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Zodíaco Tropical, Sideral e Dracónico
Hector Othon 23/08/2007- Faixa zodiacal
- Zodíacos sideral, tropical e dracónico
- Zodíaco tropical (intelectual)
- Zodíaco Sideral (natural). A questão do 13 signo: Ofiúco ou Ophiuchus, o Serpentário
- Signos e Constelações
- Dificuldade de determinar as idades e momentos das Eras astrológicas. Movimento de Precessão. Movimento da Eclíptica.
- Zodíaco dracónico
- Descrição das constelações zodiacais
Faixa zodiacal
Os planetas até Netuno giram em torno do Sol numa faixa de 8º em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. O planeta com máxima inclinação orbital é Mercúrio com 7º, segue Vênus com 3,39º, Saturno com 2,48º, Marte com 1,85º, Netuno com 1,77º, Júpiter com 1,30º e por último o excêntrico Urano dessa vez se comportando dentro do padrão, ainda que se destacando com a mínima inclinação orbital: 0,77º. É interessante observar que realmente os planetas todos se movimentam mais ou menos no mesmo plano. Assim, visto desde a Terra, vamos poder acompanhar os planetas numa faixa de no máximo 17º entorno da eclíptica (trajetória aparente do Sol vista desde a Terra).
A faixa que acompanha a eclíptica, com uma largura de dezessete graus, oito e meio ao norte e oito e meio ao sul, chama-se faixa zodiacal.
Os planetas trans-netunianos, chamados na atualidade de planetas anões entre os quais se encontra Plutão já tem inclinações orbitais maiores de 8º. Plutão, por exemplo, tem um plano de órbita com uma inclinação de 17º.
Zodíacos sideral, tropical e dracónico
Para determinar as coordenadas de um planeta na faixa zodiacal (ou de um astro em qualquer posição no céu) é necessário definir:- o círculo celestial que servirá como referência para medir a longitude. Os círculos celestiais que se acostumam usar são: o equador celeste, a eclíptica e trajetória da Lua em torno da Terra.
- o ponto zero - ponto zero de Áries
- critério da coordenada vertical ao círculo: a declinação (coordenada norte e sul, perpendicular ao círculo)
Zodíaco Sideral. Ponto Zero de Áries Define-se como ponto zero de Áries o determinado por Hiparco - sec II a.C quando por primeira vez foram definidas as constelações zodiacais e a idéia de zodíaco tropical. Na época, o zodíaco sideral coincidia com o zodíaco tropical (gostaria de comprovar esta afirmação, estou pesquisando). O Zodíaco sideral é chamado também de Zodíaco natural.
Zodíaco Sideral. As 12 Constelações Quando se privilegia as estrelas como referencia, pode se optar pelas constelações zodiacais como definidas por Ptolomeu, determinando o Zodíaco Sideral de constelações com elongações diferentes entre si. É bom ressaltar, que na atualidade a eclíptica corta as áreas das constelações por outros lados diferentes ao tempo de Ptolomeu o que determina outras elongações para as constelações zodiacais. Fica a pergunta: o correto não seria a Astrologia sideral atual considerar as constelações siderais atuais?
Zodíaco Sideral. Os 12 Signos siderais Pode-se também definir outro tipo de Zodíaco Sideral a partir do mesmo ponto zero da constelação de Áries de Ptolomeu, mas dividindo a eclíptica em 12 partes iguais de 30 graus, a cada parte se lhe chama de signo sideral. Cada signo sideral conterá estrelas pertencentes a mais de uma das antigas constelações zodiacais ou vizinhas. Com o tempo a eclíptica se movimenta no espaço estelar, visitando diferentes setores das constelações. Como por exemplo agora a eclíptica inclui a constelação de Ofiusco e quase que abandona a constelação de Escorpião. A fragilidade deste sistema é que temos que tomar o ponto zero da constelação de Áries definido por Hiparco-Ptolomeu sem conhecer o que os motivou a esta definição. Aparentemente foi uma eleição aleatória ao definir limites das constelações herdadas dos antigos gregos e mesopotâmicos, que se reduziam a nomear setores estelares sem bordas definidas.
Zodíaco Tropical O Zodíaco Tropical é definido em função do Sol. A Astrologia Ocidental costuma tomar como círculo celestial de referência a eclíptica (trajetória aparente do Sol visto desde a Terra), mas poderia usar o Equador Celeste, tanto como a trajetória da Lua. O legal do Zodíaco tropical, seja escolhendo a ecliptica ou a trajetória da Lua, é que seu ponto zero é definido pelo ponto vernal e assim se liberta da imprecisão que traz para o zodíaco sideral o movimento de precessão e o movimento da ecliptica.
Zodíaco Tropical. Ponto Zero do signo de Áries Define-se como *ponto zero de Áries a projeção do Sol no fundo estelar, no momento do Equinócio de Primavera para o hemisfério norte, em que o Sol passa do Sul para o Norte do plano do equador celeste. Fica a pergunta: porque não escolher o ponto zero do signo de Áries no momento do Equinócio de Primavera para o hemisfério sul?
Zodíaco Tropical. Os 12 Signos tropicais O Zodíaco tropical é dividido em doze partes iguais de 30 graus, a partir do ponto Vernal, a cada parte se lhe chama de signo tropical. Os signos se sucedem em sentido horário vistos desde o hemisfério sul, e em sentido anti-horário quando vistos desde o hemisfério norte.* O Zodíaco tropical é chamado também de Zodíaco Intelectual.
Zodíaco Dracónico O Zodíaco Dracónico é definido em função da Lua. A Astrologia Dracónica costuma tomar com círculo celestial de referência a trajetória da Lua em torno da Terra. O zodíaco draconico é então uma versão lunar do zodíaco tropical (solar).
Zodíaco Dracónico. Ponto Zero do signo de Áries Define-se como ponto zero de Áries, o Nodo norte lunar (que é o momento de passagem da órbita da Lua, do Sul para o norte do plano da órbita da Terra em torno do Sol).
Zodíaco Dracónico. Os 12 Signos dracónicos Os signos dracónicos se sucedem ao largo da trajetória da Lua em sentido horário quando vistos desde o hemisfério sul e anti-horário quando vistos desde o hemisfério norte, determinando o Zodíaco draconiano.
Zodiacos e o tempo Tem astrólogo que relaciona estes três zodíacos ao significado astrológico do Sol como presente, a Lua como passado e as estrelas como futuro. Na carta tropical o elemento mais importante é o Sol (presente), na carta sideral o mais importante é a constelação Ascendente no Oriente indicando o movimento para o futuro e na carta dracónica o foco seria o passado. Veja a seguir com mais detalhes os três zodíacos:
Zodíaco tropical (intelectual)
O zodíaco Tropical é a faixa zodiacal dividida em 12 partes de trinta graus (signos tropicais) a partir do ponto Vernal, correspondente aos 12 signos do Zodíaco. Foi definido assim pela primeira vez pelo astrônomo, geógrafo e astrólogo grego Claudio Ptolomeo no século II d.C, seguindo os estudos iniciados por Hiparco.Ponto zero do signo de Áries, ponto vernal O ponto Vernal (zero de Áries) é definido pela projeção do Sol no fundo estelar, no momento de Equinócio da Primavera para o hemisfério norte (Outono no hemisfério sul). O Sol durante os equinócios encontra-se na intersecção do Equador Celeste com a Eclíptica -trajetória aparente do Sol visto desde a Terra. Isto acontece em 20 de Março* e em 22 ou 23 de setembro. E esta informação é muito importante lembrar, a seguir se verá porque. Nos equinócios os raios do Sol caem perpendicularmente no Equador terrestre, e em todos os lugares da Terra o dia tem a mesma duração que a noite (12 horas). Momento especial de harmonia entre a luz e as sombras.
A questão da escolha do ponto Zero de Áries como inicio da Primavera. Porque privilegiar o hemisfério norte? No equinócio de primavera para o hemisfério norte, o Sol está passando do hemisfério sul para o hemisfério norte, em relação ao plano do Equador Terrestre. Este pode ser o motivo que justificou aos astrólogos do hemisfério norte tomarem a projeção do Sol neste momento de equinócio como o ponto zero do signo de Áries, origem do ponto zero do zodíaco tropical (solar). O próprio Ptolomeu (primeiro astrólogo a formalizar o zodíaco tropical), em seu Tetrabiblos, aponta que o critério usado para a escolha do signo de Áries como o inicio do Zodíaco, é que no equinócio de Primavera (para o hemisfério norte) se inicia da Primavera, que traz em si, a força do nascimento. "Por esta razão, embora não haja um início natural do zodíaco, sendo ele um círculo, assume-se que o signo que começa com o equinócio vernal, ou seja, o de Áries, seja o ponto inicial de todos, tornando a umidade excessiva da primavera a primeira parte do zodíaco, como se ele fosse uma criatura vivente, e tomando por ordem em seguida as estações remanescentes, porque em todas as criaturas, as idades mais jovens, como a primavera, tem uma maior quantidade de umidade e são mais tenras e ainda delicadas." - Ptolomeu no "Tetrabiblos". Quando o Sol entra no signo de Áries a eclíptica passa do Sul para o Norte do equador celeste, e a cada dia a duração do tempo do Sol acima do horizonte é maior, dando lugar ao inicio da Primavera - reino das flores, dos passarinhos, das borboletas, dos insetos e dos namoros... Só que igual beleza também acontece no hemisfério sul em 22 ou 23 de setembro. Por que não pegar então este momento como zero de Áries? se a condição do inicio de Áries é:
- o equinócio
- e a Primavera
A carta que usa o zodíaco tropical esta centrada no Sol A carta tropical está centrada no Sol, assim como a sociedade ocidental está centrada na busca de individualidade, independência, realização, sucesso, presença, poder, brilho, expansão, conquista, bem-estar, conforto, reconhecimento, orgulho, satisfação, auto-suficiência e robustez do Ego. É tal o domínio desta imagem solar na cultura ocidental, que uma pessoa que não consiga desenvolver seu lado solar correspondendo as expectativas que se projetam nele, fica mal, esta bichado, errado e muitas vezes marginalizado. O belo no caminho tropical na guiança do Sol é o anelo de transcender o encantamento do Ego com seus poderes desenvoltos no exercício da sobrevivência e a embriaguez das ilusões da sociedade capitalista. Quando a pessoa acorda para a natureza transcendente e espiritual de sua potencialidade solar, atinge outro nível de realização onde o processo de expansão da consciência, conquista de Centro e Identidade se expressa através do amor e a prática da virtude. O estudo da carta tropical natal mostra o caminho e as qualidades do herói solar pessoal na realização das missões da sua vida.
Movimento de precessão dos equinócios O ponto vernal tem um movimento retrógrado de 50 segundos de arco por ano, em torno de um grau a cada 72 anos. O Zodíaco Tropical dá uma volta completa a cada 25 800 anos. De tal maneira que nestes momentos encontra-se no inicio da Constelação de Peixes a caminho da Constelação de Aquário, o que define a transição para a Era de Aquário. Observe que a independência do Zodíaco Tropical das constelações, liberta o posicionamento dos planetas nele da referência as constelações zodiacais. Os planetas ao estarem referenciados nas suas coordenadas no Zodíaco Tropical ao Ponto Vernal se movimentarão mais rápidos que quando observados das Estrelas. Este movimento retrógrado do zodíaco tropical em relação ao fundo estelar, fará com que os planetas se movimentem levemente mais rápidos em relação ao seus movimentos referenciados ao fundo estelar - zodíaco sideral.
Direção da sucessão dos signos
Os signos se sucedem no sentido horário da faixa zodiacal tropical segundo um observador no hemisfério sul, olhando na direção norte (o leste fica na direção da mão direita). A faixa zodiacal vista por um observador no hemisfério norte, de cara para o sul (o leste fica na direção da mão esquerda), os signos se sucedem no sentido anti-horário. Acostuma-se usar no desenho dos mapas esta última alternativa que correspondem a visão dos primeiros astrólogos do hemisfério norte.
A questão do Sul ou do Norte nos mapas cartográficos. Reivindicando o Sul para cima.
Ao desenhar um mapa de relevo aqui no Hemisfério Sul, habitualmente se coloca *o Norte para cima do papel, correspondendo a situação de um observador no hemisfério norte.
Se entende que a direção do acima é aquela que esta acima da cabeça de um observador em pé no lugar onde se encontra.
Um observador em pé no hemisfério sul terá acima de sua cabeça o setor sul do hemisfério terrestre e celeste, assim o correto seria colocar a direção sul para cima no desenho do mapa cartográfico num papel, em vez do Norte como é o costume herdado dos primeiros cartógrafos do Hemisfério Norte*. Beleza do Zodíaco tropical O zodíaco tropical tem uma expressão espacial perfeita e harmônica (Geometria Sagrada) onde o circulo estelar definido pela eclíptica é dividido em 12 partes iguais a partir do ponto Vernal (equinócio), e cada signo tem uma elongação exata de 30 graus. O conceito de faixa zodiacal tropical e a expressão espacial dos signos é belo, simples e claro. Em contrapartida com o conceito de zodíaco sideral que define a extensão das constelações por critérios histórico-estéticos, onde não rege critério astrológico, nem astronômico para definir o ponto zero de Áries e que além do mais não considera o movimento da eclíptica que na atualidade nada tem a ver com o momento em que foi fixada a elongação das constelações por Ptolomeo. A escolha de dividir o zodíaco em 12 partes pode ter sido inspirada nos 12 ciclos de lunação em torno da Terra durante um ciclo solar completo (um ano). Se dividimos o numero de dias de um ano 365,5 por 29,5 (o numero de dias entre a mesma fase da Lua) dá como numero inteiro 12. Assim o Zodíaco tropical é definido a partir das particularidades do movimento de translação da Terra ao redor do Sol, e da Lua em torno da Terra e para nada foi necessário usar as constelações, só como referencia espacial. Esta informação é muito importante porque revela a independência da definição espacial dos signos do conceito de constelações. Ainda que historicamente foram as constelações que nomearam os signos. O conteúdo dos signos pode ser pesquisado a partir dos conhecidos 4 Elementos (fogo, terra, água e ar) e seus 3 modos (cardinal, fixo e mutável) ou das 3 dimensões da manifestação de um ser na Terra. Sendo os signos zodiacais as substancias primordiais ou campos e energias arquetípicos através dos quais se manifesta todo o existente na Terra. A expressão espacial dos signos é um dos fenômenos mais interessantes que conheço na Astrologia. Este acontecimento merece reflexões muito mais profundas do que tenho feito ou conhecido. Observe que para a definição espacial dos signos em nada se usou o conceito de constelação, mas só se teve em conta o equador celeste, a eclíptica e o momento especial do equinócio. Assim a expressão espacial dos signos independe das constelações.
Questão que ainda não consegui responder: O ponto zero de Áries não poderia ser definido com a projeção do Sol no momento do equinócio de Primavera para o hemisfério sul em 22 ou 23 de setembro? O argumento usado para definir o ponto zero de Áries como a projeção do Sol no equinócio de primavera para o hemisfério norte também serviria para propor por astrólogos no hemisfério sul que o ponto zero do signo de Áries fosse determinado no equinócio da Primavera para o hemisfério sul, quando acontece também equinócio em 22 ou 23 de setembro. Porque associar o ponto zero de Áries a primavera no hemisfério norte e não a primavera do hemisfério sul? O astrólogo Paulo Roberto Segundo opina que deve se considerar Áries em 20 de março para quem nasce no hemisfério norte, e Áries em 22 de setembro para quem nasce no hemisfério sul... Veja mais clicando aqui. Ainda que esta proposta tem lógica, na prática eu tenho comprovado que o inicio do Sol em Áries é mesmo em 20 de março Muitos astrólogos ao fazerem a leitura de um signo, incluem o outro signo como sombra e espelho, de tal forma que um signo se encontra dentro de seu complementar oposto, e segundo o planeta ou a situação se expressa o signo ou seu complementar. Gostaria de compartilhar que ainda que reconheço a validade desta questão, tenho comprovado que o zero de Áries corresponde ao Sol em 20 de março.
Expressão espacial dos signos do zodíaco tropical
Signo como arco de 30º No Zodíaco Tropical cada signo corresponde a uma das doze partes em que se divide a eclíptica. partindo do ponto Vernal no HN. Assim cada signo tem a expressão espacial de uma parte da eclíptica com elongação de 30º de arco. Visualize um triângulo formado pelo arco de um signo e um observador na Terra. O signo também poderia ser visto como um triângulo que nasce no observador passa por el signo e se prolonga indeterminadamente.Signo como pedaço de pizza Ao definir o Zodíaco Tropical sob a faixa zodiacal de 18º, a cada signo corresponde um retângulo de área de 30º de cumprimento e 17º de largura. Imagine então uma grande pizza que tem a Terra no seu centro e por borda a faixa zodiacal. Divida esta pizza em 12 partes iguais. Cada uma dessas partes (pedaços de pizza) pode ser vista como a forma espacial de um signo. E assim todo planeta ou objeto estelar que se encontrar nele expressará a energia do signo correspondente.
Signo como gomo de laranja O Zodíaco Tropical também poderia ser definido sobre a esfera celeste tendo cada signo inicio em um ponto da direção norte, passaria pelo setor correspondente ao signo na eclíptica e terminaria em um ponto do sul, tomando a forma de um gomo de laranja. Tente visualizar, é legal. E desta maneira todo planeta ou objeto celestias que se encontre em estes gomos expressaria a energia do signo correspondente.
Zodíaco Sideral (natural). A questão do 13 signo: Ofiúco ou Ophiuchus, o Serpentário
A faixa zodiacal é uma faixa do céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um situado a 8,5º ao norte e o outro a 8,5º ao sul da Eclíptica, por onde sempre se deslocam Sol, a Lua e os planetas, exceto Plutão que nem sempre está nesta faixa ao ter uma inclinação orbital de 17º. Ao igual que no Zodíaco Tropical, o Sideral toma a eclíptica como círculo de referência. A diferença está na definição do ponto zero de Áries, que no Zodíaco Sideral foi definido por Hiparcos em torno do seculo II a.C. como ponto zero da Constelação de Áries. Ainda que as constelações foram criadas muito antes de Hiparco, este foi o primeiro, que se tem noticias, que formalizou seus nomes e áreas. A Faixa Zodiacal atravessa 24 constelações. Na atualidade o Sol ao longo do seu movimento aparente anual (eclíptica), passa por treze constelações (constelações zodiacais): Pisces, Aries, Taurus, Gemini, Cancer, Leo, Virgo, Libra, Scorpius, Ophiuchus, Sagittarius, Capricornus e Aquarius.* O Zodíaco sideral pode ser definido como os doze signos siderais que se obtém quando se divide a eclíptica em doze partes iguais de 30º a partir do ponto zero da Constelação de Áries. Existe também o zodíaco de elongações diferentes eternizado pela Astrologia Védica. É importante assinalar, que devido ao movimento de precessão do eixo da Terra, o ponto vernal (ponto zero do signo de Áries) tem um movimento retrógrado e com ele a eclíptica também se movimenta. Pelo que a eclíptica cortará as constelações que estão no seu caminho por diferentes setores estelares a medida que passa o tempo. Na atualidade, por exemplo, a eclíptica pega uns poucos graus da constelação de Escorpião e inclui grande parte da constelação de Ofiúco, que não está associada a nenhum significado astrológico até agora. Na atualidade, o Sol passa pelas constelações nas seguintes datas (eclíptica atual):A questão do 13 signo: Ofiúco ou Ophiuchus, o Serpentário
Na minha opinião a Astrologia sideral deveria sim considerar a constelação de Ofiúco. Como? Não tenho a mínima idéia. Estou a espera de resposta de astrólogos sideralistas. A astrologia sideral é a Astrologia Védica ou indiana, ainda que tem muitos astrólogos ocidentais que desde o seculo passado estão pesquisando variáveis, que quando conhecer melhor suas idéias as compartilho. A astrologia que se pratica no Brasil e na América, que eu conheço, nada tem a ver com a Astrologia sideral. A maioria dos astrólogos ocidentais que conheço praticam a Astrologia tropical, referenciada ao zodíaco tropical. Os astrônomos que trouxeram esta questão como um ponto fraco da Astrologia ocidental desconhecem o conceito de zodíaco tropical, explicado em detalhes mais acima. Já eu mesmo quando estudante de física tinha notado esta aparente incoerência, e também fiz minhas críticas públicas, mas no meu caso era pura ignorância e dificuldade de dedicar tempo a algo que pensava na época não valia a pena. Na astrologia tropical que toma como referência o zodíaco tropical em nada é considerado o fundo estelar e sua relação com o movimento retrógrado do ponto vernal e o movimento da eclíptica no tempo, já que o zodíaco tropical é definido a partir da projeção no fundo estelar do ponto vernal, e os signos são determinados pela divisão da eclíptica em 12 partes iguais a partir do ponto vernal. Assim não importa se a eclíptica tem de fundo a constelação de Ofiúco ou qualquer outra. Esta idéia já vem do próprio Hiparco, desenvolvida depois por Ptolomeu e todos os astrólogos-astrônomos até o dia de hoje. Minha hipóteses sobre este comentário do 13º que vem ocupando a mídia nos últimos anos é puro desconhecimento por parte dos astrônomos, confundindo o conceito de signo zodiacal tropical com o de constelação zodiacal. A questão do 13º signo, na verdade, deveria ser formulada como a 13º constelação zodiacal, aqui se tem razão assinalar a necessidade de atualizar as elongações das constelações tendo em conta o movimento da eclíptica. Mas na verdade, esta fragilidade do conceito de constelações zodiacais já era conhecida desde os antigos, o que inspirou a criação do conceito de zodíaco tropical que define os 12 signos astrológicos com os que trabalha a astrologia ocidental tropical. Qualquer dúvida por favor entre em contato.O ponto Vernal na atualidade Na atualidade não há nenhuma estrela muito importante, próxima do ponto Vernal que se encontra no inicio da constelação de Peixes. As mais próximas visíveis a olho nu de São Paulo, são Gama Peixes (mag 3,7 a 4,5 graus de distância) e iota Cetus (mag 3,5 a 10 graus de distância).
Origem do Zodíaco sideral A nomeação das primeiras constelações foi em torno do 6000 a.C., na busca de identificar o ciclo das estações. Com o desenvolvimento da agricultura, percebeu-se que o ciclo das plantas pode ser associado ao ciclo das estações, assim para ter melhores colheitas deveria se plantar em determinado período do ano e colher em outro. Os antigos observando o céu perceberam que durante a Primavera, no por do Sol, aparecia o mesmo conjunto de estrelas no leste, assim como durante o alto da noite, durante a Primavera, sempre tinha as mesmas estrelas no meio do céu. Estas agrupações de estrelas com o tempo foram recebendo nomes homenageando aos deuses e suas ações, o que deu lugar aos nomes das primeiras constelações zodiacais. A ambiguidade na definição das constelações está nos critérios usados para determinar suas áreas, ao parecer puramente intuitivo e estético.
Origem do Zodíaco Tropical. Zodíaco dos 12 signos (os textos entre "aspas" pertencem ao artigo "Constelações e signos" de Celisa Beringer, que pode ser lido na integra em http://www.espaco-do-ceu.com.br O registro do primeiro zodíaco que se tem é de 464 a.C. "Provavelmente por volta do século VI a.C. é que ocorre a divisão da eclíptica em 12 partes iguais. Os signos tomaram seus nomes das constelações zodiacais. No momento da história em que foi definido o zodíaco tropical, coincidentemente o ponto vernal estava transitando pelo início da constelação de Áries. Para o inicio do zodíaco tropical poderia se escolher em principio qualquer uma das datas dos equinócios ou solstícios. Foi escolhido o equinócio de primavera para o hemisfério norte que na época coincidia com o a entrada do Sol na constelação de Áries e a sucessão dos signos ganharam os nomes correspondentes das constelações zodiacais. Merece uma reflexão mais profunda o estudo do significado desta escolha. "A tradição greco-egípcia, atestada pela maioria dos calendários helênicos, estabelecia o começo do ano e da divisão do zodíaco no solstício de verão para o hemisfério norte (21 ou 22 de junho atual), conforme citam Aratos, Callipe e Deoclécio, seguindo o ano egípcio, que começava com o nascer da estrela Sirus, vizinha de Caranguejo." "No século II AC, Hiparco, autor do primeiro catálogo de estrelas da história, comparando as posições de suas observações com as de seus predecessores, provavelmente Arystilli e Timochares, observou uma diferença de 2º na posição da estrela Spica, supôs então que o ponto vernal se movimentava e assim descobriu a precessão dos equinócios." "*Foi Hiparco que estabeleceu por primeira vez a correspondência do primeiro grau de Áries para o equinócio da primavera em 139 AC, seguindo o modelo babilônico, supostamente para facilitar o cálculo da posição das estrelas no sistema equatorial (Ascensão Reta e Declinação).*" "Entretanto a sistematização deste ponto foi concedida a Posidonius em 80 AC e Gemino 70 AC. Esta fixação não foi imediatamente respeitada, porque Manilius, do século I de nossa era, bem como Manethon e outros astrólogos continuaram a adotar o grau 8 de Áries, como cita Theon de Alexandria." "*Foi Ptolomeu no século II, quatrocentos anos depois, que, adotando o Zodíaco Tropical de Hiparco como círculo de referência, soltou o zodíaco dos signos (tropical) do zodíaco das constelações (sideral).*" "Isto não teve um grande impacto na ocasião e o historiador Herschel Holden afirma que Ptolomeu nem foi importante em seu tempo, pois seu contemporâneo Vetius Valens nem o conheceu e afirmava usar tábuas tropicais somando os 8º da precessão. Entretanto, o sistema de Ptolomeu foi adotado pelos últimos astrólogos clássicos e chegou aos árabes e assim foi estabelecido o Zodíaco Tropical como padrão ocidental." "A afirmação de que Ptolomeu não conhecia a precessão dos equinócios não é válida porque o seu catálogo de estrelas variava cerca de 2º 40' em relação ao de Hiparco." "O Zodíaco Tropical, também denominado intelectual, conserva nos signos a correspondência do nome das constelações às quais corresponderam. Mas Ptolomeu notifica a ruptura com a tradição advertindo que ela irá se agravando e afirma que "aqueles que não considerarem os equinócios e solstícios no começo dos signos enganar-se-ão quanto a sua natureza, a qual depende das distâncias dos pontos cardinais", conforme a citação de Bouché Leclercq, em seu Livro L'Astrologie Grecque." A definição então do zodíaco tropical, zodíaco dos signos ganha consistência ao se apoiar nos equinócios e solstícios e por definição os signos terem elongação igual de 30 graus. Resta só explicar porque privilegiar o equinócio de primavera para o hemisfério norte como ponto zero de Áries? Agora a definição do ponto zero da constelação de Áries e do comprimento ou área das constelações é que carece, até o que conheço de uma lógica, ao não ser a inspiração divina dos antecessores a Hiparco, incluindo ele, depois Ptolomeu e mais tarde os nossos astrônomos do sec XIX. Algum colega pode refletir sobre isto? A opção a seguir da Astrologia Sideral é que não consigo entender mesmo devido a esta falta de basamento original nos critérios que definiram as constelações zodiacais em relação a suas medidas. Gostaria muito de poder falar com algum astrólogo em São Paulo, ou via Skype sobre este assunto.
Astrologia Sideral Moderna Cyril Fagan
(continuando com o texto de Celisa Beranger): "Em meados do século passado Cyril Fagan deu início à tradição da Astrologia Sideral Moderna, que considera a precessão dos equinócios para o ponto vernal. Fagan argumentou que inicialmente a precessão era considerada e atraiu seguidores como Gart Allen, que publicou um grande número de pesquisas e angariou outros seguidores." "Nos Estados Unidos, vem aumentando gradativamente o número de astrólogos que optam por uma Astrologia que considera a precessão, antes designada Hindú e atualmente denominada Védica." "A Astrologia Sideral é considerada por alguns como mais ligada a eventos, sem enfatizar as questões psicológicas, entretanto há quem, seguindo a linha Védica, afirme que ela se encaixa melhor na direção do entendimento espiritual." "Alguns sideralistas consideram o Zodíaco Tropical subjetivo por sua construção intelectual, já os seguidores do Tropical afirmam que o Sideral não reflete os fenômenos vitais mais importantes da Terra, as estações do ano. Para eles, a perspectiva geocêntrica do tropical o torna mais apropriado para lidar com as sutilezas da psicologia." "Entretanto há um aspecto comum aos dois, pois ambos empregam a divisão em 12 partes iguais, embora, no caso do Sideral, as constelações tenham tamanhos muito variados, e até se sobreponham como é o caso de Aquário em relação a Capricórnio." "Uma outra questão curiosa, devida à precessão, é que o Sol em sua órbita atual, passou a cruzar Ophiucus no período correspondente a Escorpião que ficou com apenas 7 dos 30º." "Este fato gerou algumas propostas de criação do 13º signo, para incluir Ophiucus, como constelação zodiacal com significado astrológico." "Desta forma, observa-se que os sideralistas usam posições planetárias que não correspondem à realidade física. Isto prova que ambos os zodíacos são simbólicos, baseados em princípios arquetípicos mais que em propriedades medidas objetivamente." "A diferença entre o ponto de partida fixo do Zodíaco Tropical e o precessionado do Zodíaco Sideral, é denominada "ayanamsa", e hoje é de 23º 53' 21" ." "A existência de dois zodíacos não nega a validade de cada um, ambos podem funcionar porque um sistema não nega a validade do outro e, segundo alguns, até podem atuar como complementares." "A Astrologia Tropical sempre considerou o movimento das constelações, para efeito das eras da humanidade. Um exemplo é a citação de Dane Rudhyar a respeito do Zodíaco Tropical ser a moldura perfeita na qual acessar a evolução da espécie humana, afirmando que as constelações podem ser vistas como movendo-se através do Zodíaco Tropical, assim como ocorre com os planetas."Signos e Constelações
Devido ao movimento retrógrado do Ponto Vernal (zero do signo de Áries), nestes momentos o Ponto Vernal se encontra no inicio da constelação de Peixes na direção da Constelação de Aquário. Existindo uma distância entre o zero do signo de Áries e o zero da constelação de Áries, chamada pela astrologia indiana como ayanamsa. A ayanamsa muda com o tempo devido a precessão dos equinócios. Como o seu movimento é pequeno, as vezes é definida seu valor em uma data conveniada. Por exemplo, para alguns astrólogos sideralistas para 1 de janeiro de 1900. Alguns exemplos de ayanamsas:- Fagan-Bradley – ayanamsa padrão para certos astrólogos siderais ocidentais.
- Lahiri – ayanamsa oficial do governo da Índia
- DeLuce – ayanamsa de Robert DeLuce
- Usha-Shashi – ayanamsa da Astrologia indiana
- Krishnamurti – ayanamsa de Krishnamurti
- Djwhal Khul – ayanamsa baseada em que a Era de Aquário se inicia no ano 2117 (estudantes de Ageless Wisdom)
Dificuldade de determinar as idades e momentos das Eras astrológicas. Movimento de Precessão. Movimento da Eclíptica.
O eixo da Terra apresenta um movimento de precessão, a 50 segundos de arco a cada ano, o que equivale a um grau a cada 71,66 anos, perfazendo um giro completo em 25 800 anos e *30 graus em aproximadamente 2150 anos (duração de uma Eras astrológicas). Este movimento é devido a 68% da influência da Lua e em 32% da influência gravitacional do Sol. O movimento de precessão do eixo da Terra é o responsável pelo deslocamento retrógrado do ponto vernal que nos últimos 2 000 anos tem percorrido a constelação de Peixes segundo definição de Ptolomeu. Chama-se de Era Astrológica ao período de tempo em que o Ponto vernal (Zero do signo de Áries) leva para percorrer a elongação zodiacal de uma constelação, da qual leva seu nome. Estamos no fim da Era de Peixes é inicio da Era de Aquário, o que significa que o ponto vernal (zero do signo de Áries) está passando da constelação de Peixes para a constelação de Aquário. A constelação onde se encontra o ponto vernal determina a vibração geral desse período que dura em torno de 2000 anos.A questão é que ainda não se definiu um critério astrológico para definir o inicio, prolongação e fim das constelações. *Outra questão é que com o movimento da ecliptica as constelações vão lentamente mudando suas elongações. Então como fazer? Se no inicio da Era a constelação que a denomina é uma e no fim é outra? Os cálculos que tenho conhecimento das eras partem das constelações eternizadas por Ptolomeu, ou do zodíaco sideral de Ptolomeu divido em 12 partes iguais a partir do ponto zero da constelação de Áries no tempo de Ptolomeu. Em 1930 a União Internacional dos Astrônomos, definiu oficialmente as áreas das Constelações a partir do modelo de Ptolomeu e é com estas informações que os calculistas trabalham. Mas porque privilegiar este modelo? Podemos também nos perguntar porque tomar o ponto zero da constelação de Áries de Ptolomeu (Hiparco) como verdadeiro? Qual o critério que ele usou para o definir? Tal vez ele tenha sido definido por critério puramente intuitivo ou estético. Mas, qual seria um critério válido para definir o ponto zero da constelação de Áries?
Alguém me poderia informar as coordenadas do ponto zero da constelação de Áries segundo Ptolomeu? Para determinar a data de inicio das eras astrológicas, tem que se definir o ponto zero da constelação de Áries e o critério de extensão e fronteiras das constelações. Na atualidade ainda não há consenso em relação a estes pontos, por isso não é possível calcular o início da Era de Aquário ou qualquer outra era. Eu gostaria de iniciar uma pesquisa que determine o ponto zero da constelação de Áries segundo os gregos do tempo de Hiparco (sec II a.C), dividir o zodíaco sideral em 12 partes iguais e calcular neste caso o momento de passagem do ponto vernal da constelação de peixes para aquário. Claro que estas constelações não coincidiriam com as imortalizadas por Ptolomeu. Mas na verdade, todos estes métodos são muito frágeis desde o ponto de vista racional, devido a elongação das constelações dependerem do movimento da eclíptica. Sei que alguns pesquisadores já fizeram seus cálculos para a determinação do inicio da Era de Aquário, onde se supõe que deva ter informação sobre o ponto zero da constelação de Áries, mas não consegui acesso ainda aos seus cálculos: (tenho dificuldade com o inglês e muito pouco tempo. Agora vou ter, ai espero com paciência conseguir) Elsa M. Glover ( 2638 d.C)., Max Heindel (2654 d.C), Shepherd Simpson (2680 d.C), Acho que estes pesquisadores devem ter trabalhado com as constelações definidas por Ptolomeu. Alguém tem acesso a estes cálculos ou aos cálculos de outros pesquisadores?
Zodíaco dracónico
Os eclipses lunares e solares ocorrem quando a órbita da Lua em torno da Terra intercepta o plano da órbita da Terra em torno do Sol. Quando a Terra, a Lua e o Sol se encontram alinhados ocorrem os eclipses. A órbita da Lua tem uma inclinação de 5º em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol.
No zodíaco tropical, se define o ponto zero de Áries com a projeção do Sol no fundo estelar, quando este passa do Sul para o Norte do plano que contem o equador celeste (equinócio). O ponto zero de Áries no zodíaco dracónico se define a partir da projeção da Lua no fundo estelar no momento em que a Lua cruza o plano da órbita da Terra em torno do Sol (nodo lunar norte) do Sul para o Norte. Assim o critério de definição do ponto zero de Áries em ambos zodíacos é o mesmo, só que no tropical é a trajetória aparente do Sol em torno da Terra que o define e no zodíaco dracónico é a trajetória da Lua em torno da Terra que o define. O Zodíaco tropical responde basicamente ao simbolismo solar e o draconiano ao simbolismo lunar.
O eixo dos nodos lunares tem movimento retrógrado em relação à sucessão dos signos zodiacais a razão de 19º21´ por ano. Assim o nodo norte dá uma volta completa em 6798 dias ou em 18 anos e 224 dias. Por isto todos os planetas se movimentam mais rápido no zodíaco draconiano em relação ao tropical e o sideral. Todas as revoluções planetárias terão períodos menores a 18,6 anos, tempo em que o Zodíaco draconiano da uma volta completa.
A Lua dá uma volta completa no zodíaco draconiano em 27,2 dias. Plutão percorre em média 21º num ano e tarda 17,3 anos em dar uma volta completa. Carta draconiana Na carta draconiana o ponto zero de Áries é determinado pelo nodo norte lunar e a longitude dos planetas calcula-se subtraindo a longitude tropical de cada planeta à longitude tropical do nodo lunar. Por exemplo: no zodíaco tropical suponha-se que o posicionamento zodiacal tropical seja: Sol: 02° 34' de Virgem = 150° + 02° 34' = 152° 34'
Lua: 22° 02' de Áries = 22° 050'
Asc: 07° 55' de Capricórnio = 270º + 07° 55' = 277° 55' Nodo Norte lunar: 03° 23' de Sagitário = 240° + 03° 23' = 243º 23' Quando a longitude do planeta é maior que a do nodo lunar Asc draconiano: 277° 55' - 243º 23' = 34° 22' = 30º + 04º 22' » 04º 23´ de Touro Quando a longitude do planeta é menor que a do nodo lunar, se adiciona 360° e depois se resta a longitude do nodo lunar. Sol draconiano: 152° 34' + 360° 00' = 512° 34' 512° 34' - 243º 23' = 269° 11' = 240 + 29º 11' » 29º 11´ de Sagitário Lua draconiana: 22° 02' + 360° 00' = 382° 02' 382° 02' - 243º 23' = 138° 39' = 120 + 18° 39' » 18° 39' de Leão e assim: O posicionamento do Sol, Lua e Ascendente no zodíaco tropical passaria no zodíaco dracónico para: Sol: 02° 34' de Virgem fica Sol draconiano: 29º 11´ de Sagitário Lua: 22° 02' de Áries = 22° 05' fica Lua draconiana: 18° 39' de Leão Asc: 07° 55' de Capricórnio fica Asc draconiano: 04º 23´ de Touro Desta maneira se obtém uma carta dracónica que mantém o posicionamento dos planetas por casa e os mesmos aspectos entre os planetas que na carta tropical. Uma forma fácil de fazer a carta dracónica é pegar uma nova roda zodiacal e fazer coincidir o ponto zero de Áries com o posicionamento do nodo norte e o resto. No programa Solar Fire existe a opção de escolha de Zodíaco ao fazer um novo mapa, entre eles tem como opção o dracónico, o tropical, e vários siderais.
Néstor Echarte fala sobre a carta dracónica, sinastria de cartas dracónicas. "Cyril Fagan, en su libro "ZODIACOS VIEJOS Y NUEVOS" escribía sobre este tema: "... de acuerdo a la Mitología Babilónica, Marduk creó al Gran Dragón colocando su cabeza en el Nodo Ascendente de la Luna y su cola en el Nodo Descendente, haciéndole transportar seis de las constelaciones sobre sus espaldas y seis bajo su vientre...". Esto significaba que los babilónicos consideraban que las posiciones de los planetas en el zodíaco dracónico (distancias medidas a partir del Nodo Ascendente de la Luna) eran efectivas. A diferencia del zodíaco tropical, que se construye a partir del recorrido aparente del sol, este zodíaco se construye sobre el recorrido que realiza la Luna, por lo que sus características y significados responden básicamente, al simbolismo lunar. Es por eso que muchos astrólogos sostienen que el zodíaco dracónico es el zodíaco del alma, aquel que tiene que ver con nuestras raíces, con nuestros orígenes, con nuestras emociones, con nuestro mensaje genético, con nuestra memoria y con nuestro pasado. Es por eso, justamente por esa carga lunar que lo vincula al pasado mas remoto, que muchos astrólogos le atribuyen a este zodíaco la posibilidad de poder desentrañar el misterio de las vidas pasadas a través de los distintos procesos de reencarnación, con su consecuente karma, y sus implicancias y obligaciones generadas para la vida presente. Esta es una de las teorías existentes. La otra, y tal vez con mayor aceptación entre los astrólogos vinculados a la psicología, es la posibilidad que presenta este zodíaco de desentrañar las motivaciones mas profundas que yacen en nuestro subconsciente, para explicarnos conductas recurrentes, y que a veces nos parece extrañas o no reconocemos como propias, que están arraigadas en nuestro interior y que pueden responder a factores hereditarios o a situaciones vividas en la infancia. También, y siempre desde la psicología, nos permite resolver el porqué de "esas relaciones recurrentes, que a veces nos hacen mal y de las cuales no podemos escapar". Muchas veces nos vinculamos con otras personas, y la relación que se establece es sumamente fuerte. A veces se establece lo que llamamos "un amor a primera vista" y no logramos explicarnos el porque de esa situación. También, muchas veces, somos partícipes de relaciones fuertes pero enfermizas de las que no podemos escapar. Todas estas situaciones podemos explicarlas muy bien a través de la sinastría tradicional, que nos permite analizar los vínculos que surgen entre dos o mas cartas natales, pero muchas veces encontramos situaciones que se escapan a este tipo de interpretación, pero que están muy bien explicadas si las abordamos a través de la sinastría, pero, mediante el empleo de cartas dracónicas. Es sorprendente constatar la cantidad de contactos exactos (con muy poco orbe, a lo sumo un grado) que encontramos al comparar dos cartas dracónicas que responden a un contacto real muy estrecho entre dos personas. Su utilización justifica la frase "... seguro que nos conocimos en otra vida..." cuando tratamos de explicar un vínculo tan fuerte con una persona que recién conocemos. Y tal vez sea así, porque la reencarnación también nos habla de un pasado remoto, y la posibilidad de revivir esas sensaciones (que a veces se presentan a través de intuiciones, presentimientos y sueños, y que escapan a nuestro mundo racional para formar parte de nuestro bagaje de emociones) es patrimonio de la Luna y sus símbolos. Tampoco deberíamos descartar el resto de las técnicas predictivas en relación con la carta dracónica, teniendo en cuenta que su cálculo resulta algo mas elaborado, ya que el punto Aries (para las dracónicas el Nodo Positivo) está, en este caso, en constante movimiento y habría que recalcularlo para cada instante. El cálculo de tránsitos y progresiones secundarias resulta relativamente fácil, mientras que las revoluciones solares y lunares requieren un cálculo con algo mas de complejidad. Para Dane Rudhyar "la simbólica esfera trazada por la luna en su movimiento alrededor del globo terrestre es como un seno o campo electromagnético. Es la envoltura materna, y la madre es el símbolo de la acción protectora y, en general, de la facultad de ajuste o de adaptación a los constantes desafíos de los ambientes interno y externo". Y es en ámbito donde nos situamos cuando elaboramos una carta dracónica. Los significados que se le atribuyen a los nodos (punto de toma, aprendizaje, crecimiento, nutrición para el nodo positivo; y punto de desprendimiento, expulsión, descarte, repudio o evacuación para el nodo negativo) cobran, en el análisis de las cartas dracónicas, un significado mayor y mas amplio, al dividir la carta natal en dos hemiciclos, que a partir de los nuevos puntos aries/libra (nodos positivo y negativo) nos permite analizar dos hemisferios con significados bien establecidos, en forma similar a cuando dividimos el sistema de casas en parte diurna o parte nocturna y en sector oriental u occidental, con la sola diferencia que en las cartas dracónicas dividimos en dos sectores el zodíaco lunar, tomando como divisoria a la línea imaginaria que une a los nuevos puntos aires/libra (nodos positivo y negativo)."
Interpretação da carta dracónica A primeira coisa a ter em conta é a qualidade diferenciada que ganham os signos ao serem definidos como setores da trajetória da Lua em torno da Terra, a diferença de como conhecemos os signos como setores da eclíptica, trajetória aparente do Sol em torno da Terra. O Nestor Pestana, estudioso do zodíaco dracónico propõe que ao interpretar o significado de um planeta num signo dracónico, deverá se adicionar um astral lunar ao significado tradicional que se tem de signo e planeta. Acentuando assim o lado emocional, subconsciente ou os conteudos que possam ser associados a vidas passadas ou lenda pessoal.
Os hemiciclos de Áries a Virgem e de Libra a Peixes As casas e planetas que se encontrem de Áries a Virgem carregam o significado tradicional do nodo norte assim apontam setores de aprendizado, assimilação, nutrição, investimentos, enquanto que as casas e planetas que se encontram no hemiciclo de Libra a Peixes, correspondem a situações que devem ser curadas, depuradas, trabalhadas, onde se podem encontrar possíveis situações traumáticas de vidas passadas.
Efeméride dracónica de abril de 2009
Nodo Norte lunar: 03° 23' de Sagitário = 240° + 03° 23' = 243º 23' absolutos.
Resultado: 360° 00' - 243º 23' = 116° 37' = 90º + 26° 37' (26° 37' de Caranguejo). Personalmente suelo denominar al resultado de este cálculo como "Proyección dracónica del punto vernal", y es lo que aparece abreviado como "PV" en las efemérides dracónicas que se ofrecen en la base de datos de Astrodigitalia. Para su representación gráfica puede utilizarse un punto sobre una 'V', o bien un punto sobre el glifo habitualmente usado para Aries. La primera forma tiene la ventaja de que permite cifrar la proyección dracónica del punto otoñal en la forma de una 'V' invertida con un punto subscrito. Para no alargar más esta explicación remito a quien le interese este tema a las siguientes fuentes: Karmen Goizueta, "La carta dracónica", publicado en el Boletín Astrológico de A.N.A.E., nº 4 (1980) (lo menciono porque lo he citado, pero resulta demasiado esquemático en comparación con los que siguen). Rosa Solé, "Karma, causación formativa y sombra", en Mercurio-3, nº 4 (segunda época). Montserrat Ribas, "Astrología dracónica", en Mercurio-3, nº 5 (segunda época). Estos últimos pueden solicitarse a Jaime Martin y Carmen Oliveda, Apdo. de correos 4103 08080 Barcelona ( tfno: 934-50-49-97 y 932-46-43-33, e-mail: mercurio3@hotmail.com ).
"La carta tropical es más visible que la carta dracónica, tanto para un observador exterior como para el propio interesado. Sin embargo, la dracónica es tan activa como la tropical, si no más, pero actúa un poco en la sombra, a la manera de los procesos fisiológicos automáticos o de los movimientos emocionales internos.
La astrología dracónica carece de planetas generacionales. Los ciclos dracónicos de Urano, Neptuno y Plutón quedan todos por debajo de los 19 años. Es decir que, por ejemplo, Plutón dracónico es más rápido que Saturno tropical. Esta circunstancia permite observar el comportamiento de estos planetas en todos los signos del zodíaco en un plazo de 18 años o con una muestra de personas nacidas durante un período similar. Los efectos de estos planetas en sus manifestaciones dracónicas serán más comprensibles o próximos a nuestros ritmos biológicos que en sus manifestaciones tropicales. De hecho, el que hacia los 18 años se considere que se alcanza la mayoría de edad puede estar relacionado con el tiempo en que los planetas lentos dracónicos alcanzan su primer retorno a la posición radical. Esto es lo mismo que decir que hacia esa edad todos los puntos de la carta habrán completado al menos una revolución, todos los ciclos dracónicos se habrán vivido completos al menos una vez.
Los Nodos lunares no requieren ser "draconizados" o incluidos en el proceso de cálculo de la Carta dracónica, ya que, por definición, quedarán siempre a cero grados Aries (nodo norte) y cero grados Libra (nodo sur). Pero los puntos vernal y otoñal de la Carta tropical sí que requieren ser "draconizados", y jugarán en la Carta dracónica un papel similar al que los Nodos de la Luna juegan en la Carta tropical. Cualquier planeta en conjunción con alguno de estos puntos recibe un énfasis especial.
En la astrología mundial las cartas dracónicas describen los movimientos de masas: revueltas populares, manifestaciones, modas, etc.”
Julián García VaraFundamentos de la astrología dracónica: http://www.terra.es/personal5/jgvara/draconic.htm Julian Garcia Varra Astrología dracónica: http://www.geocities.com/Athens/Atrium/2089/draco1.html Nestor Pestana
Comparação entre os Zodíacos
Os três zodíacos, sideral, tropical e dracónico tem 12 signos que correspondem aos significado mitológico das constelações zodiacais (Ptolomeu) e aos significados dos signos como as três dimensões dos quatro elementos. Com a diferença que no zodíaco tropical rege o Sol, no dracónico a Lua e no Sideral o Ascendente. Os zodíacos e os círculos que o definem O zodíaco dracónico é definido sobre a órbita da Lua, bem próxima da Terra. Assim este zodíaco pode revelar um olhar mais íntimo, familiar, pode falar do corpo e suas necessidade, da emoção, do familiar, instintivo, das origens e de conteúdos de vidas passadas. O zodíaco tropical é definido sobre a órbita do Sol, muito mais longicua que a orbita lunar. Este zodíaco fala do processo de individuação e expansão da consciência. Fala da natureza mental e emocional que estrutura a personalidade. O zodíaco sideral é definido sobre a projeção da eclíptica no fundo estelar, além do Sistema Solar. Assim este zodíaco pode revelar partes mais sutis da personalidade, provavelmente com um conteúdo mais espiritual e transcendente..
O ano tropical tem uma duração de 365 dias 5 horas 48 minutos y 46 segundos.
O ano dracónico tem uma duração de 346 días 14 horas 52 minutos y 55 segundos. Veja-se como exemplo o trânsito do Sol por cara um dos 12 signos nos três zodíacos no ano 2004. Este cálculo deverá ser refeito para cada ano, tendo em conta que no zodíaco tropical e dracónico se movimentam em relação as estrelas fixas.
