- Constelações zodiacais
- Constelação de Gêmeos
- Constelação de Touro
- Constelação de Áries
- Constelação de Peixes
- Constelação de Aquário
- Constelação de Capricórnio
- Constelação de Sagitário (Centro da Galáxia)
- Constelação de Escorpião
- Constelação de Serpentário (Ophiuschus)
- Constelação de Libra ou Balança
- Constelação de Virgem
- Constelação de Leão
- Constelação de Caranguejo
- Vocabulário
Constelações zodiacais
Todas as estrelas que são vistas ao olho nu formam parte da nossa galáxia, a Via Láctea. Ela tem bilhões de estrelas. Quando se olha o céu, está se olhando o passado. A imagem que se tem da Lua, já tem um segundo de passada, do Sol, 8 minutos, da brilhante estrela Riguel, 900 anos, da Galáxia Andrômeda 2 milhões de anos. Isto se deve ao tempo que a luz demora para chegar do objeto a nós. Ainda que a luz movimenta-se a velocidade de 300.000 km/s estes objetos estelares encontram-se a longas distâncias. As constelações são agrupações estelares criadas pela humanidade, no seu intento de estudar e conhecer o céu. Os antigos homenageavam deuses, lendas e fatos importantes, desenhando imagens representativas com as estrelas. Você pode também criar uma constelação. Numa noite estrelada, fique observando o céu até encontrar um arranjo de estrelas que lhe chame a atenção especialmente. Desenhe uma figura que contenha estas estrelas. Ainda que na maioria das constelações criadas pelos antigos, o desenho da figura tem a ver pouco com a distribuição de estrelas que a constituem. As estrelas que compõem uma constelação aparentam estar juntas, mas a maioria delas está a distâncias enormes entre si. Uma constelação vista desde outro lugar da Galáxia, teria uma forma totalmente diferente da que vemos. As estrelas também têm movimento relativo entre si, mas só é possível detectar passados milhares de anos. Em 1888, a União Astronômica Internacional dividiu o céu em 88 constelações oficiais, com fronteiras precisas a partir do trabalho de Ptolomeu sec II (que partiu da catalogação de Heráclito). Desta forma, cada direção no céu pertence necessariamente a uma (e apenas uma) delas. Elas foram batizadas, na sua maioria, de acordo com a tradição proveniente da Grécia antiga, e os seus nomes oficiais são sempre em latim. O Zodíaco das constelações ou Zodíaco Sideral é uma faixa do céu que se estende 8° acima e abaixo da eclíptica, a linha que representa a trajetória anual aparente do Sol e por onde se movimentam também a Lua e os planetas, exceto Plutão que tem a maior inclinação de órbita do Sistema Solar. 24 Constelações tem no mínimo um pedacinho da sua área na faixa zodiacal. 13 são cruzadas pela eclíptica (a trajetória do Sol no seu movimento de translação anual). Elas são: Peixes (Pisces), Áries (Carneiro), Touro (Taurus), Gêmeos (Gemini), Caranguejo (Câncer), Leão (Leo), Virgem (Virgo), Balança (Libra), Escorpião (Scorpius), Serpentário (Ophiuschus), Arqueiro (Sagitarius), Capricórnio (Capricornus) e Aguadeiro (aquarius). A seguir, tempo que leva o Sol no seu trânsito por cada constelação da faixa zodiacal:Constelação de Gêmeos
As primeiras constelações que foram nomeadas, em torno dos 6 mil anos antes de Cristo, foram Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes, no intento do homem acompanhar a sucessão das estações. Assim, os homens desse tempo, por exemplo, no dia de equinócio (dia em que a duração do Sol acima do horizonte é a mesma que abaixo - duração do dia igual ao da noite) observavam a constelação que subia no Oriente ao pôr do Sol. Através do tempo, em função do movimento retrógrado do ponto Vernal (ponto Zero do signo de Áries) devido ao movimento de precessão do eixo da Terra, os quartetos de constelações que anunciavam as estações foram mudando, depois do quarteto Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes vejo: Touro, Leão, Escorpião e Aquário e por último Áries, Caranguejo, Libra e Capricórnio. 6 mil anos atrás o Sol no equinócio cursava a Constelação de Gêmeos, sincrônico com o desenvolvimento da comunicação escrita e falada. "Algumas inscrições egípcias representam a constelação de Gêmeos por dois brotos de plantas, mostrando sua ligação às inundações do Nilo e a época fértil, sendo por isso associada a germinação e fecundidade. As principais estrelas de Gêmeos, chamadas posteriormente de Castor e Pólux, eram consideradas também divindades protetoras dos marinheiros e viajantes. A Constelação era representada por duas Estrelas sobre um navio." Foram os gregos que criaram a figura tal como é conhecida hoje. Mitologia Diz a lenda que Júpiter metamorfoseou Leda em Cisne, e ela pôs dois ovos; um deles gerou Pollux e Helena; e o outro Castor e Clitemnestra. Quando certa vez os Argonautas (entre os quais se encontram Pollux e Castor) estavam em perigo numa tempestade, dois meteoros apareceram sobre as cabeças dos Gêmeos, acalmando-se o temporal. Outra lenda fala que Pollux era um exímio cavaleiro e Castor grande lutador. Foram os dois que libertaram sua tia Helena, durante a guerra de Tróia. Eram ainda Castor e Pollux, os heróis de caça na Caledônia. Outra versão diz que a constelação de Gêmeos homenageia o amor entre os gêmeos Castor e Pólux, filhos de Leda e Júpiter, sendo Pólux gerado por Júpiter e Castor gerado por Tíndaro, rei de Esparta, marido de Leda. Eram grandes e inseparáveis amigos, quando Castor morreu, Pólux não resistiu a sua falta. Júpiter os colocou a ambos entre os astros, correspondendo ao desejo dos irmãos.Posição no céu A constelação de Gêmeos fica ao Norte do Equador Celeste. Vista da Terra, uma parte está dentro da Via Láctea e outra parte, fora da faixa estelar. Gêmeos se estende ao Norte e Oeste de Órion, a meio caminho entre a estrela Regulus, de Leão, e Aldebaran, de Touro. Ao norte de Gêmeos ficam as constelações do Lince e do Cocheiro; ao Oeste Touro; ao Leste, caranguejo; ao Sul, Unicórnio e Orion. Entre 10°N e 35°N de declinação e 5 h 55 min e 8 h 5 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 514 graus². Gêmeos é visível entre as latitudes 90°N e 60°S
Principais estrelas e objetos A constelação de Gêmeos tem o primeiro plano estelar composto de 30 estrelas: uma de primeira grandeza, Castor; duas de segunda, Pollux e alhena; três de terceira, Mebsuta, tindareo e Leda; quinze de quarta, entre elas Anfístrato e Clitemnestra; nove de quinta, entre elas febe e Eleira O astrônomo Cassini, em 1678, descobriu que Castor era um conjunto de seis estrelas.
| Estrela | Nome | Distância | Raio | Mag. | Tipo |
|---|---|---|---|---|---|
| Alfa | Castor | 51,6 al | 3,7 rs | 1,56 | Binária |
| Beta | Pólux | 33,7 al | 6,2 rs | 1,15 | Binária |
| Gama | Alhena | 105 al | 18 rs | 1,9 | Binária |
| Delta | Wasat | 58,8 al | 2,9 rs | 3,5 | Binária |
| Salvar | Mebsuta | 906 al | 630 rs | 3,03 | Binária |
| Zeta | Mekbuda | 1186 al | 136 rs | 4,0 | Binária Variável |
Constelação de Touro
Plêiades e Hiades
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades_M45
O aglomerado estelar aberto das Plêiades é o aglomerado de estrelas mais brilhante em todo o céu. Este aglomerado está localizado na constelação do Touro (Taurus). Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de telescópios. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Uma nebulosa de reflexão circunda estas estrelas.
O grupo estelar das Plêiades era em tempo mais antigo, uma constelação separada, não fazia parte de Touro.
As Plêiades nos diferentes povos
Plêiades podem ser vistas no Inverno do Hemisfério Norte e no verão do Hemisfério Sul e são conhecidas desde a antiguidade por culturas de todo mundo.
As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como "Sete Irmãs", como M 45 pela classificação do catálogo Messier.
No Japão são conhecidas por "Subaru".
Os Maoris as chamavam de Matakiri, os Persas, Parveen/parvin e Sorayya, os Maias, de Tzab-ek, os Astecas, Tianquiztli.
Os catálogos de estrelas babilônicos chamavam-nas de MUL.MUL, ou "estrela de estrelas", e elas encabeçavam a lista de estrelas da eclíptica, refletindo o fato que elas estavam próximas do ponto do equinócio vernal em torno do século 23 AEC.
Alguns astrônomos gregos consideraram-na uma constelação distinta e são mencionados por Hesíodo e na Ilíada e Odisséia de Homero. Na mitologia helênica as Plêiades são: Atlas (pai), Pleiona (mãe), Alcyone, Mérope, Electra, Celaeno, Taygete, Astérope, Maia.
Conforme as narrativas de Hesíodo, Atlas o titã, junto à Pleiona foi o pai de sete filhas, as Plêiades; e junto a Etra, foi pai de outras sete filhas, as Hyades
É três vezes cotada na Bíblia (Jó 9:9 e 38:31, bem como no Amós 5:8). - livro de Jó: 9-9 "...quem fez a Ursa, o Órion, o Sete-estrelo e as recâmaras do sul";
- livro de Jó: 38-31 "Ou poderás tu, atar as cadeias do Sete-estrelo, ou soltar os laços de Órion?"
- livro de Amós: 5-8 "...procurai o que faz o Sete-estrelo, e o Órion, e torna a densa treva em manhã e muda o dia em noite; o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra: o SENHOR é o seu nome."
Nebulosa de Reflexão Observando sob condições ideais, alguns indícios de nebulosas podem ser vistos em torno do aglomerado e isto revela-se em fotografias de longa exposição. É uma nebulosa de reflexão, causada pela poeira que reflete a luz azul das quentes e jovens estrelas. Antigamente, pensava-se que a poeira foi deixada ao longo da formação do aglomerado, mas com a idade de cerca de 100 milhões de anos geralmente aceitos, quase todas as poeiras "originais" presentes teriam sido dispersos pela pressão de radiação. Em vez disso, parece que o aglomerado está simplesmente passando por uma região de poeira do meio interestelar. Estudos mostram que a poeira responsável pela nebulosa não é distribuída uniformemente, mas concentra-se principalmente em duas camadas, ao longo da linha de visão para o aglomerado. Estas camadas parecem ter sido foramdas pela desaceleração devido à pressão de radiação conforme a poeira se move entre as estrelas.
Estrelas mais brilhantes As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia grega: Asterope, Mérope, Electra, Celeno, Taigete, Maia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades.
| Estrela | Designação | longitude em 2000 | classe espectral |
|---|---|---|---|
| Electra | 17 Tauri | 29TAU25 | B5 |
| Celaeno | 16 Tauri | 29TAU26 | B7 |
| Taygeta | 19 Tauri | 29TAU34 | B7 |
| Maia | 20 Tauri | 29TAU41 | B9 |
| Merope | 23 Tauri | 29TAU42 | B5 |
| Asterope | 21 Tauri | 29TAU44 | B9 |
| Alcyone | Eta (25) Tauri | 00GEM00 | B7 |
| Atlas | 27 Tauri | 00GEM21 | B9 |
| Pleione | 28 (BU) Tauri | 00GEM23 | B8 |
Constelação de Orionte Objeto de admiração em todos os tempos, a constelação de Orionte é, com a Ursa Maior e as Plêiades, das constelações mais antigas. Com exceção do Carro da Ursa Maior, o Cinturão de Orionte é provavelmente o mais conhecido e o mais popular de todos os grupos estelares (as três Marias). Hoje são conhecidas como as 3 Marias ou os 3 Reis Magos. Nos antigos catálogos, Orionte é representado por um caçador brandindo um maço, enfrentando o Touro celeste. Tem aos pés a Lebre e seguem-nos o Cão Maior e o Cão Menor. O nome Orion vem do sumério Uru-anna, a Luz do Céu, título do herói caldeu Tamuz, o filho do Sol, que se terá tornado no Adónis grego dos tempos clássicos. Cerca de 5000 anos a.C., o "cinturão" de Orionte começava a ser visível, de madrugada, no mês de Tamuz (Junho). Era também neste mês que se celebrava a morte de Adónis. Homero descreve Orionte como "o mais alto e belo dos homens" e esta descrição adapta-se também a Adónis. No panteão assírio-babilônio, as estrelas principais eram personificações de deuses; a multidão de estrelas não classificadas constituía "o rebanho do céu", cujo pastor era a constelação de Orionte. Na mitologia egípcia, as almas de Osíris e de Ísis haviam-se imortalizado em Orion e Sirius, respectivamente. No Zodíaco de Denderah, Orionte, símbolo do deus Sol Hórus, é representado num barco cercado de estrelas, seguido por outro barco conduzindo Sótis, a estrela Sirius. Numa lenda grega, Diana, a deusa-Lua, apaixonou-se perdidamente pelo belo e hábil caçador, passando muito tempo com ele. Seu irmão Apolo, o deus-Sol, furioso ao vê-la negligenciar os seus deveres de caçadora, enviou um escorpião para matar Orion. O escorpião mordeu Orion, que caiu ferido mortalmente. Zeus para consolar Diana, colocou Orionte entre as estrelas. Assim a deusa-Lua pode vê-lo quando viaja no seu carro de prata. A base astronômica do mito é o fato de a constelação de Orion se pôr exatamente quando a constelação do Escorpião nasce, tal como se este perseguisse o herói. Noutro encantador mito grego, é a deusa da madrugada, Aurora, "a dos róseos dedos" no dizer de Homero, que persegue Orionte com o seu amor. Orionte foge. No céu de Inverno, quando Orion se põe no mar a oeste, as suas estrelas desvanecem-se muito lentamente, ou seja, a madrugada tenta retê-lo para poder ficar mais tempo a seu lado. Ao desaparecer Orionte, a Aurora derrama lágrimas amargas, que podemos ver nas flores, na relva, nas árvores de manhã: as gotas de orvalho. Como constelação de Inverno, Orion estava associado ao mau tempo. Eneias, refere-se-lhe, ao relatar a tempestade que o apanhou na costa de África no seu caminho para Itália. Políbio, o historiador grego (séc. II a.C.), atribui a perda da esquadra romana, durante a 1a Guerra Púnica, ao fato de terem navegado já depois do "nascimento de Orion". Também Camões a isso se refere nos Lusíadas, Canto X, 88: "E do Orionte o gesto turbulento". Nesta região do céu se encontra um número significativo de estrelas de grande brilho e coloração azulada. Estamos perante um aglomerado de estrelas das classes mais quentes, como outros que existem no céu e genericamente designados por OB. Mas o aglomerado de Orionte tem a vantagem de estar mais acessível para um observador no Sistema Solar. E, num futuro distante, essa aglomeração de estrelas terá decerto muito mais para ver. De fato, se muitas das que hoje são estrelas quentes e por isso têm coloração azulada, no seio da Nebulosa de Orionte (M42 e M43) estão em gestação muitas novas estrelas. Ou seja, quando as estrelas quentes como Rigel se tornarem em gigantes vermelhas, frias mas belíssimas, novas estrelas de todas as cores terão entretanto surgido. É verdade que no Inverno são muitas as noites em que o céu não está acessível devido às nuvens. Em compensação, as noites frias são em geral as melhores para a observação celeste, em especial depois de ter chovido, pois o ar está mais límpido e há menos turbulência atmosférica. Como é precisamente no Inverno que Orionte está acessível ao princípio da noite para os observadores do hemisfério setentrional, ficam assim criadas as condições para um maior prazer na sua apreciação. Em volta da constelação de Orionte que representa o gigante caçador, há uma vasta moldura de estrelas de brilho considerável, entre as quais merecem destaque as do Cão Maior, cuja alfa, Sírio, é nada mais, nada menos do que a estrela mais brilhante de todo o céu noturno. Mas também nas suas vizinhanças podemos ver Prócion (alfa do Cão Menor), Castor e Pólux, respectivamente alfa e beta dos Gêmeos, o Touro com a sua alfa, Aldebarã, e os seus encantadores enxames estelares das Híades e das Plêiades. Sem esquecer o Cocheiro com a sua alfa, Capela, que apesar de mais distante, não deixa de compor a moldura. O quadro acima pode tornar-se ainda mais magnífico se for possível viajar mais para sul. De fato, a partir de um local no hemisfério sul, ainda é possível acrescentar a esse quadro a segunda estrela da lista das de maior brilho de todo o céu noturno, Canopo, e muitas das que antigamente faziam parte do Navio. Mas mesmo sem pensar nas que envolvem Orionte, a constelação tem muito para ver. Na verdade, outro aspecto fascinante de Orionte é que, numa mesma constelação, temos ao nosso dispor estrelas de elevada temperatura, como Rigel e as «Três Marias» (Mintaka, Alnilam e Alnitak) e uma estrela de temperatura superficial muito baixa, Betelgeuse. Aliás, numa observação atenta e em local adequado, a coloração avermelhada de Betelgeuse contrasta de forma evidente com a cor azulada de Rigel e das três mais marcantes do cinturão. Mas os encantos de Orionte não ficam por aqui. Mesmo à vista desarmada, se o local e as condições forem os mais adequados, é possível ver a famosa nebulosa de Orionte (M42 e M43). Claro que com a ajuda de um instrumento, mesmo que modesto, a observação é muito mais espectacular.
Posição no céu Entre zero e 30°N de declinação e 3h 20 min e 6h de Ascensão Reta, abrange uma área de 797 graus². Touro é visível entre as latitudes 90°N e 65°S. A constelação de Touro fica na borda galáctica. Na sua direção encontram-se bilhões de galáxias iguais à nossa. Ela fica ao Norte do Equador Celeste. Tem ao Sul, Órion; ao oeste, Carneiro; ao Leste, Gêmeos; ao Norte Cocheiro e Perseu. A estrela Beta, Al Nath, é comum de Touro e da constelação de Auriga, o Cocheiro. Esta constelação homenageia Automedonte, o célebre condutor do carro de Aquiles, no cerco de Tróia ou também a Anfistrato, o condutor do carro de Castor e Pollux.
Principais estrelas e objetos A constelação de Touro tem o primeiro plano estelar formado por 57 Estrelas visíveis: uma de primeira grandeza, Aldebarã; uma de segunda, Al Nath; duas de terceira, Hyades e Europa; 21 de quarta, e 32 de Quinta.
| Estrela | Nome | Distância | Raio | Mag. | Tipo |
|---|---|---|---|---|---|
| Alfa | Aldebaran | 65,2 al | 219 rs | 0,84 | Supergigante vermelha |
| Beta | ElNath | 131 al | 4,5 rs | 1,62 | Binária |
| Gama | 154 al | 26 rs | 3,62 | ||
| Zeta | 418 al | 6,8 rs | 2,96 |
Constelação de Áries
Quanto à constelação de Áries, o carneiro, foi uma substituição feita pelos gregos embora seja possível que a origem esteja no Egito, pois na Babilônia era "o mercenário". Áries é considerada a primeira constelação do zodíaco, pois quando foi formalizado o Zodíaco tropical pelos gregos, o ponto equinocial de Primavera do Hemisfério Norte, coincidia com o começo da constelação. Já os Babilônios usavam a constelação, para demarcar o início da primavera, pois em 2500 a.C. o equinócio da primavera boreal, ficava no meio das estrelas que formam a cabeça do carneiro. A passagem do Sol, entre as três estrelas da cabeça do Carneiro, marcou o Equinócio da Primavera para o Hemisfério Norte, até o ano 64 a.C. Foi o astrônomo e astrólogo Hiparco (séc. II a.C.), quem dispôs o começo do Zodíaco a zero grau de Áries. Ptolomeu concordou com esta decisão. O zodíaco Helênico anterior começava em Caranguejo, junto ao Ano Grego. A Constelação de Carneiro, como hoje a conhecemos, foi desenhada em Carta Celeste, pela primeira vez por Cleóstrato, de Ténedos, no século VI a.C. Ela está presente em todos os Zodíacos e calendários da Antigüidade pré-helênica. Os carneiros, oriundos dos altiplanos da Ásia Menor e da Grécia, eram os animais preferidos nos cultos de sacrifício aos deuses na época; igualmente apreciados como fonte de vestimentas e alimentos.Posição no céu Áries é visível entre as latitudes 90°N e 60°S. Ao sul da constelação do Triângulo e próximo a Peixes. Entre 10°N e 30°N de declinação e 1h 40min e 3h de Ascensão Reta. A constelação de Áries abrange uma área de 441 graus². A constelação de Carneiro tem o primeiro plano estelar formado por 16 Estrelas, visíveis: Uma de primeira grandeza, Harmal (cor amarela); uma de terceira grandeza, Sheratan (cor branca); duas de Quarta, Mesarthim (cor branca) e Helle (cor vermelha); doze de Quinta grandeza entre elas Phrixos (cor azul. É uma estrela dupla). Ao norte ficam as constelações de Perseu e Triângulo; ao leste, o Touro; ao sul, a Baleia; ao Oeste Peixes. Ela fica ao norte do Equador Celeste.
Principais estrelas e objetos
Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
(Alfa) Hamal 66 al 37 rs 2,0 -
(Beta) Sheratan 59,6 al 3,2 rs 2,62 -
(Gama) Mesarthim 204 al 4,4 rs 3,87 Binária
(Delta) Botein 168 al 23 rs 4,34 -
(Lambda) Lambda Arietis 133 al 3,2 rs 4,78 Binária Na Constelação de Carneiro não existe qualquer Nebulosa ou Aglomerado Estelar de fácil observação, o que a torna uma Constelação de profundidade simples. As galáxias mais luminosas são de magnitude 11, entre elas NGC 772, a mais luminosa, em forma de espiral, próximo a estrela gama. Um outro objeto interessante é 53 Arietis (magnitude 6,1) uma estrela que se formou na região da nebulosa de Órion mas deslocou-se rapidamente, por causas desconhecidas. Também foi durante a era de Áries, entre 1000 e 500 AC que o Zodíaco, como o conhecemos, acabou de se formar.
Constelação de Peixes
Ao redor do ano 64 a.C. o ponto vernal (HN) passou da constelação de Áries para a constelação de Peixes inaugurando a Era de Peixes. É interessante observar que o símbolo do Peixes foi muito importante dentro da cultura cristã viva até hoje e marca fundamental de estes dois milênios de Era de Peixes. Assim tb Jesus Cristo com sua mensagem de Amor Universal foi a tonica principal, sendo o Amor Universal a potencialidade fundamental do signo de Peixes. Peixes pertence a família das constelações relacionadas com os períodos de chuva e pesca. O equinócio da primavera boreal passou durante 2000 anos por esta constelação, por isso que em Astrologia se designa este período por Era de Peixes. Atualmente o ponto do equinócio, encontra-se entre Peixes e Aquário (inicio da Era de Aquário). Na Grécia antiga a Constelação levava o nome da Deusa Vênus e de seu filho Eros. Esta constelação, representa dois peixes cruzados pelas caudas (um peixe é representado pelas Estrelas de Alpha a Sigma, o outro peixe, pelas estrelas de Allpha a Beta). Homenageia aos seres marinhos que salvaram sobre seus dorsos a deusa Vênus e seu filho Eros (Cupido) quando fugiam de Tífon, o Monstro. Outra versão fala que Peixes homenageia dois delfins que conduziram Anfitrite, a filha de Oceano, até junto de seu esposo Netuno. Outra versão fala que os deuses mergulharam no rio e se transformaram em peixes. Para imortalizar o acontecimento a deusa Minerva transformou os dois peixes em constelação. Para os egípcios, Peixes representava a aproximação da primavera e a estação da pesca. Babilônios a assírios já representavam essa constelação por dois peixes.Posição no céu O prolongamento de uma linha unindo as estrelas alfa e beta de Áries na direção Leste encontra eta de Peixes, a mais brilhante dessa constelação, que fica entre 33°N e 6°S de declinação e 22 h 49 min e 2 h 4 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 889 graus². É visível entre as latitudes 90°N e 65°S. Principais estrelas e objetos
Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
(Alfa) Alrescha 139 al 3,5 rs 3,81 Binária
(Gama) Gamma Piscium 131 al 18 rs 3,68 -
(Eta) Eta Piscium 295 al 49 rs 3,59 Binária
M74 (NGC 628) é uma galáxia espiral com magnitude 10,5 em Peixes, a 20 milhões de anos-luz da Terra. Outra galáxia é NGC 488, do tipo elíptica. Não há outros objetos acessíveis aos instrumentos amadores.
Constelação de Aquário
A constelação de Aquário era conhecida pelos babilônios e povos da Ásia Menor e Egito. Era associada à água e a semeadura, pois o Sol passava por essa região do céu durante a estação chuvosa, após as inundações do Nilo. A região do céu em que ela se encontra é conhecida como o Mar ou a Água, devido à proximidade de constelações como Cetus, a Baleia, Pisces, os Peixes, e o rio Eridanus (Erídano). Este é, por vezes, representado como fluindo do vaso do Aquário. Os antigos viam, nessa constelação, a figura de um homem vertendo água de uma ânfora. Nas suas primeiras figuras há um peixe. Piscis Notins, sobre a água que sai derramada do Aquário. A constelação de Aquário, ou melhor, Aguadeiro, foi dedicada ao Príncipe troiano Ganimedes. Este Príncipe foi amante de Eos, a deusa da Aurora. Júpiter o condenou, por isto a servir de copeiro-aguadeiro aos deuses do Olimpo. Júpiter, sob a metamorfose de Águia, raptou Ganimedes, para levá-lo ao Olimpo, onde nos banquetes dos deuses, servia o néctar a Júpiter.Posição no céu A melhor forma de encontrar Aquário é através das estrelas beta e delta da vizinha Capricórnio. O alinhamento entre as duas encontra, a Oeste, delta de Aquário, a partir da qual pode-se construir toda a figura dessa constelação, que fica entre 3°N e 25°S de declinação e 20 h 40 min e 23 h 55 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 980 graus². Aquário é visível entre as latitudes 65°N e 90°S.
Principais estrelas e objetos Apesar de ampla, Aquário é uma constelação formada por estrelas pouco luminosas. O primeiro plano desta Constelação compõe-se de 41 estrelas: três de terceira grandeza; quatorze de Quarta, e 24 de Quinta. Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
Alfa Sadal Melik 759 al 169 rs 2,93 Binária
Beta Sadal Suud 615 al 100 rs 2,87 Binária
Delta Skat 160 al 5,6 rs 3,25 - Em Aquário há três objetos Messier: M2, M72 e M73, além das nebulosas planetárias da Hélice e de Saturno, cujos nomes sugerem a semelhança com esses objetos, quando vistas ao telescópio. Messier Tipo Distância Mag
M2 (NGC 7089) Aglomerado globular 50.000 al 7,5
M72 (NGC 6981) Aglomerado globular 60.000 al 10
M73 (NGC 6994) Aglomerad
Constelação de Capricórnio
A constelação de Capricórnio era já notável no pré-clássico. Um grande cometa (Tifon) apareceu perto da Terra no ano 1495 a.C. Ele foi apreciado junto do Sol como se lhe fosse um astro gêmeo, quando este transitava pela constelação de Capricórnio. Para os gregos Tífon era chamado de Palas, para os egípcios era Set. A constelação de Capricórnio para os chineses era Yin. Há 2.000 anos o Sol estava em Capricórnio no solstício do inverno boreal, quando seus raios caiam perpendiculares na latitude 23° e 27' o que levou a denominação de "trópico de Capricórnio". Atualmente, no solstício, o Sol está na constelação de Sagitário. Capricórnio homenageia ao deus Pã (ou Pan), ser meio homem, meio animal, com torso humano, coberto de pêlos e com cabeça e pés de bode. Habitava os bosques e divertia-se assustando os que passavam com suas bruscas aparições (daí a origem do termo pânico). Júpiter o transformou em constelação por ter ajudado a combater o terrível monstro Tifão. Numa outra versão, o Capricórnio é a cabra Amaltéa, que amamentou Júpiter.Posição no céu Capricórnio é visível entre as latitudes 60°N e 90°S o que corresponde a área colorida no mapa. Capricórnio se estende a Oeste de Sagitário, mas não é uma constelação muito evidente. Fica entre 28°S e 9°S de declinação e 20 h 5 min e 21 h 55 min de Ascensão Reta. A constelação de Capricórnio abrange uma área de 414 graus².
Principais estrelas e objetos O primeiro plano é formado por 9 estrelas: três de terceira grandeza e seis de quarta. Com o auxilio do telescópio nota-se 30 estrelas significativas. Tem de fundo uma Nebulosa M-75, e uma Radio fonte de alto impulso.
Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
(Alfa) Algedi (Al Giedi) 109 al 15 rs 3,56 Binária
(Beta) Dabih 345 al 48 rs 3,03 Binária
(Delta) Deneb Algiedi 38,6 al 1,9 rs 2,84 Binária Em Capricórnio localiza-se o aglomerado globular M30 (NGC 7099), com magnitude 8,5 e a 40.000 anos-luz da Terra e também uma galáxia espiral barrada, a NGC 6907, com magnitude 11.
Constelação de Sagitário (Centro da Galáxia)
A Constelação de Sagitário foi determinada e desenhada no século VI a.C. por Cleóstrato de Ténedos. A estrela Nu do Sagitário é a mais antiga dupla conhecida, Ptolomeu a designava Nepheloides Kai Diphous que quer dizer: Nebulosa e dupla. Sagitário fica na direção do centro da Via-Láctea. Sua localização indica o ponto em torno do qual o Sistema Solar orbita o centro galáctico, em 17 hs, 40 m; D - 30 graus, a 35 milhões de anos luz. Hoje encontra-se aos 26 graus do signo de Sagitário. Nesta Constelação, desde os dias pré-clássicos, os helênicos viam a figuração de Quíron, o Centauro filho de Chronos e Filira, a filha do deus Oceano. Quíron diferenciava-se dos outros centauros das florestas mitológicas gregas pela sabedoria de que era dotado, ultrapassando em conhecimentos todos os mortais. Seu pai transmitiu-lhe conhecimentos de medicina, astronomia e música. Os Centauros eram seres semideuses, metade homem, metade cavalo, que habitavam desde as florestas da Macedônia até a Acáia. Quiron era imortal e um dia foi ferido por uma flechada desferida por Hércules. Sentindo dores horríveis e não podendo ter o alívio da morte, pediu a Júpiter que o libertasse daquela tortura. Júpiter, então, imortalizou-o, colocando-o no céu. A figura simbólica da Constelação de Sagitário, representada por um centauro que aponta para o céu com sua flecha, indica a ânsia sentida pelo homem para alcançar a sabedoria. Trata-se de uma constelação muito mais antiga que o Centauro, do hemisfério austral. Provavelmente de origem suméria, na Babilônia, Pérsia e Egito, Sagitário era um deus arqueiro com cabeça e busto humanos e corpo de cavalo.Posição no céu Sagitário localiza-se a Oeste de Escorpião. Entre 12°S e 45°S de declinação e 17 h 40 min e 20 h 25 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 867 graus². É visível entre as latitudes 55°N e 90°S.
Principais estrelas e objetos A constelação de Sagitário tem o primeiro plano estelar formado por 35 Estrelas: duas de segunda grandeza, Nunki e Kaus Australis; seis de terceira, doze de quarta, 15 de quinta. Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
(Alfa) Rukbat 170 al 2,4 rs 3,93 -
1 (Beta 1) Arkab Prior 379 al 6,1 rs 3,93 Binária
2 (Beta 2) Arkab Posterior 139 al 4,7 rs 4,25 -
Gama Alnasi 96,2 al 22 rs 2,96 -
Épsilon Kaus Australis 145 al 8,7 rs 1,78 Binária
Zeta Ascella 89,1 al 4,2 rs 2,59 Binária
Sigma Nunki 225 al 6,2 rs 2,03 Binária
A estrela mais luminosa é Kaus Australis (épsilon) e não é Rukbat (alfa). O mesmo ocorre entre Beta e Sigma. Sagitário abriga 15 objetos do catálogo Messier: as nebulosas M8, M17 e M20, os aglomerados abertos M18, M21, M23, M24 e M25 e os aglomerados globulares M22, M28, M54, M55, M69, M70 e M75. Além de inúmeros objetos pertencentes ao catálogo NGC. Messier
Tipo Distância Mag.
M8 (NGC 6523) Nebulosa da Laguna 6.500 al 5,0
M17 (NGC 6618) Nebulosa de Ômega 5.000 al 7,0
M18 (NGC 6613) Aglomerado aberto 6.000 al 8,0
M20 (NGC 6514) Nebulosa Trífida 2.200 al 5,0
M21 (NGC 6531) Aglomerado aberto 3.000 al 7,0
M22 (NGC 6656) Aglomerado globular 10.000 al 6,5
M23 (NGC 6494) Aglomerado aberto 4.500 al 6,0
M24 (NGC 6603) Aglomerado aberto 10.000 al 11,5
M25 (NGC I4725) Aglomerado aberto 2.000 al 4,9
M28 (NGC 6626) Aglomerado globular 15.000 al 8,5
M54 (NGC 6715) Aglomerado globular 50.000 al 8,5
M55 (NGC 6809) Aglomerado globular 20.000 al 7,0
M69 (NGC 6637) Aglomerado globular 25.000 al 9,0
M70 (NGC 6681) Aglomerado globular 65.000 al 9,0
M75 (NGC 6864) Aglomerado globular 100.000 al 9,5 Laguna (M8), Ômega (M17) e Trífida (M20) são típicas nebulosas de emissão, isto é, o gás que as constitui emite luz excitado pelas estrelas vizinhas. Ômega também é conhecida como Nebulosa da Ferradura, a mais brilhante do hemisfério boreal, depois de Órion.
Constelação de Escorpião
Seu desenho inconfundível fez com que gregos, latinos, árabes e persas a representassem na forma de um escorpião desde a mais remota antigüidade. Mas para os antigos nativos das ilhas do Hawai o Escorpião era, na verdade, o Anzol de Maui, deus que "pescou" do fundo do oceano pedaços de rocha que se transformaram no arquipélago. A constelação de Escorpião é a que mais claramente é definida enquanto sua figura. A maioria das pessoas a conhece. Ela consta de todos os zodíacos da antigüidade. Nossos índios, no Brasil, a conheciam por Caranguejo de Cauda Venenosa. Para os índios do litoral, era chamada Constelação de Arraia. Na tradição pré-clássica helênica, especialmente dentre os Aqueus e os divinos Pélagos, guardava-se a memória de uma explosão de luz sem precedentes, nessa região do Céu. Por isso, essa região entre a Constelação de Balança (antigas garras do Escorpião) e a de Escorpião foi sempre muito vigiada, na tentativa de previsão de um novo abalo. Assim toda passagem de planetas nesta região era cuidadosamente acompanhada. Em 17 de Janeiro do ano 271 a.C., a Estrela AKRAB foi eclipsada pelo Planeta Marte, coincidindo com perturbações sociais catastróficas na região da Caldéia. Nesta época, Antares, hoje de primeira grandeza, era uma Estrela de segunda grandeza. Desde então seu brilho foi aumentando e agora está começando a diminuir. Ela é uma estrela do tipo dupla-variável. A primeira estrela variável, ou temporária, de Escorpião, foi observada em 134 a.C., até 1973 foram observadas 28 estrelas desse tipo (alguém pode atualizar estes dados sobre as estrelas de Escorpião e outros objetos?). Há 3 000 anos a.C., o Equinócio de Outono para o Hemisfério Norte, passava pela estrela Antares. Por isto era considerada uma das Quatro Estrelas Reais no Zodíaco Persa, marcando um dos 4 cantos do Céu. Alguns autores atribuem a origem do nome desta constelação, as pragas e secas que costumavam assolar o Egito nessa época do ano. Nos limites atuais da constelação, o Sol transita por Escorpião em apenas sete dias, mas na Antigüidade quando incluía a atual constelação de Libra, levava cerca de um mês.Posição no céu A estrela mais brilhante de Escorpião é Antares, cujo brilho avermelhado rivaliza com o de Marte, a meio caminho entre Gacrux, no Cruzeiro do Sul, e Altair, em Águia. Uma vez encontrada não é difícil perceber a forma dessa constelação. A constelação tem ao Sul as Constelações do Lobo, Tégua, Altar e Coroa Austral; ao Norte, Ofiuco. Fica entre 45°S e 8°S de declinação e 15 h 45 min e 17 h 55 min de Ascensão Reta. Escorpião é visível entre as latitudes 40°N e 90°S. Abrange uma área de 497 graus². A constelação tem no seu primeiro plano estelar 28 estrelas: uma de primeira grandeza, Antares; quatro de Segunda, Diana, Sigma, Ártemis e Nemis; seis de terceira, oito de quarta e nove de quinta. A estrela Akrab foi descoberta ser Dupla por Cassini em 1678. Em 827 da nossa Era apareceu uma Super-Nova em Escorpião, observada pelo astrônomo Giafar em 1006. Hepidammnus também observou uma Super-Nova; os chineses batizaram essa Estrela como Ke-sing, que significa estrela hóspede. No fundo da Constelação de Escorpião podem ser apreciados diversos objetos multi-estelares como: NGC 6388, NGC 8124, NGC6383 M-80, M-4, M-7, etc. Em relação à Via Láctea, Antares fica fora da faixa, as demais se situam dentro da faixa. Principais estrelas e objetos
Estrela Nome Distância Raio Mag. Tipo
(Alfa) Antares 604 al 864 rs 1,03 Binária
(Beta) Graffias 530 al 19 rs 2,53 Binária
(Delta) Dschubba 403 al 11 rs 2,28 Binária
(Épsilon) Wei 65,4 al 31 rs 2,28 -
(Teta) Sargas 273 al 31 rs 1,84 Binária
(Kapa) Girtab 466 al 8,5 rs 2,37 -
(Lambda) Shaula 709 al 12 rs 1,59 Binária O nome Antares vem do grego e significa anti ares, o rival de Marte, por causa de seu brilho que rivalizava em cor com o planeta vermelho. Antares é uma estrela supergigante e se fosse colocada no lugar do Sol engolfaria Mercúrio, Vênus, a Terra, Marte e o Cinturão de Asteróides, deixando Júpiter tão próximo quanto estamos do Sol. Antares tem uma companheira gravitacional com quatro vezes o diâmetro do Sol. Ambas orbitam em torno de um centro comum em 878 anos e distam uma da outra cerca de 14 vezes a distância do Sol a Plutão. Em Escorpião há quatro objetos Messier: M4, M6, M7 e M80. O aglomerado aberto M6 é conhecido também como Borboleta e M7 é o Aglomerado de Ptolomeu. Messier
Tipo Distância Mag.
M4 (NGC 6121) Aglomerado globular 7.000 al 7,5
M6 (NGC 6405) Aglomerado aberto 2.000 al 4,5
M7 (NGC 6475) Aglomerado aberto 1.000 al 3,5
M80 (NGC 6093) Aglomerado globular 36.000 al 8,5 A Via-Láctea atravessa grande parte de Escorpião, que também está perto do centro galáctico (em Sagitário). Há vários outros objetos de baixa visibilidade em Escorpião, principlmente aglomerados e galáxias.
Constelação de Serpentário (Ophiuschus)
Ophiuchus ou Esculápio, era filho de Apolo e da mortal Corônis, quem por medo de ser abandonada quando velha, uniou-se a Isquis, ainda grávida de Apolo. Por este motivo, o deus a matou e retirou a criança de seu ventre e entregou-a aos cuidados de Quiron. Esculápio foi instruído nas artes da cura os seus aliados eram as serpentes. Plutão temendo que ninguém entre os mortais morresse, fulminou ao curandeiro, mas o colocou no céu junto às serpentes.Constelação de Libra ou Balança
A constelação de Libra possui estrelas de brilho relativamente fraco e é ofuscada pela vizinha Escorpião, da qual fazia parte. A Constelação de Libra foi introduzida no Zodíaco antigo por sacerdotes egípcios do séc. III a.C., secionando as garras da Constelação de Escorpião. Antigamente a Constelação de Escorpião estendia-se por 60 graus. Pressupõe-se que o motivo maior foi situar o equinócio de outono, que ocorria na época nessa parte celeste. A denominação egípcia, já existia desde muito antes na tradição oral dos Hicsos-pastores. Os Caldeus fizeram a mesma coisa, em busca de uma coerência numérica (12), só que eles mantiveram a figura, e denominaram a nova constelação de Garras do Escorpião. Existe a hipótese que o nome de Balança vem do fato de que nesse tempo os planetas eram vistos passarem do Sul para o Norte, devido à interseção da Eclíptica com o Equador Celeste, quando dias e noites tem igual duração. É a primeira constelação que não tem mito associado. Ainda que alguns autores afirmam homenagear a Têmis, mãe de Astréia e deusa da Justiça. Posição no céu Libra fica a Leste de Escorpião, diante de suas garras. Entre 0,3°S e 30°S de declinação e 14 h 18 min e 16 h de Ascensão Reta. Abrange uma área de 538 graus². É visível entre as latitudes 90°N e 65°S Principais estrelas e objetosEstrela Nome Dist Raio Mag Tipo
(Alfa) Zubenelgenubi 77,2 al 3,8 rs 2,75 Binária
(Beta) Zubeneschamali 160 al 5,3 rs 2,59 -
(Sigma) Brachium 293 al 553 rs 3,25 Var. tipo Mira Também está presente em Libra o aglomerado aberto de décima magnitude NGC 5897, que dista 45.000 anos-luz da Terra. Existem outros objetos, mas de muito baixa luminosidade mesmo para bons instrumentos amadores.
Constelação de Virgem
O ponto de equinócio de outono boreal e da primavera no Hemisfério Sul encontra-se atualmente em Virgem. "Entra em Astreia o Sol, no mês de Agosto; Baco das uvas tira o doce mosto." Lusíadas, IV - 27 Um dos exemplos mais notáveis de uma constelação com múltiplas lendas, é sem dúvida a da Virgem do Zodíaco. Teria sido uma das primeiras a ter sido nomeada, sempre sob a forma de uma donzela. No mito do Boieiro representa a desditosa filha de Icário, Erígona. Uma remota lenda faz da Virgem zodiacal a deusa da Justiça, Astreia, o que se adequa muito bem à sua posição ao lado da Balança. Hesíodo (séc VIII A.C.) proclama que ela é a filha dilecta de Zeus "a Justiça está sentada ao lado de Zeus". Segundo esse mito, na idade do ouro ela vivia entre os homens a quem dera as leis para governo das sociedades civilizadas. Mas, ofendida e triste com a degenerescência da humanidade, a deusa justa voou aos céus (a Virgem representa-se muitas vezes com asas), "a última das divindades a deixar a Terra" no dizer de Ovídio. No seu poema astronómico Phaenomena, Arato (séc. III A. C.), retoma este mito, mas para ele, Astreia é filha de Astreio, o mítico pai das estrelas, e de Aurora, a dos róseos dedos (a palavra Astreia significa a donzela das estrelas). É ainda Ceres (a Deméter romana), deusa da agricultura, da fertilidade dos campos, das cearas, com um feixe de espigas de trigo na mão. Ceres tinha uma filha, a encantadora Cora (Perséfone ou Prosérpina). Quando esta, num dia primaveril, despreocupadamente colhia flores, vê abrir-se de repente uma fenda na terra e surgirem cavalos negros como carvão, atrelados a um carro conduzido por um cavaleiro de negro de face invisível. Era o deus das trevas, Hades (Plutão), que se apaixonara por ela e a raptara. O desgosto de Ceres foi terrível. Desesperada, percorreu a terra à procura da filha, esquecendo os seus deveres. As plantas não produziam flores nem frutos, toda a natureza secou. Zeus foi obrigado a intervir para salvar a humanidade. Mas Perséfone já não podia regressar inteiramente do reino dos mortos: comera alguns bagos de romã. Assim, o deus supremo ordenou que Perséfone ficasse no submundo 3 meses por ano, e o restante tempo com a mãe. O mito é claramente uma alegoria. O período passado com Hades, corresponde ao tempo em que as sementes estão debaixo da terra; quando à superfície, com Ceres, é o tempo da verde Primavera em que tudo floresce e mais tarde dá os seus frutos. A Virgem de Agosto tornou-se uma deusa que desceu à terra, presidindo à ceifa e sendo adorada sob vários nomes. Ainda até há bem pouco, subsistiam por toda a Europa, vestígios do antigo culto dessa deusa protectora das searas; no fim da ceifa, com os últimos feixes formava-se uma tosca boneca que vestiam e levavam para casa, ao som de música e danças. Esta lenda seguramente terá nascido quando o solstício de Verão, época da colheita dos cereais, caía nesta constelação, o que faz recuar isso para 6 a 5000 anos A.C., lá para os primórdios da agricultura. É também a romana Fortuna ("a fortuna é cega") numa alusão às estrelas fracas que formam a cabeça da figura. É ainda Ruth, a moabita, restolhando nos campos de Boaz. Na época cristã será muitas vezes associada à Virgem Maria. Curiosamente, Weigel, no seu atlas, chama-lhe "As 7 Torres Portuguesas". Na Judeia, sempre associada à abundância de cereais, a Virgem é o signo da tribo de Aser, a quem Jacob profetizara "o seu pão será abundante". Foi ao comparar as observações da Espiga e de Régulo, feitas por Timocaris, com as suas, 150 anos depois, que Hiparco descobriu a precessão dos equinócios. O ponto de equinócio de outono boreal e da primavera no Hemisfério Sul encontra-se atualmente em Virgem.Posição no céu Virgem é visível entre as latitudes 80°N e 80°S. Sua posição astronômica é entre 15°N e 22°S de declinação e 11 h 35 min e 15 h 10 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 1.294 graus². Ao norte dela, ficam as constelações de Cabeça da Serpente, Boieiro, Cabeleira de Berenice: ao sul Hidra, Corvo e Copo. Para localiza-la, continuar uma linha ao norte do haste maior do Cruzeiro do Sul, a primeira estrela que reluz é Spica. Que forma um triângulo com Denebola de Gêmeos e Arcturus do Boieiro. A constelação de Virgem tem o primeiro plano estelar formado por 25 estrelas: uma de primeira grandeza, Espiga; duas de terceira, Zavijava e Algorab; treze de Quarta, entre elas Auwa, Vindemiatrix, Aric, Parime e nove de quinta. Principais estrelas e objetos
Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
(Alfa) Spica 263 al 5,6 rs 0,96 Binária
(Beta) Zavijava 35,6 al 2,2 rs 3,56 Binária
(Gama) Porrima 38,6 al 2,8 rs 2,71 Binária
(Delta) Auva 203 al 241 rs 3,37 Binária
(Zeta) Heze 73,2 al 2,6 rs 3,37 - Ao fundo de Virgem, podem ser vistas com telescópio 11 Galáxias. A área que condensa as Nebulosas é denominada Polígono das Nebulosas. Tem várias radiofontes e Estrelas Variáveis tipo SS, R e S. Vista da Terra, fica exterior à faixa da Via Láctea. Em Virgem está um dos mais significativos aglomerados de galáxias, com cerca de 2.500 objetos, entre galáxias elípticas, espirais e irregulares. Destacam-se os objetos Messier M49, M58, M59, M60, M61, M84, M86, M87, M89, M90 e M104, além do quasar 3C273, o mais luminoso do firmamento. Messier
Tipo Mag. M49 (NGC 4579) Galáxia elíptica 10
M58 (NGC 4472) Galáxia espiral 11
M59 (NGC 4621) Galáxia elíptica 11,5
M60 (NGC 4679) Galáxia elíptica 10,5
M61 (NGC 4303) Galáxia espiral 10,5
M84 (NGC 4374) Galáxia elíptica 11
M86 (NGC 4406) Galáxia elíptica 11
M87 (NGC 4486) - Virgo Galáxia elíptica 11
M89 (NGC 4552) Galáxia elíptica 11,5
M90 (NGC 4569) Galáxia espiral 11
M104 (NGC 4594) - Sombrero Galáxia espiral 9,5 Todas essas galáxias ficam em torno de 70 milhões de anos-luz do Sol. Recentemente, o Telescópio Espacial Hubble encontrou indícios de que existe um buraco negro no núcleo de M87. Essa galáxia é uma potente fonte de raios X. Já M104 é a esplêndida galáxia espiral do Sombrero, cujo nome faz menção a um chapeu mechicano. Ela fica a cerca de 50 milhões de anos-luz e é vista de perfil, enroscada por uma braço de metéria escura, que lhe confere a forma característica.
Constelação de Leão
A representação do Leão foi criada pelos povos dos desertos norte-africanos e das florestas densas do alto Egito e da Etiópia: os aqueus, caftorinos, cárias e pélagos e incorporada na Mitologia pré-clássica helênica. Constava dos zodíacos da Etiópia e do Egito, como se comprova no Zodíaco de Denderah. Devido ao movimento de precessão da Terra o signo de Virgem ocupa o espaço físico da constelação de Leão. Quer dizer se você tiver o Sol, a Lua o algum planeta no signo de Virgem ele estará na constelação de Leão.Posição no céu Leão é visível entre as latitudes 90°N e 65°S. A constelação de Leão fica ao Norte do Equador. Vista da Terra, fica fora e ao Norte da faixa Galáctica. Sua posição astronômica é 33°N e 6°S de declinação e 9 h 20 min e 11 h 55 min de Ascensão Reta. A constelação de Leão abrange uma área de 947 graus². Em relação as constelações vizinhas, ao Norte, ficam as Constelações de Cabeleira de Berenice, Ursa Maior e Leão Menor; ao Sul, Sextante e Hidra. Ela é formada por um triângulo reto e um signo de interrogação invertido. A figura do Leão até que da para visualizar fácil. Para encontrá-la traçar uma linha a partir da estrela central das Três Marias, que passe por Prócion no Cão Menor e chegara a Regulus, estrela principal de Leão e a continuação, Denebola. Observe que Regulus é o ponto de um signo de interrogação invertido formado por cinco das estrelas da constelação, entre elas Algieba. Denebola é uma das aristas de um triângulo reto. Principais estrelas e objetos A constelação do Leão tem o primeiro plano estelar formado por 30 estrelas visíveis: Uma de primeira grandeza: Régulus; duas de Segunda: Denebola e Al-ggieba; duas de terceira: Zosma e Sickle; doze de Quarta: entre elas: Alcmena, Hera, Anfitrião e Megera e treze de Quinta. Estrela Nome Distância Raio Mag Tipo
(Alfa) Regulus 77,6 al 4,1 rs 1,34 Binária
(Beta) Denebola 36,2 al 2,2 rs 2,12 Binária
(Delta) Zosma 57,7 al 3,1 rs 2,53 Binária
(Gama) Algieba 126 al 65 rs 2,00 Binária
(Zeta) Aldhafera 260 al 12 rs 3,4 Binária
(Teta) Chort 187 al 5,5 rs 3,31 -
Wolf 359, é uma das estrelas mais próximas do Sistema Solar. Existem cinco objetos Messier em Leão: M65 (NGC 3623) e M66 (NGC 3627), são galáxias espirais a 35 milhões de anos-luz da Terra e magnitudes em torno de 10. M95 (NGC 3351) e M96 (NGC 3368), são também galáxias espirais a 25 milhões de anos-luz e magnitude em torno de 11. As quatro fazem parte de um pequeno grupo, não muito longe do grupo local. M105 (NGC 3379) é uma galáxia elípitica com magnitude 11 e também a 25 milhões de anos-luz. Para observá-las é recomendável telescópios com abertura mínima de 10 cm.
Constelação de Caranguejo
Enquanto o Sol-precessional, faz 8 mil anos atrás, cursava a Constelação de Caranguejo, as diferentes agrupações humanas, desenvolviam a vida em grupo, formando tribos e agrupações. A figura do Caranguejo foi introduzida pelos gregos e corresponde ao Escaravelho dos egípcios, segundo o Zodíaco de Denderah. A constelação de Câncer homenagea o caranguejo que Hera, rainha dos deuses gregos, que o enviou para resgatar a hidra que iria ser morta por Hercúles. O caranguejo mordeu os pés de Hércules quando este combatia a Hidra, monstro de várias cabeças de serpente e corpo de Dragão, mas foi esmagado. Para premiar o caranguejo, Hera transformou-o em constelação zodiacal. O Caranguejo abundava nos pantanais em volta do Mediterrâneo e a Ásia Menor. Esta constelação foi anotada pela primeira vez pelo astrônomo Eudóxios, no século IV e algumas de suas Estrelas de menor grandeza foram anotadas pelo Astrônomo Arato do século III a.C. O astrônomo C. Ptolomeu indicava-lhe somente 13 estrelas. Há 2.000 anos, o Sol passava por Câncer no solstício do verão boreal, quando os seus raios caem perpendicularmente na latitude 23° e 27', ao norte do equador. Este fato inspirou o bautismo de esta latitude como "Trópico de Câncer".Posição no céu Câncer fica entre 6,8°N e 33,3°N de declinação e 7 h 53 min e 9 h 19 min de Ascensão Reta. Abrange uma área de 506 graus². É visível entre as latitudes 90°N e 60°S. Fica ao Norte do Equador Celeste. Ao norte dela fica o Lince; ao oeste, Os Gêmeos; ao sul A Hidra e o Cão Menor. É uma das constelações do zodíaco menos nítida, pois suas estrelas são todas superiores a terceira magnitude. Tem quatro estrelas de quarta grandeza, Juno, Iris, Beta e Beenive e dez de quinta grandeza.
Principais estrelas e objetos
| Estrela | Nome | Dist | Raio | Mag | Tipo |
|---|---|---|---|---|---|
| Acubens | 174 al | 4,3 rs | 4,25 | Binária | |
| Alfa | Altarf | 291 al | 234 rs | 3,5 | Binária |
| Beta | Asellus Borealis | 159 al | 2,7 rs | 4,95 | Binária |
| Gama | Asellus Australis | 136 al | 26 rs | 3,93 | Binária |
| Delta | Tegmine | 83,4 al | 6,2 rs | 4,65 | Sistema múltiplo |
| Zeta |
Vocabulário
Boreal: significa Norte. al: é a abreviatura de ano-luz (1al = 9,5 trilhões de km). Mag.: é a magnitude aparente. Magnitude Absoluta: o brilho das estrelas se estivessem a distância padrão de 32,6 anos-luz. rs: é raios solares (1rs = 695.000 km). Dist. entre a Terra e o Sol: 150 milhões de km. Zodíaco "Há em grego duas palavras para "vida": [zoé] e [biós]. [Zoé] designa a vida em geral, isto é, o princípio vital; [biós] designa a existência, ou seja, o período vital entre o nascimento e a morte. De [zoé] fez-se [zoon] = "ser vivo", daí "animal". É com a acepção de "animal" que este vocábulo grego entrará na formação de palavras do latim científico a partir do século XVI e, nos vernáculos, do século XVIII em diante. A palavra "zodíaco" é de origem mais remota e formou-se no próprio idioma grego já na Antigüidade. De [zoon] fez-se [zódion], designando a chamada "constelação dos animais". Em latim fez-se o empréstimo zodium, com o mesmo sentido; mas a palavra não chegou até os idiomas modernos, não dando a hipotética forma "*zódio". À "constelação dos animais" da-se o nome de "zodíaco", forma substantivada do adjetivo grego [zodiakós], pelo latim zodiacus = "relativo ao '*zódio' ou "constelação dos animais". É possível que zodion designasse propriamente a "constelação dos seres vivos"; "animados", e não necessariamente "animais". A possibilidade decorre não apenas do sentido próprio de [zoé = ser vivo], mas também do fato de nem os Gêmeos, a Virgem ou o Aguadeiro serem animais."Cláudio Ptolomeu nasceu no início do século II da era cristã em Ptololemaida, Hérmia. Com base em certas observações astronômicas por ele anotadas, sabe-se que trabalhou em Alexandria, no Egito, entre os anos 120 e 145 da era cristã. Personalidade das mais célebres da época do imperador Marco Aurélio, Ptolomeu foi o último dos grandes sábios gregos e procurou sintetizar o trabalho de seus predecessores. Por meio de suas obras de astronomia, matemática, geometria, física e geografia, a civilização medieval teve seu primeiro contato com a ciência grega. A principal obra do autor, contudo, foi He mathematike syntaxis (A coleção matemática), que se tornou conhecida como Ho megas astronomos (O grande astrônomo) ou ainda Almagesto, título da tradução árabe do século IX. Dividida em 13 livros, constitui a síntese dos resultados obtidos pelos astrônomos gregos da antiguidade e é a principal fonte de conhecimento a respeito do trabalho de Hiparco, considerado o maior astrônomo da antiga Grécia. Hiparco elaborou o primeiro catálogo estelar, com as posições de 850 estrelas. Ptolomeu deu continuidade a esse trabalho e registrou em seu catálogo 1.022 estrelas, das quais 172 ele próprio descobriu. A obra explica também a construção do astrolábio, instrumento inventado por Ptolomeu para calcular a altura de um corpo celeste acima da linha do horizonte. A parte final, dedicada aos planetas, é a contribuição mais original do autor à astronomia. Baseado nas idéias de Hiparco, Ptolomeu adotou o sistema geocêntrico, que situa a Terra no centro do universo e, girando em torno dela, Mercúrio, Vênus, a Lua, o Sol, Marte, Júpiter, Saturno e as estrelas. Todos esses astros descreveriam, em suas órbitas, círculos perfeitos, conforme ensinavam Platão e Aristóteles. Essa concepção foi adotada pelos teólogos medievais, que rejeitavam qualquer teoria que não colocasse a Terra em lugar privilegiado. Segundo a tradição islâmica, Ptolomeu morreu aos 78 anos.
