que le recuerdan las traiciones, los ires y venires en pos de un olvido, las fatigas que producen los amores inmerecidos, los besos hurtados y los temblores reprimidos.

Es la huida permanente hacia un lugar que no conozca el dolor, el viaje a un país en que no cabe la memoria, en el que su geografía oculte los rostros y los miembros de los que me vivieron, en sus pozos secos y abandonados. Y el alma acobardada se inmunda de gemidos, tañidos lastimeros que tiemblan melancólicamente buscando un eco perdido. El susurro de una voz lejana, vieja y aterciopelada lentamente despiertalentamente despierta de un antiquósomo trance. Es hora de cambiar nuestro rumbo, ha llegado el momento de partir. Es hora de buscar, a lo largo del nuevo camino, las pistas que conducen al país donde una inocencia recobrada permita encontrar a los Caballeros y las Princesas qe puedan su m´´agica geografía.

Ahora bien, en tal viaje no existen los atajos. Es inútil pretender llegar antes de sentir las cadenas, antes de hundir el rostro y curvar la espalda bajo su peso. Cadenas hechas de eslabones que enlazan los prestos de vida no vivida, los placeres despreciados, los odios no redimidos. Sólo aquel que se aventura, sólo aquel que suspira por su llamada, Soólo aquel que muere por su ausencia y se deshace y pierde en su presencia puede acceder al secreto. No hay pistas seguras, tampoco vanas esperanzas, no sirven las buenas intenciones, ni la fuerza acorazada de la voluntad para hallar el camino. Una tenue y surgente luz difusa es la sola guiía. Una luz que más aparece la chispa fugaz que el moribundo ve en el insstante supremo, que la contemplada por las pupilas de unos ojos ávidos de vida, extravbiados en su avidez, prisioneros de su propioa libertad.

Ya no es posible el engaño, ni sirven el rigor o la discipina de l orgullo. Sólo el alma que aumenta hasta el tamaño del mundo, sólo el alma que incorpora las penas de los que o contemplan el celeste imperio, podrá sobrevivir a la tormenta que se avecina. Sólo el alma herida acrecienta el tesoro divino. Y es tan sencillo provocar la herida. No sólo hieren mi alma los que se me oponen y me niegan con su odiar, ni los que me alzan a divinas alturas su querer, sino también todos aquellos que me miran indiferentes, absurdamente ignorantes de mis esremecimientos, de mis tinieblas. A los que pasan rozando sin saberlo, aplastando si quererlo las delicadas rosas de mi jardín. Su amor, odio e indiferencia amenazan constantemente con invadir el rincón oscuro que desconozco su peso y valor.

El fondo en permanente zozobra de nuestra vida está agitado. ¿No es mejor dejarlo estar? Su vaivén nos ha de mecer. Como si viviéramos a pique de un naufragio. Sólo así conseguiremosla necesaria embriaguez. Una divina borrachera, una lujuria de los sentidos que despierte nuestro espíritu, que resucite los cuerpos, que dé alas a nuestra tímida imaginación.

A nadie le apetece un sorbo de locura, cada uno halla su justificación. Unos piensan en Dios, otros lo persiguen. Unos lo adoran becerros y otros duermen su indiferencia. Las fantasías más alocadas y arbitriarias pueden ser, si así lo permitimos, el ingrediente necesario para la fecundación del Hijo Amado. Aflojemos la venda que cubre nuestros hojos, abramos la visión a su llamada, acerquémonos a ellas, a pesar del filo cortante de los miedos ancestrales , más allá de los mezquinos consejos de los doctores y sabios de la especie cuyo aliento abrasa sus gargantas. Las frases de oro enmudecen las conciencias inquietas. El Amo del Mundo exige los tributos: encuentros, atardeceres ensangrentados, la aurora boreal, las bestias económicas, los placeres de la noche y el esteror de los ángreles caídos.

Esto no se ha de enseñar; no se puede decir, sólo tú y yo lo sabemos; nadie lo sespecha; es preciso actuar como su nada ocurriera: El amor a uno mismo, si es auténtico, siempre es amor al otro, el amor a la vida, si enseña su esplendor, deviene añpranza de la muerte, el amor al propio destino puede generar la necesaria humiladad y dulzura. Destino, desde la eternidad tejido por las parcas, con sus manos para siempre oscueras y enigmáticas, animado por la fatalidad y el deseo; atenzando por la apatía que confiere el suave mutmullo de la indiferencia.

Una indiferencua que calla cuando el pecho herido reclama una voz justiciera. Indiferencua del adiós, de la fácil renuncia en el momento en que brotan los infiernos sometidos, de la huida disfrazada de asépica virtud. Indiferencia a pesar de sí apasionado, indiferencia detrás del no amendrenado. No es posible vivir bajo su sombra la llamada de la vida. No lo es, como tampoco alcanzar esa paz de espíritu que siempre ofrece la conciencia del propio desvarío, sufrido y engendrado en las propias entrañas.

Luego, tras el desvarío, la visión me enmudece. Contemplo sin creerlo su dulce imagen y un éxtasis sobrecogido, a duras penas contenido bajo mi piel, me acaricia secretamente. Es el encanto de los siglos, la suprema blandura, la perfecta redondez y transpatrncia de sus formas que se elevan y descienden en el hotizonte de un mundo envuelto entre la niebla.

No caben epítetos, ni sosornas alavanzas. El sagrado rito de su encuentro me aprisiona, Su voz divina por inspirada, muda en la intimidad del silecvio que la anunvia, promete cantos de una armonía frágil como el cristal, fácilmente apagada por los ruidos de un mundo exterior áspero y burdamente ensimismado en su soñar.

No puedo pronunciar las palabras correctas. Me traicionan mil siglos de abandono encrustados en la superficie de mis pensamientos. Quiero dar forma a un sentir cuyos tonos se difuman y ahuyentann toda limitación. Su presencia juega conmigo, inquieta y seduce a mi alma, la entristece y hace llorar por la imposibilidad presentida de una entrega absoluta. Es inhumano el anhelo, es sobrehumana su dulzura. Apenas escribo lo que escrubo y un nuevo susurro me rodea. Es fragancia de las montañas en su quietud inmensa lo que añoro. Es la calma de sus rocas que se aseguran la paz de cualquiera que sepa mirarlas, lo que necesita mi ser para poder acercarme, para intentar fundir la materia de mi cuerpo con el aliento etéteo de su mágico respirar.

Todo parece, pero el influjo de su hechizo nunca acaba. Regala profusamente sus dones cuando ya no se esperan. Nunca abandona a sus amantes, aunque ellos así lo crean. Espera, espera hasta que perdidos en su nostalgia dejan de lado las banas esperanzas, entonces su magnífica gratitud entrega, queda y fugazmente, el fruto de sus entrañas. Nadie nota nada, siempre es veloz y sutil, tanto, que el más refinado de los espíritus apenas puede percivir un ligero parpadear de las sombras. Por eso, no existe nadie en este mundo, ni en todos los mundos, que pueda afirmar que la ha visto. Sólo son vagos reflejos los que a la mirada llegan. A lo sumo ha habido algunos que más que verla parecieron por imaginarla. No debemos fiarnos de las descripciones, y mucho menos de ésta. No sirven, son meros pasatiempos de aquellos a los que no les importa perder el tiempo. Más vale mendigar sus dádivas, no buscándolas sino despreciando sus efímeras imitaciones. Es mucho peor creer que todo esto es cierto. Desear que ella exista. Pues no es en la existencia donde tiene ssu hogar, sino en la inexistencia del misterio que todo lo abarca.

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Se desejais chegar à casa da alma,
buscai no espelho o rosto mais singelo.
Rumi