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Zodíaco Tropical e Sideral

Hector Othon   23/08/2007

Zodíaco tropical e sideral

hectorcubano@terra.com.br

Faixa zodiacal

Os planetas até Netuno giram em torno do Sol numa faixa de em relação ao plano de translação da Terra em torno do Sol. O planeta com máxima inclinação é Mercúrio com , segue Vênus com 3,39º, Saturno com 2,48º, Marte com 1,85º, Netuno com 1,77º, Júpiter com 1,30º e por último o excêntrico Urano com 0,77º. É interessante observar que realmente os planetas todos se movimentam mais ou menos no mesmo plano. Assim, visto desde a Terra, vamos poder acompanhar os planetas numa faixa de no máximo entorno da eclíptica (trajetória aparente do Sol vista desde a Terra).

A faixa que acompanha a eclíptica, com uma largura de dezesseis graus, oito ao norte e oito ao sul, chama-se faixa zodiacal.

Os planetas trans-netunianos, chamados na atualidade de planetas anões entre os quais está Plutão já tem inclinações grandes. Plutão tem um plano de translação com uma inclinação de 17º.

Zodíacos Sideral, Tropical y Dracónico por Lucas Vidal

Zodíaco tropical

O zodíaco tropical é a faixa zodiacal dividida em 12 partes de trinta graus, correspondentes a forma espacial dos 12 signos do Zodíaco.

O ponto zero (zero de Áries) é definido pela projeção do Sol no fundo estelar no Equinócio da Primavera para o hemisfério norte (Outono no hemisfério sul). A intersecção desta linha com a eclíptica -trajetória aparente do Sol visto desde a Terra - determina o ponto zero do signo de Áries.Isto acontece entre o dia 19 ou 20 de Março. Em um momento muito especial do ciclo das Estações, quando em todos os lugares da Terra o dia tem a mesma duração que a noite 12 horas, equinócio.

No equinócio de primavera para o Hemisfério Norte o Sol está passando do hemisfério sul para o Hemisfério Norte em relação ao plano do Equador Terrestre. Este pode ser um motivo para os astrólogos do H Norte tomarem como origem do zodíaco tropical (solar) a ascenção do signo de Áries com o equinócio. Bonito! Mas, este argumento também serviria para falar que então no Hemisfério Sul, o signo de Áries corresponderia ao equinócio de primavera que acontece em torno do 22 de setembro.

Então porque associar Áries a primavera no Hemisfério Norte e não a primavera do Hemisfério Sul?

Os signos se sucedem no sentido horário na faixa zodiacal tropical vista desde o hemisfério sul, olhando na direção norte (o leste fica na direção da mão direita). A faixa zodiacal vista desde o hemisfério norte, olhando para o sul (o leste fica na direção da mão esquerda), os signos se sucedem no sentido anti-horário. Acostuma-se usar no desenho dos mapas esta última alternativa que correspondem a visão dos primeiros astrólogos do hemisfério norte.

Aqui no sul, o coerente seria usar no desenho dos mapas o Ascendente ou Leste para a direita e os signos se sucederem segundo o sentido horário. observe também que o Meio do Céu no hemisfério sul aponta para o setor espacial do Hemisfério Sul, quer dizer que no desenho do mapa, no papel o Sul é para cima. Imagene-se no Hemisfério Sul, acima do Trópico de Capricórnio. Para olhar os planetas se movimentando, necessariamente se terá que olhar na direção Norte, que referencialmente ao sul, se encontra abaixo, do outro lado. Nesta posição observe que o Leste está a sua direita. Concluindo, para olhar a faixa zodiacal e os planetas, desde o Hemisfério Sul (latitudes acima e entorno ao Trópico de Capricórnio) tem que se estar com a cara para o Norte, acima da Cabeça o Sul e a mão direita para o Leste. Assim deveria ser o desenho do Mapa Natal quando feito no Sul.

Esta mudança no desenho do mapa natal não iria mudar nada nos seus conteúdos, nem na sua interpretação, é simplesmente reproduzir a imagem no desenho que corresponde ao ponto de referência real, aqui no sul, especialmente nas latitudes altas. É o mesmo que ao desenhar um mapa de relevo aqui no Hemisfério Sul, colocar a direção sul para cima, em vez do Norte como é o costume herdado dos primeiros cartógrafos do Hemisfério Norte. Estes detalhes merecem uma reflexão mais profunda.

O zodíaco tropical tem uma expressão espacial perfeita e harmônica (Geometria Sagrada) onde o circulo estelar definido pela eclíptica é dividido em 12 partes iguais, e cada signo tem uma elongação exata de 30 graus. O conceito de faixa zodiacal tropical e a expressão espacial dos signos é belo, simples e claro. A única dúvida que fica é:

porque escolher o ponto zero (Zero de Áries) no equinócio de primavera do hemisfério norte e não no equinócio de primavera do hemisfério sul? Alguém sabe me responder isto?

A escolha de dividir o zodíaco em 12 partes pode ter sido inspirada nos 12 ciclos da Lua em torno da Terra durante um ciclo solar completo (um ano). Assim o Zodíaco tropical é definido a partir das particularidades do movimento de translação da Terra ao redor do Sol, e da Lua em torno da Terra e para nada foi necessário usar as constelações, só como referencia espacial. Esta informação é muito importante porque revela a independência da definição espacial dos signos do conceito de constelações. Ainda que historicamente foram as constelações que nomearam os signos.

O conteúdo dos signos pode ser pesquisado a partir dos conhecidos 4 Elementos (fogo, terra, água e ar) e seus 3 modos (cardinal, fixo e mutável) ou das 3 dimensões da manifestação de um ser na Terra. Sendo os signos zodiacais as substancias primordiais ou campos e energias arquetípicos através dos quais se manifesta todo o existente na Terra.

A expressão espacial dos signos é um dos fenômenos mais interessantes que conheço na Astrologia. Este acontecimento merece reflexões muito mais profundas do que tenho feito ou conhecido.

Expressão espacial dos signos do zodíaco tropical.

A eclíptica, divida em 12 partes iguais, cada uma de 30 graus de cumprimento, seria a forma espacial mais simples dos signos. Centrando numa pessoa na Terra o signo define um triângulo que poderia ser projetado ao infinito definindo o que poderia se ver com o setor (angulo centrado na pessoa) que corresponde ao signo.

Se considerarmos a faixa zodiacal - que é a faixa por onde se movimentam os planetas até Urano de uns 17º, oito e meio graus a cada lado da eclíptica - a cada signo corresponderia um retângulo de área de 30º de cumprimento e 17º de largura.

Imagine então uma grande pizza que tem a Terra no seu centro e por borda a faixa zodiacal. Divida esta pizza em 12 partes iguais. Cada uma dessas partes pode ser vista como a forma espacial de um signo.

A partir d e uma pessoa na Terra traze linhas ao inicio de cada signo dividindo a faixa zodiacal em pedaços ilimitados de pizza.

Esta pizza pode ter a largura da faixa zodiacal ou pode ser considerada a esfera celeste que tem como equador a eclíptica. No primeiro seriam verdadeiros pedaços de pizza com bordas ilimitadas, no segundo seriam tipo fatias de melancia com bordas ilimitadas ou gomos de laranja. Tente visualizar, é legal.

Assim do infinito celestial ao centro de todo ser chega em forma de fatias de pizza ou de melancia a energia, força e matéria dos signos. Ao Sol e a Lua e os planetas passarem por estas fatias imantam a Terra e seus seres com suas funções moduladas pelos signos que transitam.

Zodíaco sideral

É constituído pelas constelações que formavam parte da faixa zodiacal no tempo de Heráclito e Ptolomeu.

É importante assinalar, que devido ao movimento de precessão do eixo da Terra, o ponto vernal (ponto zero de Áries) tem um movimento retrógrado e com ele a eclíptica também se movimenta. Pelo que a eclíptica cortará as constelações que estão no seu caminho por diferentes setores estelares a medida que passa o tempo. Na atualidade, por exemplo, a eclíptica pega uns poucos graus da constelação de Escorpião e inclui grande parte da constelação de Ofiúco, que não está associada a nenhum significado astrológico até agora.

Por este motivo considero limitado o uso das constelações como é feito pela Astrologia Védica, humildemente faço esta afirmação e gostaria muito que alguém que pratica esta astrologia me esclareça. Pela tradição desta astrologia tenho certeza que meu argumento deve pecar na ignorância de alguma argumentação convincente.

Ao trabalhar com as constelações vamos ter vários desafios entre eles os mais fortes são o movimento da eclíptica no fundo estelar determinando elongações diferentes para as constelações zodiacais no tempo, outro que considero o mais difícil é ter que se restringir a definição de constelações feitas pelos gregos em torno do nascimento de Jesus. As áreas das constelações foram definidas por astrônomos no século XIX a partir das catalogações de Ptolomeu e Heráclito.

Na atualidade, o Sol passa pelas constelações nas seguintes datas (eclíptica atual):

CARNEIRO (ÁRIES): 19 abril - 13 maio

TOURO: 14 maio - 19 junho

GÊMEOS: 20 junho - 20 julho

CARANGUEJO: 21 de julho - 9 agosto

LEÃO: 10 agosto - 15 setembro

VIRGEM: 16 setembro - 30 outubro

LIBRA: 31 outubro - 22 novembro

ESCORPIÃO: 23 novembro - 29 novembro

OFIÚCO: 30 novembro - 17 dezembro

SAGITÁRIO: 18 dezembro - 18 janeiro

CAPRICÓRNIO: 19 janeiro - 15 fevereiro

AQUÁRIO: 16 fevereiro - 11 março

PEIXES: 12 março - 18 abril

Na atualidade não há nenhuma estrela muito importante, próxima do ponto zero do signo de Áries (constelação de Peixes). As mais próximas visíveis a olho nu de São Paulo, são Gama Peixes (mag 3,7 a 4,5 graus de distância) e iota Cetus (mag 3,5 a 10 graus de distância)

Origem do Zodíaco sideral

A criação das primeiras constelações foi em torno do 6000 AC, como um apoio a determinação das estações. Com o desenvolvimento da agricultura, percebeu-se que o ciclo das plantas pode ser associado ao ciclo das estações, assim para ter melhores colheitas deveria se plantar em determinado período do ano. Observando a noite o céu percebeu-se que na primavera no por do Sol, todo ano aparecia a mesma agrupação de estrelas no leste, assim como a 1/2 noite do inicio da primavera sempre tinha a mesma agrupação de estrelas no meio do céu. Estas agrupações de estrelas com o tempo foram recebendo associações a figuras mitológicas com significados especiais para seus criadores, o que deu lugar as primeiras constelações zodiacais.

A ambiguidade na definição das constelações está nos critérios usados para determinar seus cumprimentos ou áreas, ao parecer puramente estético.

Origem do Zodíaco Tropical

Zodíaco dos 12 signos

(os textos entre " " pertencem ao artigo "Constelações e signos" de Celisa Beringer, que pode ser lido na integra em http://www.espaco-do-ceu.com.br

"Provavelmente por volta do século VI a.C. é que ocorre a divisão da eclíptica em 12 partes iguais. O registro do primeiro zodíaco, uma elaboração genuinamente babilônica, é de 464 a.C. Não se conhece nenhum outro zodíaco anterior a este em qualquer parte do mundo, nem mesmo na Grécia, muito menos no Egito."

"Os signos tomaram seus nomes das constelações (neste momento da história o ponto vernal estava andando pelo fim da constelação de Áries) e assim foram passados para a Índia, o Egito e a Grécia através da Escola de Alexandria."

Para o inicio do zodíaco tropical poderia se escolher em principio qualquer uma das datas dos equinócios ou solstícios. Foi escolhido o equinócio de primavera para o hemisfério norte, que determina o ponto zero do signo de Áries, mas na verdade qualquer um dos signos cardinais poderia servir. Merece uma reflexão mais profunda o estudo do significado desta escolha.

"A tradição greco-egípcia, atestada pela maioria dos calendários helênicos, estabelecia o começo do ano e da divisão do zodíaco no solstício de verão para o hemisfério norte (21 ou 22 de junho atual), conforme citam Aratos, Callipe e Deoclécio, seguindo o ano egípcio, que começava com o nascer da estrela Sirus, vizinha de Caranguejo."

"No século II AC, Hiparco, autor do primeiro catálogo de estrelas da história, comparando as posições de suas observações com as de seus predecessores, provavelmente Arystilli e Timochares, observou uma diferença de 2º na posição da estrela Spica, supôs então que o ponto vernal se movimentava e assim descobriu a precessão dos equinócios."

"*Foi Hiparco que estabeleceu por primeira vez a correspondência do primeiro grau de Áries para o equinócio da primavera em 139 AC, seguindo o modelo babilônico, supostamente para facilitar o cálculo da posição das estrelas no sistema equatorial (Ascensão Reta e Declinação).*"

"Entretanto a sistematização deste ponto foi concedida a Posidonius em 80 AC e Gemino 70 AC. Esta fixação não foi imediatamente respeitada, porque Manilius, do século I de nossa era, bem como Manethon e outros astrólogos continuaram a adotar o grau 8 de Áries, como cita Theon de Alexandria."

"*Foi Ptolomeu no século II que, adotando o Zodíaco Tropical de Hiparco como círculo de referência, soltou o zodíaco dos signos (tropical) do zodíaco das constelações (sideral).*"

"Isto não teve um grande impacto na ocasião e o historiador Herschel Holden afirma que Ptolomeu nem foi importante em seu tempo, pois seu contemporâneo Vetius Valens nem o conheceu e afirmava usar tábuas tropicais somando os 8º da precessão. Entretanto, o sistema de Ptolomeu foi adotado pelos últimos astrólogos clássicos e chegou aos árabes e assim foi estabelecido o Zodíaco Tropical como padrão ocidental."

"A afirmação de que Ptolomeu não conhecia a precessão dos equinócios não é válida porque o seu catálogo de estrelas variava cerca de 2º 40' em relação ao de Hiparco."

"O Zodíaco Tropical, também denominado intelectual, conserva nos signos a correspondência do nome das constelações às quais corresponderam. Mas Ptolomeu notifica a ruptura com a tradição advertindo que ela irá se agravando e afirma que "aqueles que não considerarem os equinócios e solstícios no começo dos signos enganar-se-ão quanto a sua natureza, a qual depende das distâncias dos pontos cardinais", conforme a citação de Bouché Leclercq, em seu Livro L'Astrologie Grecque."

A definição então do zodíaco tropical, zodíaco dos signos ganha consistência ao se apoiar nos equinócios e solstícios e por definição os signos terem elongação igual de 30 graus. Resta só explicar porque privilegiar o equinócio de primavera para o hemisfério norte como ponto zero de Áries?

Agora a definição do ponto zero da constelação de Áries e do cumprimento ou área das constelações é que carece, até o que conheço de uma lógica, ao não ser a inspiração divina dos antecessores a Heráclito, incluindo ele, depois Ptolomeu e mais tarde os nossos astrônomos do sec XIX. Algum colega pode refletir sobre isto?

A opção a seguir da Astrologia Sideral é que não consigo entender mesmo devido a esta falta de basamento original nos critérios que definiram as constelações zodiacais em relação a suas medidas. Gostaria muito poder falar com algum astrólogo em São Paulo, ou via Skype sobre este assunto.

Eu posso imaginar um ponto zero do zodiaco sideral definido por critérios galácticos e a definição de um zodíaco de constelaões de 30 graus a partir deste ponto, em similitude ao zodíaco tropical. Ai vejo um fundamento.

Astrologia Sideral Moderna Cyril Fagan

continuando com o texto de Celisa Beranger:

Em meados do século passado Cyril Fagan deu início à tradição da Astrologia Sideral Moderna, que considera a precessão dos equinócios para o ponto vernal. Fagan argumentou que inicialmente a precessão era considerada e atraiu seguidores como Gart Allen, que publicou um grande número de pesquisas e angariou outros seguidores."

"Nos Estados Unidos, vem aumentando gradativamente o número de astrólogos que optam por uma Astrologia que considera a precessão, antes designada Hindú e atualmente denominada Védica."

"A Astrologia Sideral é considerada por alguns como mais ligada a eventos, sem enfatizar as questões psicológicas, entretanto há quem, seguindo a linha Védica, afirme que ela se encaixa melhor na direção do entendimento espiritual."

"Alguns sideralistas consideram o Zodíaco Tropical subjetivo por sua construção intelectual, já os seguidores do Tropical afirmam que o Sideral não reflete os fenômenos vitais mais importantes da Terra, as estações do ano. Para eles, a perspectiva geocêntrica do tropical o torna mais apropriado para lidar com as sutilezas da psicologia a humana."

"Entretanto há um aspecto comum aos dois, pois ambos empregam a divisão em 12 partes iguais, embora, no caso do Sideral, as constelações tenham tamanhos muito variados, e até se sobreponham como é o caso de Aquário em relação a Capricórnio."

"Uma outra questão curiosa, devida à precessão, é que o Sol em sua órbita atual, passou a cruzar Ophiucus no período correspondente a Escorpião que ficou com apenas 7 dos 30º."

"Este fato gerou algumas propostas de criação do 13º signo, para incluir Ophiucus, como constelação zodiacal com significado astrológico."

"Desta forma, observa-se que os sideralistas usam posições planetárias que não correspondem à realidade física. Isto prova que ambos os zodíacos são simbólicos, baseados em princípios arquetípicos mais que em propriedades medidas objetivamente."

"A diferença entre o ponto de partida fixo do Zodíaco Tropical e o precessionado do Zodíaco Sideral, é denominada "ayanamsa", e hoje é de 23º 53' 21" ."

"A existência de dois zodíacos não nega a validade de cada um, ambos podem funcionar porque um sistema não nega a validade do outro e, segundo alguns, até podem atuar como complementares."

"A Astrologia Tropical sempre considerou o movimento das constelações, para efeito das eras da humanidade. Um exemplo é a citação de Dane Rudhyar a respeito do Zodíaco Tropical ser a moldura perfeita na qual acessar a evolução da espécie humana, afirmando que as constelações podem ser vistas como movendo-se através do Zodíaco Tropical, assim como ocorre com os planetas."

Signos e Constelações

Devido a esse deslocamento do ponto de equinócio, os signos não correspondem mais com as constelações. Nestes momentos cada signo está correspondendo aproximadamente à constelação imediata anterior. Quer dizer, por exemplo: se quando você nasceu o Sol estava no signo de Virgem, em relação às constelações, o Sol poderia estar na constelação de Leão.

Mas isto é nos referindo a eclíptica no tempo dos gregos

Eras astrológicas. Movimento de Precessão

O eixo da Terra apresenta um movimento de presessão, a 50 segundos de arco a cada ano, o que equivale a um grau a cada 71,66 anos, perfazendo um giro completo em 25 800 anos e 30 graus em aproximadamente 2000 anos (o que determina a duração das Eras astrológicas).

Este movimento é devido a 68% da influência da Lua e em 32% da influência gravitacional do Sol.

O movimento de precessão do eixo da Terra é o responsável pelo deslocamento retrógrado do ponto vernal. Este ponto, que hoje está em Peixes.

Chama-se de Era Astrológica ao período de tempo em que o Ponto vernal (Zero de Áries) leva para percorrer a elongação zodiacal de uma constelação, da qual leva seu nome. Estamos no fim da Era de Peixes é inicio da Era de Aquário, o que significa que o ponto vernal (zero de Áries) está passando da constelação de Peixes para a constelação de Aquário.

A constelação onde se encontra o ponto vernal determina a vibração geral desse período que dura em torno de 2000 anos.

A questão é que ainda não se definiu um critério para definir o inicio, prolongação e fim de uma constelação diferente que o ditado por Ptolomeu. Durante toda a história houve varias definições e a que existe hoje determinada no 1930 pela União Internacional dos Astrônomos, foi definida principalmente pelo critério de Ptolomeu.

Outra alternativa de cálculo para o inicio das Eras poderia ser a que gostaria calcular. Pegar o ponto zero da constelação de Áries definida por Ptolomeu e dividir o zodíaco sideral em 12 partes iguais.

Alguém me poderia informar as coordenadas do ponto zero da constelação de Áries segundo Ptolomeu?

Isto libertaria o cálculo das elongações diferentes das constelações, o que permitira o cálculo do inicio e fim das Eras com beleza geométrica.

A constelação por onde esteja se movimentando retrogradamente o ponto vernal (HN), revelam as características fundamentais e as visões filosófica e religiosa das civilizações neste período. Assim seria legal determinar com muita clareza estas passagens.

Para determinar a data de inicio das eras, tem que se definir o ponto zero da constelação de Áries e o critério de extensão e fronteiras das constelações. Na atualidade ainda não há consenso em relação a estes pontos, por isso não é possível definir o início da Era de Aquário ou qualquer outra era.

Eu gostaria iniciar uma pesquisa que determina-se o ponto zero da constelação de Áries segundo os gregos do tempo de Heráclito, dividir o zodíaco sideral em 12 partes iguais e calcular neste caso o momento de passagem do ponto vernal da constelação de peixes para aquário. Claro que estas constelações não coincidiriam com as imortalizadas por Ptolomeu.

Constelações zodiacais

Todas as estrelas que são vistas ao olho nu formam parte da nossa galáxia, a Via Láctea. Ela tem bilhões de estrelas. Quando olhamos o céu estamos olhando o passado. A imagem que temos da Lua, já tem um segundo de passado, do Sol, 8 minutos, da brilhante estrela Riguel, 900 anos, da Galáxia Andrômeda 2 milhões de anos. Isto se deve ao tempo que a luz toma para chegar do objeto a nós. Ainda que a luz movimenta-se a velocidade de 300.000 km/s, estes objetos estelares encontram-se a longas distâncias.

As constelações são agrupações estelares criadas pela humanidade, no seu intento de estudar e conhecer o céu. Os antigos homenageavam deuses, lendas e fatos importantes, desenhando imagens representativas com as estrelas.

Você pode também criar uma constelação. Numa noite estrelada, fique observando o céu até encontrar um arranjo de estrelas que lhe chame a atenção especialmente. Desenhe uma figura que contenha estas estrelas. Ainda que na maioria das constelações criadas pelos antigos, o desenho da figura tem a ver pouco com a distribuição de estrelas que a constituem.

As estrelas que compõem uma constelação aparentam estar juntas, mais a maioria delas estão entre si a distâncias enormes. Uma constelação vista desde outro lugar da Galáxia, teria uma forma totalmente diferente da que vemos. As estrelas também têm movimento relativo entre si, mais só é possível detectar passados milhares de anos.

Em 1888, a União Astronômica Internacional dividiu o céu em 88 constelações oficiais, com fronteiras precisas a partir do trabalho de Ptolomeu sec II (que partiu da catalogação de Heráclito). Desta forma, cada direção no céu pertence necessariamente a uma (e apenas uma) delas. Elas foram batizadas, na sua maioria, de acordo com a tradição proveniente da Grécia antiga, e os seus nomes oficiais são sempre em latim.

O Zodíaco das constelações ou Zodíaco Sideral é uma faixa do céu que se estende 8° acima e abaixo da eclíptica, a linha que representa a trajetória anual aparente do Sol e por onde se movimentam também a Lua, e os planetas, exceto Plutão que tem a maior inclinação de órbita do Sistema Solar.

24 Constelações tem no mínimo um pedacinho da sua área na faixa zodiacal.

13 são cruzadas pela eclíptica (a trajetória do Sol no seu movimento de translação anual). Elas são: Peixes (Pisces), Áries (Carneiro), Touro (Taurus), Gêmeos (Gemini), Caranguejo (Câncer), Leão (Leo), Virgem (Virgo), Balança (Libra), Escorpião (Scorpius), Serpentário (Ophiuschus), Arqueiro (Sagitarius), Capricórnio (Capricornus) e Aguadeiro (aquarius).

Iniciaremos a descrição das constelações por Gêmeos por ser segundo pesquisadores a primeira a ser criada.

Constelação de Gêmeos

As primeiras constelações que foram nomeadas foram Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.

"Para Gurshtein as constelações do zodíaco foram aparecendo em quartetos, começando por Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes, depois Touro, Leão, Escorpião e Aquário e por último Áries, Caranguejo, Libra e Capricórnio."

Através do tempo, em função da precessão dos equinócios, os quartetos de constelações que anunciavam as estações foram mudando.

Faz 6 mil anos atrás o Sol no equinócio cursava a Constelação de Gêmeos, sincronico com o desenvolvimento da comunicação escrita e falada.

"Algumas inscrições egípcias representam a constelação de Gêmeos por dois brotos de plantas, mostrando sua ligação às inundações do Nilo e a época fértil, sendo por isso associada a germinação e fecundidade. As principais estrelas de Gêmeos, chamadas posteriormente de Castor e Pólux, eram consideradas também divindades protetoras dos marinheiros e viajantes. A Constelação era representada por duas Estrelas sobre um navio."

Foram os gregos que criaram a figura tal como a conhecemos. Sua história mitológica tem várias versões.

Diz a lenda que Júpiter metamorfoseou Leda em Cisne, e ela pôs dois ovos; um deles gerou Pollux e Helena; e o outro Castor e Clitemnestra. Quando certa vez os Argonautas (entre os quais se encontram Pollux e Castor) estavam em perigo numa tempestade, dois meteoros apareceram sobre as cabeças dos Gêmeos, acalmando-se o temporal.

Outra lenda fala que Pollux era um exímio cavaleiro e Castor grande lutador. Foram os dois que libertaram sua tia Helena, durante a guerra de Tróia. Eram ainda Castor e Pollux, os heróis de caça na Caledônia.

Outra versão diz que a constelação de Gêmeos homenageia o amor entre os gêmeos Castor e Pólux, filhos de Leda e Júpiter, sendo Pólux gerado por Júpiter e Castor gerado por Tíndaro, rei de Esparta, marido de Leda. Eram grandes e inseparáveis amigos, quando Castor morreu, Pólux não resistiu a sua falta. Júpiter os colocou a ambos entre os astros, correspondendo ao desejo dos irmãos.

Posição no céu

A constelação de Gêmeos fica ao Norte do Equador Celeste. Vista da Terra, uma parte está dentro da Via Láctea e outra parte, fora da faixa estelar. Gêmeos se estende ao Norte e Oeste de Órion, a meio caminho entre a estrela Regulus, de Leão, e Aldebaran, de Touro.

Ao norte de Gêmeos ficam as constelações do Lince e do Cocheiro; ao Oeste Touro; ao Leste, caranguejo; ao Sul, Unicórnio e Orion. Entre 10°N e 35°N de declinação e 5 h 55 min e 8 h 5 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 514 graus². Gêmeos é visível entre as latitudes 90°N e 60°S

Principais estrelas e objetos

A constelação de Gêmeos tem o primeiro plano estelar composto de 30 estrelas: uma de primeira grandeza, Castor; duas de segunda, Pollux e alhena; três de terceira, Mebsuta, tindareo e Leda; quinze de quarta, entre elas Anfístrato e Clitemnestra; nove de quinta, entre elas febe e Eleira

O astrônomo Cassini, em 1678, descobriu que Castor era um conjunto de seis estrelas.

Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
Alfa Castor 51,6 al 3,7 rs 1,56 Binária
Beta Pólux 33,7 al 6,2 rs 1,15 Binária
Gama Alhena 105 al 18 rs 1,9 Binária
Delta Wasat 58,8 al 2,9 rs 3,5 Binária
Salvar Mebsuta 906 al 630 rs 3,03 Binária
Zeta Mekbuda 1186 al 136 rs 4,0 Binária Variável

O planeta Plutão foi descoberto próximo a Wasat, δ Gem, em 1930, por Clyde Tombaugh.

O objeto mais luminoso de Gêmeos não é a estrela Alfa, como seria de se esperar. A classificação errônea, feita por Bayer (1572-1625), pode ter sido devido a semelhança de brilho entre ambas, ou talvez porque na época em que foram batizadas Pólux era mais luminosa que Castor. A magnitude de Zeta oscila de 3,7 a 4,2 em apenas 10 dias, sua companheira é de oitava magnitude.

Em Gêmeos se encontra o aglomerado aberto M35 (ou NGC 2188). Um amplo agrupamento de estrelas, a 2.800 anos-luz da Terra, perceptível a olho nu, como uma pálida mancha luminosa próximo a estrela Eta. Há também uma nebulosa planetária de oitava magnitude (NGC 2392) próxima a Wasat.

Era de Touro

Para outros pesquisadores como Richard Allen, o processo da formação das primeiras constelações zodiacais, ocorreu na Acádia, com Touro, no equinócio vernal, Leão, na culminação, Escorpião no outro equinócio e Aquário na culminação inferior, porque todos já estavam representados nos mais antigos textos cuneiformes: O touro do deus Anu, um leão ou leoa, um escorpião e um gigante.

Entre 4000 e 3000 AC ocorreram grandes mudanças nas condições econômicas, socioculturais e religiosas no Oriente próximo. Isto correspondeu à passagem do ponto vernal de Gêmeos para Touro. A vida religiosa atingiu uma camada social mais elevada e os sacerdotes assumiram um papel importante também na economia e cultura, além do mais a suprema divindade passou a ser masculina.

O símbolo primordial da fertilidade masculina, "o touro" representava a primavera e leão era o símbolo do poder supremo e isto foi mantido durante muitos séculos. Neste quarteto Leão correspondia ao ponto mais alto do Sol (Verão HN). Estes quatro simbolos estão dentro do significado do misterio da Esfinge.

Constelação de Touro

A Constelação de Touro é uma das mais antigas na elaboração do Zodíaco. Na época em que o equinócio de primavera (HN) ascendia na constelação de Touro, na Índia, Grécia e Egito, o Gado era muito importante, ele era usado tanto como alimento, como animal de tração, assim como símbolo divino. Fala-se que o Egito se apoiava nas águas do Nilo e na paciência do Boi (figurado no divino Ápis).

Quando o ponto de equinócio, cursava a Constelação de Touro (na atualidade está na constelação de Peixes, movimentando-se na direção da constelação de Aquário), cultuava-se o mito do Minotauro na Creta, o Ápis no Egito, a Vaca Sagrada na Índia.

Talvez essa tenha sido a primeira constelação criada pelos Babilônios. Em torno do ano 4.000 a.C., o equinócio da primavera apontava as Plêiades.

No zodíaco de Hiparcos, o Touro homenageia, junto a Constelação de Órion (um dos 43 Hércules do tempo pré-clássico), um dos doze trabalhos de Hércules.

Objeto de admiração em todos os tempos, a constelação de Orionte é, com a Ursa Maior e as Plêiades, das constelações mais antigas. Com exceção do Carro da Ursa Maior, o Cinturão de Orionte é provavelmente o mais conhecido e o mais popular de todos os grupos estelares.

Hoje são conhecidas como as 3 Marias ou os 3 Reis Magos. Nos antigos catálogos, Orionte é representado por um caçador brandindo um maço, enfrentando o Touro celeste. Tem aos pés a Lebre e seguem-nos o Cão Maior e o Cão Menor.

O nome Orion vem do sumério Uru-anna, a Luz do Céu, título do herói caldeu Tamuz, o filho do Sol, que se terá tornado no Adónis grego dos tempos clássicos. Cerca de 5000 anos a.C., o "cinturão" de Orionte começava a ser visível, de madrugada, no mês de Tamuz (Junho). Era também neste mês que se celebrava a morte de Adónis. Homero descreve Orionte como "o mais alto e belo dos homens" e esta descrição adapta-se também a Adónis. No panteão assírio-babilônio, as estrelas principais eram personificações de deuses; a multidão de estrelas não classificadas constituía "o rebanho do céu", cujo pastor era a constelação de Orionte.

Na mitologia egípcia, as almas de Osíris e de Ísis haviam-se imortalizado em Orion e Sirius, respectivamente. No Zodíaco de Denderah, Orionte, símbolo do deus Sol Hórus, é representado num barco cercado de estrelas, seguido por outro barco conduzindo Sótis, a estrela Sirius.

Numa lenda grega, Diana, a deusa-Lua, apaixonou-se perdidamente pelo belo e hábil caçador, passando muito tempo com ele. Seu irmão Apolo, o deus-Sol, furioso ao vê-la negligenciar os seus deveres de caçadora, enviou um escorpião para matar Orion. O escorpião mordeu Orion, que caiu ferido mortalmente. Zeus para consolar Diana, colocou Orionte entre as estrelas. Assim a deusa-Lua pode vê-lo quando viaja no seu carro de prata.

A base astronômica do mito é o fato de a constelação de Orion se pôr exatamente quando a constelação do Escorpião nasce, tal como se este perseguisse o herói. Noutro encantador mito grego, é a deusa da madrugada, Aurora, "a dos róseos dedos" no dizer de Homero, que persegue Orionte com o seu amor. Orionte foge. No céu de Inverno, quando Orion se põe no mar a oeste, as suas estrelas desvanecem-se muito lentamente, ou seja, a madrugada tenta retê-lo para poder ficar mais tempo a seu lado. Ao desaparecer Orionte, a Aurora derrama lágrimas amargas, que podemos ver nas flores, na relva, nas árvores de manhã: as gotas de orvalho.

Como constelação de Inverno, Orion estava associado ao mau tempo. Eneias, refere-se-lhe, ao relatar a tempestade que o apanhou na costa de África no seu caminho para Itália. Políbio, o historiador grego (séc. II a.C.), atribui a perda da esquadra romana, durante a 1a Guerra Púnica, ao fato de terem navegado já depois do "nascimento de Orion". Também Camões a isso se refere nos Lusíadas, Canto X, 88: "E do Orionte o gesto turbulento".

No zodíaco helênico, o brilhante Touro homenageia um amor feliz de Júpiter. O Deus transformado num Touro Branco raptou Europa, filha do rei Agenor, de Tiro. O Touro encantado apareceu na presença da deusa, enquanto ela caminhava com suas irmãs pela praia e ajoelhou-se aos pés dela, que não resistiu e montou em seu dorso. Andando sob o mar foram para uma distante ilha, Creta. Lá ele teve com ela três filhos: Minos, Radamanto e Sarpédone.

O nome da Estrela Alpha de Touro, Aldebarã, é de origem posterior árabe e significa “o que vem depois” das Plêiades. É uma estrela gigante, de grande visibilidade.

O grupo estelar das Plêiades era em tempo mais antigo, uma constelação separada, não fazia parte de Touro.

Para os tuaregs do deserto africano, descendentes diretos dos egípcios, as Plêiades são as Filhas da Noite. Os assírios denominavam a Estrela Aldebarã como Nebo. Os índios Bororó, do Brasil, a designavam por Cogue, um dos deuses da chuva.

Na mitologia helênica as Plêiades são: Atlas (pai), Pleiona (mãe), Alcyone, Mérope, Electra, Celaeno, Taygete, Astérope, Maia.

Conforme as narrativas de Hesíodo, Atlas o titã, junto à Pleiona foi o pai de sete filhas, as Plêiades; e junto a Etra, foi pai de outras sete filhas, as Hyades.

A antiga Hyades, composta das sete estrelas da Cabeça do Touro, sendo Aldebarã uma delas, não é mais considerada como constelação, na atualidade. Elas cuidavam de Júpiter e criaram Baco, por isto, em gratidão foram transformadas em Estrelas. Tais deusas também cuidavam da chuva e representavam a fertilidade da terra.

Posição no céu

Entre zero e 30°N de declinação e 3 h 20 min e 6 h de Ascensão Reta, abrange uma área de 797 graus². Touro é visível entre as latitudes 90°N e 65°S.

A constelação de Touro fica na borda galáctica. Na sua direção encontram-se bilhões de galáxias iguais à nossa. Ela fica ao Norte do Equador Celeste. Tem ao Sul, Órion; ao oeste, Carneiro; ao Leste, Gêmeos; ao Norte Cocheiro e Perseu.

A estrela Beta, Al Nath, é comum de Touro e da constelação de Auriga, o Cocheiro. Esta constelação homenageia Automedonte, o célebre condutor do carro de Aquiles, no cerco de Tróia ou também a Anfistrato, o condutor do carro de Castor e Pollux. Principais estrelas e objetos

A constelação de Touro tem o primeiro plano estelar formado por 57 Estrelas visíveis: uma de primeira grandeza, Aldebarã; uma de segunda, Al Nath; duas de terceira, Hyades e Europa; 21 de quarta, e 32 de Quinta.

Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
Alfa Aldebaran 65,2 al 219 rs 0,84 Supergigante vermelha
Beta ElNath 131 al 4,5 rs 1,62 Binária
Gama - 154 al 26 rs 3,62 -
Zeta - 418 al 6,8 rs 2,96 -

O objeto de maior destaque em Touro é, sem dúvida alguma, o aglomerado aberto das Plêiades (M45 ou NGC 1432), a 400 anos-luz da Terra, formado por cerca de duas mil estrelas jovens, com apenas algumas dezenas de milhões de anos (o Sol tem cinco bilhões de anos).

Fotografias de longa exposição através de um bom telescópio podem revelar facilmente os restos da nebulosa que lhes deu origem.

O aglomerado aberto das Híades fica a somente 130 anos-luz do Sol e é formado por estrelas bem mais antigas que as Plêiades, espalhadas numa região com cerca de 5° de diâmetro, a Oeste de Aldebaran.

A Nebulosa do Caranguejo é outro destaque. Há 6.000 anos-luz da Terra, o nome advém de sua aparência ao telescópio. Trata-se dos restos de uma supernova observada no ano de 1054 pelos chineses. Após a explosão, seu brilho foi pouco a pouco diminuindo até se tornar quase invisível a olho nu. Em 1758 o astrônomo Charles Messier (1730-1817) reecontrou-a enquanto procurava o cometa de Halley. No alinhamento da Estrela Europa, estão uma Rádio-fonte e a Nebulosa do Caranguejo (M-1). Próximo do alinhamento da estrela Tau, há outra Rádio-fonte.

Era de Áries. Constelação de Áries

Quanto à constelação de Áries, o carneiro, foi uma substituição feita pelos gregos embora seja possível que a origem esteja no Egito, pois na Babilônia era "o mercenário".

Áries é considerada a primeira constelação do zodíaco, pois quando foi formalizado o Zodíaco tropical pelos gregos, o ponto equinocial de Primavera do Hemisfério Norte, coincidia com o começo da constelação.

Já os Babilônios usavam a constelação, para demarcar o início da primavera, pois em 2500 a.C. o equinócio da primavera boreal, ficava no meio das estrelas que formam a cabeça do carneiro.

A passagem do Sol, entre as três estrelas da cabeça do Carneiro, marcou o Equinócio da Primavera para o Hemisfério Norte, até o ano 64 a.C.

Foi o astrônomo e astrólogo Hiparco (séc. II a.C.), quem dispôs o começo do Zodíaco a zero grau de Áries. Ptolomeu concordou com esta decisão. O zodíaco Helênico anterior começava em Caranguejo, junto ao Ano Grego.

A Constelação de Carneiro, como hoje a conhecemos, foi desenhada em Carta Celeste, pela primeira vez por Cleóstrato, de Ténedos, no século VI a.C. Ela está presente em todos os Zodíacos e calendários da Antigüidade pré-helênica. Os carneiros, oriundos dos altiplanos da Ásia Menor e da Grécia, eram os animais preferidos nos cultos de sacrifício aos deuses na época; igualmente apreciados como fonte de vestimentas e alimentos.

Posição no céu

Áries é visível entre as latitudes 90°N e 60°S. Ao sul da constelação do Triângulo e próximo a Peixes. Entre 10°N e 30°N de declinação e 1h 40min e 3h de Ascensão Reta. A constelação de Áries abrange uma área de 441 graus².

A constelação de Carneiro tem o primeiro plano estelar formado por 16 Estrelas, visíveis: Uma de primeira grandeza, Harmal (cor amarela); uma de terceira grandeza, Sheratan (cor branca); duas de Quarta, Mesarthim (cor branca) e Helle (cor vermelha); doze de Quinta grandeza entre elas Phrixos (cor azul. É uma estrela dupla).

Ao norte ficam as constelações de Perseu e Triângulo; ao leste, o Touro; ao sul, a Baleia; ao Oeste Peixes. Ela fica ao norte do Equador Celeste.

Principais estrelas e objetos

Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
(Alfa) Hamal 66 al 37 rs 2,0 -
(Beta) Sheratan 59,6 al 3,2 rs 2,62 -
(Gama) Mesarthim 204 al 4,4 rs 3,87 Binária
(Delta) Botein 168 al 23 rs 4,34 -
(Lambda) Lambda Arietis 133 al 3,2 rs 4,78 Binária

Na Constelação de Carneiro não existe qualquer Nebulosa ou Aglomerado Estelar de fácil observação, o que a torna uma Constelação de profundidade simples.

As galáxias mais luminosas são de magnitude 11, entre elas NGC 772, a mais luminosa, em forma de espiral, próximo a estrela gama. Um outro objeto interessante é 53 Arietis (magnitude 6,1) uma estrela que se formou na região da nebulosa de Órion mas deslocou-se rapidamente, por causas desconhecidas.

Também foi durante a era de Áries, entre 1000 e 500 AC que o Zodíaco, como o conhecemos, acabou de se formar.

Era de Peixes

Ao redor do ano 64 a.C. o ponto vernal (HN) passou da constelação de Áries para a constelação de Peixes inaugurando a Era de Peixes. É interessante observar que o símbolo do Peixes foi muito importante dentro da cultura cristã viva até hoje e marca fundamental de estes dois milênios de Era de Peixes. Assim tb Jesus Cristo com sua mensagem de Amor Universal foi a tonica principal, sendo o Amor Universal a potencialidade fundamental do signo de Peixes.

Peixes pertence a família das constelações relacionadas com os períodos de chuva e pesca. O equinócio da primavera boreal passou durante 2000 anos por esta constelação, por isso que em Astrologia se designa este período por Era de Peixes. Atualmente o ponto do equinócio, encontra-se entre Peixes e Aquário (inicio da Era de Aquário).

Na Grécia antiga a Constelação levava o nome da Deusa Vênus e de seu filho Eros.

Esta constelação, representa dois peixes cruzados pelas caudas (um peixe é representado pelas Estrelas de Alpha a Sigma, o outro peixe, pelas estrelas de Allpha a Beta). Homenageia aos seres marinhos que salvaram sobre seus dorsos a deusa Vênus e seu filho Eros (Cupido) quando fugiam de Tífon, o Monstro.

Outra versão fala que Peixes homenageia dois delfins que conduziram Anfitrite, a filha de Oceano, até junto de seu esposo Netuno.

Outra versão fala que os deuses mergulharam no rio e se transformaram em peixes. Para imortalizar o acontecimento a deusa Minerva transformou os dois peixes em constelação.

Para os egípcios, Peixes representava a aproximação da primavera e a estação da pesca. Babilônios a assírios já representavam essa constelação por dois peixes.

Posição no céu

O prolongamento de uma linha unindo as estrelas alfa e beta de Áries na direção Leste encontra eta de Peixes, a mais brilhante dessa constelação, que fica entre 33°N e 6°S de declinação e 22 h 49 min e 2 h 4 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 889 graus². É visível entre as latitudes 90°N e 65°S.

Principais estrelas e objetos

Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
(Alfa) Alrescha 139 al 3,5 rs 3,81 Binária
(Gama) Gamma Piscium 131 al 18 rs 3,68 -
(Eta) Eta Piscium 295 al 49 rs 3,59 Binária
M74 (NGC 628) é uma galáxia espiral com magnitude 10,5 em Peixes, a 20 milhões de anos-luz da Terra. Outra galáxia é NGC 488, do tipo elíptica. Não há outros objetos acessíveis aos instrumentos amadores.

Era de Aquário

Há anos ouvimos falar que estamos na era de Aquário, já tendo atravessado a de Áries e de Peixes. Há quem diga que ela começou no século XIX, outros no século XX e outros ainda que ela só terá início em 2599.

Segundo como as constelações estão definidas na atualidade, a era de Aquário ainda não começou, pois o ponto vernal está em 6º 06' e 39" da constelação de Peixes.

Como ele percorre aproximadamente 1º em 72 anos, ainda deverão decorrer 440 anos até a entrada na nova constelação. Contudo pelas alterações comportamentais, socioculturais e religiosas, podemos perceber que nos encontramos na fase de transição da era de Peixes para a de Aquário.

A constelação de Aquário

A constelação de Aquário era conhecida pelos babilônios e povos da Ásia Menor e Egito. Era associada à água e a semeadura, pois o Sol passava por essa região do céu durante a estação chuvosa, após as inundações do Nilo. A região do céu em que ela se encontra é conhecida como o Mar ou a Água, devido à proximidade de constelações como Cetus, a Baleia, Pisces, os Peixes, e o rio Eridanus (Erídano). Este é, por vezes, representado como fluindo do vaso do Aquário. Os antigos viam, nessa constelação, a figura de um homem vertendo água de uma ânfora.

Nas suas primeiras figuras há um peixe. Piscis Notins, sobre a água que sai derramada do Aquário.

A constelação de Aquário, ou melhor, Aguadeiro, foi dedicada ao Príncipe troiano Ganimedes. Este Príncipe foi amante de Eos, a deusa da Aurora. Júpiter o condenou, por isto a servir de copeiro-aguadeiro aos deuses do Olimpo.

Júpiter, sob a metamorfose de Águia, raptou Ganimedes, para levá-lo ao Olimpo, onde nos banquetes dos deuses, servia o néctar a Júpiter.

Posição no céu

A melhor forma de encontrar Aquário é através das estrelas beta e delta da vizinha Capricórnio. O alinhamento entre as duas encontra, a Oeste, delta de Aquário, a partir da qual pode-se construir toda a figura dessa constelação, que fica entre 3°N e 25°S de declinação e 20 h 40 min e 23 h 55 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 980 graus². Aquário é visível entre as latitudes 65°N e 90°S.

Principais estrelas e objetos

Apesar de ampla, Aquário é uma constelação formada por estrelas pouco luminosas. O primeiro plano desta Constelação compõe-se de 41 estrelas: três de terceira grandeza; quatorze de Quarta, e 24 de Quinta. Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo Alfa Sadal Melik 759 al 169 rs 2,93 Binária Beta Sadal Suud 615 al 100 rs 2,87 Binária Delta Skat 160 al 5,6 rs 3,25 -

Em Aquário há três objetos Messier: M2, M72 e M73, além das nebulosas planetárias da Hélice e de Saturno, cujos nomes sugerem a semelhança com esses objetos, quando vistas ao telescópio.

Messier Tipo Distância Mag M2 (NGC 7089) Aglomerado globular 50.000 al 7,5 M72 (NGC 6981) Aglomerado globular 60.000 al 10 M73 (NGC 6994) Aglomerad

A Era de Capricórnio

Fala-se que foi na Era de Capricórnio, aproximadamente 24 mil anos atrás que se iniciou o projeto humanóide no planeta Terra que nos inclui.

A constelação de Capricórnio

A constelação de Capricórnio era já notável no pré-clássico.

Um grande cometa (Tifon) apareceu perto da Terra no ano 1495 a.C. Ele foi apreciado junto do Sol como se lhe fosse um astro gêmeo, quando este transitava pela constelação de Capricórnio. Para os gregos Tífon era chamado de Palas, para os egípcios era Set.

A constelação de Capricórnio para os chineses era Yin.

Há 2.000 anos o Sol estava em Capricórnio no solstício do inverno boreal, quando seus raios caiam perpendiculares na latitude 23° e 27' o que levou a denominação de "trópico de Capricórnio". Atualmente, no solstício, o Sol está na constelação de Sagitário.

Capricórnio homenageia ao deus Pã (ou Pan), ser meio homem, meio animal, com torso humano, coberto de pêlos e com cabeça e pés de bode. Habitava os bosques e divertia-se assustando os que passavam com suas bruscas aparições (daí a origem do termo pânico). Júpiter o transformou em constelação por ter ajudado a combater o terrível monstro Tifão. Numa outra versão, o Capricórnio é a cabra Amaltéa, que amamentou Júpiter.

Posição no céu

Capricórnio é visível entre as latitudes 60°N e 90°S o que corresponde a área colorida no mapa. Capricórnio se estende a Oeste de Sagitário, mas não é uma constelação muito evidente. Fica entre 28°S e 9°S de declinação e 20 h 5 min e 21 h 55 min de Ascensão Reta. A constelação de Capricórnio abrange uma área de 414 graus².

Principais estrelas e objetos

O primeiro plano é formado por 9 estrelas: três de terceira grandeza e seis de quarta. Com o auxilio do telescópio nota-se 30 estrelas significativas.

Tem de fundo uma Nebulosa M-75, e uma Radio fonte de alto impulso. Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo (Alfa) Algedi (Al Giedi) 109 al 15 rs 3,56 Binária (Beta) Dabih 345 al 48 rs 3,03 Binária (Delta) Deneb Algiedi 38,6 al 1,9 rs 2,84 Binária

Em Capricórnio localiza-se o aglomerado globular M30 (NGC 7099), com magnitude 8,5 e a 40.000 anos-luz da Terra e também uma galáxia espiral barrada, a NGC 6907, com magnitude 11.

A constelação de Sagitário

A Constelação de Sagitário foi determinada e desenhada no século VI a.C. por Cleóstrato de Ténedos. A estrela Nu do Sagitário é a mais antiga dupla conhecida, Ptolomeu a designava Nepheloides Kai Diphous que quer dizer: Nebulosa e dupla.

Sagitário fica na direção do centro da Via-Láctea. Sua localização indica o ponto em torno do qual o Sistema Solar orbita o centro galáctico, em 17 hs, 40 m; D - 30 graus, a 35 milhões de anos luz. Hoje encontra-se aos 26 graus do signo de Sagitário. Nesta Constelação, desde os dias pré-clássicos, os helênicos viam a figuração de Quíron, o Centauro filho de Chronos e Filira, a filha do deus Oceano. Quíron diferenciava-se dos outros centauros das florestas mitológicas gregas pela sabedoria de que era dotado, ultrapassando em conhecimentos todos os mortais. Seu pai transmitiu-lhe conhecimentos de medicina, astronomia e música.

Os Centauros eram seres semideuses, metade homem, metade cavalo, que habitavam desde as florestas da Macedônia até a Acáia.

Quiron era imortal e um dia foi ferido por uma flechada desferida por Hércules. Sentindo dores horríveis e não podendo ter o alívio da morte, pediu a Júpiter que o libertasse daquela tortura. Júpiter, então, imortalizou-o, colocando-o no céu. A figura simbólica da Constelação de Sagitário, representada por um centauro que aponta para o céu com sua flecha, indica a ânsia sentida pelo homem para alcançar a sabedoria.

Trata-se de uma constelação muito mais antiga que o Centauro, do hemisfério austral. Provavelmente de origem suméria, na Babilônia, Pérsia e Egito, Sagitário era um deus arqueiro com cabeça e busto humanos e corpo de cavalo.

Posição no céu

Sagitário localiza-se a Oeste de Escorpião. Entre 12°S e 45°S de declinação e 17 h 40 min e 20 h 25 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 867 graus². É visível entre as latitudes 55°N e 90°S.

Principais estrelas e objetos

A constelação de Sagitário tem o primeiro plano estelar formado por 35 Estrelas: duas de segunda grandeza, Nunki e Kaus Australis; seis de terceira, doze de quarta, 15 de quinta.

Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo (Alfa) Rukbat 170 al 2,4 rs 3,93 - 1 (Beta 1) Arkab Prior 379 al 6,1 rs 3,93 Binária 2 (Beta 2) Arkab Posterior 139 al 4,7 rs 4,25 - Gama Alnasi 96,2 al 22 rs 2,96 - Épsilon Kaus Australis 145 al 8,7 rs 1,78 Binária Zeta Ascella 89,1 al 4,2 rs 2,59 Binária Sigma Nunki 225 al 6,2 rs 2,03 Binária

A estrela mais luminosa é Kaus Australis (épsilon) e não é Rukbat (alfa). O mesmo ocorre entre Beta e Sigma. Sagitário abriga 15 objetos do catálogo Messier: as nebulosas M8, M17 e M20, os aglomerados abertos M18, M21, M23, M24 e M25 e os aglomerados globulares M22, M28, M54, M55, M69, M70 e M75. Além de inúmeros objetos pertencentes ao catálogo NGC.

Messier Tipo Distância Mag. M8 (NGC 6523) Nebulosa da Laguna 6.500 al 5,0
M17 (NGC 6618) Nebulosa de Ômega 5.000 al 7,0
M18 (NGC 6613) Aglomerado aberto 6.000 al 8,0
M20 (NGC 6514) Nebulosa Trífida 2.200 al 5,0
M21 (NGC 6531) Aglomerado aberto 3.000 al 7,0
M22 (NGC 6656) Aglomerado globular 10.000 al 6,5
M23 (NGC 6494) Aglomerado aberto 4.500 al 6,0
M24 (NGC 6603) Aglomerado aberto 10.000 al 11,5
M25 (NGC I4725) Aglomerado aberto 2.000 al 4,9
M28 (NGC 6626) Aglomerado globular 15.000 al 8,5
M54 (NGC 6715) Aglomerado globular 50.000 al 8,5
M55 (NGC 6809) Aglomerado globular 20.000 al 7,0
M69 (NGC 6637) Aglomerado globular 25.000 al 9,0
M70 (NGC 6681) Aglomerado globular 65.000 al 9,0
M75 (NGC 6864) Aglomerado globular 100.000 al 9,5

Laguna (M8), Ômega (M17) e Trífida (M20) são típicas nebulosas de emissão, isto é, o gás que as constitui emite luz excitado pelas estrelas vizinhas. Ômega também é conhecida como Nebulosa da Ferradura, a mais brilhante do hemisfério boreal, depois de Órion.

A constelação de Escorpião

Seu desenho inconfundível fez com que gregos, latinos, árabes e persas a representassem na forma de um escorpião desde a mais remota antigüidade. Mas para os antigos nativos das ilhas do Hawai o Escorpião era, na verdade, o Anzol de Maui, deus que "pescou" do fundo do oceano pedaços de rocha que se transformaram no arquipélago.

A constelação de Escorpião é a que mais claramente é definida enquanto sua figura. A maioria das pessoas a conhece. Ela consta de todos os zodíacos da antigüidade. Nossos índios, no Brasil, a conheciam por Caranguejo de Cauda Venenosa. Para os índios do litoral, era chamada Constelação de Arraia.

Na tradição pré-clássica helênica, especialmente dentre os Aqueus e os divinos Pélagos, guardava-se a memória de uma explosão de luz sem precedentes, nessa região do Céu. Por isso, essa região entre a Constelação de Balança (antigas garras do Escorpião) e a de Escorpião foi sempre muito vigiada, na tentativa de previsão de um novo abalo. Assim toda passagem de planetas nesta região era cuidadosamente acompanhada. Em 17 de Janeiro do ano 271 a.C., a Estrela AKRAB foi eclipsada pelo Planeta Marte, coincidindo com perturbações sociais catastróficas na região da Caldéia.

Nesta época, Antares, hoje de primeira grandeza, era uma Estrela de segunda grandeza. Desde então seu brilho foi aumentando e agora está começando a diminuir. Ela é uma estrela do tipo dupla-variável. A primeira estrela variável, ou temporária, de Escorpião, foi observada em 134 a.C., até 1973 foram observadas 28 estrelas desse tipo (alguém pode atualizar estes dados sobre as estrelas de Escorpião e outros objetos?).

Há 3 000 anos a.C., o Equinócio de Outono para o Hemisfério Norte, passava pela estrela Antares. Por isto era considerada uma das Quatro Estrelas Reais no Zodíaco Persa, marcando um dos 4 cantos do Céu. Alguns autores atribuem a origem do nome desta constelação, as pragas e secas que costumavam assolar o Egito nessa época do ano.

Nos limites atuais da constelação, o Sol transita por Escorpião em apenas sete dias, mas na Antigüidade quando incluía a atual constelação de Libra, levava cerca de um mês.

Posição no céu

A estrela mais brilhante de Escorpião é Antares, cujo brilho avermelhado rivaliza com o de Marte, a meio caminho entre Gacrux, no Cruzeiro do Sul, e Altair, em Águia. Uma vez encontrada não é difícil perceber a forma dessa constelação.

A constelação tem ao Sul as Constelações do Lobo, Tégua, Altar e Coroa Austral; ao Norte, Ofiuco. Fica entre 45°S e 8°S de declinação e 15 h 45 min e 17 h 55 min de Ascensão Reta. Escorpião é visível entre as latitudes 40°N e 90°S. Abrange uma área de 497 graus².

A constelação tem no seu primeiro plano estelar 28 estrelas: uma de primeira grandeza, Antares; quatro de Segunda, Diana, Sigma, Ártemis e Nemis; seis de terceira, oito de quarta e nove de quinta.

A estrela Akrab foi descoberta ser Dupla por Cassini em 1678. Em 827 da nossa Era apareceu uma Super-Nova em Escorpião, observada pelo astrônomo Giafar em 1006. Hepidammnus também observou uma Super-Nova; os chineses batizaram essa Estrela como Ke-sing, que significa estrela hóspede.

No fundo da Constelação de Escorpião podem ser apreciados diversos objetos multi-estelares como: NGC 6388, NGC 8124, NGC6383 M-80, M-4, M-7, etc.

Em relação à Via Láctea, Antares fica fora da faixa, as demais se situam dentro da faixa.

Principais estrelas e objetos

Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
(Alfa) Antares 604 al 864 rs 1,03 Binária
(Beta) Graffias 530 al 19 rs 2,53 Binária
(Delta) Dschubba 403 al 11 rs 2,28 Binária
(Épsilon) Wei 65,4 al 31 rs 2,28 -
(Teta) Sargas 273 al 31 rs 1,84 Binária
(Kapa) Girtab 466 al 8,5 rs 2,37 -
(Lambda) Shaula 709 al 12 rs 1,59 Binária

O nome Antares vem do grego e significa anti ares, o rival de Marte, por causa de seu brilho que rivalizava em cor com o planeta vermelho. Antares é uma estrela supergigante e se fosse colocada no lugar do Sol engolfaria Mercúrio, Vênus, a Terra, Marte e o Cinturão de Asteróides, deixando Júpiter tão próximo quanto estamos do Sol. Antares tem uma companheira gravitacional com quatro vezes o diâmetro do Sol. Ambas orbitam em torno de um centro comum em 878 anos e distam uma da outra cerca de 14 vezes a distância do Sol a Plutão.

Em Escorpião há quatro objetos Messier: M4, M6, M7 e M80. O aglomerado aberto M6 é conhecido também como Borboleta e M7 é o Aglomerado de Ptolomeu.

Messier

Tipo Distância Mag.
M4 (NGC 6121) Aglomerado globular 7.000 al 7,5
M6 (NGC 6405) Aglomerado aberto 2.000 al 4,5
M7 (NGC 6475) Aglomerado aberto 1.000 al 3,5
M80 (NGC 6093) Aglomerado globular 36.000 al 8,5

A Via-Láctea atravessa grande parte de Escorpião, que também está perto do centro galáctico (em Sagitário). Há vários outros objetos de baixa visibilidade em Escorpião, principlmente aglomerados e galáxias.

Serpentário (Ophiuschus)

Ophiuchus ou Esculápio, era filho de Apolo e da mortal Corônis, quem por medo de ser abandonada quando velha, uniou-se a Isquis, ainda grávida de Apolo. Por este motivo, o deus a matou e retirou a criança de seu ventre e entregou-a aos cuidados de Quiron.

Esculápio foi instruído nas artes da cura os seus aliados eram as serpentes. Plutão temendo que ninguém entre os mortais morresse, fulminou ao curandeiro, mas o colocou no céu junto às serpentes.

A constelação de Libra ou Balança

A constelação de Libra possui estrelas de brilho relativamente fraco e é ofuscada pela vizinha Escorpião, da qual fazia parte.

A Constelação de Libra foi introduzida no Zodíaco antigo por sacerdotes egípcios do séc. III a.C., secionando as garras da Constelação de Escorpião.

Antigamente a Constelação de Escorpião estendia-se por 60 graus. Pressupõe-se que o motivo maior foi situar o equinócio de outono, que ocorria na época nessa parte celeste.

A denominação egípcia, já existia desde muito antes na tradição oral dos Hicsos-pastores. Os Caldeus fizeram a mesma coisa, em busca de uma coerência numérica (12), só que eles mantiveram a figura, e denominaram a nova constelação de Garras do Escorpião.

Existe a hipótese que o nome de Balança vem do fato de que nesse tempo os planetas eram vistos passarem do Sul para o Norte, devido à interseção da Eclíptica com o Equador Celeste, quando dias e noites tem igual duração.

É a primeira constelação que não tem mito associado. Ainda que alguns autores afirmam homenagear a Têmis, mãe de Astréia e deusa da Justiça.

Posição no céu

Libra fica a Leste de Escorpião, diante de suas garras. Entre 0,3°S e 30°S de declinação e 14 h 18 min e 16 h de Ascensão Reta. Abrange uma área de 538 graus². É visível entre as latitudes 90°N e 65°S

Principais estrelas e objetos

Estrela Nome Dist Raio Mag Tipo
(Alfa) Zubenelgenubi 77,2 al 3,8 rs 2,75 Binária
(Beta) Zubeneschamali 160 al 5,3 rs 2,59 -
(Sigma) Brachium 293 al 553 rs 3,25 Var. tipo Mira

Também está presente em Libra o aglomerado aberto de décima magnitude NGC 5897, que dista 45.000 anos-luz da Terra. Existem outros objetos, mas de muito baixa luminosidade mesmo para bons instrumentos amadores.

A constelação de Virgem

O ponto de equinócio de outono boreal e da primavera no Hemisfério Sul encontra-se atualmente em Virgem.

"Entra em Astreia o Sol, no mês de Agosto; Baco das uvas tira o doce mosto." Lusíadas, IV - 27

Um dos exemplos mais notáveis de uma constelação com múltiplas lendas, é sem dúvida a da Virgem do Zodíaco. Teria sido uma das primeiras a ter sido nomeada, sempre sob a forma de uma donzela. No mito do Boieiro representa a desditosa filha de Icário, Erígona.

Uma remota lenda faz da Virgem zodiacal a deusa da Justiça, Astreia, o que se adequa muito bem à sua posição ao lado da Balança. Hesíodo (séc VIII A.C.) proclama que ela é a filha dilecta de Zeus "a Justiça está sentada ao lado de Zeus". Segundo esse mito, na idade do ouro ela vivia entre os homens a quem dera as leis para governo das sociedades civilizadas. Mas, ofendida e triste com a degenerescência da humanidade, a deusa justa voou aos céus (a Virgem representa-se muitas vezes com asas), "a última das divindades a deixar a Terra" no dizer de Ovídio. No seu poema astronómico Phaenomena, Arato (séc. III A. C.), retoma este mito, mas para ele, Astreia é filha de Astreio, o mítico pai das estrelas, e de Aurora, a dos róseos dedos (a palavra Astreia significa a donzela das estrelas).

É ainda Ceres (a Deméter romana), deusa da agricultura, da fertilidade dos campos, das cearas, com um feixe de espigas de trigo na mão. Ceres tinha uma filha, a encantadora Cora (Perséfone ou Prosérpina). Quando esta, num dia primaveril, despreocupadamente colhia flores, vê abrir-se de repente uma fenda na terra e surgirem cavalos negros como carvão, atrelados a um carro conduzido por um cavaleiro de negro de face invisível. Era o deus das trevas, Hades (Plutão), que se apaixonara por ela e a raptara. O desgosto de Ceres foi terrível. Desesperada, percorreu a terra à procura da filha, esquecendo os seus deveres. As plantas não produziam flores nem frutos, toda a natureza secou. Zeus foi obrigado a intervir para salvar a humanidade. Mas Perséfone já não podia regressar inteiramente do reino dos mortos: comera alguns bagos de romã. Assim, o deus supremo ordenou que Perséfone ficasse no submundo 3 meses por ano, e o restante tempo com a mãe. O mito é claramente uma alegoria. O período passado com Hades, corresponde ao tempo em que as sementes estão debaixo da terra; quando à superfície, com Ceres, é o tempo da verde Primavera em que tudo floresce e mais tarde dá os seus frutos. A Virgem de Agosto tornou-se uma deusa que desceu à terra, presidindo à ceifa e sendo adorada sob vários nomes. Ainda até há bem pouco, subsistiam por toda a Europa, vestígios do antigo culto dessa deusa protectora das searas; no fim da ceifa, com os últimos feixes formava-se uma tosca boneca que vestiam e levavam para casa, ao som de música e danças. Esta lenda seguramente terá nascido quando o solstício de Verão, época da colheita dos cereais, caía nesta constelação, o que faz recuar isso para 6 a 5000 anos A.C., lá para os primórdios da agricultura.

É também a romana Fortuna ("a fortuna é cega") numa alusão às estrelas fracas que formam a cabeça da figura. É ainda Ruth, a moabita, restolhando nos campos de Boaz. Na época cristã será muitas vezes associada à Virgem Maria. Curiosamente, Weigel, no seu atlas, chama-lhe "As 7 Torres Portuguesas". Na Judeia, sempre associada à abundância de cereais, a Virgem é o signo da tribo de Aser, a quem Jacob profetizara "o seu pão será abundante". Foi ao comparar as observações da Espiga e de Régulo, feitas por Timocaris, com as suas, 150 anos depois, que Hiparco descobriu a precessão dos equinócios. O ponto de equinócio de outono boreal e da primavera no Hemisfério Sul encontra-se atualmente em Virgem.

Posição no céu

Virgem é visível entre as latitudes 80°N e 80°S. Sua posição astronômica é entre 15°N e 22°S de declinação e 11 h 35 min e 15 h 10 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 1.294 graus².

Ao norte dela, ficam as constelações de Cabeça da Serpente, Boieiro, Cabeleira de Berenice: ao sul Hidra, Corvo e Copo. Para localiza-la, continuar uma linha ao norte do haste maior do Cruzeiro do Sul, a primeira estrela que reluz é Spica. Que forma um triângulo com Denebola de Gêmeos e Arcturus do Boieiro. A constelação de Virgem tem o primeiro plano estelar formado por 25 estrelas: uma de primeira grandeza, Espiga; duas de terceira, Zavijava e Algorab; treze de Quarta, entre elas Auwa, Vindemiatrix, Aric, Parime e nove de quinta.

Principais estrelas e objetos

Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
(Alfa) Spica 263 al 5,6 rs 0,96 Binária
(Beta) Zavijava 35,6 al 2,2 rs 3,56 Binária
(Gama) Porrima 38,6 al 2,8 rs 2,71 Binária
(Delta) Auva 203 al 241 rs 3,37 Binária (Zeta) Heze 73,2 al 2,6 rs 3,37 -

Ao fundo de Virgem, podem ser vistas com telescópio 11 Galáxias. A área que condensa as Nebulosas é denominada Polígono das Nebulosas. Tem várias radiofontes e Estrelas Variáveis tipo SS, R e S. Vista da Terra, fica exterior à faixa da Via Láctea.

Em Virgem está um dos mais significativos aglomerados de galáxias, com cerca de 2.500 objetos, entre galáxias elípticas, espirais e irregulares. Destacam-se os objetos Messier M49, M58, M59, M60, M61, M84, M86, M87, M89, M90 e M104, além do quasar 3C273, o mais luminoso do firmamento.

Messier

Tipo Mag. M49 (NGC 4579) Galáxia elíptica 10
M58 (NGC 4472) Galáxia espiral 11
M59 (NGC 4621) Galáxia elíptica 11,5
M60 (NGC 4679) Galáxia elíptica 10,5
M61 (NGC 4303) Galáxia espiral 10,5
M84 (NGC 4374) Galáxia elíptica 11
M86 (NGC 4406) Galáxia elíptica 11
M87 (NGC 4486) - Virgo Galáxia elíptica 11
M89 (NGC 4552) Galáxia elíptica 11,5
M90 (NGC 4569) Galáxia espiral 11
M104 (NGC 4594) - Sombrero Galáxia espiral 9,5

Todas essas galáxias ficam em torno de 70 milhões de anos-luz do Sol. Recentemente, o Telescópio Espacial Hubble encontrou indícios de que existe um buraco negro no núcleo de M87. Essa galáxia é uma potente fonte de raios X. Já M104 é a esplêndida galáxia espiral do Sombrero, cujo nome faz menção a um chapeu mechicano. Ela fica a cerca de 50 milhões de anos-luz e é vista de perfil, enroscada por uma braço de metéria escura, que lhe confere a forma característica.

A constelação de Leão

A representação do Leão foi criada pelos povos dos desertos norte-africanos e das florestas densas do alto Egito e da Etiópia: os aqueus, caftorinos, cárias e pélagos e incorporada na Mitologia pré-clássica helênica. Constava dos zodíacos da Etiópia e do Egito, como se comprova no Zodíaco de Denderah.

Devido ao movimento de precessão da Terra o signo de Virgem ocupa o espaço físico da constelação de Leão. Quer dizer se você tiver o Sol, a Lua o algum planeta no signo de Virgem ele estará na constelação de Leão.

Posição no céu

Leão é visível entre as latitudes 90°N e 65°S. A constelação de Leão fica ao Norte do Equador. Vista da Terra, fica fora e ao Norte da faixa Galáctica. Sua posição astronômica é 33°N e 6°S de declinação e 9 h 20 min e 11 h 55 min de Ascensão Reta. A constelação de Leão abrange uma área de 947 graus².

Em relação as constelações vizinhas, ao Norte, ficam as Constelações de Cabeleira de Berenice, Ursa Maior e Leão Menor; ao Sul, Sextante e Hidra.

Ela é formada por um triângulo reto e um signo de interrogação invertido. A figura do Leão até que da para visualizar fácil.

Para encontrá-la traçar uma linha a partir da estrela central das Três Marias, que passe por Prócion no Cão Menor e chegara a Regulus, estrela principal de Leão e a continuação, Denebola.

Observe que Regulus é o ponto de um signo de interrogação invertido formado por cinco das estrelas da constelação, entre elas Algieba. Denebola é uma das aristas de um triângulo reto. Principais estrelas e objetos

A constelação do Leão tem o primeiro plano estelar formado por 30 estrelas visíveis: Uma de primeira grandeza: Régulus; duas de Segunda: Denebola e Al-ggieba; duas de terceira: Zosma e Sickle; doze de Quarta: entre elas: Alcmena, Hera, Anfitrião e Megera e treze de Quinta.

Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
(Alfa) Regulus 77,6 al 4,1 rs 1,34 Binária
(Beta) Denebola 36,2 al 2,2 rs 2,12 Binária
(Delta) Zosma 57,7 al 3,1 rs 2,53 Binária
(Gama) Algieba 126 al 65 rs 2,00 Binária
(Zeta) Aldhafera 260 al 12 rs 3,4 Binária
(Teta) Chort 187 al 5,5 rs 3,31 -

Wolf 359, é uma das estrelas mais próximas do Sistema Solar.

Existem cinco objetos Messier em Leão: M65 (NGC 3623) e M66 (NGC 3627), são galáxias espirais a 35 milhões de anos-luz da Terra e magnitudes em torno de 10. M95 (NGC 3351) e M96 (NGC 3368), são também galáxias espirais a 25 milhões de anos-luz e magnitude em torno de 11. As quatro fazem parte de um pequeno grupo, não muito longe do grupo local. M105 (NGC 3379) é uma galáxia elípitica com magnitude 11 e também a 25 milhões de anos-luz. Para observá-las é recomendável telescópios com abertura mínima de 10 cm.

A constelação de Caranguejo

Enquanto o Sol-precessional, faz 8 mil anos atrás, cursava a Constelação de Caranguejo, as diferentes agrupações humanas, desenvolviam a vida em grupo, formando tribos e agrupações.

A figura do Caranguejo foi introduzida pelos gregos e corresponde ao Escaravelho dos egípcios, segundo o Zodíaco de Denderah. Não se conhece a origem mitológica desta designação. Unicamente, o que podemos afirmar, é que o Caranguejo abundava nos pantanais em volta do Mediterrâneo e a Ásia Menor.

Esta constelação foi anotada pela primeira vez pelo astrônomo Eudóxios, no século IV e algumas de suas Estrelas de menor grandeza foram anotadas pelo Astrônomo Arato do século III a.C. O astrônomo C. Ptolomeu indicava-lhe somente 13 estrelas.

Há 2.000 anos, o Sol passava por Câncer no solstício do verão boreal, quando os seus raios caem perpendicularmente na latitude 23° e 27', ao norte do equador. Este fato inspirou o bautismo de esta latitude como "Trópico de Câncer".

Posição no céu

Câncer fica entre 6,8°N e 33,3°N de declinação e 7 h 53 min e 9 h 19 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 506 graus². É visível entre as latitudes 90°N e 60°S. Fica ao Norte do Equador Celeste. Ao norte dela fica o Lince; ao oeste, Os Gêmeos; ao sul A Hidra e o Cão Menor.

É uma das constelações do zodíaco menos nítida, pois suas estrelas são todas superiores a terceira magnitude. Tem quatro estrelas de quarta grandeza, Juno, Iris, Beta e Beenive e dez de quinta grandeza.

Principais estrelas e objetos

Estrela Nome Dist Raio Mag Tipo
Alfa Acubens 174 al 4,3 rs 4,25 Binária
Beta Altarf 291 al 234 rs 3,5 Binária
Gama Asellus Borealis 159 al 2,7 rs 4,95 Binária
Delta Asellus Australis 136 al 26 rs 3,93 Binária
Zeta Tegmine 83,4 al 6,2 rs 4,65 Sistema múltiplo

O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Cancri. 55 Cancri possui um sistema planetário com dois planetas confirmados. A massa de um deles é 0,84 vezes a de Júpiter, e a do outro é estimada em 5 vezes esta última.

Em Caranguejo há dois objetos Messier, M44 (NGC 2632), conhecido pularmente como Presépio ou Colméia, nome dado no período pós-medieval, era já apreciada na Antigüidade, é um aglomerado aberto a 500 anos-luz visível a olho nu, entre as estrelas delta e gama, cujos nomes significam, respectivamente, pequeno asno meridional e pequeno asno setentrional; e M67 (NGC 2682), um outro aglomerado aberto, só que bem menos visível, com magnitude 7,5 e a 2.250 anos-luz da Terra.

Vocabulário

Boreal: significa Norte.

al: é a abreviatura de ano-luz (1al = 9,5 trilhões de km).

Mag.: é a magnitude aparente.

Magnitude Absoluta: o brilho das estrelas se estivessem a distância padrão de 32,6 anos-luz.

rs: é raios solares (1rs = 695.000 km).

Dist. entre a Terra e o Sol: 150 milhões de km.

Zodíaco

"Há em grego duas palavras para "vida": [zoé] e [biós].

[Zoé] designa a vida em geral, isto é, o princípio vital;

[biós] designa a existência, ou seja, o período vital entre o nascimento e a morte.

De [zoé] fez-se [zoon] = "ser vivo", daí "animal". É com a acepção de "animal" que este vocábulo grego entrará na formação de palavras do latim científico a partir do século XVI e, nos vernáculos, do século XVIII em diante.

A palavra "zodíaco" é de origem mais remota e formou-se no próprio idioma grego já na Antigüidade. De [zoon] fez-se [zódion], designando a chamada "constelação dos animais". Em latim fez-se o empréstimo zodium, com o mesmo sentido; mas a palavra não chegou até os idiomas modernos, não dando a hipotética forma "*zódio".

À "constelação dos animais" da-se o nome de "zodíaco", forma substantivada do adjetivo grego [zodiakós], pelo latim zodiacus = "relativo ao '*zódio' ou "constelação dos animais".

É possível que zodion designasse propriamente a "constelação dos seres vivos"; "animados", e não necessariamente "animais".

A possibilidade decorre não apenas do sentido próprio de [zoé = ser vivo], mas também do fato de nem os Gêmeos, a Virgem ou o Aguadeiro serem animais."

Cláudio Ptolomeu

Nasceu no início do século II da era cristã em Ptololemaida, Hérmia. Com base em certas observações astronômicas por ele anotadas, sabe-se que trabalhou em Alexandria, no Egito, entre os anos 120 e 145 da era cristã. Personalidade das mais célebres da época do imperador Marco Aurélio, Ptolomeu foi o último dos grandes sábios gregos e procurou sintetizar o trabalho de seus predecessores. Por meio de suas obras de astronomia, matemática, geometria, física e geografia, a civilização medieval teve seu primeiro contato com a ciência grega.

A principal obra do autor, contudo, foi He mathematike syntaxis (A coleção matemática), que se tornou conhecida como Ho megas astronomos (O grande astrônomo) ou ainda Almagesto, título da tradução árabe do século IX. Dividida em 13 livros, constitui a síntese dos resultados obtidos pelos astrônomos gregos da antiguidade e é a principal fonte de conhecimento a respeito do trabalho de Hiparco, considerado o maior astrônomo da antiga Grécia.

Hiparco elaborou o primeiro catálogo estelar, com as posições de 850 estrelas. Ptolomeu deu continuidade a esse trabalho e registrou em seu catálogo 1.022 estrelas, das quais 172 ele próprio descobriu. A obra explica também a construção do astrolábio, instrumento inventado por Ptolomeu para calcular a altura de um corpo celeste acima da linha do horizonte.

A parte final, dedicada aos planetas, é a contribuição mais original do autor à astronomia. Baseado nas idéias de Hiparco, Ptolomeu adotou o sistema geocêntrico, que situa a Terra no centro do universo e, girando em torno dela, Mercúrio, Vênus, a Lua, o Sol, Marte, Júpiter, Saturno e as estrelas. Todos esses astros descreveriam, em suas órbitas, círculos perfeitos, conforme ensinavam Platão e Aristóteles.

Essa concepção foi adotada pelos teólogos medievais, que rejeitavam qualquer teoria que não colocasse a Terra em lugar privilegiado. Segundo a tradição islâmica, Ptolomeu morreu aos 78 anos.