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Ascendente e as 12 casas

  

O Ascendente.

O Ascendente é o ponto que está ascendendo na direção oriental (Leste) no momento do nascimento. Esta direção é considerada como muito forte energeticamente por todas as religiões do mundo. É nesta direção que se constroem as entradas dos templos. Pelo horizonte oriental, nasce constantemente o Céu, e em determinados momentos do dia, o Sol, a Lua, e os planetas. A energia que brota do Leste, inunda a Terra e determina aquilo que predomina no momento.

O Ascendente é definido numericamente pelo grau zodiacal exato que está ascendendo no momento. Ele é definido por uma linha que vem do Oriente tangente ao local e no instante do acontecimento.

A partir do ascendente o mapa astral é divido em 12 casas ou setores. Acostuma-se a desenhar o ascendente para o lado esquerdo da mandala, supondo que a parte de cima seja o Meio do Céu ao ver-se a faixa zodiacal com a cara para o Sul. O ascendente então corresponderá a mão esquerda e as casas se sucedem em sentido anti-horário

Na Astrologia o signo e o grau ascendente do mapa astral tem um significado especial: Ele produz características fundamentais da personalidade. Todas as características da pessoa, eus-interiores, funções, papeis tendem a incorporar as características do signo ascendente.

Ele designa a voz de comando interior que vai dando forma a pessoa e que deve ser levada em consideração para entender a pessoa.

As diretrizes do ascendente, modulam o estilo pessoal, o jeito primeiro que a pessoa responde a estímulos. Ele chega até influenciar na forma que o corpo físico se constrói.

A medida que passa o tempo, ele irá se mostrando a cada ano com mais definição na forma de ser da pessoa. Especialmente a partir dos 28 a 30 anos (quando Saturno em trânsito dá uma volta completa no mapa natal, a partir de sua posição natal). Têm pessoas que a partir dessa idade sentem que o ascendente expressa-se com mais potência que o próprio signo solar.

Para estudar o ascendente pode-se seguir o seguinte roteiro:

  • Conhecer as características gerais do signo ascendente.
  • Conhecer as características do grau ascendente.
  • Conhecer o planeta que rege o signo ascendente e estudar onde este colocado no mapa (signo e casa) e os aspectos planetários que faz.
  • Estudar como se está vivendo as diretrizes do ascendente neste momento na sua vida.

Casas Astrológicas.

As casas constituem o quadro de referência básico dos setores essenciais da vida. Chamadas de casas terrestres elas definem o Céu pessoal, em que setores da vida se expressarão os signos e os planetas.

As casas acompanham o movimento do céu, que nasce no Oriente e da uma volta completa durante um dia. Nas primeiras duas horas nasce a casa I, nas próximas duas horas a casa II, e assim sucessivamente até voltar depois de 24 horas novamente o ascendente natal, fim da casa XII.

Morin chamou a casa I de Primeiro Céu. A primeira parte de céu que penetrará no individuo pelo Oriente. Fala Morin: "Pois não é conveniente que o Primeiro início em todos os tipos seja o mais perfeito. Portanto, o Primeiro Céu pertencerá à Linhagem das *Causas Eficientes, que têm a mais universal e poderosa virtude Ativa (que é a maior perfeição da Causa Eficiente) de modo que não existe nenhuma Causa Inferior Corpórea que ele não mova, ou na qual ele não instile uma virtude de poder de Operação*; e nada de novo é gerado no Mundo inteiro que não seja tocado por esta mesma virtude. Admitindo isto, como pode o ser humano duvidar que tudo o que é gerado e nascido de novo deva ser referido à sua Primeira Causa?"

E assim a casa I falará da "persona". A energia que rege a forma da pessoa iniciar as coisas, a sua primeira resposta, o jeito inicial de acolher, responder, ser. Definida a direção cardeal Leste, definem-se também as outras três direções cardeais: o Meio do Céu, o zenit, o Descendente (o Oeste) e o fundo do céu. Continua Morin: "*...tal como o Início, o Vigor, a Declinação e o Final das coisas diferem entre si e se sucedem uns aos outros, também as Causas Celestes destes diferem igualmente entre si e têm que se suceder umas às outras*. Por conseguinte, no Céu há certas partes que são as Causas que regem o Vigor, outras que regem a sua Declinação e, por fim, aquelas que governam o Final ou a Destruição das coisas...." E é assim que Morin, associa o esplendor da vida ao Meio do Céu, o declínio a casa VII e o fim a casa IV, fundo do Céu: "o Meio do Céu, no aparecimento ou Início da coisa, terá o Governo do seu vigor e da sua virtude Operativa. Aquela que se põe nesse momento, a sua Declinação a partir do seu estado perfeito. E, por último, aquela que detém o Fundo do Céu será tomada como sendo a Causa da sua Corrupção."

Das casas cardinais definem-se as outras casas, a partir dos setores de Céu que formas triangulações com os espaços de céu cardinais. Continua Morin: "...afirmo que a original, primeira e simples divisão do céu em quatro partes Cardeais não é inventada, mas natural.... E este é que cada uma destas partes tem duas outras partes no céu da mesma Natureza, isto é: aquelas com que faz um Triângulo Equilátero no Equador (o principal Círculo do primeiro Movimento do Mundo) ou ao qual pertence através de um Trígono partil no Equador. Pois a Eterna Trindade é de Amor infinito e a fonte e o alimento do Amor mais infinito e perfeito, em que a coisa Amante, que é a primeira, a coisa Amada, que é a segunda, e o Amor resultante de ambas, que é a terceira, são um só, não em Gênero ou em Espécie, mas em número; e, por conseguinte, a mais simples e Perfeita; a sua Perfeição é tal e tão universal que irradia para dentro de qualquer Trígono. E, por conseguinte, pode-se dizer que todos os Trígonos são Perfeitos, não em qualquer perfeição particular ou especial, mas naquela primeira e mais universal perfeição do Primeiro Trígono, que vem no Amor e do qual todos os Trígonos participam de modo diverso, de acordo com a Capacidade da Natureza."

A casa I definiria dentro de seu trígono a casa V e a IX, chamada de Primeira Triplicidade. A casa X, à casa VI e II, segunda Triplicidade. A casa VII, à casa III e casa XI, Terceira Triplicidade. E por fim, a casa IV, à casa VIII e XII a Quarta Triplicidade.

"Pelo que, considerando que cada uma das Quatro Partes Cardeais do Céu anteriormente mencionadas reclama para si uma Triplicidade peculiar da sua própria natureza, é por estas quatro Triplicidades que o Céu é dividido em 12 partes, chamadas Casas. Tampouco seria divisível por mais ou menos partes pelo Quaternário Criado multiplicado pelo Ternário Divino. E, por conseguinte, *esta Divisão é considerada como a mais absoluta e verdadeiramente perfeita, já que contém dois Sextis, duas Quadraturas, dois Trígonos e também a oposição, os quais são todos os Aspectos Celestes dos quais (não omitindo a Conjunção) todas as variações das Influências Celestes gerais resultam. E estes Aspectos concordam perfeitamente com todas as partes do Número 12, que são 1. 2. 3. 4. 5. 6. onde o 1. é referido à União ou Conjunção; o 2. (a 6ª parte de 12) ao Aspecto Sextil; o 3. (a sua 4ª parte) à Quadratura; e o 4. (a terça parte) ao trígono; e o 6. (a metade) à Oposição. E, tal como não há mais Aspectos no Círculo, também no Número 12 não há mais partes. Pois todas as coisas foram efetivamente feitas por Deus, em Número, Peso e Medida."

As casas, representam setores básicos da experiência humana, que segundo a sua composição astrológica, vão gerar uma determinada potência e um determinado magnetismo nos assuntos da vida que lhe correspondem.

O ser humano, durante sua existência, se defronta com esses doze setores e os constrói segundo as potencialidades dos signos (o modo) e dos planetas (as forças, as funções, os papeis, as prováveis pessoas que contracenaram) que encontram-se neles, sempre adicionando aquilo que é assimilado do ambiente em que se vive (família, educação, experiências e pessoas marcantes).

O signo do zodíaco na cúspide das casas e os possíveis planetas que se encontrem nelas, indicam o modo pelo qual cada um desses doze tipos básicos de experiências, devem ser vividos, para usufruir a potência que eles representam.

Cada casa do mapa simboliza um setor especial da vida do indivíduo que contém:

  • Sua identidade potencial no setor que designa;
  • Sua identidade natural e espontânea de comportamento;
  • As características gerais do que vai ser atraído:
  • os tipos de cenas a serem vividas,
  • as pessoas e papeis complementares que o campo magnético da casa atrai.

É importante assinalar que cada pessoa é única, por tanto o estilo de ser é exclusivo. E demora-se um tempo em identificar o que diferencia dos modelos de personalidade das pessoas importantes na vida (pais, irmãos, familiares, pessoas significativas).

Dependendo de como a pessoa identificar e se apropriar da sua singularidade, em cada um desses setores, em relação a suas potencialidades astrológicas, é o que a sua vida se tornará.

Toda pessoa é livre para se movimentar ao longo do caminho positivo ou do negativo. As posições dos planetas e dos signos, não determinam essa escolha. Elas indicam apenas o tipo de energia de que melhor se poderá valer para viver o tipo de experiência imantada por cada Casa. A maneira de expressar-se a potencialidade astrológica depende da vida. Um exemplo clássico é o caso dos irmãos gêmeos que tendo um mesmo mapa encontram formas de expressão, da mesma potencialidade astrológica, totalmente diferentes para conseguir uma diferenciação.

O Ascendente e as casas são também os caminhos por onde os planetas transitam com seus diferentes ciclos e energias revelando os ciclos da vida.

Para estudar as casas pode-se seguir o seguinte roteiro:

  • Conhecer as características gerais da casa;
  • Conhecer o signo que tem na cúspide. Conhecer outros possíveis signos que se encontrem dentro da casa ou em parte dela;
  • Conhecer os planetas que estão dentro da casa;
  • Conhecer os aspectos astrológicos da cúspide e dos possíveis planetas dentro dela, com o resto do mapa.

A continuação, um resumo do conteúdo de cada uma das 12 Casas e depois estudaremos as diferentes formas de relação das casas entre si. Isto é o que é chamado de casa derivadas que serão vistas mais adiante.

As doze casas do zodíaco

Cada casa tem seu significado próprio em relação ao ascendente. Mas as casas tem significados relativos entre si. Por exemplo a casa XI é a casa VII da V, assim pode significar também a casa do casamento dos filhos.

Casa 1

A pessoa. Imagem de si. Experiência da singularidade. (A cúspide é determinada pelo ascendente)
A casa I indica:
  • Diretrizes gerais da pessoa sintonizadas aos signos e planetas presentes na casa.
  • Características básicas do corpo físico e da personalidade.
  • O prisma através do qual a pessoa se percebe a si mesma e constitui o estilo de ser, ou entidade individual.
  • Como o indivíduo inicia suas ações,
  • O que faz para conquistar o que quer,
  • Qual é o foco das suas necessidades, desejos, como gostaria de realizá-los.
  • O projeto inicial e final de vida, a aspiração essencial, aquilo com o quê a pessoa se identifica quando é chamada a se descrever em sentido amplo.
  • O grau em que sua vida está centrada nele ou nos outros: o centro da tele. Indica o tempo e a energia que a pessoa dedica a si própria, sozinha e em relação (Pessoas com muitos planetas nesta casa, especialmente os planetas pessoais são pessoas centradas em si, e o mundo gira em torno delas).

Num sentido psicológico, a casa I oferece a experiência da singularidade.

Passos para construir a singularidade:
1.Observar-se durante o dia (o que se faz?, relação com familiares, amigos, desconhecidos, etc.) ir detectando, identificando, onde se está pleno, entregue, feliz, e o contrário, onde se está desencaixado, morno, desinteressado, sem intensidade, ressentido.
2.Observe onde você se da bem, em que função ou papel fluem mais seus investimentos, você se sente melhor, os outros ficam mais satisfeitos com você.
3.Observe se você expressa com clareza e transparência o seu jeito de ser, o jeito que você gosta das coisas. No caso negativo, observe se o meio ou o externo é responsável pela sua inibição ou é você mesmo que se inibe. Se é o meio, será que da para negociar uma mudança ou terá que se abrir para outro meio?
4.Observe se você é percebido como você se percebe. Tente agir de tal maneira que os outros e o ambiente identifiquem o que você quer.
5.Observe o seu ambiente e identifique as expectativas projetadas em você e como você age ante elas, como você se sente: está sendo sincero? Está a vontade? É isso que você quer fazer? Ou de repente, posso até fazer, mais será que o jeito, a forma que a relação está tendo me agrada? Que posso fazer para tornar agradável para mim e o outro? Será que temos que decidir que é preciso mudar certa costume, ação, forma de ser?
6.Identifique o que lhe é singular, próprio, na maneira que executa as coisas.
7.Se você encontra em outros, formas de ser que te agradam, apropria-te delas, mais não imitando, mas encontrando o teu jeito pessoal de dar passagem a aquilo que o outro te inspira.
8.Fique atento as oportunidades sincrônicas que o Universo te oferece para que você aja segundo tua singularidade, para que você descubra e materialize tua singularidade.
9.Saiba que tem uma forma de ser e agir que te corresponde segundo as tuas potencialidades planetárias, biológicas, culturais e de membrecia que tem a promessa da realização plena, da felicidade.

Casa 2

Posses. Dinheiro. Valores. Experiência da prosperidade.
É o setor que indica:
  • Que tipo de valores caracteriza a pessoa, senso de auto-estima;
  • Como se ganha dinheiro, riquezas materiais e não-materiais, quais os talentos para a realização material;
  • A forma de se relacionar com o que se possui.
  • É uma casa forte entre os artistas (escultores, músicos, cantores), mas também entre os banqueiros e proprietários.
  • No mapa de um país simboliza o gado, os minérios e a agricultura.

Casa 3

Comunicação. Expressão. Primeiros estudos. Irmãos e parentes. Vizinhança. Condução pessoal. Experiência da troca. Documentos.
É o setor que nós informa:
  • Como se apreende o básico?
  • As potencialidades da expressão e a comunicação pessoal.
  • Como a pessoa se desloca. Viagens curtas.
  • Como é a relação com irmãos, parentes e vizinhos.
  • O tipo do meio de transporte pessoal.
Antigamente chamada de casa da Deusa, em oposição à Casa de Deus (a nona casa é a casa das crenças, religiões e féstividades não-oficiais).

Casa 4

Lar. Passado. Origens. Família. Ancestrais. Experiência do Pertencimento. Imóveis, propriedades de terra.
Esta é a última casa que corresponde ao setor geral do mundo pessoal.
Informa:
  • Como é a relação com a família, com a origem, antepassados, país.
  • Mostra a singularidade do lar interior.
  • A vida privada, os segredos, os sonhos do passado, a primeira infância;
  • Das propriedades e imóveis de herança familiar.
  • Do inconsciente pessoal.
  • Do tesouro escondido no subsolo,
  • É a casa das grandes propriedades de terra.
  • Pessoas com esta casa forte são sensíveis à família, ou algum tipo de tribo.
Indica profissões ligadas ao cuidado e amparo da infância e da mulher grávida, a antropologia, arqueologia. À hotelaria, psicologia, arquitetura.

Casa 5

Criatividade. Filhos. Experiência da produção. Poder pessoal. Diversão. Amantes. Magnetismo pessoal. Crianças.

Esta é a primeira casa após a saída da toca pessoal. Nela cria-se, vivencia-se o magnetismo e brilho pessoal.

Ela informa:

  • Sobre os filhos e o ambiente que rege a relação com eles.
  • Como se cria. O que motiva.
  • O estilo de romancear, de lazer, de se divertir;
  • O tipo de esporte que a pessoa gosta. Competições. Desafios.
Pessoas com esta casa forte dedicam-se aos esportes, a educação, a produção, ao setor de lazer, esporte ou divertimento, às crianças, às artes dramáticas.

Casa 6

Aprimoramento. Serviço. Cotidiano. Animais domésticos. Saúde. Experiência da oferenda, do serviço. É a casa do cotidiano
Ela indica:
  • A forma que a pessoa se comporta no seu cotidiano. A sua forma de servir e trabalhar.
  • Características ideais do ambiente do trabalho.
  • Forma de se relacionar com colegas e subalternos;
  • hábitos de higiene;
  • Repercute na saúde, doenças agudas (tipo dores de cabeça, resfriados, doenças que aparecem e logo desaparecem). Ela representa o ponto principal de atenção para problemas potenciais de saúde porque em dependência de como lidemos com elas podem ser recalcados para a casa XII e transformarem-se em crônicos. A relação dessa casa com a saúde está em que ela é a depositária de nossa potência ante os desafios.

Fala do jeito de enfrentar desafios cotidianos e enfrenta problemas. Por exemplo: signos cardeais (Áries, Caranguejo, Libra e Capricórnio) na cúspide dessa casa, criam o tipo de pessoa solucionadora de problemas. Áries, tenderá a resolver o problema depressa; Libra poderá parecer excitar, tentando ser justo e conhecer o fato em suas diversas versões, mas quando toma a decisão não mudará de idéia. Caranguejo será afetuoso mais firme; Capricórnio será claro, preciso e determinado para encontrar a solução perfeita.

Já os signos fixos com cúspide nesta casa tentaram comviver com os problemas a seu modo por tempo excessivo. Touro tentara se acomodar ao problema, sentir porque ele existe... Leão toma o problema como questão de honra e geralmente cria um drama do processo de solução. Escorpião, ou desconhece o problema ou o resolve sem que ninguém perceba. Aquário avaliara a repercussão geral (social) do problema e tentará uma solução em grupo ou individualmente buscara uma solução que dê um upgrade no assunto.

Os signos mutáveis adotam posições indefinidas e variáveis ante os desafios, podem querer fazer várias coisas ao mesmo tempo, ou começar de um jeito e terminar de outro. Gêmeos falará mais do problema que investir em soluciona-lo. Virgem será discriminativo, detalhista, criará um plano e estratégia de solução e poderá perder-se em detalhes. Sagitário verá o problema como um desafio ideológico e filosófico e o assumirá como desafio de princípios. Peixes, poderá desconhecer o problema, o esquecer a data, ou outro detalhe importante, pode querer encontrar formas mágicas e diferentes de solução.

Em dependência de como estes estilos se concretizem ou não o corpo físico revelará através de seu equilíbrio o balanço da energia usada e assim será sua saúde. O corpo assinala: lide com seus problemas (desafios), expresse seus sentimentos com relação a eles, lide com eles, não os adie, pois, caso contrário, eles podem manifestar-se na forma de um problema físico.

A casa VI fala também da relação com animais domésticos.

A casa VI forte é a casa do médico clínico, do veterinário, do analista de sistemas, do trabalhador esmerado, da ama de casa competente.

No mapa de um país representa: Sindicatos. Saúde

Casa 7

Contratos. Casamento. Associações. Experiência do Outro.Inimigos declarados*
Indica:
  • As expectativas que se cria do parceiro. Por tanto, ela determina as características ideais de complementação nos relacionamentos.
  • O comportamento nos relacionamentos.
  • As forças que regem as parcerias e o casamento.
Todas as relações contratuais e suas quebras passam por essa casa: casamentos, sociedades de negócios, mas também rivalidades entre sócios e a clientela de alguém.

Casa 8

Recursos compartilhados e crises. Intimidade com o outro. Dinheiro e posses dos outros. Experiência da morte do Ego, da doação.
  • Governa a maneira pela qual se aborda as crises e mudanças na vida, as transformações - físicas também, como cirurgias e morte;
  • Também informa como se encara a intimidade. É a casa do sexo.
  • É o espaço do oculto e secreto da vida.
  • Fala de como a pessoa se relaciona com o dinheiro e as poses de seus parceiros e as pessoas. Casa das heranças.
Pessoas com esta casa forte tem talento para detetives, cirurgiões, psicólogos, xamãs, magos, curadores; administradores de dinheiro e propriedades dos outros, seguradores, fiadores... Pessoas que estabelecem vínculos profundos governados por forças ocultas...

Casa 9

Espiritualidade. Ética pessoa. Grandes viagens. Estrangeiro. Experiência da Ética, do Sagrado. Estudos superiores
  • Esse é o setor da vida que informa a respeito da capacidade de enxergar verdades espirituais;
  • Mostra como a pessoa se relaciona com países e culturas estrangeiras ou pessoa estrangeira;
  • qual a filosofia de vida, visão de mundo, a busca de um sentido maior para a existência;
  • Influencia também os esportes em grupo - sendo que os esportes de competições individuais são indicados pelas casa 5 e 7.

Pessoas com esta casa forte relacionam-se ao Direito, à Antropologia, às relações internacionais, línguas, turismo, educação superior, filosofia, ética.

Casa 10 (Meio do Céu)

Presente, profissão. Experiência da missão. Rumo da vida Esse é o setor da vida que simboliza tudo o que precisamos realizar - ou o que aspiramos. Contraposta à casa do passado - casa 4 - esta representa nossa imagem pública, profissão que temos com base em nossa herança familiar - da casa oposta. O que surge, o que está a público, o que abala ou melhora nossas reputação profissional. Alguns astrólogos a associam a figura da mãe e outros a do pai. A Décima Casa nos ensina o meio de cumprir nossa função de seres individuais através da participação na produção do mundo. Diz respeito à administração, altas patentes, empresas e empresários.

Casa 11

Esperanças. Projetos. Grupos. Amigos. Experiência do grupo
  • Esperança. Como resultado do que fazemos no mundo - casa 10 - nutrimos certas esperanças, temos certos desejos em relação ao que queremos de nossa sociedade.
  • As amizades. Ela nós diz a respeito do astral que rege nosso vínculo com as amizades e grupos.
  • Grupos. Nosso jeito de participação social e nos grupos de intervenção por causas coletivas.
  • A maneira em que elaboramos e realizamos os projetos de vida que incluem os outros.
Esta é a casa das ONGs, dos deputados, senadores, inventores e revolucionários.

Casa 12

Preocupações e marginalização. O oculto. Espiritualidade. O retiro. Experiência do silêncio.

É a casa onde se vive o retiro, solidão, os momentos de intimidade com a alma. Segundo sua situação pode conduzir a hospitalizações, o exílio, a prisão, o sacerdócio, a solidão.

A solidão de estar no mundo, de ter nascido só e morrer, é uma lição desta casa, e as maneiras pelas quais enfrentar essa experiência é indicada pelo signo que inicia essa casa e os planetas presentes e seus aspectos.

Tudo o que se gostaria de manter em segredo ou no privado:

O que dá compaixão e o que faz trabalhar em prol dos necessitados.

Esse é o setor da vida que é acionado quando a vida exige que se abandone as glórias deste mundo e se enfrente com humildade a solidão e o escárnio.

As pessoas que têm muito forte esse setor da carta astrológica trabalham ou convivem em instituições de ajuda e caridade ou reclusão. São eles: a freira, o médico interno, o psicólogo, o psiquiatra, a enfermeira; os carcerários e os presos; os que estudam os grupos marginalizados da sociedade. Os ermitãos, os ascetas.

Eu tenho uma amiga que tem Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte na casa XII, ultima herdeira de uma família tradicional cubana que ficou vivendo em Cuba após a Revolução, que vive numa casa com dezenas de quartos, o quarto de estimação dela é no sótão e tem um letreiro na porta do quarto: “Proibido a entrada de pessoas, animais e espíritos”.

Agrupando as Casas:

As doze casas podem ser subdividas e classificadas de várias formas. O conhecimento desses agrupamentos enriquece o entendimento do significado de cada casa e a maneira como uma casa se relaciona com outra e o resto do mapa.

Hemisférios e quadrantes.

A linha do horizonte

A linha do horizonte é a primeira divisão evidente do mapa, determinando a região acima do horizonte , as vezes chamadas de casas diurnas ou sociais e abaixo do horizonte Casas noturnas ou pessoais.

As casas situadas abaixo do horizonte (da Primeira a Sexta) estão ligadas ao desenvolvimento do indivíduo, à identidade de seu mundo pessoal e aos requisitos básicos, que servirão de alicerce para sustentar sua relação com o outro e o mundo.

Nos assuntos das casas abaixo do horizonte, a pessoa essencialmente pensa, age e sente de forma subjetiva e guiado mais pelo emocional. O enfoque das experiências se orienta no sentido da auto satisfação, realização e expressão.

As Casas que ficam acima do horizonte (da Sétima à Décima Segunda) estão ligadas ao relacionamento pessoa com outros. São conhecidas como as casas coletivas.

Os assuntos ligados as casas diurnas ou acima do horizonte mexem com outras pessoas fora da família e o social como um todo.

A linha vertical

Podemos também dividir o mapa no seu meio por uma vertical que passe pelo seu centro, o Meridiano de Nascimento, cujo ponto superior é o Zênite, chamado de Meio do Céu e o ponto inferior é o Nadir ou Fundo do Céu. Dividiria as casas em casas do Leste (X, XI, XII, I, II e III), centradas no Eu, e casas do Oeste (IX, VIII, VII, IV, V e IV) centradas no Outro.

A pessoa com muitos planetas do lado Leste tenderá a ser centrada em si (chega numa festa depois de começada e sai antes de terminar, para que as pessoas a vejam chegar e sair), assim como a pessoa com muitos planetas do lado oeste tenderá a viver em função dos outros (chega a festa antes das pessoas chegarem e sai entre as últimas pessoas, para assim poder acompanhar a evolução de todos).

Quadrantes

O cruzamento do eixo do meridiano com a linha do horizonte divide o círculo em quatro partes iguais: os Quatro Quadrantes, tendo por centro o indivíduo no planeta Terra.

Primeiro Quadrante (da Primeira a Terceira Casa).
Identidade pessoal: Casa I, O indivíduo identifica as características da sua pessoa; Casa II, valores, posses; Casa III, mente, assimilação de informações, expressão, meios de transporte e pequenas viagens.

Segundo Quadrante (da Quarta a Sexta Casa).
Origens e criação. O indivíduo como membro de uma família cresce e aprimora sua pessoa: Na Casa IV, o indivíduo integra sua personalidade no ambiente familiar, cultural e heranças ancestrais. Casa que aponta dados importantes em relação a Programação Familiar da Personalidade. Na casa V, o indivíduo sai da toca e se externa como criador; na casa VI aperfeiçoa, aprimora sua natureza particular e cultiva seu cotidiano.

Terceiro Quadrante (da Sétima a Nona casa).
Expansão e relacionamentos. O indivíduo expande o conhecimento através de relacionamentos com outras pessoas e o mundo. Na Casa VII, existe um encontro íntimo entre a sua realidade e a de outra pessoa. Na Casa VIII, vive o sexo e compartilha as posses e os mistérios. Na casa IX, desperta a visão de conjunto, estrutura sua Ética pessoal, e realiza seus grandes movimentos e aprendizados.

Quarto Quadrante (da Décima a Décima Segunda Casa).
Social. Espiritual. Oculto. Transcendência. Na casa X, vai em busca de sua honra, expressa seu papel na sociedade; na casa XI o indivíduo expande-se e integra-se a outros, vive relacionamentos interpessoais com amigos, grupos; a partir disso cria projetos, idealiza, sonha, expande sua consciência. Na casa XII, vive o seu lado espiritual e todos os processos de conclusão e sínteses interiores.

As casas também podem ser estudadas como as três modalidades de seus ângulos, a semelhança como se faz com os signos.

Casas angulares, sucedentes e cadentes.

Existem três tipos de casas:
Há as casas angulares ou cardeais, que são as mais importantes porque destacam signos e planetas e indicam a cruz em que se ancora na vida material. São elas: a Primeira (começa com o Ascendente), a Quarta (começa com o Fundo do Céu), a Sétima (começa com o Descendente), e a Décima (começa com o Meio do Céu). Essas Casas são denominadas angulares porque representam a criação ou exteriorização do significado dos quatro ângulos.

As casas sucedentes ou fixas estabilizam e enraízam as mudanças provocadas pelo movimento de ação das casa cardinais. Assim, temos as casa 2, 5, 8 e 11 como sucedentes , pois sucedem as angulares.

A seguir, as casas cadentes ou mutáveis, isto é, as que caem ou permitem a mudança, avaliando a força da ação iniciada pelas casas cardinais, mas também disseminando e transformando, ou melhor, até mesmo reconstruindo o que foi iniciado na casa cardinal e consolidado na casa sucedente. São elas: 3, 6, 9 e 12.

Exemplo: a saúde física, adquirida com os cuidados na primeira infância (casa 4) é materializado nas conquistas da casa 5, que se aperfeiçoa e sistematiza na casa 6, com reflexos claros na saúde do físico.

As casas angulares.

Correspondem aos Signos Cardeais. Os signos cardeais geram e desencadeiam novas energias. Do mesmo modo, as casas angulares estimulam para a ação e representam quatro áreas básicas da vida que têm forte impacto na individualidade:

A primeira casa, que tem por cúspide o Ascendente, refere-se à descoberta subjetiva do ser, o prisma através do qual se percebe e constrói o estilo pessoal de ser, ou entidade individual.

A quarta casa, que tem por cúspide o Nadir ou Fundo do Céu, inaugura como Casa Angular outra oitava do Ser, como personalidade integrada, operando a partir do lar, do mundo interior: dentro da instituição – família, como uma continuidade de uma determinada ancestralidade e cultura.

A sétima casa diz respeito a pessoa em relação, seja ele parceiro ou companheiro. A casa sete instrui como se relacionar com os outros.

A Décima Casa ensina o meio de cumprir a função de seres individuais através da participação na produção do mundo. A carreira ou profissão. Honras, merecimentos.

Relação entre as casas angulares.

Em cada casa angular se ampliam as fronteiras de integração pessoal, é conveniente saber conciliar as exigências de cada um dos setores angulares, por isto é importante meditar nos seus relacionamentos.

Na casa I a pessoa se reconhece, na casa quatro conhece a sua origem, na casa sete, conhece o outro e na casa X reconhece o rumo da sua vida.

Oposição entre a Casa I (eu) e a VII (outro).

Alguma condição de identidade e liberdade pessoal (I) tem de ser sacrificada ou modificada para funcionar num relacionamento (VII). É o clássico dilema nos relacionamentos, do quanto se tem que ceder no pessoal a favor do relacionamento com outra pessoa, que é outro mundo. Se corresponder demais as expectativas e projeções do outro, pode-se perder a identidade e se sentir mal; se for por demais centrado em si mesmo, os outros sentirão a falta de correspondência.

Oposição entre a casa IV (privado) e a X (público).

Há aqui um possível conflito entre ficar em casa e participar do aconchego da família (IV) versus ficar longe da família em beneficio da carreira, do trabalho no mundo. Por exemplo, é comum o dilema da mulher, mãe e esposa, que se divide entre a família e a vontade de expandir-se profissionalmente. Esta oposição também levanta o dilema entre o tempo para ser dedicado ao mundo pessoal e interior e o tempo para a vida social e seus compromissos.

Quadratura da casa I e a IV.

Em que grau a vida no lar, ou em família restringe a nossa individualidade? Em que grau nossa identidade tem que se adaptar às circunstâncias de sua integração pessoal no ambiente familiar, à herança cultural e de ancestralidade? Este aspecto levanta a questão entre a identidade pessoal e a Programação Familiar.

Quadratura da casa VII e a X.

Tensão entre a Carreira (X) e o Relacionamento (VII). Nossos relacionamentos contribuem ou sabotam nossa Carreira e Imagem Pública ou vice-versa? Como lidamos com as Associações (VII) e a Carreira? O nosso parceiro (a) aprova nossa profissão? Nossa profissão ou imagem pública aprova nossa parceria?

Quadratura da I com a X.

A autodisciplina é necessária para desenvolver uma carreira (X), e invariavelmente isso limita nossa liberdade e espontaneidade pessoal (I). Aquilo que a sociedade aprova e acha válido (X), pode impor restrições ao que somos naturalmente inclinados a fazer (I).

As casas fixas

As forças colocadas em movimento nas casas cardeais são concentradas, utilizadas e desenvolvidas nas casas fixas: II, V, VIII, XI. Estas casas são naturalmente associadas aos signos fixos de Touro, Leão, Escorpião e Aquário que consolidam a energia que gera os signos cardeais.

A segunda casa refere-se ao uso que o ser individual encontra disponível a fim de se exteriorizar; no sentido mais amplo, seu patrimônio por ocasião do nascimento, incluindo todas as capacidades inatas do corpo e da psique. A experiência de Ser da primeira casa leva à experiência de ‘Ter’ da Segunda Casa, - Ter um corpo, Ter posses, Ter talento, ou negativamente estar privado de tudo isso em qualquer sentido satisfatório.

A quinta casa, simboliza aquelas experiências que facultam a pessoa o uso das energias geradas pela sua integridade pessoal no ambiente familiar e interior, exprimindo nossa criatividade e magnetismo pessoal.

A oitava casa refere-se ao uso que fazemos das energias vindas do relacionamento. Tem o delicado canal do Sexo e o Amor. Tem o canal dos mistérios. Tem o canal do patrimônio adquirido em comum, que obviamente precisa levar em conta as normas coletivas de negócios, investimentos, transferência de bens, etc. A décima primeira casa sugere o melhor meio de empregar e desfrutar aquilo que conquistamos, de exprimir-nos como membros de uma comunidade, mais do que como indivíduos, e também de imaginar melhores modelos de inter-relacionamento, novas formas de negócios ou de organização social.

Relação entre as casas fixas.

Oposição entre a casa II (meu) e a VIII (do outro).

A tensão se manifesta na hora de compartilhar os espaços, entre aquilo que a pessoa possui e o que possui sua parceria. A casa II preserva e mantém aquilo que representa a base do indivíduo; a VIII nos mostra a realidade que vamos experimentar em nossos relacionamentos íntimos. O tipo de intimidade será proporcional à maneira em que se compartilham as energias, valores e posses. Pessoas com uma casa II forte têm tendência de receber na sua base, o parceiro. Pessoas com uma VIII forte tem tendência de se entregar à base do parceiro.

Oposição entre a casa V e a XI.

O dilema pode se dar entre o estilo e energia pessoal (V) e o estilo e energia dos grupos aos quais pertence ou amigos. Entre aquilo que o indivíduo quer gerar, criar e o que lhe é solicitado ou o consenso do grupo ao qual pertence. Entre a vontade de se divertir, as obrigações e compromissos sociais; ou entre a vontade pessoal em geral e a vontade de participar do grupo.

Quadratura entre a casa V e a VIII.

Na V vivemos nosso magnetismo pessoal, nosso entusiasmo, nossa espontaneidade, gostamos de ser reconhecidos através dos nossos dons e criatividade. Na VIII, nos despojamos do nosso Ego para receber o outro. Pode acontecer que a VIII nos exija concessões em relação ao estilo pessoal que não estamos afim de fazer. A VIII quando não está protegida por uma relação onde o principio de mútuo respeito e consideração pelas diferenças, seja levado em conta, podem ser violentadas as naturezas autênticas da personalidade, escancaradas na casa V e isto gerar conflitos.

Quadratura da VIII com a XI.

A intensidade do relacionamento na VIII pode entrar em conflito com os relacionamentos de amizades e grupos da XI. Assim como a maneira em que um indivíduo lida com sua intimidade pode sabotear o estilo de relação social da casa XI e vice - versa.

Quadratura da XI com a II.

A XI pode propor idéias solidárias e de comunhão, tais como distribuição eqüitativa de bens, mas a II deseja Ter as coisas pessoalmente, entrando em conflito. A XI pode nos solicitar energia e tempo, através de metas, objetivos, projetos, relacionamentos com amigos ou grupos que a II gostaria de empregar em projetos pessoais. São muito comuns os conflitos entre os ideais, os amigos e os negócios pessoais.

As casas mutáveis

As casas mutáveis (III, VI, IX, XII) são associadas com os signos mutáveis de Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes. Enquanto as casas angulares geram energia e as casas sucedentes concentram a energia, as Casas Cadentes distribuem e reorganizam a energia. Em cada casa cadente, nos reconsideramos, reajustamos ou reorientamos com base naquilo que vivenciamos anteriormente na casa sucedente .

A terceira Casa é o campo de experiência que nos traz uma compreensão da relação entre ser e usar, entre o sentido subjetivo de ser e a realidade objetiva dos meios de ação, isto é, as posses do ser. Instaura-se um processo de formação, mediante seleção, classificação e organização. Isso significa adaptar-se ao ambiente, relacionar sensação com sensação, desenvolver a habilidade e o intelecto e formular e comunicar as próprias respostas ao ambiente. Na III, aprendemos mais sobre quem somos, comparando e contrastando-nos com aqueles que nos cercam, especialmente irmãos, parentes, companheiros de escola, vizinhos. A Sexta Casa, Cadente, é o campo de experiência que permite ao indivíduo, entender, reformar, transformar ou ampliar a consciência de ser. Esta experiência se manifesta nas ações que o indivíduo oferece ao Cosmos, através do seu trabalho ou serviços.

A Nona Casa é especificamente o campo de experiências que nos inspira uma compreensão mais profunda e uma maior expansão da consciência. Essas experiências dão forma a nossa apreciação e avaliação dos processos social e cósmico. Elas lidam com nossas tentativas de generalizar e de comunicar, não mais assuntos e questões pessoais e ambientais, mas aquilo que afeta todas as pessoas e o universo em geral.

A Décima Segunda Casa finda o processo cíclico da experiência, essencialmente de uma dentre duas maneiras: pode significar uma realização em matéria de entendimento e de sabedoria da vida interior, que se estende no sentido do esvaziamento do conteúdo da vida, isto é a morte no sentido simbólico que por sua vez leva ao início de uma fase nova e superior, ou por outro lado pode levar a uma perturbação de todos os relacionamentos e a um trágico sentido de malogro, que se prolonga além do término do ciclo, como lembranças espectrais não resolvidas.

Relacionamento entre as casas mutáveis.

Oposição entre III (aqui) e IX (lá)

Na III expressamos nossas idéias a partir de motivos pessoais, na IX expressamos nossas idéias comprometidos com nossa visão de Mundo e Ética. Na III aprendemos sobre o cotidiano e as relações mais cotidianas, na IX aprendemos sobre o geral da humanidade e a vida. Na III realizamos pequenas viagens, na IX as grandes. Na III nos relacionamos com a vizinhança, na IX com o Mundo.

Oposição da VI e a XII.

A VI mostra-se discriminativa, objetiva e seletiva, definindo limites cuidadosamente. Na XII vive-se a sensibilidade, a subjetividade, a ausência de limites. A VI planeja a vida e encaixa o indivíduo numa rotina construtiva de valores; a XII invade a vida e encaixa o indivíduo na sua ligação com o oculto. Na VI busca-se eficiência, na XII vivesse o mistério.

Quadratura de III e VI.

A III gosta de saber um pouco de tudo, enquanto a VI quer saber o máximo a respeito das coisas com as quais trabalha. A III é dispersa, versátil, a VI é concentrada, direcionada. A III quer dispor tempo para passear, relaxar, conhecer, a VI quer tempo para aperfeiçoar os trabalhos, avançar, produzir.

Quadratura de III e XII.

A III se relaciona e percebe aquilo que é imediato, visível no ambiente, a XII é o domínio do distante, do escondido, do invisível. Uma ação ou exposição pode ser apreciada pelo seu valor explícito (III) ou percebida como ocultando sentimentos ou motivações (XII). A (III) observa as ações e faz o sentido das palavras, a (XII) fica à espreita e é sensível a outros níveis de realidade. A combinação de III e XII percebe muitos níveis de realidade ao mesmos tempo. Isso confere um fantástico insigth nas pessoas e situações ou, uma grande confusão mental.

Quadratura da IX com a XII.

A IX estrutura modelos e princípios básicos que governam a vida, a XII se entrega à fé, à oração, à adoração. A IX procura a expansão, a XII o desapego.

As casas e os elementos:

As casas do elemento Fogo (Triplicidade do Espírito): Casas I, V e IX.

Tipos de vivência que podemos ter. Assim, a nossa intuição é ligada às casas 1, 5 e 9 - eu sou, eu crio e eu inspiro.

As casas do elemento Terra (Triplicidade da Matéria): Casas II, VI, X.

Nossa capacidade de materializar o que somos e queremos é simbolizada pelas casa 2, 6 e 10 - eu tenho, eu trabalho e me aprimoro nisso e eu sou um mestre reconhecido e patrão de mim mesmo.

As casas do elemento Ar (Triplicidade do Relacionamento): Casas III, VII, XI.

Nossa capacidade de trocar informações com o meio ambiente, para verificar se o que queremos é possível e como o será, é assunto das casas 3, 7 e 11 - eu aprendo, eu troco o que sei com meu parceiro e eu ensino grandes grupos de pessoas o que aprendi a fazer.

As casas do elemento Água (Triplicidade da Alma): Casas IV, VIII, XII.

As emoções dizem respeito às casas 4, 8 e 12 - eu sinto o sonho de um passado que me movimenta, eu transformo com emoção o que compartilhei por meio da crise e faço a doação de minha existência em prol de algo maior e mais importante do que eu mesmo - e por isso assumo até o risco de ficar só.

Casas ativas ou passivas

Essa é uma outra divisão que informa os assuntos que nos chamam para a ação, a sentir e participar de algo. Assim, as casas ímpares são ativas (1, 3, 5, 7, 9, 11) e as pares -alternadas as primeiras - são passivas.

Os significados das casas através dos tempos:

Texto e pesquisa de Deborah Houlding - Skyscript Astrology Pages.

Para um profundo estudo e conhecimento do significado das casas: - " The Houses - Temples of the Sky por Deborah Houlding ".

Casa I

Mamilus A vida e a formação do caráter; os primeiros anos; educação. O destino das crianças e as preces dos pais. A posição para a qual o homem nasce; profissão; o sucesso dos seus empreendimentos. Templo de Mercúrio.

Outros clássicos Vida; corpo; caráter; espírito.

Firmicus Vida e o Espírito Vital do homem. Caráter fundamental e o alicerce da natividade completa. Cardinal.

Al-Biruni Alma; vida; longevidade. Educação. A terra natal.

Lilly Vida; saúde e vitalidade; forma e figura do corpo.

Moderna Personalidade. A imagem que projetamos. Comportamento externo. Saúde; disposição e maneiras.

Casa II

Mamilus Desafortunada. A moradia de Thypon.

Outros clássicos Sustento; lucro; herança; bens; fortuna; negócios; ganho. Ligação com mulheres.

Firmicus Aumento de esperanças pessoais e posses materiais. Expectativa de herança e saúde. Passiva e debilitada porque não aspecta o Ascendente. Chamada o 'Portal do Inferno' (Anaphora).

Al-Biruni Nutrição; sustento; assistentes. Profissão dos filhos.

Lilly Bens, fortuna, substância, riqueza e pobreza. Bens móveis.

Moderna Posses e assuntos financeiros. Recursos que suportam o corpo físico. Rendimento. Sentimentos.

Casa III

Mamilus A sorte e o destino dos irmãos. Templo da Lua.

Outros clássicos Irmãos, amigos, parentes. Riqueza; mensagens. 'Deusa'; realeza, escravos, viagens.

Firmicus Irmãos, irmãs e amigos. Viajantes. Favorável porque aspecta o Ascendente por um sextil. Chamada 'Dea'.

Al-Biruni Irmãos, irmãs e parentes, parentes do cônjuge; jóias; amigos; mitigação; pequenas viagens.

Lilly Família e vizinhos. Viagens pequenas ou no interior do país. Cartas, rumores, informações e mensagens.

Moderna Família; vida escolar, educação; pequenas viagens, comunicações. Discursos, mente, meio ambiente. Auto-expressão

Casa IV

Mamilus A fundação de todas as coisas; riqueza; extracção de metal e ganho por fontes encobertas. Pais e a condição da velhice. O templo de Saturno.

Outros clássicos Pais, crianças; espíritos; vida no templo; reputação.

Firmicus Pais; bens familiares; substância; posses; objectos domésticos; tudo o que é relacionado com riqueza escondida e não recuperada. Cardinal.

Al-Biruni Pais; avós; descendentes; propriedades; campos; abastecimento de água. O que se segue à morte e o que acontece ao morto.

Lilly Pais; terras; casas; inquilinos; heranças ancestrais (paternidade); lavoura e cultivo da terra; tesouros escondidos; determinação ou o fim das coisas.

Moderna Início e fim da vida; pais; a mãe; o lar. Casas; terras. Vida privada. Emoções reprimidas

Casa V

Mamilus Mudanças na saúde; doença. Uma região de incertezas.

Outros clássicos Crianças, Boa Fortuna; amizade. Realizações.

Firmicus O número de filhos e o seu sexo. Chamada a casa da Boa Fortuna porque é a casa de Vénus. Favorável porque aspecta o Ascendente por um trígono.

Al-Biruni Crianças, amigos, roupas, prazeres, alegrias, riqueza do pai.

Lilly Crianças, mulheres grávidas. Banquetes, tabernas, entretenimentos, jogo. Embaixadores.

Moderna Criatividade, crianças, prazer, férias, casos amorosos, jogos de azar, desporto, ofertas, todas as coisas agradáveis.

Casa VI

Mamilus Templo do mau augúrio, miséria, destruição e trabalho duro. Hostil para actividades futuras. Amaldiçoado para a queda.

Outros clássicos Escravos, trabalho duro; doenças, enfermidades; inimizades, 'má fortuna'.

Firmicus Saúde, enfermidades físicas e doença. Chamada 'Mala Fortuna' porque é a casa de Marte. Debilitada e passiva porque não aspecta o Ascendente.

Al-Biruni Doença, defeitos do corpo, trabalho excessivo. Se desafortunada: perda de propriedade, doença dos órgãos internos, escravos, empregadas e gado.

Lilly Doenças e enfermidades. Serventes, trabalhadores. Agricultores, agricultura e gado. Pequenos animais.

Moderna Trabalho; subordinados. Tarefas domésticas. Saúde e bem-estar.

Casa VII

Mamilus A consumação dos romances; a conclusão do trabalho duro; os anos finais e o fim da vida; morte; adoração dos deuses; casamentos; lazer; eventos sociais; banquetes.

Outros clássicos Casamento.

Firmicus A natureza e o número de casamentos. Cardinal, mas em aspecto nocivo ao Ascendente.

Al-Biruni Mulheres, concubinas; festa de casamento. Disputas. Parcerias. Perdas. Processos litigiosos.

Lilly Casamento; parceiros; inimigos públicos (conhecidos); ladrões. A parte oposta no amor, guerra, contendas ou processos litigiosos.

Moderna Aqueles com quem devemos partilhar as nossas vidas ou ações, ou aqueles que se encontram numa relacionamento forte de natureza emocional ou de negócios. Inimigos declarados. A projeção do 'não eu'.

Casa VIII

Mamilus Desafortunada. A moradia de Thypon.

Outros clássicos Morte e a sua natureza; julgamento; penalização; perda; fraqueza.

Firmicus O tipo de morte. Nenhum planeta exceto a Lua rejubila nesta casa e mesmo assim, só em mapas noturnos. Debilitada e passiva porque não aspecta o Ascendente. Chamado o 'Portal do Inferno' (Epicataphora).

Al-Biruni Morte; assassinato; envenenamento. Herança. Propriedade do cônjuge. Despesa; pobreza.

Lilly Morte; testamentos; dinheiro dos parceiros. Medo e angústia da mente.

Moderna Rendimentos, impostos, legados; sentimentos partilhados, sexo, nascimento e morte. Grandes negócios. Seguros. Crime.

Casa IX

Mamilus Destino e decretos dos deuses. Templo do Sol.

Outros clássicos Viagens. Deus; manifestações dos deuses; revelações; profecias. Amizade e benefícios vindos dos reis.

Firmicus Religião. Viagens para fora do país. A classe social do homem. A casa do deus Sol. Favorável porque aspecta o Ascendente por um trígono

Al-Biruni Viagens, religião, destino, obtenção de conhecimento pelas estrelas e pela adivinhação. Filosofia, interpretação de sonhos.

Lilly Lugares estrangeiros; viagens longas. Religião; Sacerdócio. Sonhos, visões, conhecimento.

Moderna Educação superior. Viagens; estrangeiros, linguagens. Ideias moralistas, consciência, sonhos.

Casa X

Mamilus Glória; distinção; honras; favores populares; poder; a regra da lei e justiça nos tribunais; alianças com nações estrangeiras. Fama relativa à própria posição. Consumação do sucesso. Laços matrimoniais. O templo de Vênus.

Outros clássicos Carreira; realizações; honras; reputação. Esposa, crianças.

Firmicus Vida e Espírito Vital; todas as nossas ações; lar, país. Carreira profissional, todos os nossos relacionamentos com os outros. Enfermidades da mente. Cardinal e a maior influência.

Al-Biruni Governo com conselho de nobres; autoridade absoluta; sucesso nos negócios; comércio; profissões. Liberalidade.

Lilly Honra, dignidade, realeza; comandantes; juízes; autoridade. Profissão. Mães.

Moderna Aspirações; carreira; profissão e status social.

Casa XI

Mamilus Esperança, ambição, triunfo. Abençoada com o lote da Fortuna Feliz. O templo de Júpiter.

Outros clássicos Boa sorte, esperança; realização dos desejos, pessoas liberadas, amigos, ofertas, crianças.

Firmicus Chamada Bom Espírito. Favorável porque aspecta o Ascendente por um sextil e é a casa de Júpiter.

Al-Biruni Felicidade, amigos, louvor, amor, amizade de mulheres, ornamentos, comércio, longevidade.

Lilly Amigos e amizade; esperança, confiança, louvor, conforto, promoção por recomendação de amigos; esperanças e desejos secretos.

Moderna Amigos e conhecidos, clubes e sociedades. Objetivos na vida, prazeres intelectuais. Contactos superficiais feitos nos assuntos diários.

Casa XII

Mamilus Templo do mau augúrio, miséria, destruição e trabalho duro. Hostil para actividades futuras. Amaldiçoada para a ascensão.

Outros clássicos Má sorte; autodestruição; escravos, inimizades; perigo; enfermidades; morte; países estrangeiros.

Firmicus Inimigos; escravos; defeitos e doenças. Chamada 'Malus Daemon' mau espírito. Casa de Saturno. Debilitada e passiva porque não aspecta o Ascendente.

Al-Biruni Inimigos; miséria; ansiedades; prisão; dívidas; multas; fianças; medo; adversidades; doença; gado; asilo; escravos; serventes; exílio.

Lilly Inimigos secretos, bruxas, mágoa, autodestruição; aprisionamento. Gado grande tais como cavalos, bois e elefantes.

Moderna Isolamento. Serviço perante os outros; caridade. O inconsciente; auto-sacrifício; escapismo; misticismo.

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Ascendentes e Casas

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Se desejais chegar à casa da alma,
buscai no espelho o rosto mais singelo.
Rumi