AstropsicodramaDe Astrothon(Página em construção, mas já dá para curtir. Se precisar de alguma informação em particular me avisa, com prazer priorizo esse tópico na edição) Informações sobre o inicio das vivências de Astropsicodrama em 18 de fevereiro
AstropsicodramaQuando comecei a misturar Astrologia com Psicodrama e Teatro, lá pelo fim dos anos 80, chamei a estas experiências de Astropsicodrama seguindo a sugestão da minha mestra de Psicodrama e amiga Marisa Greeb. Hoje 08/01/2012 quando estou retomando para valer novamente está página, senti vontade do batizar de novo as práticas que chamo de astropsicodrama: Vamos decidir juntos, pensei nos seguintes nomes Ceuteato, CeuTeatro, AstroTeatro, AstroSignoTeatro, AstroRitual, Astrologia Ritualística, AstroAma. Nome que batizará também ao grupo que estou criando. A prática de consultas e vivências astrológicas por quase 30 anos me mostrou a importância de usar técnicas facilitadoras que permitam ao consulente antropofagiar as curas, as mensagens, os sinais, as informações e os conhecimentos que são produzidos, canalizados, revelados, amadurecidos, elaborados no ato da consulta ou da vivência de astropsicodrama. Entre elas se destacam as técnicas, exercícios, vivências, ritos e cerimônias do: Teatro, Psicodrama, Psicotranse, Jogos dramáticos, Santeria, Xamanismo. Santeria cubana Na minha abordagem teórica dos planetas e na forma em que me relaciono com eles tem a indiscutível marca da "Santeria cubana", tanto da santeria yoruba como da santeria católica e do espiritismo. Desde pequeno frequentei trabalhos espirituais e festas em terreiros de "Santeria Yoruba" em Cuba. Tenho uma segunda mãe negra (Nereida), santera, que me acompanha desde pequeno até hoje. Era para mim cotidiano saudar e falar com os Orixas, pedir-lhes proteção e saude (para mim, os meus e todos), facilitações para meus desejos e escutar seus conselhos ditos através de mediuns e santeiros. Junto a meus pais, familiares e vizinhos praticava a adoração e veneração a santos católicos e até a almas milagreiras (reveladas nos cementérios). Nesta foto o Santuário da minha mãe, acima de seu armário de roupa no seu quarto de dormir. Podem se ver diversos papelzinhos onde ela escrevia seus pedidos, ou pedidos escritos por vizinhos. Ela falava diariamente com seus santos e mortos neste santuário e sempre os oferendava com flores. A minha família, especialmente a minha mãe, Odilia Gómez, tinha uma relação estreita e cotidiana com os mortos. Acompanhei muito o seu passeio pelas ruas perto da minha casa, indo a pegar flores para seus mortos. Minha mãe tinha um gosto especial pelas flores do chamado mato de rua. Ela foi minha primeira mestra em me ensinar o valor medicinal e mágico do chamado mato de rua. Ao pegar alguma planta ela tinha em conta o estado do céu, e ao mesmo tempo que falava com as plantas, falava com seus santos e mortos para que abençoarem a planta ou flor que ia pegar, as carregando com forças especiais para seu uso. Por exemplo, quando uma flor que ela fosse pegar estava sendo visitada por uma borboleta rainha, era um sinal de graça especial para homenagear seus mortos. Acompanhei muito a minha mãe numa praça próxima a casa onde tinha uma paineira mãe (consegui trazer sementes dela e atualmente na Pça Panamericana tem uma filha dela já com uns 3 metros), que servia para ela e para muitos cubanos de Igreja, eles argumentavam que a Paineira, chamada em Cuba de Ceiba era visitada por um número muito amplo de Santos. Assim quando pequeno imaginava, a minha mãe e a mim rodeado de santos e almas, enquanto estávamos ali sentados orando, ou dando 12 voltas em torno de seu tronco, para fazer pedidos. Em Cuba se diz que já estar sentado baixo a sombra de uma arvore como a Ceiba, era uma oportunidade de cura e bênçãos. Ela falava com as plantas como se fossem pessoas. Na minha infância e juventude era tão real e normal me relacionar e falar cotidianamente com os Orixás, Santos, almas, entidades espirituais, plantas e animais, como com as pessoas. Ainda que me eduquei num sistema declaradamente ateu, no setor familiar e pessoal sempre convivi com Orixas, Santos e almas de forma muito íntima e cotidiana. A repressão às religiões durante os primeiros anos da Revolução, provocou no povo um maior fervor religioso, no período vivido as escondidas e de forma muito diferente que na atualidade, quando o folclore alimentado pelo seu interesse cultural e de mercado tem mudado muito as suas práticas e rituais. Tudo é humano Tudo é humano, desde os deuses, os animais, as plantas, os objetos, até as forças da natureza. Costumo falar e me relacionar com qualquer coisa ou ser, como meu semelhante. Lembro muito a meu pai dando beijinhos nos objetos antes de usá-los, e quando perguntava porque fazia isso, me respondia que era para agradecer que o uso que ia fazer dele, e quando velhinho, ele me falou que esses beijinhos nas coisas, o curavam. O cachorrinho da minha mãe, o Tribilin, era uma pessoa a mais na casa. Lembro quando jovem agradecendo às paredes do meu quarto, por serem tão generosas, amorosas e fieis comigo, sempre me dando guarida, e nunca me enchendo o saco. Assim quando entrei em contato com os planetas, logo os vi também como forças arquetípicas humanizadas, definindo as faculdades ou funções bases da personalidade.
Nasci ator, dançarino, diretor de teatro, igualmente a você, e a qualquer um. Cada um tem seu jeito de fazer e viver o teatro. Habitualmente se chama de teatro um tipo de ação teatral consagrada pelos grupos culturais dominantes e o consenso do gosto manipulável da maioria. É sensato aceitar este ponto de vista, mas sem deixar de ser consequente e alimentar o jeito pessoal de criar, fazer arte, viver. Depois de muitos anos me deixando levar pelo impulso de agradar e assimilar o que conduz ao sucesso, estou me voltando com alegria para o que minha alma realmente quer praticar, e assim estou experimentando meu jeito pessoal de fazer teatro e estou gostando tanto da prática como dos resultados. Este movimento em vez de me distanciar das formas de se praticar o teatro e o cinema oficial, consagrado e aceito, me está permitindo os curtir com mais profundidade e prazer. Quando criança adorava que me interpretassem os contos para dormir ou divertir (meu pai era o melhor ator), adorava palhaços, cantores, e mais tarde quando conheci o teatro oficial e os teatros de rua, fiquei fascinado por eles. Adorava me fantasiar, vestir figurinos e fazer cenas. Gostava muito também de dirigir. Me lembro muito das encenações que fazia junto a meus amiguinhos de rua, especialmente quando queríamos nos aproximar das meninas. Em Cuba, durante a revolução sempre teve poucos carros, o que facilitou as brincadeiras das crianças na rua. Lembro de ter vivido a minha infância quase sempre na rua. Quando não estava na escola, estava na rua. Minha infância rolou na força especial dos anos 60, encantada com o entusiasmo e beleza do início da Revolução cubana, a vontade de liberdade, união e amor que contagiava o mundo. Lembro, que literalmente todo fim de semana tinha festas. Os grupos musicais, chamados de combos, se multiplicavam, chegando a ter mais de um por quadra. Nestes tempos, entre a juventude se valorizavam muito as artes e todos, ainda moleques, queríamos ser atores, músicos, pintores, poetas, escritores, escultores, artistas. Cuba se alegrava em estudar, educar e o grande barato dos anos 60 era todo o mundo saber escrever, ler e o melhor, fazer arte. Neste tempo a censura e o mal da arte socialista ainda não tinham poder. Neste tempo a arte era revolucionária, atrevida, cheia de tesão e liberdade. Os grupos de experiências libertárias se criavam do nada e em vários pontos da Habana os adolescentes se reuniam e celebravam suas descobertas. Lembro que neste tempo os jovens pouco pensavam em encontrar parceiros, e namorar como vejo acontecer com os jovens de hoje, quiçá cabeças feitas pelas telenovelas e os filmes americanos. No meu tempo o tesão era participar dos grupos, realizar em conjunto, quanto mais gente junta, melhor. E o que falar dos primeiros discursos do Fidel Castro e do Ché na praça da Revolução enquanto vivência de coletividade? Eu literalmente vivi a experiencia de sentir as multidões como minha família, todos unidos no sonho de construir um mundo melhor para todos, e digo um mundo e não uma Cuba. Este momento da revolução e de Cuba, não era só revolucionário, libertário, mas sobretudo internacionalista. No início da Revolução cubana tinham muitos estrangeiros em Cuba, especialmente latinoamericanos revolucionários, guerrilheiros e trabalhadores solidários dos países socialistas, logo também chegaram muitos africanos para estudar. Todos eles conviviam conosco nas diversas atividades e trabalhos revolucionários, como nos encontros de rua. Num primeiros anos da Revolução, todos os clubes dos antigos burgueses, os acessos e clubes das praias, os teatros, centros culturais foram liberados para o povo, era uma verdadeira delicia viver, compartilhar, sonhar e realizar em conjunto. Vivenciei muito a liberdade das técnicas de teatro dos anos 70 e 80 em Cuba, especialmente no Teatro Estudio no comando de Vicente Revuelta, e principalmente as experiências fora do próprio grupo oficial e do teatro. No Brasil, meu terreiro de teatro sempre foi o Teatro Oficina, no comando alegre do querido José Celso Martinez Correa, onde já atuei em varias peças como Hamlet (Horácio), Mysterios Gozosos (Homem da ferramenta, coro), Bacantes (Zeus, Kadmos, coro), Cacilda (Porteiro, Presidente Lugo, Cristo Redentor, Ziembinski), Taniko (Mestre Tesure), Banquete (Zeus, Poros-Jesus), Macumba Antropofágica (João Ramalho, Deus, Dr Deus, Dr Voronoff, e tive a oportunidade de experimentar também O Papá, e Anchieta). Dirigi na EAD uma adaptação do Fausto do Goethe. Dancei na companhia de Ivaldo Bertazo e fiz muitos trabalhos de teatro, astropsicodrama e xamanismo em grupos fechados. Tanto em Cuba como no Brasil pratiquei o teatro antropofágico que come principalmente o modelo de ator e encenação referenciado por Hollywood, os teatros oficiais e as tele-novelas, onde o ator é um esportista olímpico das potencialidades teatrais do corpo, onde as personagens e os dramas estão inseridos em modelos muito bem definidos de atitudes e formas de se experimentar a vida. Meu teatro é livre de modelos de atitudes e emoções pre-determinados... Assim, diante de uma perda, não necessariamente se fica triste, ou diante de um sucesso, se fica alegre. O teatro para mim é como a vida, com a diferença de que no teatro se reúnem as pessoas para viverem junto rituais que seriam impossíveis de viver sozinho ou em pequenos grupos no automatismo do dia a dia. O teatro é para mim, a oportunidade de experimentamos junto a outras pessoas rituais que presenteiam com autoconhecimento, vivências não ordinárias, mágicas, artísticas com poder de nos levar ao êxtase, à cura, ao gozo, à adoração e mais que representar o mundo estabelecido o objetivo comum é "parar o mundo" como diria el brujo Don Juan. O astropsicodrama que pratico se nutre deste jeito de viver o teatro, onde os planetas são personagens humanizados, vivos dentro e fora da pessoa. O meu teatro mais que seguir modelos de comportamentos, atitudes e reproduzir dramas consagrados pela cultura, é uma oportunidade de viver de forma mais plena, na força sem igual do estar junto, de forma ritualizada, a libertação destes modelos. Até agora sempre pratiquei meu teatro em grupos fechados, em mistérios que só incluiram as pessoas diretamente envolvidas com eles, é assim desde Cuba. Já participei como ator em rituais teatrais para multidões (até 3 mil pessoas - gira das Dionisiacas pelo Brasil com quatro peças durante 2010) junto ao Teatro Oficina, e para grandes platéias nos rituais com Vicente Revuelta. Mas as minhas peças, meus trabalhos de direção e ator com os meus textos e rituais foram compartilhados por poucas pessoas. Meus próximos trabalhos quero compartilhar com muitos. Muitos dos meus companheiros atores e artistas que me acompanham por anos no teatro oficina e na vida artística no Brasil e em Cuba não tem a mínima informação destas minhas práticas teatrais privadas. Em Cuba desde jovem sempre facilitei grupos de pesquisa teatral e vivências que poderiam ser chamadas de xamanicas. Chegando no Brasil, pelo Rio de Janeiro, logo iniciei um grupo que durou um ano, e que tinha apresentações de fim de semana das chamadas cenas temidas. Encenei no Rio também três de minhas peças em lugares públicos, como no fundo de apartamento, sendo o público os vizinhos de outros prédios desde suas áreas de empregados... Em São Paulo, meus trabalhos de teatro neste sentido se restringiram a espaços terapêuticos, xamanicos, e grupos de experiências fechados. Tenho Saturno na casa XI e Sol conjunção Plutão, Júpiter na casa VIII quiça isto explique meu tesão por grupos fechados e de escolhidos para experienciar mistérios e ritos teatrais.
Fiz o curso de formação em Psicodrama na Escola Role Playing (1987) no comando da minha mestra Marisa Greeb. As técnicas do psicodrama, que logo descreverei com mais detalhes, são indiscutivelmente ferramentas muito úteis e usadas como formas auxiliadoras de aquecimento, catarse, elaboração das experiências e rituais. Tipo: monólogo, duplo, espelho, inversão de papeis -outrar, matriz de identidade. Acompanhei o trabalho do Psicotranse do Dr Eliezer Mendez e o Dr Rolf Weyel desde 1983 na clínica no bairro do Aeroporto e nos vários loucodromos (Vargem Grande, e os vários de Brasilia) colaborando como astrólogo, facilitador na elaboração das captações, e como facilitador de teatro (fiz várias montagens e vivências dramáticas com os membros da comunidade de psicotranse,.. entre elas uma montagem das Bacantes que merecia ser filmada. Conseguimos filmar e depois de verificar que tudo andava bem, a filmagem desapareceu, coisa de louco! O Psicotranse colabora com a arte da mediunidade, da sensitividade, da espontaneidade e da improvisação, facilitando a expressão do oculto e das dimensões paralelas. Na época, nas vivencias do psicotranse, tinham uma clara influência das técnicas e exercícios do mestre indiano Osho, das quais muitas incorporei.
Sei que tem colegas que estão desenvolvendo trabalhos parecidos seja no Brasil como no exterior. No Brasil, participei de uma vivência de dramatização de mapa natal (anos 90) dirigida pelo meu amigo astrólogo Maurice Jacoel, cuja técnica está ligada a astrólogos norteamericanos que ainda não conheci. Também experimentei uma vivência (2005) de viagem pelos planetas, chamada de Astrovivência dirigida pelo meu amigo e astrólogo Robson Papaleo. Soube também de um trabalho interessante de leitura dramática do mapa natal, mas agora esqueci o nome do astrólogo, logo averíguo. Tenho Saturno na casa XI, assim fico mais na minha, mas estou aberto para compartilhar tudo o que sei e conhecer outros enfoques e experiências.
Ritualística grega "A religião grega, era centrada no culto aos deuses do Olimpo em templos comunitários e altares aos heróis, geralmente em suas tumbas. Privadamente, cultuava-se os deuses, os heróis e os mortos em altares domésticos; participava-se, ainda, dos assim chamados cultos de mistérios associados a práticas iniciáticas. Assim como no culto aos orixás e santos, aceitava-se que os deuses interferiam diretamente na vida dos humanos e que era necessário oferendá-los com sacrifícios, alimentos, orações, cantos, rituais. Os sacerdotes e praticantes que auxiliavam os fiéis em suas preces e sacrifícios não constituíam grupos diferenciados, eram tratados como simples cidadãos. Era possível, ocasionalmente, conhecer os desígnios dos deuses através da arte divinatória. Os adivinhos interpretavam as mensagens divinas contidas no vôo das aves, no aspecto das entranhas dos animais sacrificados, nos sonhos, nos arranjos das configurações dos planetas, das estrelas e das direções em sincronia com a manifestação das forças da natureza. Havia também os oráculos, locais sagrados em que um determinado deus respondia às perguntas de seus fiéis através de um intermediário (sacerdote), momentaneamente tomado por um êxtase ou loucura divina. O oráculo mais famoso da Grécia era o de Apolo, localizado na cidade de Delfos. Festivais religiosos eram celebrados regularmente, para que toda a comunidade pudesse honrar o deus da cidade. As famosas Olimpíadas ou Jogos Olímpicos, por exemplo, eram festivais religiosos celebrados de quatro em quatro anos na cidade de Olímpia, em honra a Zeus. Nos festivais, além das cerimônias religiosas de praxe, havia também concursos de poesia, competições atléticas e corridas de carros." Utilidades do AstropsicodramaEstudar e pesquisar Astrologia A primeira vez que recebi uma leitura do meu mapa natal que me impactou, foi num palco na Escola de Psicodrama de Marisa Greeb. A astróloga era virginiana e se chama Margaret (logo averiguo o sobrenome). Isto foi um privilégio. Desde então a Astrologia, a dramatização e o espaço cênico são inseparáveis para mim. Sempre vi a Astrologia como a forma de viver a relação cotidiana com os planetas como entes vivos, presentes, expressando-se em mim e em tudo o que me rodeia de forma humanizada e teatral. Nas minhas aulas e trabalhos de facilitador uso direto as dramatizações e os jogos dramáticos tanto para estudar e pesquisar os conceitos astrológicos como para me relacionar diretamente com as forças e atributos dos planetas e dos signos. As diferentes técnicas do Astropsicodrama me auxiliam tanto na pesquisa teórica dos conceitos astrológicos, como no uso dos elementos da Astrologia no assessoramento pessoal e nos grupos de instrução ou cura. Na foto à direita, uma cena de cura durante uma vivência das "Estações planetárias" que facilitei num grupo de bruxaria, aberta para todos os presentes no Parque Trianon na Avenida Paulista em São Paulo.
Existem diversos rituais, vivências e exercícios que permitem estudar o mapa natal ou pesquisar o significado astrológico do posicionamento e situação dos planetas e seus relacionamentos com o mapa como um todo e seu reflexo na personalidade. No mapa natal, cada planeta está posicionado num signo, numa casa e mantém aspectos individualizados com o resto dos elementos do mapa. Esta situação astrológica configura determinadas características da personalidade do indivíduo, que podem ser vistas como uma personagem ou eu diferenciado a ser focado e revelado pelas técnicas do Astropsicodrama. As técnicas do Astropsicodrama aplicadas ao estudo do mapa natal, revelam as potencialidades e desafios que a pessoa tem nos diferentes setores da vida, segundo o seu mapa natal visto como mandala pessoal. Elas também facilitam vislumbrar os possíveis caminhos de realização e harmonização, sintonizado ao momento de vida e ao contexto dos dinamizadores astrológicos (trânsitos, progressões, direções, revoluções, lunações, etc). A pessoa, ao experimentar o Astropsicodrama, chega por si mesmo à compreensão das suas potencialidades e das características de seu automatismo. Os planetas falam através dela, e ela mesma constrói a sua interpretação. Isto é realmente muito bom. O mapa natal é uma mandala pessoal e pode ser pesquisada através de dramatizações, rituais e exercícios diversos. A pessoa fica no centro de sua mandala e os outros atores ficam disponíveis para interpretar às funções dramáticas, aos eus interiores ou deuses e entidades associados aos planetas e pontos significativos do mapa. A pessoa narra as suas questões, o que quer dramatizar, e o facilitador conduz a dramatização segundo a metodologia a ser usada. Os planetas falam através dos atores. Os desafios são dramatizados em busca de soluções criativas. Usa-se o poder de ervas, pedras, aromas, formas e sons para curar feridas, equilibrar as energias, embelezar a vivência.
Desde pequeno vi meus pais se relacionarem com seus Santos e Orixás através de orações, cultos católicos e cultos de santeria. Tanto minha mãe como meu pai tinham seu Santuário onde eles tinham imagens e estatuinhas de seus santos, copo para flores, copo de água, candelabro para velas. Nestes santuários meu pai e mãe rezavam para seus santos e mortos e pediam proteção e bênçãos para seus vivos. Quando conheci os planetas, meu primeiro movimento foi de também criar um santuário para cada um deles. Logo determinado o lugar, começa a se colocar objetos, imagens, santinhos que tiverem a ver com a energia do planeta. O Astropsicodrama permite a pessoa pesquisar que santo, deus, orixá é realmente forte nela, e oferece as ferramentas para que descubra a que planeta ou planetas pode ser associado as características únicas de sua personalidade. Do mesmo jeito auxilia a descobrir a relação dos planetas com os deuses, forças, arquétipos vivos na pessoa. Pode ser que apareça um deus, um arquétipo, completamente novo, mas que para a pessoa faz sentido como representante da energia do planeta, assim acontece por exemplo quando se trabalha com o planeta Urano que não tem representante em nenhuma mitologia. O Deus Urano grego nada tem a ver com as qualidades astrológicas de Urano, e não existem deuses ou entidades na mitologia yoruba, cristã, indiana, nórdica que corresponda. Eu trabalho Urano através dos Mestres Ascensos e entidades associadas aos irmãos extraterrestres galácticos No Astropsicodrama existem diferentes técnicas para aprender a se relacionar com as entidades planetárias. A mais simples é a fala direta com elas, expressar o que se sente e quer e saber escutar. Pode-se experimentar estabelecer este diálogo junto a outra pessoa, onde um dos dois incorpora o planeta.
As dramatizações e os rituais são muito eficientes para entender os trânsitos planetários, as progressões e as direções e encontrar soluções criativas aos desafios que vêm associados. Pode-se criar uma personagem com as características do planeta em trânsito, e levá-la a contracenar com os eus interiores, que correspondam aos planetas ativados no mapa natal, pelo planeta em trânsito.
O Astropsicodrama pode facilitar os parceiros a falarem e se relacionarem a partir de seus eus planetários, e assim eles podem conhecer e aprender a se relacionar com as particularidades um do outro. A partir das questões que o casal quiser iluminar, são escolhidos os planetas envolvidos e é levantado o roteiro das cenas. Levando à cena os eus interiores envolvidos nas questões levantadas, pode-se compreender seus dramas e identificar caminhos de complementação, conciliação e harmonia.
Técnicas de apoio: Psicodrama , Sociodrama, Psicotranse, Xamanismo e Jogos Dramáticos. Ao levar à cena uma situação astrológica, segue-se o seguinte roteiro: Os astros (Luminares, planetas, asteróides) e os pontos significativos (Ascendente, nódulos lunares, etc) no mapa natal, assim como os planetas da progressão, das direções e das revoluções planetárias determinam os personagens interiores da pessoa através de suas funções dramáticas. Enquanto que um planeta em trânsito ou planeta de outro mapa definem os personagens exteriores à pessoa. Exemplo, a situação astrológica de Marte natal determina as características do eu marciano. O personagem eu marciano focaliza a ação, a tomada de decisões e iniciativas (o guerreiro pessoal); no caso de Vênus natal, a personagem focalizara o relacionamento, o senso de beleza, de harmonia e equilíbrio, os critérios de valores, o afeto, as riquezas pessoais (o ser amoroso); no caso da Lua, as necessidades emocionais, o plano pessoal, o ambiente de aconchego, a necessidade de cuidar e de nutrir a si mesmo e aos outros (a mãe, a criança, a rainha). Os planetas natais que acompanham um planeta tomado como herói, podem representar possíveis tipos de pessoas, funções e situações dramáticas que acompanham a jornada do herói segundo os aspectos destes planetas com o planeta herói. Na construção dramática do "eu planetário" se usa o signo e a casa onde se encontram no mapa natal e os aspectos que faz com os outros planetas e pontos especiais do mapa.
O signo onde se encontra o planeta e seus regentes definem o estilo, a forma do personagem que se lhe associa. O signo onde se encontre o planeta, aponta o 'como' o personagem se comporta. Por exemplo, um Marte em Touro, determina uma ação com propósitos definidos, perseverante e sensorial, às vezes dá a característica de “cabeça dura”, enquanto que um Marte em Gêmeos já seria um personagem que gosta de diversidade e de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Os aspectos ou angulações com significado astrológico entre os planetas definem o enredo e os personagens participantes da cena. A partir dos aspectos se deduzem as falas dos personagens e o seus relacionamentos. A rede de aspectos de um planeta no mapa natal explicita os laços e tipos de relacionamento entre a personagem correspondente e as personagens ou funções dramáticas que correspondam aos outros planetas e a situação geral do mapa e suas ativações.
As casas onde encontram-se os planetas, definem o cenário e o ambiente, 'onde' acontecem os enredos e suas tramas e o setor da vida ativado.
As sessões podem ser organizadas de diversas formas segundo os objetivos a serem alcançados:
Em fevereiro estou pensando abrir novamente um grupo de astropsicodrama Ritos, cerimônias, vivências de AstropsicodramaInicio este texto com uma foto do grupo de dançarinos do Ivaldo Bertazzo que participei, porque, na prática das suas aulas e na direção de seus espetáculos, o Ivaldo faz referencia direta aos vários eus que compõem a nossa personalidade, ainda que como bom taurino nem fale sobre isso. Foi inspirado nas aulas de Ivaldo e nos trabalhos de psicodrama com Marisa Greeb que criei as primeiras vivências de Astropsicodrama. O Astropsicodrama cria rituais, cerimônias, vivências que facilitam a expansão da consciência da relação com os astros e o zodíaco, encenando situações que permitem canalizar e processar em ambientes protegidos, os ensinamentos e bênçãos dos planetas e dos signos. Os ritos, cerimônias, vivências também facilitam a arte de canalizar mensagens e sinais das entidades, forças, seres e coisas associadas aos planetas. Usam-se como técnicas de apoio: psicodrama, dramatizações, jogos dramáticos, trabalhos de máscaras, danças circulares sagradas, meditações, visualizações, expressão corporal, cantos, orações, rituais e cerimônias. Dentro dos ritos e cerimônias destaca-se:
A “Gira planetária” é o conjunto de vivências ou rituais que consideram os Astros, os Signos do Zodíaco e as Estrelas como entidades, forças vivas, presentes em cada um de nós e na realidade como um todo. A Gira planetária facilita a identificação de como a energia, força planetária se expressa na pessoa, determinando os eus planetários. Um dos trabalhos que mais gosto da Gira planetária é a construção do Olimpo pessoal
Condução por um facilitador de uma viagem pelo Sol, a Lua e os planetas, incitando ao viajante a inaugurar um relacionamento imaginário com cada um deles. Condução por vários facilitadores a uma viagem pelo Sistema Solar, com parada dirigida em cada planeta, onde o viajante experimenta exercícios e vivências associados à natureza de cada planeta. Condução, com o auxílio de facilitadores, do viajante pelas chamadas estações planetárias, onde o viajante encontra-se com mestres e facilitadores e tem a possibilidade de receber conhecimentos, informações, curas: desenvolvendo habilidades, retificando erros, entendendo a situação astrológica do planeta visitado.
As palestras shows transmitem informações sobre os conceitos básicos da Astrologia e aprofunda em temas especiais, usando as dramatizações, vídeos, apresentação de imagens, com o objetivo claro de agradar, alegrar, descontrair o espectador.
Existem diversos ritos e cerimônias que auxiliam a compreensão, a apropriação de conhecimentos, a cura de atitudes, a cura de feridas. Por exemplo a Autocoroação do Sol interior, onde a pessoa, depois de vivenciar vários processos de cura, se autocoroa como Pai e Senhor de si mesmo... Assim também, acontece com a cerimônia de Autocoroação da Lua interior (a Mãe interior), etc. As giras podem incluir exercícios de psicodrama, de psicotranse, dos jogos dramáticos, e outros, que aquecem o participante para entrar em contato com a energia e a função de cada planeta. Os ritos, cultos e cerimônias podem incluir preces, cantos e danças... Os ritos e Cerimônias homenageiam também os momentos celestiais especiais tais como: Fases da Lua, entrada do Sol, da Lua e planetas nos signos e configurações astrológicas especiais.
Para cada planeta são criados santuários, figurinos, máscaras, cantos, poemas, danças, oferendas, ditirambos como realizavam os antigos astrólogos na Mesopotâmia, Grécia, e outros povos... Por exemplo, para identificar a energia de Saturno ativado, explicam-se as características e atributos do Ser Saturno e da função dramática Saturno, paramenta-se a pessoa com o figurino e objetos de cena de Saturno, explicita-se a faculdade Saturno segundo seu mapa natal até a pessoa identificar a sua função e se sentir em condições de representar a entidade Saturno que vive nele. Incorporado de Saturno informa-se a situação astrológica que ele se encontra, e passa-se à dramatização das questões a serem iluminadas. A própria pessoa incorpora seu Saturno e falará o que deve ser ouvido... Saturno também pode ser construído como uma função dramática ou papel mundano, tal como o castrador, o limitador, o Pai, o Maestro, pessoa sábia, o velho pessoal, etc. Minha personalidade é do tipo experimentador e com a vida apreendi a importância de praticar rituais que se nutram da experiência milenar de conviver com as forças da Natureza e do Universo. O Astrólogo que se abre para uma relação direta com o Sistema Solar, as Estrelas e o Zodíaco, penetra numa fonte generosa que alimenta a sua alma e lhe propicia uma compreensão mais ampla do Simbolismo Astrológico. É uma bênção experimentar falar e se relacionar com as entidades planetárias, assim como os católicos com seus santos, os umbandistas com seus Orixás ou os atores com os personagens. O desfrute cotidiano da relação estreita que existe entre a vida, o Sistema Solar e o Zodíaco, é um verdadeiro privilégio. Além de usufruir dos presentes que nos oferece a Astrologia através do estudo do mapa natal e as previsões, pode-se usufruir dos planetas como entidades vivas dentro e fora da pessoa, com possibilidade de comunicação e relacionamento cotidiano com elas. Aos astros estão associados a entidades espirituais com os quais se pode manter uma relação pessoal, assim como com Deus, o pai-mãe de todos nesse Universo ou as forças da natureza: o trovão, a chuva, o vento, etc.
Cenas As cenas podem evoluir de diferentes formas: No caso da pesquisa de um mapa natal: O mapa oferece diversas propostas de dramatização segundo as questões da pessoa. Escolhida a questão que se quer iluminar com a pesquisa, desenha-se o caminho a seguir, se escolhem as casas, planetas e aspectos a pesquisar. As dramatizações podem usar cenas da vida da pessoa, que contenham as questões levantadas. Podem também se criar cenas inspiradas nos aspectos que envolvem os planetas natais assinalados pela questão ou questões da pessoa. No transcurso de uma dramatização, se pode entrar numa cena vivida no passado e que, na configuração planetária atual, indique a necessidade de ser vivenciada com mais profundidade, em busca de respostas espontâneas e soluções positivas e criativas que diluam sua lembrança traumática. Veja neste artigo o texto sobre Cenas temidas ou desejadas
Sol Lua e planetas no AstropsicodramaVejo o Sol, a Lua, os Planetas e os Asteroides como corpos associados às forças anímicas, inteligentes, espirituais e arquetípicas que se expressam na pessoa como as potências das funções básicas da personalidade, como funções dramáticas que podem ser identificadas em qualquer situação humana. Elas reinam no Céu e estendem sua Ordem e Domínios nas diferentes formas de manifestação da vida na Terra. O Ser Humano e o Sistema Solar compartilham a mesma Essência e a mesma Ordem. Os ciclos dos planetas no Zodíaco estão associados aos ciclos da vida na Terra, de tal jeito que o conhecimento do significado astrológico do posicionamento dos planetas nos signos zodiacais permite ter uma ideia do astral do que acontece num indivíduo na Terra. O vínculo das evoluções planetárias com a vida de uma pessoa é tão profunda, forte e rica que chega a impressionar, por não dizer assombrar. Eu mesmo como bom virginiano, ascendente Capricórnio, nunca imaginei que seria possível uma relação tão estreita e íntima entre a personalidade e o céu de nascimento. Só quando fui iniciado na compreensão de meu mapa natal foi que tive a bênção desta iluminação. E desde então até hoje, por quase trinta anos, não paro de pesquisar, experimentar, me deliciar com este vínculo do estelar com o telúrico, na minha vida. Os antigos identificavam os planetas como os corpos ou as moradas dos deuses, presentes e participativos no dia a dia da Terra. Hoje a Ciência, Tecnologia e sensibilidade estão permitindo experienciar estes vínculos de maneira muito mais facilitada e rica. Lástima que ainda sejam poucos os que estão ligados nestes vínculos estreitos que a linguagem astrológica revela. A presença dos planetas na pessoa pode ser reconhecida a partir do conhecimento dos atributos e características dos planetas segundo a Astrologia. A Astrologia, como a Mitologia, é construída a partir de um olhar, um prisma, uma visão, uma experiência do relacionamento do céu com a pessoa. O conteúdo e o significado de um planeta transcende qualquer um dos deuses que possam ser associados a ele. Tenho pensado que seria mais justo e correto se os planetas não levassem nomes de deuses mitológicos únicos. O ideal seria poderem estar conectados às hierarquias espirituais associadas aos planetas e identificar, dentro da mitologia pessoal ou panteões vivos na pessoa, os deuses, santos ou entidades que correspondem aos planetas. Outra alternativa seria nomear o planeta pelas suas qualidades, tipo Marte, o "guerreiro" que para muitos na atualidade é na verdade "o pazeiro" - aquele que age, transforma através da Paz e do Amor. No mínimo, estar atento que o planeta transcende o nome que leva. A seguir conversa com o Preto velho da Umbanda, Seu Lázaro Conversando com Seu Lázaro sobre este assunto ele falou: “Porque vocês astrólogos falam em grego? Os planetas ainda não falaram seus nomes em brasileiro? Se os planetas são tipo deuses, santos, orixás, porque não usam o nome deles por aqui? Tipo: Jesus, Maria, José, Santo Expedito, Ogum, Iemanjá...” Compartilhei com Seu Lázaro: "Os nomes dos planetas como se conhecem no meio científico levam nomes romanos: Júpiter, deus dos deuses, da lei, criador dos humanos; Marte, deus da guerra; Mercúrio, mensageiro dos deuses e dos homens; Vênus, deusa do amor, da harmonia e da beleza; Saturno, pai de Júpiter, senhor do Tempo, da Ordem, da Tradição; Urano (pai de Saturno), deus original, que tudo criou inclusive as estrelas, Netuno, deus do Mar e Plutão, deus do inferno. Os primeiros a batizarem os planetas na linha de onde se originou os nomes romanos atuais, foram os sumérios, povo que ocupava a região da Mesopotâmia (atual Iraque) há 5 mil anos. Eles nomearam e estudaram as cinco "estrelas errantes" (os antigos diferenciavam estrelas fixas de móveis, mas não sabiam que eram planetas) que se moviam cada uma de um jeito singular, enquanto as demais, a grande maioria, permaneciam paradas. De acordo com as características de seus movimentos, brilho e relação com o Sol, ganharam nomes de suas divindades. Séculos depois, os gregos renomearam os planetas com os nomes de seus deuses equivalentes. Mais tarde os romanos, no domínio de quase todo o Ocidente e grande parte do Oriente, nomearam os planetas com o nome de seus deuses, mas sempre dando continuidade às qualidades divinas associadas pelos antigos sumérios a cada planeta, já respeitadas pelos gregos. As cinco estrelas móveis dos sumérios ganharam, no fim, os nomes romanos: Enki, a que se movia mais rápido, recebeu o nome de Mercúrio, o veloz mensageiro dos deuses e dos humanos. Inanna, a deusa da beleza, batizou a mais brilhante das estrelas, Vênus. A vermelha Gugalanna, cor do sangue, ganhou o nome de Marte, deus da guerra. Enlil, a mais brilhante, foi chamada de Júpiter, nome latino de Zeus, senhor do Olimpo. Ninurta, a mais lenta e apagada de todas, cuja movimentação só era percebida pelos mais pacientes, ganhou o nome de Saturno, o deus do tempo. O nome da Terra vem do latim antigo. Os outros três planetas que foram descobertos há relativamente pouco tempo. Urano, descoberto em 1781, ganhou o nome do pai de Saturno, que o antecede. Netuno, visto pela primeira vez em 1846, foi batizado com o nome do deus romano dos oceanos, irmão de Júpiter. O planeta mais distante de todos na epoca, Plutão, descoberto em 1930, ganhou o nome do outro irmão de Júpiter, homenageando também ao astrônomo Percival Lowell, seu pesquisador mais ardoroso, que havia previsto sua existência em 1915. E assim os planetas levam nomes romanos, até hoje. Seu Lázaro comentou:"se esses planetas se relacionam realmente com os deuses, esses povos estão certos nos batizar homenageando seus deuses. Por isso, vcs que são brasileiros tem que encontrar, ao igual que eles, os nomes dos planetas em brasileiro, homenageando os deuses e santos daqui." Eu penso como Seu Lázaro.
As relações e vínculos com os planetas são vitais e reais, mas ainda, para a maioria das pessoas, distantes e mediadas por conceitos e procedimentos difíceis de serem apropriados sem iniciação. Cada um deve estudar o legado dos pesquisadores e adoradores dos planetas, mas ao mesmo tempo trilhar seu caminho pessoal de relacionamento com eles. Experimentar se relacionar diretamente com eles e acolher de forma personalizada as forças, poderes e entidades que os representam. Para construir uma relação personalizada dos planetas, é bom conhecer a evolução de seus nomes na linha histórica que chegou aos nomes atuais que usamos... primeiro, como já explicamos acima, foram batizados pelos sumérios a partir da diferenciação das características de seus movimentos, brilhos e relação com o Sol (considerando também o transe da canalização)... A seguir pelos gregos, cujos deuses humanizados, já possuíam um leque mais amplo e rico de características de personalidade... A seguir pelos romanos que deram aos deuses funções e qualidades ligadas na dimensão do pessoal, mas sobretudo no destino dos povos, e até hoje carregamos os nomes romanos dos planetas com suas qualidades essenciais canalizadas pelos sumerios e enriquecidas pelos indianos, gregos, romanos, árabes e as evoluções rapidíssimas da cultura ocidental nos últimos 1500 anos... As qualidades dos planetas, com certeza transcendem os levantamentos e descrições legadas do passado... Acolho o legado das leituras dos planetas do passado com agradecimento e alegria, mas eles são meu `lugar de partida´, nunca o lugar que referencia minha relação viva com eles. Influenciado pela Santeria cubana, a Umbanda brasileira, e o xamanismo, desenvolvi o gosto de falar diretamente com os planetas, e aprender a ouvir o que eles me falam e expressam através de sinais, sincronias e canalizações seja atraves de outras pessoas, como atraves de vozes que escuto no meu interior... E assim cada planeta se manifesta para mim através de coisas, pessoas, entidades, deuses diferentes... Por exemplo, para mim Saturno associado ao Deus Romano me diz muito pouco... Mas quando entro em contato com Ele, através das Entidades e Deuses, associados a Saturno, que se apresentam na invocação, tipo: Pretos velhos na Umbanda,... Brancos Velhos, Orientais Velhos, Indus Velhos,.. sou presenteado pela sabedoria e tradição das diferentes culturas... exposta com adequação a meus pedidos e situação... Para mim Saturno não é um castrador cruel, limitador, castigador... Eu acolho Saturno através da energia do Mestre amoroso, carinhoso que tem a maior disposição para me instruir no que eu preciso para viver com harmonia e de acordo com a Ordem estabelecida... Vejo-o como um facilitador da vida no mundo, aquele que tem informação das leis da realidade, do costume, do jogo das Ordens estabelecidas... E assim, por exemplo, Saturno na casa VII me ensina que a experiência da casa VII é uma oportunidade sem igual para o Ego, a Pessoa (casa I) expandir seus horizontes, de experimentar ver o outro como a si mesmo, a primeira libertação de que a vida é só interesse pessoal... na casa VII se aprende a ser o outro, a viver o dois... Isto muda o sentido romano, classico de Saturno e da casa VII... Muitas pessoas, na programação da cabeça da sociedade capitalista feita por Hollywood e as telenovelas brasileiras, vêem o casamento como um lugar de prazer, conquistas e sobrivivencia... quando o casamento pode ser também a oportunidade de vivenciar o outro em todas suas fases... do mesmo jeito como é proclamado no ritual tradicional de casamento católico... Ao olhar a casa VII como uma oportunidade de vivenciar o outro, driblando todos os chiliques e manipulações do Ego, e a Saturno como mestre... Nada melhor que um Saturno na casa VII para conseguir viver as suas provações e desafios, na luz generosa dos mestres que sabem das coisas deste mundo e sua história: os Mestres da estação planetária chamada de Saturno.... De natureza experimentador, gosto de trilhar o relacionamento direto com os planetas e deixar que o mistério do encontro com eles, me revele a natureza de seus impactos e mensagens... Saturno é para mim (ascendente Capricórnio e com Saturno na casa XI, trígono Marte e Vênus), um aliado tão generoso e poderoso como a Morte... sempre me presenteando com dados da realidade, do tempo, do senso comum e a liberdade que se ganha quando se fincam os pés no mundo Terra.
Aos planetas estão associados o que se pode chamar de “estações, laboratórios planetários ou esferas dos planetas”. Estes espaços existem no plano simbólico, mas astrólogos sensitivos se atrevem afirmar que existem no plano espiritual. Estudando-os se pode por analogia criar, por analogia, espaços com estas funções no plano físico. A cada estação, está associada uma equipe espiritual de cura, que pode ser invocada a qualquer momento por qualquer um. Em Cuba o povo crente, chama a estas equipes de ´médicos do espaço` e são habitualmente invocadas para curarem doenças físicas. Mas tais equipes de cura, podem ser invocadas para auxiliarem em qualquer tipo de assunto e desafio. O astropsicodrama cria modelos de possíveis "estações planetárias" como espaços subjetivos que podem ser visitados através de visualizações e onde se pode usufruir de todo tipo de cura e receber todo tipo de instrução. Pode-se experimentar criar modelos das "estações planetárias" na nossa realidade, através da encenação do que imaginamos que aconteça numa estação planetária no plano sutil. Esta experiência é muito rica! Ao visitar uma estação planetária se pode entrar em contato com a forma que o planeta está se expressando na pessoa, e a partir disso, aprofundar, curar, expandir. Nas estações planetárias se identifica como é que se está vivendo a energia e faculdades dos planetas, pode-se pesquisar os aspectos tensos ou favoráveis nos relacionamentos com os planetas e a situação astrológica geral de cada planeta, resgatando todo o potencial de vida que existe neles. Por exemplo: na estação de Vênus se pode:
Quando se conhece bem o mapa natal se pode distinguir determinadas configurações planetárias associadas a rasgos de personalidade que constituem verdadeiros "eus" interiores. Por outro lado, toda pessoa que se conheça bem também pode conseguir perceber que é vários eus, muitas vezes bem diferentes entre si. Isto é tão claro em algumas pessoas que estas características especiais ganham apelidos: "aí está Elisabete com a maritaca incontrolada"; "o homem está com o bicho solto, não chegue perto"; "Katia é um santa, pode pedir para ela"... Muitas pessoas têm apelidos diferentes entre os amigos, no trabalho, na familia. É comum também você falar com uma pessoa numa situação e encontrar outra em situação diferente. O difícil é uma pessoa se comportar do mesmo jeito o tempo todo, com todas as pessoas e em situações diferentes. Diante um estímulo, a pessoa pode ativar vários "eus". A questão é qual eu vai conseguir dominar o corpo e se expressar. Como o corpo é um só, os "eus" ativados têm que chegar a um acordo entre eles. Cada “eu” tem sua personalidade distintiva com características, desejos, forma de ser e vontade própria. No entanto, vários querem se manifestar ao mesmo tempo. Esta situação interior pode criar tensão e desgaste quando não existe diálogo interior que harmonize as diferenças.
Como os eus são diferentes entre si, em muitas situações é difícil chegarem a um entendimento: Uns oprimem com sua força; outros conquistam a liderança com sua inteligência e magnetismo, outros vivem massacrados e reprimidos, outros tentam conciliar diferenças... Enfim, as mais diversas respostas diante um mesmo desafio. No melhor dos casos, um dos eus conquista a liderança e determina o que se deve ser feito. Mas na maioria dos casos perde-se muita energia e vida nas brigas e tensões entre eles e muitas vezes nem se responde direito ao estímulo.
Chama-se de eu planetário o "eu" definido pela situação astrológica de no mínimo um planeta natal ou ponto significativo do mapa. O eu planetário também pode ser definido pela situação astrológica de vários planetas e pontos significativos do mapa natal.
Pode existir um eu que tenha poder de decisão e representação de outros eus planetários. Eu que pode ser também uma mistura de vários eus planetários com comando democrático.
Chama-se de Olimpo pessoal ao conjunto dos "eus" (d eus) planetários da pessoa. É hábito identificar os "eus planetários" como diferentes vontades ou gostos de um aparente "único eu", mas se estiver atento a si mesmo no dia a dia, poderá diferenciar verdadeiros eus interiores (relacionados às energias planetárias) que o incorporam segundo a situação. Pode existir o caso de um eu planetário estar constituído pela conexão entre vários planetas natais. A cada instante se é possuído por vários eus, por exemplo, agora em mim estão presentes vários dos meus eus, cada um com sua particularidade: o “Professor Uereba” que é fundamentalmente meu Mercúrio em Virgem de Casa 9 que adora explicar e informar com riqueza de detalhes ... “O cabrito Sarandanga” (Ascendente Capricórnio), meu "eu capricorniano" que sempre quer aprimorar, fundamentar, estruturar melhor, agir com responsabilidade... Por outro lado está presente "Hectico”, a minha inquieta e dinâmica Lua em Áries, na casa IV, trígono Plutão de casa 8, que fica inquieta com tantas palavras e reflexões e desejando fazer outra coisa mais dinâmica. Hectico (a Lua em Áries) fica doido quando o professor Uereba quer entrar em detalhes excessivos ou o Sarandanga não respeita o tempo e quer ficar trabalhando até terminar o que se propõe... E exatamente agora, aproveitando que está sendo citado, Hectico quer ir a chupar uma manga e estou indo lá. Ele conseguiu, fui e voltei. Agora o professor Uereba e o cabrito Sarandanga estão de volta e dou continuidade ao trabalho... Assim os "eus" que habitam a pessoa, têm que aprender a conviver entre si, e é o resultado desta dinâmica de grupo no mundo interior que determina como estará a vida da pessoa. O grande desafio de todo ser humano desde um ponto de vista astrológico é realizar com harmonia a potência de sua mandala natal, o que em termos de “Olimpo Pessoal” seria conseguir harmonizar e conciliar diferenças entre os "eus astrológicos". Quando se desconhece esta situação vive-se o atrito entre os "eus planetários" como mal-estar interior, perda de energia e possível auto-sabotagem no que se esteja fazendo. Daí a importância de conhecer as vozes dos eus interiores e poder conciliar suas diferenças, buscando uma maneira de viver que atenda às necessidades e aos desejos de todos.
Muitas vezes uma pessoa se relaciona com um eu planetário interior através de outra pessoa. A voz e ação do eu planetário é vivida através de outra pessoa que se comporta com ela segundo suas características. Por exemplo uma pessoa muito uraniana pode viver seu Saturno natal através do papel saturnino de outra pessoa próxima tipo o pai, chefe, parceiro. E assim, sem saber é muito atingida com as observações saturninas do outro que conseguem se manifestar complementando a dificuldade de escutar a própria voz saturnina interior.
Iniciemos nosso estudo pela tríade que conforma a Identidade da pessoa: A identidade da pessoa é constituída pela combinação da situação astrológica do Sol (presente), da Lua (passado) e do Ascendente (futuro). Eu solarO protagonista principal dos eus que constituem a pessoa (Olimpo pessoal, empresa, história, drama), ao redor de quem giram os outros eus planetários (personagens, entidades, deuses), na nossa cultura ocidental, é associado à situação astrológica do Sol no mapa natal. A situação astrológica do Sol no mapa, mostra as potencialidades de identidade da pessoa ou evento e quais serão seus dons, habilidades, faltas, erros, enredos e dramas. A situação astrológica do Sol natal, sugere:
Para um estudo aprofundado do eu solar deve-se estudar a situação astrológica do Sol natal:
Na leitura dramática do mapa natal, o Sol natal pode ser tomado como o herói. O herói encarna o protagonista principal cujo drama vai relatar as possíveis evoluções e situações de vida da pessoa. São muitos os caminhos que o herói pode tomar, mas seus desafios e enredos já estão escritos no mapa natal. A situação astrológica do Sol natal também indica as potencialidades, habilidades, talentos, bem como os pontos frágeis, faltas, desafios da pessoa. O mapa como um todo revela os relacionamentos do herói solar com os outros personagens interiores e exteriores que participam de sua história. A partir da interpretação do mapa natal em torno do Sol natal, se pode construir várias jornadas para o herói, lendas pessoais, situações e dramas recorrentes.
O Sol na Astrologia é associado a: Pessoa ilustre, digna, poderosa, centro. Herói. Protagonista. Rei. Pai. Chefe. Parceiro. Marido. Provedor. Centro. Curador. Estas associações diferentes ao Sol podem ser feitas por exemplo ao analisar um trânsito do Sol no mapa natal, uma sinastria, etc. Descrição simplificada das características dos eus planetários, estabelecendo o Sol como herói do drama ou da jornada:
Centelha divina Várias religiões falam que na pessoa existe uma centelha divina que é o centro do espírito ou da alma que sustenta a vida no corpo. Esta centelha pode ser vista como de natureza solar.
Segundo a mitologia grega o Sol era associado ao Deus Apolo que tinha a faculdade de dar a Consciência. A Ele eram encaminhados os alucinados e os derrotados pela vida. Ele tinha o poder de desmanchar os traumas e feridas da infância, as maldições que vinham da família e de todo tipo de inimigos. Ele expande a Luz e a Consciência e diminui a escuridão e a morbidez. Ele consegue vencer as forças daninhas do destino e as compulsões do passado. o eu solar O eu solar é o único capaz de propiciar esplendor e realização. A sua situação no mapa deve ser bem entendida e iluminada, de tal forma que a pessoa domine suas potencialidades solares e possa reinar segundo a sua particularidade com plenitude. Sem lugar a dúvidas o Sol é o Rei e Senhor que deve estar bem conscientizado e dignificado. É bom entrar em contato com o Sol interior, conscientizá-lo e colocá-lo no lugar que lhe corresponde no Olimpo pessoal. O Sol interior existe. Ele coroado gera a Consciência de si, o conhecimento do ser individual e único que se é. Dignificado, identificado e cultuado gera autoestima, segurança interior, dignidade pessoal, respeito a si, vitalidade, e a delícia de sentir-se presente, centrado, com entusiasmo, disposição e seguro de si. Ao entrar em contato com o Sol natal descobre-se centro e individualidade. Perceba o seu centro. Aquele ponto interior de onde brota uma Luz que gravita todas as partes do ser. Você é um Universo, mas tem um centro. Em torno do qual se estruturam as outras funções e forças da sua personalidade. Na presença de um Sol autocoroado sente-se um centro com poder e estrutura, os planetas conseguem desenvolver melhor suas funções. A Lua e os outros planetas podem exercer suas funções com referência, tranquilidade, aconchego e bem estar. Na ausência do Sol consciente e coroado, a pessoa pode perder-se nos desafios da vida. O Sol é o centro do sistema planetário e é o centro do indivíduo. É deste centro (Trono real) que se pode administrar com lucidez e eficiência a complexidade da vida e seus desafios. Virtudes do Sol: consciência, comando, liderança, coragem, generosidade, centramento, vitalidade, brilho, magnetismo, carisma, paternalidade, calor humano, inspiração, lealdade e integridade. Ele é quem determina o grau de autoconfiança, auto-segurança e autogestão no indivíduo.
Uma pessoa com o Sol consciente, dignificado e centrado vive com plenitude e excelência suas potencialidades, tem disposição para realizar seus propósitos e vontades, tem centramento e lucidez para administrar sua vida com sucesso e alegria, consegue produzir as riquezas que precisa para satisfazer suas necessidades, consegue se relacionar com clareza. O Sol é um Curador, na verdade o Curador maior, o Rei Curador que deve ser identificado, fortalecido e cultuado. Quando o Sol está numa situação astrológica destacada no mapa natal que provoca que as qualidades solares sobressaiam na personalidade se diz que a pessoa é do tipo solar. do lado positivo sugere:
do lado negativo sugere:
Um posicionamento crítico do Sol pode gerar uma pessoa com dificuldades para se estruturar e se encontrar na vida. E para poder ter êxito terá que vencer obstáculos e desafios. Os ângulos tensos ao Sol natal podem estruturar curtos circuitos no comportamento associados a possíveis ações de auto-sabotagem. Conflitos entre a vontade e pensamentos, sentimentos: a pessoa quer uma coisa e faz outra. Determinados processos de vida sempre terminam da mesma forma. Sofre-se por tensões, paranóias e pontos frágeis: sensação de medo, fracasso, incompetência, falta de auto-estima, de dignidade. Desde cedo a vida desafiará a este indivíduo e criará situações onde ele terá que se esforçar para superar desafios e negatividades. No caso de conseguir vencer, o indivíduo forjará uma personalidade consistente e poderosa, de quem soube transformar fragilidade em dom e habilidades. Vencendo os desafios implícitos ao aspecto tenso, a pessoa pode tornar-se centrada, realizada e de poder pessoal especial. E onde antes existia um ponto frágil agora desenvolveu-se um talento, habilidade ou dom que permite transformar os desafios em oportunidades de aprimoramento e maestria.
Um Sol bem posicionado num mapa natal pode gerar uma pessoa independente, que consegue se encaminhar e ter êxito social. Pessoa vital, segura de si, digna, magnânima, reluzente, generosa, confiável, leal, calorosa, corajosa, carismática, tranqüila, provedora e centrada com o dom de dirigir e comandar. Mas uma potencialidade positiva e destacada do Sol natal também pode ser mal usada, gerando comodismo ou vaidade. A potencialização positiva excessiva do Sol natal pode gerar uma pessoa vaidosa, prepotente, espaçosa, histérica, egocêntrica e ditadora com dificuldade de enxergar a si e aos outros.
Um Sol natal muito detonado por aspectos tensos (especialmente com Saturno, Urano, Netuno e Plutão) pode gerar uma pessoa depressiva, com sentimento de inferioridade, falta de estima, auto-sabotadora; que quer uma coisa e faz outra, com problemas com chefias e superiores. Pode gerar personalidade múltipla, dependência, baixa auto-estima e falta de dignidade pessoal. Quando o Sol natal se encontra em uma situação astrológica tensa o processo de individuação e formação de identidade pessoal adota caracteristicas particulares que quando não consideradas podem ser lidas como transtornos de personalidade ou personalidades múltiplas. A personalidade será composta de uma riqueza especial que passeia por todo um leque de características comportamentais, as vezes bem diferentes entre si. Quando um planeta está ligado ao Sol natal, age junto a ele segundo o ângulo que os une. Cada vez que o Sol é ativado, é ativado junto o planeta ligado a ele por aspecto maior, assim a resposta será mais complexa, diferenciada, profunda e conectada a elementos que transcendem o pessoal. Eu quando nasci tinha Plutão em conjunção Sol e quadrado Saturno assim tenho uma idéia do que acontece. O psicólogo Martinez cubano definiu meus aparentes distúrbios na adolescência como neurose de perplexidade existencial. O planeta Plutão e Urano junto ao Sol, por exemplo, tornam questão pessoal encontrar o sentido mais profundo e amplo a tudo que se vive. A oposição Sol - Saturno torna a pessoa crítica e exigente com ela mesma e com os outros. Esta faculdade quando não é bem administrada pode provocar desafios de relacionamentos com os pais e autoridades que podem provocar represálias de comportamento difíceis de assimilar e assim ter tido como de comportamento inadequado, problemático. As pessoas com Sol ligado a Saturno, Urano, Netuno ou Plutão podem sofrer na sua adaptação à família e à sociedade, mas quando adultas e maduras se tornam seres especiais que em muito podem colaborar com todos, alegria. Na prática não existe uma situação astrológica do Sol natal melhor que outra, cada pessoa tem sua situação que deve ser conhecida e conscientizada e que com certeza contém no seu âmago a possibilidade de realização harmoniosa e plena.
É muito bom estudar o signo onde se encontra o Sol natal para identificar o jeito que a pessoa gosta de ser, agir, o que lhe dá tesão. O signo indica o jeito, modo que a pessoa expressa seu Sol natal. O signo onde se encontrar o Sol natal informa o modo preferencial de ser da pessoa. É tal sua predominância na personalidade, que muitas pessoas se definem astrologicamente só pelo signo solar. Quando se pergunta a uma pessoa leiga seu signo, ela responde seu signo solar. Claro que quando a pessoa aprofunda na descrição de si se perceberá que ela é todos os signos, expressando-se cada signo segundo os planetas que os potencializem e o setor do mapa onde se encontrarem. A expressão do signo solar também estará mediada pela situação astrológica geral do Sol natal e sua relação com o mapa como um todo. Assim tem pessoas que expressam com mais facilidades o signo solar enquanto outras mostram-se mais misturadas ou complexas ao serem estudadas. Por exemplo uma pessoa que tenha o Sol em conjunção com Plutão e quadratura com Saturno, na casa VIII expressará seu signo solar com muito mais discrição que outra com o Sol em conjunção com Júpiter e trígono com Marte na casa I ou X. Por isso para estudar o comportamento solar de uma pessoa deve-se estudar, além do signo onde se encontra, a casa e os aspectos que fizer com os outros planetas natais e pontos especiais do mapa.
A casa onde se encontra o Sol determina o setor da vida em que a pessoa é abençoada com os atributos do Sol, onde a pessoa se sente mais a vontade, e pode passar mais tempo. Indica o setor da vida onde o Sol brilhará para a pessoa e onde a pessoa tem a maior probabilidade de se realizar e ter sucesso. É o ponto de partida da jornada do herói solar, e o ponto final de chegada. O Sol natal é o rei interior, a casa onde ele se encontrar será a mais abençoada do mapa. As qualidades do reino do Sol dependerão do signo em que se encontre, e dos aspectos que faça com o resto dos planetas e ângulos do mapa.
Na maioria das pessoas a casa onde se encontra o Sol é determinante no estilo de vida, profissão, no ambiente em que a pessoa se dá melhor. A tal ponto que se um virginiano tiver o Sol na casa VIII (associada ao Signo de Escorpião), se diz que é um virginiano ao estilo escorpionino -discreto, que gosta do oculto, dos mistérios, pesquisador, se o Sol estiver na casa X (associada a Capricórnio), será um virginiano ao estilo capricorniano - trabalhador, que investe na profissão, que gosta de status... Se for uma pessoa de escorpião (quer dizer que o Sol natal esteja no signo de Escorpião) com o Sol natal na casa XI (associada ao signo de Aquário), se diz que é uma escorpionina ao estilo 'aquariano' quer dizer que gostará de viver em grupos, de cultivar amizades, etc. Poderá ter amigos influentes e generosos. Poderá gostar de estar em evidência e assumir responsabilidades e protagonizações nos grupos aos quais pertença.
É bom também conhecer os aspectos astrológicos que o Sol faz com os planetas natais e pontos significativos do mapa, para saber os planetas que ativam junto a ele e assim conhecer seus enredos e dramas. Em termos de jornada os aspectos vão revelar os diferentes momentos da jornada solar em que participam os personagens associados aos planetas, e as possíveis situações que o herói vai viver com eles. Todos os aspectos ao Sol devem ser considerados como atuantes dentro da orbe de 10º ao aspecto exato. Quer dizer, por exemplo, que se considera que o Sol e um planeta estão em conjunção, se tiverem entre si até 10º ou mais de 350º de distância.
Os ângulos devem ser estudados dentro do contexto do ciclo completo do movimento relativo entre o Sol e o planeta no Zodíaco.
Separativo-aplicativo Na interpretação de um aspecto deveria se considerar a diferença quando o aspecto é separativo (o Sol e o planeta se afastam um do outro) ou aplicativo (o Sol e o planeta se aproximam). Assim, por exemplo, não é o mesmo astral na Lua nova o momento em que a Lua está antes do Sol, quer dizer minguando, que corresponde a um astral de fim de ciclo, e quando a Lua já encontrou o Sol e se afasta dele, quando o astral que se gera é de início. Assim também não são iguais as quadraturas minguante e crescente. Nos textos sobre os aspectos que tenho colocado no site, não considerei esta diferença gritante, mas logo que tiver um tempo, o farei. O ciclo Sol-planeta. O Sol como herói. Os Aspectos como reveladores, indicadores de Personagens, situações, linha dramática da jornada do herói Quando uma pessoa nasce, o Sol no céu encontra-se em um determinado signo e fazendo determinados ângulos com cada planeta e as direções angulares especiais. O estudo destes ângulos vai sugerir a maneira como a pessoa expressa seu Sol natal e quais os elementos sempre presentes que agem em junto a ele. O estudo dos aspectos ao Sol natal informa sobre os enredos e tramas da vida da pessoa. Os aspectos ao Sol natal revelam os circuitos de poder (ângulos harmônicos) e os chamados curtos circuitos (ângulos tensos) que expressam as possíveis facilitações ou desafios que a pessoa pode encontrar na sua vida. Os ângulos em que se encontram os planetas em relação ao Sol, revelam o drama e os enredos potenciais da vida da pessoa. Eles permitem mapear os possíveis padrões de comportamento e o prisma pelo qual a pessoa vê a vida e seu potencial de realização. Se considerar os planetas como personagens, o “aspecto astrológico” define o enredo de relacionamento entre eles e possíveis características de personagens presentes. Os aspectos expressam-se como características da personalidade e do comportamento. Ante um determinado estímulo da vida, a pessoa dá respostas que correspondem ao grau de liberdade associado ao aspecto relacionado. O conhecimento do significado astrológico dos aspectos maiores é fundamental para entender os desafios ou as facilidades da vida. Os aspectos planetários revelam como os planetas se relacionam, se ligam, se misturam determinando a rede de relacionamentos possíveis entre si. A partir da rede de aspectos pode se ter uma idéia dos dramas e enredos no percurso do Sol como herói no cumprimento da sua missão. A forma do herói solar responder aos desafios vai depender também do sistema de crenças em que acredita e das circunstâncias da sua vida. O destino do herói pode ser traçado pelos dramas que sugerem a seqüência dos aspectos. As características das personagens que acompanham ao herói na sua jornada e suas ações são construídas segundo os planetas e seus ângulos ao Sol natal. A partir dos aspectos se podem construir roteiros de dramatizações que em muito podem ajudar a pessoa a se autoconhecer. Especialmente os aspectos maiores ao Sol natal, sugerem situações a serem vividas pelo herói solar e personagens-planetas que acompanharão sua jornada.
É útil conhecer os aspectos que os planetas em trânsito fazem com o Sol natal, para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas e situações presentes na vida da pessoa no período correspondente.
Neste artigo poderão encontrar a Prece ao Sol, e vários textos e informações que facilitam o relacionamento com o eu solar. Eu do AscendenteO Ascendente natal é, junto ao Sol e à Lua, um dos mais fortes determinantes da identidade da personalidade. Enquanto o Sol fala daquilo que se tem como força, energia, poder no presente, o Ascendente fala do que se tem como instrução, impulso, resposta incondicionada projetada para o futuro. O Ascendente fala de um estilo, abordagem, orientação que se sobrepõe à natureza, identidade solar, lunar e planetárias. A situação astrológica do Ascendente revela como é a pessoa, que perspectiva adota diante da vida, como lhe vêem os demais, que impressão causa à primeira vista. O Ascendente representa o futuro, as características de personalidade que vão ascendendo, se expandindo, amadurecendo e dominando o estilo de ser da pessoa. O signo ascendente se junta ao signo solar e ao signo lunar, tecendo a "identidade astrológica" representativa da pessoa. Um estudo profundo desta tríade é muito proveitoso quando se quer entender o essencial de uma pessoa. A situação astrológica do Ascendente sugere: Super-ego. Diretrizes para o futuro. O eu definido pelo Ascendente é muito forte e poderoso na pessoa. O Ascendente determina a voz diretriz, o caminho a ser seguido, o estilo de personalidade que a pessoa vai amadurecendo com os anos. Na vida de toda pessoa sempre tem pessoas próximas que se tornam porta-vozes das diretrizes do Ascendente. O ascendente fala do corpo do herói, de importantes características de seu estilo pessoal de viver, de verdades, princípios, e necessidades fundamentais para a pessoa e que o herói solar deve considerar e integrar no seu jeito pessoal de ser. O Ascendente define importantes metas a serem alcançadas pelo herói segundo seja sua situação astrológica. Eu lunarO eu lunar interior é o equivalente feminino do eu solar. O seu reino são as emoções. O eu lunar revela como a pessoa é emocionalmente, como gosta de ser tratada, acolhida, que ambientes gosta, como acolhe, nutre, cuida. A Lua ao estar relacionada com a emoção, representa também a história vivida, o tempo, a memória. A Lua também revela como a pessoa se relaciona com família e os lugares e grupos aos quais pertence. Se diz que o eu lunar é o eu que a pessoa já viveu mais em vidas passadas e assim, nesta vida, ele age de forma instintiva e espontânea, movido pela emoção e pelo desejo. Na pessoa a Lua se associa aos papéis de mãe ideal e criança emocional. Fora da pessoa a Lua pode ser associada a companheira da pessoa, a mãe, familiares, pessoas ou situações lunáticas.
Os astrólogos ocidentais associam a Lua ao estômago, e às vísceras em geral.
No mapa, o signo e a casa onde se encontre a Lua natal e os aspectos com os outros planetas revelam as principais características do eu lunar-emocional e seus dramas. É muito bom estudar o signo onde se encontra a Lua para identificar o jeito ou modo como a pessoa expressa sua emoção. É bom também conhecer os aspectos astrológicos que a Lua faz com o resto dos planetas natais para saber os planetas que são ativados junto a ela e assim conhecer seus enredos e dramas. É bom conhecer os aspectos que faz com os planetas em trânsito para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas e situações presentes no período. A situação astrológica da Lua, sugere:
A situação astrológica da Lua natal pode-se associar, exteriormente:
As personagens associadas à Lua têm forte acesso emocional ao herói. Pode ser positiva ou negativa. Assim pode ser um personagem amigo ou inimigo ou alternar os papéis. Tem ligações de parentesco com o herói, ou pertence às suas origens. Podem propiciar acontecimentos inesperados para o herói, mas que o atingem com impacto. Exemplos de personagens que podem ser associados à Lua: mãe do herói, mulheres, mulher do passado do herói, esposa, seres lunáticos, pessoa lunática ou do signo solar de caranguejo, em sentido simbólico: o lar, a emoção, água, passado.
Para um estudo mais aprofundado do eu lunar deve-se estudar a situação astrológica da Lua natal:
A situação astrológica do Nodo lunar fala do eixo da alma, de onde se vem e para onde é melhor ir. Aos nodos lunares podem estar associados vários eus interiores e atitudes, que podem estar relacionados a personalidades subconscientes e, para quem acreditar, a personalidades de vidas passadas. O nodo sul pode ativar eus, atitudes, comportamentos que, em momentos desafiadores, optam por aquilo que é mais prático, fácil, cômodo. O nodo sul é uma direção de escape quando os desafios são difíceis. O nodo norte pode ativar eus, atitudes, comportamentos automáticos que quando realizados propiciam a sensação de dever cumprido.
o eu Lilith revela forças inconscientes ou das sombras, que se manifestam nos assuntos da casa onde se encontre e segundo o modo relativo ao signo que potencialize.
A casa IV fala da relação da pessoa com a família, as origens, o passado. Planetas presentes nesta casa a potencializam com suas funções.
Planetas presentes no signo de Caranguejo, potencializam com suas funções o jeito de ser Caranguejo e fortificam o poder da Lua no mapa natal.
Os aspectos à Lua natal explicitam os enredos, dramas, desafios e facilitações na vida emocional da pessoa.
Mercúrio, Vênus e Marte revelam as forças, e funções da personalidade que podem ser dirigidas ou modificadas conscientemente até certo ponto. Esses planetas caracterizam os traços mais distintivos da personalidade e os anseios mais fortes da pessoa. Todas as pessoas usufruem de um tipo de vitalidade, senso de individualidade e de auto-identidade (Sol); uma maneira de sentir, de reagir instintivamente, de memorizar, de se cuidar e nutrir (lua); um tipo de mentalidade, maneira de reagir mentalmente, expressar-se, e trocar ideias (Mercúrio); uma forma de valorizar, de amar e se relacionar (Vênus) e uma maneira de agir, decidir, tomar iniciativa (Marte). Mercúrio, Vênus e Marte são chamados de planetas pessoais porque revelam o carimbo da individualidade e reúnem as funções de personalidade que definem a pessoa nos seus aspectos mais característicos no cotidiano. Mentalidade A mentalidade de uma pessoa, forma de ser no plano mental, pode ser associada à situação do planeta Mercúrio. Para estudá-la pode-se aprofundar no estudo do mercúrio natal, da casa III e IX e a situação dos signos Gêmeos e Sagitário no mapa natal. Eu mental, MercúrioO eu mercuriano é poderoso entre os eus planetários, porque ele é o Senhor da mente, e o facilitador da expressão, da comunicação e da troca nos relacionamentos. Ele é o mensageiro e o interlocutor entre os eus interiores, e entre eles e o mundo. O eu mercuriano também revela como a pessoa se relaciona com irmãos, parentes, vizinhos, iguais. Ele tem também acesso aos caminhos e aos meios de transporte, ele é o passarinho que informa no ouvido o que se precisa saber para continuar. Qualidades: astúcia, inteligência, deslocamento, oportunismo, contato. É muito bom estudar o signo onde se encontra Mercúrio para identificar o jeito como se gosta de agir e o que lhe dá tesão. É bom também conhecer os aspectos astrológicos que ele faz com o resto dos planetas natais para saber quais planetas são ativados junto a ele, e assim conhecer seus enredos e dramas. É bom conhecer os aspectos que faz com os planetas em trânsito para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas e situações presentes no dia a dia. A situação astrológica de Mercúrio, sugere:
Funções dramáticas associadas a Mercúrio:
Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, também pode ser associado à personagem que tem acesso mental ao herói. Pode ser pessoa inteligente que acompanha o herói, o que tem o dom da palavra ou escrita, ou que abre caminhos. Pode ser o arauto que anuncia. Pode ser o ardiloso, astuto que consegue enganar. Ele é ligeiro como o ar. Entidades, orixás e deuses associados: Mercúrio, Hermes. Toth. Orixá Exu, Pombagira, Ibejis. O planeta Mercúrio é difícil de ser observado ao olho nu. Mercúrio pode ser visto tanto a Oeste depois do pôr do sol, como a Leste antes do nascer do sol, sempre próximo do horizonte. Um dos nomes Egípcios de Mercúrio era "O Inerte", como se os antigos astrônomos egípcios quisessem demonstrar o seu receio em ficar longe do Sol. Na Grécia, Mercúrio, cultuado pelo nome de Hermes era o mensageiro dos Deuses e o Deus dos caminhos, dos negócios e da malandragem da rua. Nas religiões afro-cubanas-brasileiras poderia ser associado ao orixá Eleguá ou Exú.
A situação astrológica de Mercúrio natal:
A situação astrológica de Júpiter
A casa III
A casa IX
O signo de Gêmeos
Marte e Vênus. Sexualidade. Namoro. Relacionamento. Para estudar as potencialidades da pessoa para a sexualidade, namoro e relacionamento deve-se estudar:
(logo desenvolvo este tema numa página independente) Eu marcianoO eu marciano é intrépido, energetizado, forte, disposto. Ele gosta decidir, liderar, desbravar. Ele gosta de lutar pelos seus objetivos e vencer. Ele promove a ação, a tomada de atitudes. O eu marciano desfruta de uma autoestima e autoconfiança particular. Ele tem dificuldade em seguir doutrinas, aconselhamentos, e não se dispõe a escutar muito o que os outros têm a lhe aconselhar. Ele, na verdade, não dá oportunidade para que os outros estejam se metendo em seus projetos e vontades. Tende a não gostar de religiões de deuses exteriores que delegam poderes especiais a seus sacerdotes como no catolicismo, maometanismo. Gosta de religiões que cultuam o Deus interior, o Deus e Deusa que está em tudo o que existe. O eu marciano gosta de mexer, penetrar, interferir e pode provocar as pessoas com seus atos e presença. Ele convida ao debate, ao confronto em busca de movimento, transformação. O eu marciano é atirado, gosta de tomar iniciativa e fazer o que tiver vontade. Ele gosta de trabalhar seu corpo e prontidão. Gosta de tomar decisões, sentir-se no comando. Ele é bem independente e gosta de autogestão, não gosta de ficar esperando, ter que incluir nos seus projetos diferenças que provoquem demora ou o tirem do foco. Quando ele fala vamos, já foi. Ele exige prontidão para poder ser acompanhado. Ele não gosta de dar explicações, e muito menos de escutar as explicações dos outros. Na sua expressão e comunicação ele é direto, simples e gosta de falar para iluminar ações e atitudes, olhar vivo, corpo presente, sentindo a energia que rola. O eu marciano tem forte sexualidade, mas gosta de sexo dinâmico, vivo, alegre. É bom quando o eu marciano aprende a fazer o sexo sem ejaculação, tanto homem como mulher, mas sexo só para subir o nivel de energia que vive o eterno gozo da ascensão. É muito bom estudar o signo onde se encontra Marte para identificar o jeito como gosta agir o que lhe dá tesão. É bom também conhecer os aspectos astrologicos que faz com o resto dos planetas natais para saber os planetas que são ativados junto com ele e assim conhecer seus enredos e dramas. É bom conhecer os aspectos que faz com os planetas em trânsito para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas e situações presentes no período. À situação astrológica de Marte pode se associar: do lado positivo:
do lado negativo:
Funções dramáticas associadas a Marte:
Objetos associados a Marte:
Situações associadas a Marte
Pode ser considerada a personagem mão direita do herói, um auxiliar executivo, guerreiro pessoal; o guardião, aquele que participa e facilita atos e decisões do herói. No caso do herói ser masculino, outra faceta do próprio protagonista. No caso do herói ser feminino, mas muito masculino, pode ser a própria protagonista. No drama do herói solar, a situação astrológica de Marte também pode dar dicas do tipo de guerreiro que o herói atrai, força exterior que o desafia, se opõe, agride o herói, o faz agir e decidir. Pode ser também: o amante masculino, o amigo voluntarioso e impulsivo. Pode ser também o próprio Deus Marte, o Orixá Ogum ou Xango, os santos São Jorge, Santo Expedito, Santa Bárbara. Para aprofundar no estudo do eu marciano estudar:
Eu venusianoVênus é o astro mais brilhante do céu depois do Sol e da Lua. O seu brilho pode atingir até 12 vezes o da estrela Sirius. Assim como Mercúrio, Vênus se mantêm perto do Sol. Na iconografia Egípcia, Vênus tem duas caras, uma homenageia a aparição no amanhecer (Estrela d'Alva) e outra no entardecer (Estrela Vésper ou Estrela do Pastor). Para os Egípcios Vênus era o filho de Osíris Harsiesis, mas também em alguns casos personificava Isis. O "eu venusiano" revela como a pessoa se comporta nos relacionamentos, no amor e no sexo, como valoriza as coisas. Define também o que se gosta, o que se quer, o que sente como belo. O "eu venusiano" presenteia com a sensibilidade do equilíbrio, da beleza e da harmonia. O "eu venusiano" determina a forma como a pessoa valoriza, aprecia e produz riquezas e dinheiro. O eu venusiano é sedutor, gosta de conforto, qualidade de vida e bons costumes. Gosta de se relacionar com arte e delicadezas. Adora amar, namorar, mas sempre com encanto, sentimento, carinho, atenções, beleza. Gosta de receber presentes, flores, jóias, ser convidado a jantar, passear por lugares lindos e acolhedores. Gosta de dinheiro e das coisas boas deste mundo. O eu venusiano exige ser percebido e aprimorado. Ele gosta que se preste atenção e cultue o corpo. Ele gosta de se sentir bonito, bem vestido, com boas maneiras. Para construir dramaticamente o "eu venusiano" de uma pessoa estudar:
À situação astrológica de Vênus revela:
O signo onde se encontra Vênus, revela o jeito de ser do "eu venusiano". Por exemplo, se Vênus está em Caranguejo, a pessoa é carinhosa e valoriza o afeto, se Vênus está em Capricórnio, a pessoa valoriza o status, a conveniência, o lado prático do relacionamento. "A casa onde se encontra Vênus" revela o setor da vida onde o planeta se manifesta com mais força, beleza, e poder. Os aspectos astrológicos que faz com o resto dos planetas natais informa "os eus planetários" (os planetas) que são ativados junto aos enredos e dramas que podem ser tecidos entre eles. Os aspectos que faz com os planetas em trânsito revelam as forças exteriores e possíveis personagens e situações dramáticas em que se envolve.
Vênus no mapa natal tem a função de ser, no caso do herói ser masculino, a companheira, a paixão, a amante, a esposa. No caso de o herói ser feminino pode ser amiga, irmã ou a própria protagonista. Vênus também pode representar uma pessoa com dinheiro ou artista. Vênus facilita e protege as faculdades: casar, namorar, se associar ao herói solar ou por outro lado tentá-lo, seduzi-lo. À semelhança de Marte, Vênus também pode representar no mapa: amantes, amigas ou o próprio protagonista do sexo feminino.
Júpiter e Saturno são chamados de planetas sociais. A eles são atribuídas as forças e virtudes que permitem aos humanos viver em sociedade. Saturno trazendo à realidade ideias, projetos, sentimentos, intuições, sonhos, através do trabalho, mostrando limites, o possível, criando regras, códigos, instituições e tradições; enquanto Júpiter dá às ideias, vontade, fé, convicção, legalidade e determina a maneira de expansão do individuo. São duas forças planetárias que agem em conjunto, incitando a formação da sociedade civilizada. Júpiter inspira a visão de mundo, as crenças, a moralidade, enquanto Saturno, as vias de concretizá-la, a estrutura da vida e sua civilização correspondente. Júpiter gera a lei e a Ética enquanto Saturno, a instituição da lei e sua guarda. Júpiter inspira a fé, Saturno as religiões. No mapa, a significação relativa de ambos refere-se ao seu impacto sobre a maneira como a pessoa deseja tomar parte no mundo. Saturno: as correntes mais profundas da estabilidade, da tradição e da segurança. Júpiter: as aspirações futuras, o senso de aventura, os riscos assumidos e o crescimento pessoal. Os planetas pessoais junto aos sociais determinam o foco da consciência do ser humano na descoberta de sua singularidade tanto individual como nos grupos em que organizou a sua vida. Eu jupiterianoJúpiter pode ser associado ao Pai celestial e aos deuses: Júpiter, Zeus, Krishna, e o orixá Oxalá. O eu jupiteriano é político, visionário, generoso, expansivo, benevolente, confiante, seguro, protetor e humano. Gosta de abundância, conforto, luxo e prazer. As personagens associadas a Júpiter tem a função de proteger, facilitar, aconselhar, entusiasmar, abrir horizontes, e às vezes pode levar a exageros ou desmedidas. O "eu jupiteriano" incita viajar, acorda o interesse por outras culturas, outras línguas. Pode estimular o gosto por aventura, jogos, riscos. Pode incitar o jeito de ser expansivo, espaçoso. O signo onde se encontra Júpiter revela o jeito de ser do eu jupiteriano. A casa onde se encontra, revela o setor da vida onde se expressa com mais força e poder. Os aspectos astrológicos que faz com o resto dos planetas natais informam os planetas que são ativados junto a ele e o tipo de enredo dramático que vive com eles. Os aspectos que faz com os planetas em trânsito revelam as forças exteriores e possíveis pessoas e enredos presentes na situação que a pessoa vive ou está por viver. A situação astrológica de Júpiter, sugere:
Funções dramáticas associadas:
Eu saturninoSaturno, representa a função que estrutura, dá forma, corrige, coloca limites, traz para a realidade. Leva para o retiro. A voz do carma. O eu Saturno é o eu exigente, que restringe, que tem senso de realidade, que liga a tradição e valoriza a experiência.
Saturno é o canal que permite tomar corpo e dar corpo, estruturar, concretizar, objetivar e ancorar. Saturno oferece a noção de senso de limite, adequação e responsabilidade.
O eu saturnino, tentará impor um astral de responsabilidade e observação de si para garantir poder agir com adequação, segundo o que é esperado pela moral vigente e o senso comum. O eu saturnino tem uma tendência a desconhecer a fala da criança interior, a submetendo desde cedo a disciplinas e repreensões. Ele prefere estudar, praticar, se aprimorar, a perder tempo com prazer e atividades sem utilidade. O eu saturnino também gosta de status, reconhecimento e honra, por isso ele se esforçará ao máximo para conquistar conhecimentos e habilidades que lhe permitam se destacar no seu trabalho e serviço. O eu saturnino também pode se encarregar de militar nos diferentes caminhos da preservação e consolidação da Tradição. É associado a Pretos (brancos, amarelos, vermelhos) velhos, Xangô, sábios da tradição, caboclos doutrinadores. É muito bom estudar o signo onde se encontra para identificar o jeito como gosta de agir e o que lhe dá tesão. É bom também conhecer os aspectos astrológicos que faz com o resto dos planetas natais para saber os planetas que são ativados junto a ele e assim conhecer seus enredos e dramas. É bom conhecer os aspectos que faz com os planetas em trânsito para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas e situações presentes no período. À situação astrológica de Saturno pode-se associar:
À situação astrológica de Saturno pode-se associar, exteriormente:
Personagens dramáticas associadas: Preto velho. Branco velho. Caboclos doutrinadores. Velhos sábios. Confúcio. Mestres da tradição. Xango.
Os medos da pessoa são descritos pela situação astrológica dos planetas Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Isto porque estes planetas ativam a consciência social-cósmica, e de certa forma são energias que por sua natureza desafiam e pressionam o plano pessoal. Eu uranianoO eu uraniano é definido pela situação astrológica do planeta Urano no mapa natal. Todos temos um eu uraniano. Mas na maioria de nós ele age despercebido. Sua manifestação é vivida como estados emocionais exitados de outros eus. As qualidades da força uraniana, da entidade uraniana são desconhecidas pela maioria das culturas. É interessante assinalar que não existes deuses, orixás, santos, entidades que possam ser associados ao Urano astrológico, o próprio deus Urano que nomeia o planeta muito pouco tem a ver com as qualidades do Urano astrológico. A força e impacto de Urano é vivido como manifestações ocasionais do destino, da natureza, de forças e vontades superiores. A pessoa uraniana, onde se destaca o eu uraniano, têm com certeza Urano natal ligado por aspecto maior ao Ascendente, Meio do Céu, Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e/ou Marte. Quando Urano está ligado por aspecto maior com um planeta as suas energias agem em conjunto segundo o significado astrológico do ângulo que os une. Urano, pela sua força e potência, conseguirá se fazer presente na forma da pessoa canalizar a função do planeta natal ao qual Urano está ligado. A pessoa terá um jeito uraniano de ser ao executar a função do planeta associado. Exemplo: Urano em aspecto maior a Mercúrio provoca mente inquieta, forma de se expressar, comunicar diferenciada, revolucionária ou perturbada, interesse por modernidade, movimento, idéias vanguardas, diferenciadas. O eu uraniano é o eu libertador, transformador, revolucionário, inusitado, diferente, imprevisível e inesperado. O eu uraniano é o arauto que incita novas posturas e atitudes, que vem com força para conseguir transformar aquilo que já cristalizado começa a se tornar caduco, castrador ou incompetente para dar conta das novas necessidades e complexidades da vida. O eu uraniano incita a renovação em consonância com os fluxos que estiverem sendo vividos: revoluciona, transforma, diversifica... Ele mostra a dimensão mais ampla do ser; as redes de relacionamentos e fluxos que representam a respiração da vanguarda. Está em contato direto com os Mestres Ascensos, os Irmãos Extraterrestres e Galácticos, as entidades, os deusas e deuses ligados à Nova Era. O jeito uraniano de ser, distingue-se da pessoa comum, ele parece fazer questão de se diferenciar. Ele repudia a mesmice, a monotonia, o inerte. Ele capta os costumes e crenças que reinam e do ar inventa variantes que defende e alimenta com prazer libertário. Assim como rejeita o caduco, o estabelecido, é atraído pelo novo que eletriza e promete transformar, atualizar, fazer funcionar com mais amplitude e originalidade. O eu uraniano pode aparentar ser atrapalhado, incoerente, atrevido, escandaloso, inadequado, inconveniente, anarquista, provocativo, irreverente. Ele enfrenta, cria caso de forma inesperada, surpreende com suas ideias e atitudes. O eu uraniano gosta de pessoas, ainda que às vezes possa parecer cruel, frio, indiferente. Ele repudia melodramas, e as complicações habituais com que se vive na atualidade os relacionamentos familiares e o casamento. Lida com sua emoção de forma muito prática e direta. Ama sem falar muito que ama e aceita as diferenças sem se queixar ou insistir. Tende a aceitar seus familiares e, sem perder seu estilo, se relaciona do melhor jeito que consegue. Ainda que se sinta invadido ou ameaçado não desiste de seus relacionamentos, mas batalha até conseguir que seu estilo seja reconhecido e respeitado. Ele se destaca pela sua inteligência, que às vezes tem alumbramentos de genialidade. Ele cria, é original e consegue encontrar soluções de desafios que minutos antes poderiam aparentar impossibilidades. Parece como se recebesse ajuda do invisível. Ele estimula o intelecto criativo, generoso, que orienta jeitos mais amplos e originais de se ver a vida. O eu uraniano abre possibilidades, alternativas, desbrava novos olhares, propõe sempre estar aberto a formas superiores e generosas que consigam dialogar com o novo, o diferente, mas sem nunca esquecer o que ficou para trás. Ele impulsiona a renovação das redes de trocas e intercâmbio. Ele acredita que garantido a participação de cada parte, o todo se torna mais belo e funcional. Ele consegue promover revoluções, mudanças, transformações de padrões e normas que pareciam eternas. Quando ele não consegue promover o movimento que anela fica nervoso, intranquilo, possuído. Pode chegar a ficar obsessivo, possuído até realizar o que se propõe que sem pensar duas vezes adota como missão. Na verdade o eu uraniano se alimenta do transe coletivo que na guia de forças espirituais maiores comandam as transformações que devem acontecer na sociedade e seus indivíduos para dar conta do crescimento e o ganho de complexidade. A pessoa na força do eu uraniano pode realizar o que no seu estado normal considera-se escandaloso, atrevido, impossível. Na energia do eu uraniano a pessoa percebe que existem muitos jeitos de ser, e que inclusive aquele que é considerado de errado tem o que contribuir com a luz geral. Ele consegue aceitar que existem pessoas muito diferentes dele, e perceber que bom que seja assim. Cada um deveria ser livre para pensar e fazer o que quisesse a pesar de seus atos entrarem em conflito com o estabelecido. O eu uraniano chega a se tornar impessoal na sua entrega sem limites nos seus ideais, mas seus padrões cármicos herdados do sistema familiar e cultural podem amarrá-lo em incoerências e contradições, fazendo-o sofrer e se perder em seus movimentos. Por um lado não resiste mais a vida que leva, fica nervoso, grita, se sacode, se torna insuportável, mas às vezes não consegue ver sua própria prisão e pode chegar a literalmente arrebentar. Por isso o eu uraniano precisa se trabalhar, se curar de suas heranças cármicas, porque de outro jeito será uma bomba que a todo momento pode explodir. Quando o eu uraniano percebe seus condicionamentos e consegue se libertar da sua ditadura consegue abrir sua consciência e sensibilidade para o novo e encontrar seu caminho guiado pelas estrelas e o eterno presente borbulhante do inusitado. O eu uraniano ajuda a pessoa a ter clareza das situações e condicionamentos emocionais que o aprisionam e não o deixam perceber o que realmente gostaria. Só que às vezes as iluminações uranianas violentam demais suas crenças e condicionamentos, aí ele entra em um estado de perturbação que só é liberado quando conquista o entendimento da situação em que se encontra, ou quando a própria vida e sua rebeldia o leva a uma realidade onde ele se vê obrigado a assumir o que de tanto, sem saber, foge. Por isso, às vezes, a vida no comando do eu uraniano é submetida a mudanças e transformações que podem assustar pela intensidade e rapidez. O eu urnaiano joga a pessoa para fora do que é cristalizado pelos seus próximos, o que pode agredir e provocar até medo. Assim o eu uraniano pode por muito tempo ser rejeitado ou tratado com diferenças e cuidados especiais. O eu uraniano não pára enquanto não leva a pessoa a um grau mais impessoal, onde possa apreciar a vida com uma perspectiva mais social e universal. Quando a pessoa consegue entender seu eu uraniano e se tornar consciente de seus propósitos e missão, encontra seu lugar no ambiente social e realiza seu trabalho de forma positiva promovendo mudanças, transformações, mas sem perder a sensibilidade para acompanhar os processos das pessoas ou grupos ligados à sua liderança. Por tudo isto o eu uraniano, para poder reger a pessoa, tem que ter força e estar relativamente bem posicionado no mapa natal, de outro jeito a pessoa terá que resolver muitos conflitos interiores até conseguir expressar seu eu uraniano com proteção e adequação.
Características de personagem:
Cores: violeta, lilas, prateado Ambiente:
Urano pode ser visto também como uma força maior que impacta o herói, um acontecimento social ou da natureza que provoque mudança. Pode ser um mestre espiritual, um ser extraterrestre. Pode ser também uma pessoa muito diferente ou revolucionária que mexa com o herói. Pode ser um louco.
Eu netunianoA função dramática de Netuno pode ser associada ao lado sensível, mediúnico, espiritual, devocional, à sensibilidade e o talento artístico. O eu netuniano é o eu sonhador, espiritualizado, sensível, amoroso, doador. É o eu que promove a sensibilidade artística através da imagem, do som, e dos sentidos. Netuno é o canal do Amor Universal, do Perdão, do êxtase, da contemplação, da Oração, da Comunhão e do indizível. Netuno é a sensibilidade que inspira a Arte, a Espiritualidade ou a Confusão. O primeiro passo para conhecer o Netuno pessoal é estudar as características astrológicas de Netuno, depois é encontrar na mitologia e imaginário pessoal que entidade pessoal possui estes atributos. Através de meditações, visualizações construir a imagem pessoal que corresponda as características astrológicas de Netuno. Eu cultuo Netuno através dos orixás Yemanjá, Oxalá; de Jesus, de Virgem Maria; da deusa Kuan Yin. A seguir estude a situação astrológica de Netuno no mapa natal para poder conhecer os enredos, enlaces, dramas através dos quais ele se manifesta na sua vida. Estude o signo onde ele se encontra para identificar o jeito, o modo como gosta de agir, se manifestar. A casa onde se encontre revela os assuntos e o setor da vida onde reina. Conheça os aspectos astrológicos que faz com o resto dos planetas natais para saber os planetas que são ativados junto a ele e assim conhecer seus enredos e dramas. Conheça os aspectos que faz com os planetas em trânsito para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas e situações presentes no período.
Personagens e funções dramáticas associadas:
Veja textos sobre o trânsito de Netuno pelo signo de Peixes neste link http://www.astrothon.com/2012#Netuno_em_Peixes Eu plutonianoA função dramática de Plutão é visceral, mexe com as entranhas, é perigosa, temida, arriscada, mexe com forças ocultas. O eu plutoniano é um dos mais difíceis de serem acessados, porque ele exige que a pessoa seja dona de si, ele exige que a pessoa tenha poder sobre o corpo físico, sobre sua emoção, sobre sua mente e sobre sua energia pessoal, de outra forma quando incorpora o eu plutoniano, a pessoa pode se descontrolar e cair nas infinitas armadilhas de quem funciona automaticamente na programação da personalidade construída no sistema familiar e cultural em que se criou. Habitualmente a pessoa funciona numa programação automática feita a partir de uma visão ingênua e manipulada da vida. Por exemplo, ela pode ver o casamento e a família como um espaço de harmonia, alto astral, onde todos os familiares são solares - donos de si, generosos, atenciosos, bem comportados, realizados, etc... E assim com o trabalho, com o relacionamento com amigos, as pessoas e o ambiente. Neste mundo ideal da vida, quando Plutão se manifesta, a pessoa treme nas bases. E assim Plutão nem chega perto, e quando chega provoca um estrago, acompanhado de perdas, sofrimento, perturbação. A energia de Urano, Netuno e Plutão é ainda muito desconhecida, e as pessoas se relacionam com ela com muita dificuldade, medo e projeções negativas. Isto é natural, repito, quando só se dispõe de uma visão de mundo iludida, obsessiva em só reconhecer o lado "positivo", "bom", "belo" e seguir normas de comportamentos e costumes que em nada facilitam o contato consigo mesmo e com o outro... Mas obrigam a pessoa a seguir modelos ideais de comportamento e a exigir das pessoas com que se relaciona que se comportem também seguindo os padrões de comportamentos esperados dos diferentes papéis de relacionamento: companheiro, filho, irmão, pai, mãe, amigo, etc. Isto explica porque a pessoa comum, no setor do mapa onde tem Plutão, habitualmente vive situações que não suporta e que podem derivar em desencontros doídos e doidos com as pessoas envolvidas nos seus assuntos. O eu plutoniano exige uma ritualística especial de aproximação e relacionamento. Através do astropsicodrama construo toda uma jornada iniciática que permite de forma protegida e carinhosa acordar o eu plutoniano e aprender a se relacionar com seu poder, força e impacto.
Na construção do eu plutoniano, ajuda muito meditar nas características dos deuses que podem ser associados ao planeta Plutão: o próprio Plutão romano, o Hades e o Dionísio gregos, o Shiva indiano, o Yama tibetano, o orixá Omolú e na religião católica a Lúcifer, e o eternizado Mefistófeles do Fausto de Goethe. A característica comum a estes deuses é que seus domínios se expandem no reino das sombras, o temido inferno e as zonas ocultas, recalcadas, proibidas pelas entidades solares e jupiterianas. Esta realidade vai exigir da pessoa a disposição para entrar em terrenos que quiçá só visite quando forçado pelo jogo da vida.
O eu plutoniano e o Vampiro, Mefistófeles, o Coringa, o Malandro, o Perverso, o Louco A literatura presenteia com vários personagens que representam formas diferentes de se expressar o eu plutoniano. Entre eles se destaca: o Vampiro, Mefistófeles, o Coringa, o Malandro, o Perverso, o Louco, logo com a prática do astropsicodrama vou ir enriquecendo mais a descrição destes personagens, que serão foco das próximas pesquisas.
Para conhecer as características potenciais do eu plutoniano facilita estudar a situação astrológica de Plutão no mapa natal. O signo onde se encontra Plutão revela o jeito em que ele se manifesta na pessoa. Os aspectos astrológicos que faz com o resto dos planetas natais informa os planetas que são ativados junto a ele e assim descrevem os personagens ou eus planetários presentes em seus enredos. É bom conhecer os aspectos que faz com os planetas em trânsito para conhecer as forças exteriores e possíveis pessoas, personagens e situações presentes no período. A casa onde se encontra Plutão natal informa em que setor da vida ele se manifesta com mais força e as pessoas e personagens que mais vivem seu impacto. O eu plutoniano pode se manifestar especialmente nos assuntos das casas onde se encontrar Plutão e os planetas aos quais está ligado por aspecto maior. Em outros assuntos que não tenham a ver com estas casas, pode ficar despercebido. Assim sendo, uma pessoa pode se manifestar plutoniana só com pessoas que tenham a ver com determinado aspecto ou área da vida e em determinados ambientes e situações que as invoquem. Ele pode se apresentar com força diferenciada que pode até surpreender a própria pessoa. A situação astrológica de Plutão sugere:
Personagens e situações dramáticas e trágicas associadas:
Quando a situação astrológica de Plutão no mapa natal ressalta suas qualidades na personalidade se diz que a pessoa é plutoniana. Por exemplo, quando o Sol, Lua ou Ascendente estão em conjunção com Plutão ou fazem aspecto maior com ele; quando está em aspecto maior com Mercúrio, Vênus e Marte, especialmente aspectos maiores tensos; quando esta na casa VIII ou Escorpião, etc. A pessoa plutoniana é logo identificada por seu ar de poder, mistério, sexualidade, perigo. Ela olha nos olhos, encara, está presente. É como se seu olhar penetrasse a alma e o corpo. A pessoa plutoniana terá que saber enfrentar as palpitações de seu mundo interior com resguardo e muitas vezes na sua solidão e na proteção da meditação: neste ambiente Plutão se mostra e ensina.
No processo de estudo do eu plutoniano, pode-se utilizar um modelo que o divide o eu plutoniano em três graus de maturação. O Plutão infantil, que é o grau mais inconsciente e espontâneo de manifestar sua força. O Plutão juvenil, quando o Ego da pessoa usa a força plutoniana para realizar seus desejos e caprichos. E para finalizar o Plutão adulto, quando a pessoa acorda seu eu espiritual e usa o poder pessoal com maestria e arte. Estas etapas do eu plutoniano não estão relacionadas a quantos anos a pessoa tem. Uma pessoa plutoniana pode morrer de velho manifestando o Plutão infantil. Uma pessoa jovem, mas antiga, amadurecida pode viver ainda com poucos anos de vida, um Plutão adulto, é difícil acontecer, mas possível.
A criança plutoniana é muito intensa, impactante e desafiadora. Ela consegue mexer profundamente com as pessoas próximas, familiares e especialmente pais e irmãos, que podem chegar a teme-la. Ela é muito sensível à perdas e à morte. Pode acontecer que junto ao seu nascimento, ou nos primeiros cinco anos tenha morrido algum familiar próximo. Ela tem, como diria meu amigo Dr Martinez, psicólogo cubano, neurose de perplexidade existencial. Ela é uma pesquisadora intuitiva e experimentadora das sombras, do oculto, do mistério. Por isto não fique muito alarmado se ela quiser assistir filmes de terror ou de aventuras excitantes.
A criança plutoniana exige que os pais estejam centrados nos seus papéis. Ele gosta de sentir a autoridade e o conhecimento dos pais. Mas tenha certeza que ele aprecia em muito que seja escutada sua opinião e respeitadas suas vontades. Ajuda, no desenvolvimento feliz de uma criança plutoniana, que os pais tenham capacidade de dialogar com a profundidade e verdade que ela exige. É bom os pais aprofundarem no conhecimento do sexo, da kundalini, se informarem sobre o mundo sexual da criança e do adolescente para saberem dialogar com seu filho plutoniano. Saiba que ele vai querer saber tudo, e se vc não responder, buscará quem lhe responda. Tem muitos adolescentes, jovens e até adultos que ainda que o tempo passe não evoluem na sua vivência das potencialidades de Plutão e permanecem toda a vida neste patamar.
O adolescente plutoniano amadurecido pelas suas experiências plutonianas de criança ganha em estratégia, segurança de si, conhecimento dos outros, conhecimento do permitido e do proibido, etc... Ele tem mais possibilidades e liberdades para realizar seu lado plutoniano. Assim ele gostará de experimentar o que quer com mais profundidade, mas também com mais segurança e domínio da situação. É comum, antes de tudo, ser um pesquisador do prazer do próprio corpo, onde os genitais reinam em atenções. Ele é discreto, comedido e ao mesmo tempo parece uma bomba que vai explodir, ou um centro de gravitação que vai puxar para si tudo o que o cerca. Seu olhar é de águia, profundo, hipnotizador. O adolescente plutoniano pode canalizar sua potência plutoniana na sua relação com a natureza... Ele é sensível à mata, ao verde, adora comer frutas, cheirar flores, trepar em árvores, andar na mata. Ele adora a vida animal, os animais domesticados e os livres, gosta de insetos, aves, peixes, de tudo o que é vivo... Pode gostar de ter aquele cachorro que assusta. Ele também pode canalizar sua energia plutoniana na busca de realização de objetivos desafiadores, e assim viram esportistas, artistas, intelectuais, políticos, empresários, líderes, bandidos... Tem os que vão mais para o caminho da cura, outros pelo da loucura... Sente naturalmente atração e curiosidade por temas ligados ao submundo: prostituição, máfia, crime, traição, imoralidade, perversão, morte. Pode vivenciar esses temas de diversas maneiras, interessante é quando tem a oportunidade de usar canais artísticos para liberar essa energia. Ele é dono de si e de suas emoções, mas pode ser atraído por intensidades que não domina e se entregar a elas. Ele pode chegar a ser atrevido e ultrapassar qualquer tipo de limite. Plutão adolescente, jovem pode ser:
Eu plutoniano jovem perturbado, pode ser:
Veja estes vídeo clipes de Avril Lavigne (Vênus a 2º conjunção com Plutão a 0º em Escorpião), mostrando uma possível jovem plutoniana:
Quando a pessoa chega à idade adulta de Plutão ganha muitos poderes e satisfações, mas também seus erros e falhas explodem em consequências mais impactantes. O adulto plutoniano é dono de si, conhece seus talentos, dons, habilidades, mas também seus pontos frágeis, faltas, erros comuns. Se conhece emocionalmente, já viveu muita coisa, está com o sangue feito vinho. Habitualmente está acompanhado de pessoas que gostam dele, que o amam, respeitam e desejam. Sabe produzir o dinheiro que precisa. Vive do jeito que gosta. Faz o que quer. Existe um tipo de adulto plutoniano das sombras que pode ser visto como um Rei Exu. Existe também o que fica Senhor da loucura ou da cura.
A pessoa com um Plutão consciente e dono de si é poderosa, centrada, capaz de agir sintonizado aos fluxos invisíveis da vida com arte, magia e impecabilidade. É uma pessoa encantadora, fascinante, envolvente, mas de difícil acesso.
Leitura dramática da carta astralA leitura dramática de uma carta astral consiste na construção de uma história (enredo dramático), ou jornada a partir da situação astrológica do planeta que se queira pesquisar. Os outros planetas viram personagens da história, segundo sua posição em signo e casa e os aspectos que façam com o planeta herói. Cada personagem vai entrando em cena segundo o ângulo que exista entre ele o planeta herói. O início da jornada do herói corresponde à conjunção separativa. E assim vão se sucedendo a cena a medida que o ângulo vai aumentando, tendo no sextil, a quadratura, o trígono, o quincunce separativos, a oposição e novamente o quincunce, trígono, quadratura, sextil, conjunção aplicativos momentos especiais da jornada. Na vida cotidiana, os personagens e papéis que a pessoa vive podem ser estudados através de encenações envolvendo os eus planetários. Os planetas como funções e faculdades da personalidade podem ser associados a funções e situações dramáticas e a personagens que ganham seus papéis e histórias segundo os aspectos que fizerem com o planeta herói, o signo e casa onde se encontrarem e os aspectos que fizerem com os outros planetas, pontos especiais do mapa e os regentes do signo e casa onde se encontrarem, entre outros detalhes de posicionamento e relacionamento. Interpretando Kadmos, consegui vivenciar o que simbolicamente pode representar o trânsito de Plutão pelo ascendente natal e de Urano no início da casa IV. A situação de Kadmos no fim trágico de Tebas foi para mim um prato cheio para canalizar este forte aspecto de trânsito planetário que balança meu mapa natal. A leitura dramática do mapa astral pode inspirar verdadeiros roteiros, que tecem lendas pessoais, vivências recorrentes, cenas temidas, cenas aneladas que buscam se materializar através dos relacionamentos com outras pessoas, especialmente aquelas com quem se mantém relação afetiva e íntima ou que podem ser vividas no espaço protegido do Teatro ou do Astropsicodrama. Planetas e personagens dramáticos A cultura dominante no Ocidente é solar. A pessoa é valorizada e apreciada segundo suas qualidades solares: sucesso na vida, na carreira e na família; independência, auto-gestão; vitalidade, disposição, generosidade; brilho, magnetismo, poder pessoal, etc. A formação e educação na atualidade priorizam o desenvolvimento das qualidades do eu solar. O signo solar é apreciado e focado de tal forma que muitas pessoas conseguem definir a si mesmas através da situação astrológica do signo solar. Assim, numa primeira olhada, se poderia pensar que o eu dominante no Olimpo pessoal seja o Eu solar. De certa forma o Eu solar pode ser considerado como o herói principal no Olimpo pessoal, mas dependendo da situação, às vezes o herói pode ser outro eu planetário. Ao focar determinados aspectos da personalidade e seus dramas pode ser mais adequado escolher como protagonista ou herói outro eu planetário que tenha mais a ver com a situação ou drama a ser estudado, por exemplo ao focar a vida emocional ou familiar é melhor optar pela situação astrológica da Lua como personagem protagonista.
A jornada do herói pode ser construída a partir da situação astrológica do Sol natal.
O lugar do mapa onde se encontra o Sol, vai falar da situação de partida do herói: A casa informa o setor da vida onde se desenrola os fatos principais da vida do herói. Onde passa seu maior tempo. O signo fala do estilo de ser do herói, o jeito de ser onde se expressa com mais naturalidade, disposição, força, espontaneidade e entusiasmo.
Os aspectos planetários que o Sol tem com o resto dos planetas ou pontos especiais do mapa vão tecer a linha narrativa, os enredos e dramas que o herói e as personagens envolvidas na sua jornada vivem. Os aspectos ao Sol natal revelam os circuitos de poder (ângulos harmônicos) e os chamados curtos circuitos (ângulos tensos) que expressam as possíveis facilitações ou desafios que a pessoa pode encontrar na sua vida. Os ângulos em que se encontram os planetas em relação ao Sol, revelam o drama e os enredos potenciais da vida da pessoa. Eles permitem mapear os possíveis padrões de comportamento e o prisma pelo qual a pessoa vê a vida e seu potencial de realização. Se considerar os planetas como personagens, o “aspecto astrológico” define o enredo de relacionamento entre eles e possíveis características de personagens presentes. Segundo o ângulo que exista entre um planeta e o Sol será a forma que misturaram suas energias e atributos. Os chamados aspectos maiores (conjunção, sextil, quadratura, oposição, quincunce e trígono) ligam os planetas ao Sol de forma especial, forte o suficiente pra marcar a personalidade com seus significados astrológicos. Quando um planeta está ligado ao Sol através de um aspecto maior, as suas energias agirão em conjunto segundo o significado astrológico do ângulo que os une. O ângulo que existe entre o Sol e um planeta revela como é a expressão conjunta das suas funções e energias na personalidade. Todos os aspectos ao Sol devem ser considerados como atuantes dentro da orbe de 10º ao aspecto exato. Quer dizer, por exemplo, que se considera que o Sol e um planeta estão em conjunção, se tiverem entre si até 10º ou mais de 350º de distância. Os ângulos devem ser estudados dentro do contexto do ciclo completo do movimento relativo entre o Sol e o planeta no Zodíaco. Separativo-aplicativo Na interpretação de um aspecto deve se considerar a diferença quando o aspecto é separativo (o Sol e o planeta se afastam um do outro) ou aplicativo (o Sol e o planeta se aproximam). Assim, por exemplo, não é o mesmo astral na Lua nova o momento em que a Lua está antes do Sol, quer dizer minguando, que corresponde a um astral de fim de ciclo, a quando a Lua já encontro o Sol e se afasta dele, quando o astral que se gera é de inicio de novo ciclo. Assim também não é o mesmo uma quadratura minguante, de outra crescente. Os aspectos expressam-se como características da personalidade e do comportamento. Ante um determinado estimulo da vida, a pessoa dá respostas que correspondem ao grau de liberdade associado ao aspecto relacionado. O conhecimento do significado dos aspectos astrológicos é fundamental para entender os desafios ou as facilidades da vida. Os aspectos planetários vão falar como os planetas se relacionam, se ligam, se misturam determinando a rede de relacionamentos possíveis entre si. A partir da rede de aspectos pode se ter uma idéia dos dramas e enredos no percurso do herói no cumprimento da sua missão. A forma de responder do herói aos desafios vai depender do sistema de crenças que se lhe atribua. O destino do herói pode ser traçado pelos dramas que sugerem a seqüencia dos aspectos. As características das personagens e suas ações são construídas a favor do herói cumprir o destino que foi traçado pelo mapa. A partir dos aspectos se podem construir roteiros de dramatizações que em muito podem ajudar a pessoa a se autoconhecer. Especialmente os aspectos planetários ao Sol natal, sugerem situações a serem vividas pelo herói e personagens que acompanharam sua jornada.
Situações dramáticas, cenas e personagens sugeridos pelos aspectos planetários:
Situação do momento inicial da jornada do herói. Personagens que acompanham por toda a jornada. O ciclo Sol-planeta se inicia na conjunção exata, quando o Sol e o planeta estão na mesma posição zodiacal. Este momento é muito especial, porque é a transição entre um ciclo Sol-planeta que termina e outro que se inicia. A conjunção separativa fala de algo que inicia, ou a situação e forças que acompanham o que se inicia. Neste momento também o herói pode vislumbrar sua missão, mas ainda muito acontecerá, é apenas o inicio. Os planetas juntos do Sol numa orbe de 10 graus constituem personagens que acompanham o herói no seu cotidiano, rotina ou que acompanham o herói desde o inicio da sua jornada. Podem descrever também situações que sempre acompanham o herói. Podem falar de marcas especiais do jeito de ser do herói. Por exemplo: Sol em Caranguejo a 21º, em conjunção separativa com Júpiter na cúspide da casa II e em trígono ao MC. Este herói inicia a jornada de sua vida com fortuna, viagens... e em principio terá proteção material e facilitações de trabalho e prosperidade em toda sua vida. No entanto, a pessoa que tem esta bênção, ainda com 33 anos não conseguiu construir sua fortuna prometida... Ai observamos também no seu mapa a presença de Lilith a 19º de Caranguejo, quase conjunção exata com Júpiter... E são exatamente a perturbação emocional que tem impedido a ele a prosperidade... perdendo muito tempo e energia com questões de insegurança e falta de autoestima que podemos explicar na conjunção de Vênus com Saturno em Virgem...
Nova possibilidade. Personagens que apóiam, auxiliam, facilitam. Tendências ocultas. Condicionamentos. Nova faceta do herói, ainda com graus de inconsciência. Algo de novo se inicia ou vem para inaugurar uma nova etapa na vida do herói, em relação a função dramática associada ao planeta. Pessoas ou situações que acompanham o inicio da jornada que trazem dados novos.
Tensão. Personagens que desafiam, inimigos. Circunstâncias que exigem criatividade e atitudes Exemplo: Sol a 27º de Escorpião e Marte a 14º de Libra. semi-quadratura separativa. O herói no inicio da jornada pode viver atritos entre o que quer fazer e o que faz mesmo... o pode ter pessoas marcianas ou situações marcianas que se opõe a sua vontade o forçando a um esforço adicional e a conseguir harmonizar o que quer da vida, com aquilo que acorda seu tesão ou o estimula para agir... A pessoa terá que se esforçar em conciliar as diferenças entre seu Sol e seu Marte, entre a sua vontade, e o que o estimula.
Auxílio, facilitação. Afirmação. Descobertas. Personagens que apóiam, auxiliam, facilitam: Auxiliador. Facilitador. Protetor. Mentor Os planetas envolvidos neste ângulo tem a função de auxiliador, facilitador, protetor, orientador segundo seus atributos e função dramática.
Situação de passagem. Desarmônico. Tenso. Mudança. Ponto de transição ou mutação. Desafio. Mudança. Nova perspectiva ou situação. Confrontos. Ruptura. Personagens que desafiam. Mudança de realidade. Impacto. Desafios. O ângulo de 90º representa no ciclo, uma passagem significativa, um ponto de mutação e virada qualitativa na jornada. As energias dos planetas em quadratura são dinamizadas em direções perpendiculares, podendo provocar frisson, impacto, tensão. A quadratura liga dois signos, cujos elementos não combinam entre si: Seja Fogo/Terra ou Fogo/Água, seja Ar/Terra ou Ar/Água.
Desafio. Tensão interna e autossabotagens. Crise. Precisa de estudo. Uma quadratura pode manifestar-se como um curto circuito no comportamento que pode gerar mecanismos de defesa e paranoia, mas logo que ela é conscientizada pode ser transformada em um talento, qualidade, dom pessoal. Imagine a instintiva Lua em um signo de Ar e o magnânimo Sol em signo de Água, ambos em quadratura. Enquanto o Sol no signo de Água incita o lado emocional, o afeto, a Lua num signo de Ar, convida ao domínio da mente, das idéias, do que se pensa e racionaliza. Como conciliar estas tendências tão diferentes? Na inconsciência ela pode representar uma contradição interior um desgaste de energia, mas na consciência eles podem transformar-se num circuito de poder ao conseguir conciliar um caráter (Sol) sensível e afetuoso com uma mente flexível e lúcida. No mapa natal a quadratura se pode expressar como geradora de um circuito de tensão na personalidade, que se não for conscientizado pode gerar perda de energia e autossabotagem. Por exemplo eu tenho uma amiga que tem quadratura de Marte e Plutão e ela reconhece que ela é estoradinha, que quando ela fica brava explode mesmo. Ela observa que sua energia sexual é intensa e que só com o tempo ela conseguiu equilibrá-la e canalizá-la com suavidade. A quadratura pode manifestar-se como uma tensão entre vontades diferentes ou entre uma vontade forte em conflito com valores, costumes, princípios morais. Toda quadratura inconsciente pode gerar processos de autossabotagem e sofrimento, quando reconhecida e dominada pode desenvolver dons, habilidades, talentos.
A quadratura na jornada do herói, pode corresponder ao momento em que o herói toma consciência de sua jornada e se promulga por primeira vez com coragem e maturidade suficiente para assumir o comando da jornada. Exemplo, o Sol a 27º de Escorpião, na casa XII e a Lua a 28º de Aquário e na casa III, quadratura separativa. Esta quadratura pode se interpretar como o desafio da pessoa encarar a coragem de se expressar (casa III) de forma aquariana, espontânea, participativa, levando em conta a discrição do Sol de casa XII. Por outro lado, a pessoa, pode sentir que para assumir sua individualidade e caminho pessoal, deverá estar longe ou separado da sua mãe biológica (Lua), ou se estiver com ela durante o impeto juvenil a pessoa por algum motivo subjetivo pode ter medo de perder sua mãe, medo de magoa-la, no fundo ela tem medo de assumir que quer ficar longe dela, ou pensar que se assim fizer pode a fazer sofrer. A pessoa pode também sempre que inicia uma nova etapa de sua vida, ter a presença da mãe ou de mulheres (Lua) sendo canalizadoras de forças decisivas na mudança. A pessoa ganha identidade rompendo com o seu passado (Lua), se distanciando da família ou lugar de nascimento, ou reconstruindo sua relação com a família e lugar de nascimento Exemplo: tomando Vênus como herói, a quadratura separativa com a Lua, pode indicar: resistência em apresentar o parceiro a família. Ao estabelecer um relacionamento, pode romper com o passado (Lua) ou se distanciar dele. A vida no novo relacionamento pode implicar em novos costumes, rotina, experiências, tipo casa com estrangeiro, ou vai viver em outro lugar que o de nascimento.
Momento de virada, transição. Esforço, afirmação, crise, problemas, foco, conseguir encarar os fatos, conflito, complicação. O período será de mudanças, de tensões que exigiram mais consciência. Pode provocar crises, conflitos, mal-estares, sofrimentos, perdas, todo dependera de como está a pessoa em relação às funções planetárias ativadas e o momento de vida. Podem aparecer pessoas ou as pessoas podem encarnar atitudes e comportamentos ligados aos planetas em quadratura com o Sol natal (o herói).
O parceiro ou associados participam dos momentos decisivos da sua vida com as funções dramáticas associadas a seus planetas em quadratura com o Sol natal da pessoa, de forma impactante.
A força da quadratura dependerá: * da relação das naturezas dos planetas envolvidos * do grau de tensão entre os signos e as casas envolvidas * da relação dos planetas envolvidos com o resto do mapa. * do momento de vida da pessoa e seu grau de autoconhecimento. As quadraturas diferenciam-se segundo o modalidade dos signos em que se encontrem os planetas: cardeal, fixo ou mutável:
A quadratura separativa pode manifestar-se através de ações e atitudes impensadas, precipitações perigosas. A quadratura exige que a pessoa entenda as diferenças entre as personagens que contracenam nela e que consiga harmonizá-las num objetivo comum, conciliando suas diferenças de maneira equilibrada. De outra forma, poderá se sofrer. A duração da quadratura vai depender dos planetas envolvidos. É preciso agir para crescer, tomar decisões conscientes das forças envolvidas. Enfrentar os desafios com humildade e coragem. Os planetas envolvidos se manifestam através de seus personagens e funções dramáticas neste momento crucial da jornada do herói o levando a desafios, aventuras, novas realidades, onde o herói terá que se esforçar para vencer obstáculos, desafios que podem denunciar seus pontos frágeis e faltas. Os personagens podem agir na amizade ou na inimizade, mas sempre provocando provas e mudança na vida do herói. O herói pode também viver iluminações que abrem novas expectativas que o conquistam e o fascinam. Neste momento o herói pode entender sua missão, ou definir o que quer conquistar. O herói pode viver situação impactante que exigirá de força e firmeza para continuar sua jornada. O herói pode encontrar pessoas que sejam decisivas na sua jornada para o seu bem ou seu mal.
Esperança. Novo degrau. Nutrição. Renovação. Confiança. Descanso. Alento. Nutrição. Aliados. Personagens que apóiam, auxiliam, facilitam Passadas as provações ou convivendo com elas o herói encontra personagens que vem a complementar ou auxiliar. Momento de calma ou possibilidade de descanso e nutrição.
Momento de reavaliação. Primeiros resultados. Pessoas conjunturais no desenlace. Definições
Provação. Desafios antes da plenitude. Personagens que desafiam. Provas antes da plenitude. Os personagens, funções e situações dramáticas associadas aos planetas em quincunce com o planeta tomado como herói, representam desafios ao herói que exigiram dele atenção especial para conseguir atingir o clima de sua jornada e depois conseguir se despojar dos resultados alcançados. Estes personagens terão atuações circunstanciais, ligadas ao apogeu da jornada do herói. Os personagens ativados pelo quincunce se aproveitam das falhas ou fragilidades do herói, denunciam seus pontos frágeis tanto nos momentos antes de alcançar a plenitude da jornada, como nos momentos seguintes em que tem que se iniciam as gestões de administrar as consequências dos resultados alcançados no clímax. Eu particularmente gosto muito dos quincunces e dos momentos da jornada que ressaltam... Tenho Lua quincunce com Saturno, Marte quincunce com o Meio do Céu e Ascendente quincunce Urano. Sou muito sensibilidade também aos quincunces de planetas em trânsitos com planetas natais... Eles mexem muito comigo, tanto quanto as quadraturas e as oposições. Os quincunces estão intimamente ligados ao momento de oposição (clímax da jornada). Tanto o quncunce separativo como o aplicativo, o vivo como um momento de tensão que chama por ajuste. O aspecto de quincunce ou inconjunção tem ângulo de 150° entre os planetas que o formam. O quincunce separativo (150º) o associo a função do signo de Virgem (observe que Virgem é o sexto signo após Áries). O quincunce aplicativo (210º) o associo a função Escorpião (observe que Escorpião é o oitavo signo após Áries). Para a compreensão de um aspecto se aconselha estudar a fase do ciclo completo a que corresponde, o quincunce corresponde ao signo antes e depois do apogeu do ciclo, o seu meio, a chamada fase cheia. Assim o quincunce trabalha a fase antes do apogeu e a fase após, momentos cruciais, sem lugar a duvidas na dinâmica de todo ciclo. Os dois signos ligados a um signo por quincunce representam períodos de desafios para o herói na sua jornada, que revelam dicas importantíssimas para que o herói consiga realizar sua jornada com exito. Assim os personagens associados aos planetas em quincunce, revelam faltas, erros, deficiências a serem desenvolvidas para evitar incômodo, problemas, desafios no climax da jornada ou na administração de seus resultados. O aspecto de quincunce tem uma função denunciadora, corretiva (virginiana - separativo) e regenerativa (escorpionana - aplicativo). Quando os toques do quincunce não se tem em conta podem provocar dor, desafios e problemas de percurso, a sensação de falta ou de incompletude. No quincunce os planetas estão em signos e casas de elementos incompatíveis, de diferentes modalidades e polaridades, os signos e casas envolvidos não tem qualidaded harmônicas entre si. Assim os planetas tem dificuldade em integrar suas funções e podem gerar tensão e mal estar. No entanto, concientizada a situação em conflito ou falta, o aspecto pode gerar comportamentos e atitudes flexíveis, ricas, criativas, que facilita a fluência do eixo dos signos envolvidos. Os signos em quincunce com um determinado signo o presenteiam com importantíssimos toques de complementação e assinalam possíveis faltas e fragilidades que levados em conta o fortificam e completam. Por exemplo para Aries, os toques de Virgem e Escorpião... Para Touro, os signos Libra e Sagitário... etc... Assim quando os signos são ligados por planetas em quincunce eles vão convidar a conciliar diferenças, que quando iluminadas tornam curto circuitos tensos em verdadeiros circuitos de poder... Considero sim, muito importante a consideração, estudo e iluminação dos quincunces, tanto no mapa natal como em trânsitos...
Desenlace. Plenitude. Confronto. Projeção. O oposto, o polar, o outro lado. Personagens principais Este é um momento especial da jornada do herói onde ele vive o apogeu ou o clímax de sua jornada. Os planetas presentes em este ângulo participam do momento de apogeu da aventura ou jornada do herói. Entre eles podem estar os verdadeiros antagonistas, ou aliados que acompanham ao herói no apogeu. É um momento em que o herói pode descobrir aquilo que o completa.
Provações. Ajustes. Despojamento. Perda. Personagens que desafiam. Provas antes da maturidade. É o momento em que se inicia o assentamento do herói, onde ele tem que praticar o despojamento e ficar com o essencial. É um momento também em que o herói pode ser atacado por antagonistas com perigo de ser vencido.
Momento de reavaliação e limpeza. Separações. Pessoas q provocam impacto. Definições
Descanso. Pausa. Iluminações. Desapegos protegidos. Perdas que aliviam. Personagens que apóiam, auxiliam, facilitam . Pausa. Descanso. Aliados. Mentores. Força. Pausa. Momento de respiração profunda e encontro protegido consigo mesmo. Amadurecido e vitorioso ou derrotado ele encontra amigos, aliados e celebra o vivido. Neste ângulo pode encontrar mestres, facilitadores, aliados para encarar as provações da etapa final do herói onde o foco maior é o encontro consigo mesmo. Neste momento o herói poderá se despojar de atitudes indesejadas, ou vivenciar separações necessárias em alto astral.
Última grande prova. Desafios. Mudança de realidade. Apoteose. Fim da jornada. Despojamento. Perdas que doem. Separação Neste momento o herói vive o fim de sua missão, a realidade muda, e inicia-se o retorno a casa. É um momento que exige lucidez, despojamento e maestria para saber lidar com o fim, separações, perdas.
Sextil (300º) (de 290º a 310º) aplicativo Bênção. Auxilio. Aviso. Vislumbre do novo ciclo. Aliados para o desenlace. Personagens que apóiam, auxiliam, facilitam
Os planetas presentes aqui serão aliados do herói na finalização de sua jornada. Anunciando o novo ciclo ou ajudando a finalizar. Forças e situações positivas no desenlace. Personagens aliados que finalizam junto.
Tensão. Personagens que desafiam, inimigos. Atitudes q definem. Perdas. Eliminações. Definições.
Momento de lucidez ante do fim. Personagens que apóiam, auxiliam, facilitam. Tendências ocultas. Nova faceta do herói antes do fim da jornada. Algo de novo se inicia ou vem para inaugurar uma nova etapa na vida do herói, em relação a função dramática associada ao planeta em sextil. Pessoas ou situações que acompanham o final da jornada com dados novos.
Fim da Jornada. Situação final. Personagens que acompanham o herói no final da jornada. O ciclo se fecha. Exemplo: O Sol natal está a 27º de Escorpião a 5º da cúspide da casa XII e Saturno a 0º de Sagitário... A pessoa é ascendente Capricórnio. O Sol e Saturno estão em conjunção aplicativa. Então em princípio esta conjunção não corresponde a início de ciclo, mas a fim de ciclo e assim a presença de Saturno se faz mais forte na finalização da jornada. Porque o ciclo do Sol com Saturno, está finalizando, não iniciando. O Sol se encontra a 357º de Saturno. Faltam só 3º para o Sol encontrar a Saturno e finalizar o ciclo Sol-Saturno. O herói já tendo vivido quase todo o seu ciclo com Saturno, se supõe que já esteja experiente, que já tenha vivido todo tipo de situação com Saturno, e escolheu por algum motivo interior que seja Saturno quem acompanha seu fim de jornada. Sendo um Sol de casa XII, com Netuno no Ascendente, bem a pessoa pode se traçar como jornada alcançar neste vida seu acordar espiritual e a experiencia abençoada do amor incondicional, e assim escolhe a Saturno, aquele que é atento ao comportamento e atitudes da pessoa no mundo para o orientar e ancorar na hora do fim da jornada... A pessoa claramente quer viver profundamente sua realidade (Ascendente), ligada no jeito que tudo funciona e existe, ligada nas leis e ordens da natureza, do cosmos e da vida, e ao mesmo tempo sentindo cada coisa, planta, animal, pessoa como o mesmo que ele (Netuno, regente da casa XII onde se encontra o Sol, domina seu Oriente, o Ascendente) e para garantir sua impecabilidade, escolhe para a hora de finalizar suas jornadas, a presença iluminada de um Saturno em Sagitário com a força contundente do grau Zero (Sol a 357º de Saturno)...
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Exigências que os diretores, facilitadores e participantes devem cumprir. Pela direção: Conhecimento da Astrologia, Psicodrama e pratica de Teatro. Na direção devem estar presentes no mínimo um astrólogo e um terapeuta ou xamã ou um astrólogo com conhecimentos de Psicodrama, capacitado para:
Pelos participantes: Conhecimento do Mapa natal e do ABC da Astrologia. No caso de grupo, o participante deve estar em disponibilidade de compartilhar sua vida íntima em grupo (aconselha-se uma entrevista individual prévia onde é colocado o possível grau de exposição nas vivências. Em alguns casos aconselha-se, antes de participar do grupo, sessões individuais).
Local: Espaço fechado com no mínimo 4x4 m2 para no máximo 12 pessoas. Banheiro. Objetos de apoio:
Conquistas da aplicação das técnicas do Astropsicodrama:
Rumi |






































