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Ascendente e as 12 casas

  

O Ascendente

O Ascendente é o ponto do zodíaco que estava subindo no horizonte Leste (oriental) no momento do evento. Esta direção é considerada muito forte energeticamente por todas as religiões do mundo. É nesta direção que se constroem as entradas dos templos. Pelo horizonte oriental, nasce constantemente o Céu, e em determinados momentos do dia, o Sol, a Lua, e os planetas. A energia que brota do Leste, inunda a Terra e determina aquilo que predomina no momento. O ascendente é o raio do Oriente no momento do nascimento.

O Ascendente é definido numericamente pelo grau zodiacal exato que está ascendendo no momento. Ele é definido por uma linha que vem do Oriente tangente ao local e no instante do acontecimento. A cada momento, o ascendente muda, um signo ascende completo no leste em duas horas.

No desenho do mapa natal a que se está acostumado aqui no Brasil e no Ocidente em geral se coloca o Ascendente ao lado esquerdo do desenho do mapa, que corresponde a um observador olhando a faixa zodiacal desde o hemisfério norte, ou desde a direção norte. Para um observador no hemisfério ou direção sul o Ascendente estaria para a direita. Mas isto não é fundamental para a compreensão do significado da situação astrológica do Ascendente para a pessoa.

Na Astrologia o signo e o grau do ascendente e sua situação astrológica tem um significado muito especial na formação da pessoa e o destino que levará. A seguir, quando citar a palavra ascendente me estarei referindo à sua situação astrológica completa, que inclui o significado do signo onde se encontra, os aspectos planetários a ele, a situação astrológica do planeta regente do signo ascendente e a situação astrológica dos planetas presentes na casa. Só este conjunto de elementos é que tem força para modular o físico, a personalidade da pessoa ou o astral de um dado momento.

Ao ser feita a leitura astral de um momento, o ascendente determina a tônica fundamental que rege e domina. A força do raio do Leste é tal que o planeta que rege o signo ascendente pode ser considerado como o regente e senhor do mapa. Pode se comprovar também que a situação astrológica do ascendente de uma pessoa fala muito do jeito em que aconteceu o seu nascimento.

A situação astrológica do Sol, Lua e Ascendente descrevem as características mais expressivas da personalidade. São uma espécie de Santíssima Trindade, de tripé da personalidade. O Sol representa o presente, o mais expressivo e vital. A Lua representa o passado, o mais instintivo e natural. O Ascendente representa o futuro, as características de personalidade que vão ascendendo, se expandindo, amadurecendo e dominando o estilo de ser da pessoa. O signo ascendente se junta ao signo solar e ao signo lunar, tecendo a "identidade astrológica" representativa da pessoa. Um estudo profundo desta tríade é muito proveitoso quando se quer entender o essencial de uma pessoa.

A vibração, marca, estilo do ascendente vai permeando, penetrando a personalidade até chegar se tornar o maestro e senhor que afina e rege a orquestra que é o mapa. Ele palpita constantemente na pessoa modulando e afinando a sua personalidade e corpo segundo seus atributos. Ele é o prumo que orienta as atitudes e escolhas. Assim como o Sol natal é a luz do presente e a Lua natal o fundo do passado, o ascendente é o prumo do futuro. As diretrizes do ascendente, modulam o estilo pessoal, determina a forma espontânea da pessoa reagir, o jeito primeiro com que a pessoa responde a estímulos e determina junto ao Sol natal características do corpo físico. O ascendente é como o primeiro santo ou orixá a ser homenageado num ritual, ele é a primeira cara que a pessoa mostra, mas ele está presente também a todo momento.

Ao contemplar uma pessoa, a primeira imagem que impressiona revela o ascendente, tanto do ponto de vista do corpo, como da personalidade. A atitude dominante da pessoa diante da vida também é dominada pelo ascendente. Por isso é o ascendente que determina com bastante peso o que a pessoa fará da sua vida, indicando missão pessoal, vocação, orientação.

O ascendente predomina na primeira imagem que outros têm da pessoa e o que a caracteriza, em que direção são canalizados os seus impulsos, sua maneira específica de agir, onde se alicerça e busca prumo quando já é bem conhecida. Ele designa a voz de comando interior que vai dando forma e direção à pessoa e que deve ser levada em consideração para entender qualquer pessoa.

A vibração e atributos do ascendente vão permeando e matizando todos os elementos do mapa até se transformar na nota de afinação e referência de todos os elementos da personalidade. A medida que passa o tempo, ele irá mostrando sua predominância na personalidade com mais definição e domínio. Especialmente a partir dos 28 a 30 anos (ciclo completo de Saturno) quando se supõe que a pessoa tenha desenhado sua personalidade, neste momento a regência do ascendente pode tornar-se mais soberana. Mas o ascendente se faz presente desde o nascimento e é muito importante seu estudo para o entendimento da pessoa em todas suas idades, inclusive na infância onde a Lua e o Sol se manifestam com muita força.

Para estudar a situação astrológica do ascendente pode-se seguir o seguinte roteiro:

  • Conhecer as características gerais do signo ascendente.
  • Conhecer as características do grau ascendente.
  • Estudar os aspectos planetários ao Ascendente.
    • Estudar especialmente os ângulos ao Sol, a Lua e ao Regente do Ascendente,
  • Conhecer o planeta que rege o signo ascendente e estudar onde este colocado no mapa (signo e casa) e os aspectos planetários que faz.
  • Estudar a situação astrológica dos planetas na casa

Casas Astrológicas

A partir do Ascendente, em sentido anti-horário (quando o Ascendente está à esquerda) o mapa é dividido em 12 setores, chamados de casas astrológicas ou casas terrestres. Elas definem o Céu pessoal, os setores da vida em que se expressarão os signos e os planetas. É importante sublinhar que a definição matemática do Ascendente e das Casas é dada especialmente pela hora e o local de nascimento. Assim as pessoas nascidas no mesmo dia, terão um mapa natal diferente, uma forma particular de viver o céu do dia segundo a hora e o local onde nascerem, podendo ser muito diferentes entre si, umas mais introspectivas e centradas em si, outras mais sociais, outras mais familiares, etc.

As casas acompanham o movimento do céu em relação a Terra. A todo momento o Céu nasce no Oriente, e cada um de seus pontos dá uma volta completa em um dia.

Nas primeiras duas horas depois do nascimento a casa I visitará o oriente, nas próximas duas horas a casa II, e assim sucessivamente até voltar depois de 24 horas novamente o ascendente natal, fim da casa XII.

Morin chamou a casa I de Primeiro Céu. A primeira parte de céu que penetrará no individuo pelo Oriente. Fala Morin: "Pois não é conveniente que o primeiro início em todos os tipos seja o mais perfeito. Portanto, o Primeiro Céu pertencerá à Linhagem das *Causas Eficientes, que têm a mais universal e poderosa virtude Ativa (que é a maior perfeição da Causa Eficiente) de modo que não existe nenhuma Causa Inferior Corpórea que ele não mova, ou na qual ele não instile uma virtude de poder de Operação*; e nada de novo é gerado no Mundo inteiro que não seja tocado por esta mesma virtude. Admitindo isto, como pode o ser humano duvidar que tudo o que é gerado e nascido de novo deva ser referido à sua Primeira Causa?"

E assim a casa I falará da "persona". A energia que rege a forma da pessoa iniciar as coisas, a sua primeira resposta, o jeito inicial de acolher, responder, ser. Definida a direção cardeal Leste, definem-se também as outras três direções cardeais: o Meio do Céu, o zenit, o Descendente (o Oeste) e o fundo do céu. Continua Morin: "*...tal como o Início, o Vigor, a Declinação e o Final das coisas diferem entre si e se sucedem uns aos outros, também as Causas Celestes destes diferem igualmente entre si e têm que se suceder umas às outras*. Por conseguinte, no Céu há certas partes que são as Causas que regem o Vigor, outras que regem a sua Declinação e, por fim, aquelas que governam o Final ou a Destruição das coisas...." E é assim que Morin, associa o esplendor da vida ao Meio do Céu, o declínio a casa VII e o fim a casa IV, fundo do Céu: "o Meio do Céu, no aparecimento ou Início da coisa, terá o Governo do seu vigor e da sua virtude Operativa. Aquela que se põe nesse momento, a sua Declinação a partir do seu estado perfeito. E, por último, aquela que detém o Fundo do Céu será tomada como sendo a Causa da sua Corrupção."

Das casas cardinais definem-se as outras casas, a partir dos setores de Céu que formam triangulações com os espaços de céu cardinais. Continua Morin: "...afirmo que a original, primeira e simples divisão do céu em quatro partes Cardeais não é inventada, mas natural.... E este é que cada uma destas partes tem duas outras partes no céu da mesma Natureza, isto é: aquelas com que faz um Triângulo Equilátero no Equador (o principal Círculo do primeiro Movimento do Mundo) ou ao qual pertence através de um Trígono partil no Equador. Pois a Eterna Trindade é de Amor infinito e a fonte e o alimento do Amor mais infinito e perfeito, em que a coisa Amante, que é a primeira, a coisa Amada, que é a segunda, e o Amor resultante de ambas, que é a terceira, são um só, não em Gênero ou em Espécie, mas em número; e, por conseguinte, a mais simples e Perfeita; a sua Perfeição é tal e tão universal que irradia para dentro de qualquer Trígono. E, por conseguinte, pode-se dizer que todos os Trígonos são Perfeitos, não em qualquer perfeição particular ou especial, mas naquela primeira e mais universal perfeição do Primeiro Trígono, que vem no Amor e do qual todos os Trígonos participam de modo diverso, de acordo com a Capacidade da Natureza."

A casa I define dentro de seu trígono a casa V e a IX, chamada de Primeira Triplicidade. A casa X, à casa VI e II, segunda Triplicidade. A casa VII, à casa III e casa XI, Terceira Triplicidade. E por fim, a casa IV, à casa VIII e XII a Quarta Triplicidade.

"Pelo que, considerando que cada uma das Quatro Partes Cardeais do Céu anteriormente mencionadas reclama para si uma Triplicidade peculiar da sua própria natureza, é por estas quatro Triplicidades que o Céu é dividido em 12 partes, chamadas Casas. Tampouco seria divisível por mais ou menos partes pelo Quaternário Criado multiplicado pelo Ternário Divino. E, por conseguinte, *esta Divisão é considerada como a mais absoluta e verdadeiramente perfeita, já que contém dois Sextis, duas Quadraturas, dois Trígonos e também a oposição, os quais são todos os Aspectos Celestes dos quais (não omitindo a Conjunção) todas as variações das Influências Celestes gerais resultam. E estes Aspectos concordam perfeitamente com todas as partes do Número 12, que são 1. 2. 3. 4. 5. 6. onde o 1. é referido à União ou Conjunção; o 2. (a 6ª parte de 12) ao Aspecto Sextil; o 3. (a sua 4ª parte) à Quadratura; e o 4. (a terça parte) ao trígono; e o 6. (a metade) à Oposição. E, tal como não há mais Aspectos no Círculo, também no Número 12 não há mais partes. Pois todas as coisas foram efetivamente feitas por Deus, em Número, Peso e Medida."

As casas, representam setores básicos da experiência humana, que segundo a sua composição e situação astrológica vão gerar uma determinada potência e magnetismo nos assuntos da vida que lhe correspondem.

O ser humano durante sua existência experimenta esses doze setores, e os modula segundo as potencialidades dos signos (o modo) e dos planetas (as forças, as funções, os papeis, as prováveis pessoas que contracenaram) que encontram-se neles, sempre adicionando aquilo que é assimilado do ambiente em que se vive (família, educação, experiências e pessoas marcantes).

O signo do zodíaco na cúspide das casas e os planetas que se encontrem nelas, indicam o modo pelo qual cada um desses doze tipos básicos de experiências, devem ser vividos, para usufruir a potência que eles representam.

Cada casa do mapa simboliza um setor especial da vida do indivíduo que contém:

  • Sua identidade potencial no setor que designa;
  • Sua identidade natural e espontânea de comportamento;
  • As características gerais do que vai ser atraído:
  • os tipos de cenas a serem vividas,
  • as pessoas e papeis complementares que o campo magnético da casa atrai.

A pessoa identifica e se apropria da sua singularidade, em cada uma das casas astrológicas em dependência de como realize as suas potencialidades astrológicas.

Qualquer situação astrológica das casas pode ser vivida de forma positiva ou negativa. As posições dos planetas e dos signos, não determinam essa escolha. Elas indicam apenas o tipo de energia de que melhor se poderá valer para viver o tipo de experiência de cada Casa. A maneira de expressar-se a potencialidade astrológica depende da pessoa e suas circunstâncias de vida. Um exemplo clássico é o caso dos irmãos gêmeos que tendo um mesmo mapa encontram formas de expressão, da mesma potencialidade astrológica, totalmente diferentes.

O Ascendente e as casas no mapa natal são os caminhos por onde os planetas transitam no dia a dia, com seus diferentes ciclos e energias revelando os ciclos da vida.

Para estudar as casas pode-se seguir o seguinte roteiro:

  • Conhecer o conteúdo astrológico da casa a ser estudada;
  • Conhecer o signo que tem na cúspide. Conhecer outros possíveis signos que se encontrem dentro da casa ou em parte dela;
  • Conhecer os planetas que estão dentro da casa;
  • Conhecer os aspectos astrológicos da cúspide e dos possíveis planetas dentro dela, com o resto do mapa.
  • Conhecer a situação astrológica do regente do signo onde se encontre a cúspide da casa.

A continuação, um resumo do conteúdo de cada uma das 12 Casas e depois estudaremos as diferentes formas de relação das casas entre si. Isto é o que é chamado de casa derivadas que serão vistas mais adiante.

Ordem caldeica

A Astrologia medieval considera que os planetas regem as casas em sua ordem de velocidade, do mais lento para o mais veloz, a chamada ordem caldeica. Assim temos a seguinte lista de afinidades entre planeta e casa:

  • item de lista bolota
  • Ascendente – casa 1: Saturno
  • Casa 2 – Júpiter
  • Casa 3 – Marte
  • Casa 4 – Sol
  • Casa 5 – Vênus
  • Casa 6 – Mercúrio
  • Casa 7 – Lua
  • Casa 8 – Saturno
  • Casa 9 – Júpiter
  • Casa 10 – Marte
  • Casa 11 – Sol
  • Casa 12 – Vênus

Sistemas de Casas

(em elaboração)

A divisão do mapa ou carta astrológica em um sistema de casas a partir do Ascendente teve origem na antiga Grécia no intuito de encontrar os reflexos do céu para o momento e local de nascimento ou do evento. Chama-se domificação a arte da divisão em casas do mapa ou carta astrológica. Na atualidade existem em torno de 200 sistemas de casas.

Sistema de casas iguais

A primeira menção a um sistema de casa que se conhece é de Claudio Ptolomeu no seu livro Tetrabiblos. A domificação divulgada por Ptolomeu era a usada no seu tempo chamado de Sistema de Casas Iguais, onde a cúspide da primeira casa é o Ascendente (intercepção do plano do horizonte e a eclíptica -lado leste), de onde se sucedem as 12 casas com amplitudes iguais de 30 graus. Este é o sistema mais simples e mais belo usado pela maioria dos astrólogos até a idade média, mas ainda hoje em dia tem muito astrólogo que o usa, eu gosto muito dele, e sempre o considero ao aprofundar no estudo de um mapa. Eu gosto muito de fazer a interpretação do conteúdo das casas iguais, focando sua relação com o significado dos signos siderais, tropicais e dracónicos.

Sistema de casas como um novo zodíaco referenciado ao Leste do observador.

O sistema de casas pode ser visto como um novo zodíaco personalizado cujo ponto zero de Áries é o Ascendente. Assim as casas carregam o significado dos signos focando os setores da vida pessoa. O sistema de casas personaliza o céu para o local e momento do evento. Quer dizer, por exemplo, nestes momentos o Sol está no signo de Touro a 23º e assim estará durante todo o dia. Mas para mim aqui em São Paulo estará no inicio da casa XI, enquanto que para uma pessoa no Japão o Sol estará também a 23º mas na casa V o que cria uma diferença na forma de se expressar a energia solar em estes dois locais diferentes, ainda no mesmo momento.

oblicuidade da ecliptica em relação ao plano do equador celeste

"O plano da eclíptica tem uma inclinação de 23 graus em relação ao plano do equador celeste. Tal fato cria uma série de dificuldades de representação gráfica, que comporta intrincados problemas de geometria espacial e a necessidade de conciliar três sistemas de coordenadas: a do equador, a da eclíptica e a do horizonte local. Qualquer que seja o método adotado, sempre haverá algum tipo de distorção, especialmente em mapas calculados para altas latitudes. No fundo, a escolha de um método de divisão de casas implica a escolha do tipo de distorção que se quer adotar (ou compensar)."

Com o tempo foram desenvolvidos vários sistemas de casa que podem ser organizados em:

  • Eclíptico - Porphyrius, Graduação Natural, além do Signo Casa e das Casas Iguais (referenciado a Eclíptica)
    • A partir das posições do Ascendente e do Meio-Céu, divide-se a região compreendida entre o Ascendente e MC, na Eclíptica, em três seções iguais, obtendo-se as cúspides casas XI e XII. Da mesma forma, procede-se dividindo, na Eclítica, a região compreendida entre o Ascendente e o IC em três regiões iguais para obter as cúspides das casas II e III. Uma vez que as casas se opõem entre si, todas as demais casas estarão determinadas (Porphyrius).
    • Método casas iguais: A partir da posição do Ascendente, a eclíptica é divida em doze partes iguais. Existe o sistema de casas iguais que parte de outros pontos como o Meio do Céu, o Sol, a Lua, o Nodo lunar norte, etc.
  • Temporal - Alcabitius, Placidus, Koch, Topocêntrico
A partir das posições do Ascendente e do MC, calcula-se o tempo sideral que um dado grau zodiacal leva para percorrer o arco do Ascendente ao Meio do Céu, semi-arco diurno. Este valor é dividido por três, de onde se obtem as cúspides das casas XI e XII. Calcula-se o tempo sideral que um dado grau zodiacal leva para percorrer o arco do Ascendente ao Fundo do Céu, semi-arco noturno. Este valor é dividido por três, de onde se obtém as cúspides as cúspides das casas II e III. (Placidus).
  • Espacial - Campanus (Esfera Local), Regiomontanus (Esfera Universal), Morinus, Rotação Axial, Zenital, Ponto Leste.
A partir das posições do Ascendente e o MC na Esfera Local ou na Esfera Universal dividem-se os quadrantes em três arcos iguais e são projetadas sobre a Eclíptica determinando as demais cúspides.

A maioria das domificações mais aceitas na atualidade respeitam as coordenadas astronômicas do Ascendente como ponto da tangente ao ponto onde acontece o evento, na direção leste, como cúspide da casa um, e o calculo derivado do Meio do Céu real como cúspide da casa dez - Campanus, Regiomontanus, Placidus, Koch e Topocêntrico o que os agrupa no que se chamo sistema de quadrantes.

O Ascendente dá início ao primeiro quadrante, o Fundo-do-Céu ao segundo, o Descendente ao terceiro e o Meio-do-Céu ao quarto. Em cada um destes quadrantes vão surgir três casas, originando um total de doze.

No sistema de Casas iguais, ainda que se respeita o cálculo do Ascendente, a cúspide da casa X não corresponderá com o Meio do Céu real para o local e momento do evento.

Sistema Porphyrius

A partir das posições do Ascendente (e Descendente) e do Meio-Céu (MC) e Fundo do Céu (IC), divide-se a região compreendida entre o Ascendente e MC, na Eclíptica, em três seções iguais, obtendo-se as cúspides casas XI e XII. Da mesma forma, procede-se dividindo, na Eclítica, a região compreendida entre o Ascendente e o IC em três regiões iguais para obter as cúspides das casas II e III. Uma vez que as casas se opõem entre si, todas as demais casas estarão determinadas.

Sistema Campanus

Criado pelo monge Giovanni de Campani (1233-1296).

Imagem

Toma como referência o círculo máximo que cruza os pontos Leste e Oeste do Horizonte (primeiro vertical), perpendicular ao eixo Norte-Sul, cruzando o Zênite e o Nadir em ângulo reto com o meridiano do evento (onde acontece o evento para o qual se quer levantar o mapa).

Este círculo é dividido em 12 seções iguais de 30º cada, a projeção das cúspides destas seções na eclíptica definirão as cúspides das casas. Para isto trazam-se círculos centrados no centro, que cortam o eixo Norte e Sul e que passem pelas cúspides das seções iguais do círculo anterior (no plano da primeira vertical). Os círculos assim obtidos interceptam a Eclíptica, resultando nas cúspides das casas.

A divisão das casas neste método se apóia no Ascendente e o Meio do céu através da idéia da divisão em partes iguais dos quadrantes definidos pelo Ascendente e Meio do Céu. Assim este método se apóia em referencias claras ao local do evento. Por isto, se considera que este método privilegia a pessoa.

O método falha para latitudes superiores aos 66º.

Sistema Regiomontanus

Usado apenas em astrologia horária, pelos seguidores da escola inglesa (William Lilly). Considerado de cálculo complexo e difícil.

Regiomontanus (nome de bautismo Johann Muller) foi um grande matemático e astrônomo alemão, natural de Königsberg (= montanha do rei, em latim Regiomontanus) do sec XV.

Regimontanus se propus melhorar o sistema de casas de seu antecessor Campanus. A suas tábuas de casas foram as primeiras a serem impressas regularmente.

No método Regimontanus o círculo que seus quadrantes são divididos em partes iguais é o equador celeste, o resto é igual ao Campanus. A projeção das cúspides a eclíptica se faz através de círculos que atravessam o eixo norte-sul sobre o plano do horizonte (intersepção do plano do horizonte com o meridiano local) e passam pelas cúspides das seções iguais sobre a esfera celeste (em que foi dividido cada quadrante do equador celeste), definindo as cúspides das casas na eclíptica.

O fato de usar o equador celeste facilita o manejo da variável tempo (longitude e tempo são intercambiáveis).

O sistema Regimontanus é igualmente limitado para latitudes superiores aos 66º.

Este método se impus e prevaleceu nos próximos 200 anos ate a chegada do Sistema de Placidus.

Sistema Placidus (mais tradicional e usado):

"É o sistema “default” na maioria dos software de Astrologia.

Foi desenvolvido e popularizado no século XVII pelo monge beneditino Placidus de Titis (1603-1668).

Fala-se que este método já tinha sido desenhado por Ptolomeu, mas foi Placidus que o desenvolveu e popularizou.

"*O sistema de casas de Placidus é baseado no tempo*, pois se baseia na projeção de círculos horários, de maneira semelhante a Alcabitius e Koch.

O que diferencia um método do outro é a maneira de realizar essa projeção.

O cálculo da posição de cada cúspide intermediária envolve uma equação, de solução aproximada, embora com erro menor que um máximo previamente admitido. Cada equação dessas possui duas incógnitas: o ponto de interseção na eclíptica e a declinação da circunferência de seu movimento diurno, a que irá encontrar a eclíptica nesse ponto.

No sistema de casas de Placidus, as cúspides das casas XI e III são pontos da Eclíptica obtidos por meio de semi-arcos numa razão de 1/3 da distância meridiana e as cúspides das casas XII e II, com a razão de 2/3 do arco diurno.

Em outras palavras, podemos dizer que as cúspides das casas no sistema de Placidus correspondem a pontos progredidos da Eclíptica, na razão de 1/3 e 2/3 respectivamente, projetados ao longo de seus respectivos quadrantes."



Sistema Koch



Sistema Topocêntrico ( Polich e Page - Argentina)



Sistema de “signo inteiro”: totalmente ignora as casas, ao invés disso, o signo é a própria casa. Usado pelos gregos antigos e na Astrologia Védica.

Sistema Alchabitius: astrologia medieval e árabe (usada pelo Zoller, Steven Birchfield, e Rodolfo Veronese).

Veja a seguir as diferenças para as coordenadas das casas entre varios das domificações mais usadas (foram calculadas pelo software Zet-8)

DOMIFICAÇÃO ASCENDENTE CASA II CASA III MEIO DO CÉU CASA XI CASA XII
CAMPANUS 07ºCp57 12ºAq29 19ºPI34 17ºPI05 16ºEs11 10ºSg17
REGIOMONTANUS 07ºCp57 09ºAq57 17ºPI05 20ºLi48 17ºEs53 12ºSg01
PLACIDUS 07ºCp57 11ºAq39 17ºPI30 20ºLi48 19ºEs05 13ºSg48
TOPOCÊNTRICO 07ºCp57 11ºAq39 17ºPI30 20ºLi48 19ºEs05 13ºSg49
KOCH 07ºCp57 07ºAq28 12ºPI34 20ºLi48 16ºEs36 11ºSg50
CASAS IGUAIS 07ºCp57 07ºAq57 07ººPI57 07ºLi57 07ººEs57 07ºSg57
             

Devido a estas diferenças nos graus das cúspides das mesmas casas entre os vários sistemas de casas, é que se aconselha considerar os planetas no fim de uma casa numa orbe de cinco graus como também pertencente a próxima casa.

A questão dos sistemas de casas e a latitude do evento

Devido a obliquidade da eclíptica em relação ao plano do Equador celeste (23º 27') os signos ascendem com diferente velocidade o que determina as diferentes medidas das casas. O cálculo se complica a medida que a latitude aumenta, o desafio é localizar no Zodíaco as cúspides das casas.

Para as grandes latitudes, a partir dos Círculos Polares (latitudes 66º 33' a norte ou a sul) estes sistemas tornam-se inadequados, só se mantendo a alternativa do Sistema de Casas iguais. Estudar possibilidade da cosmobiologia do alemão Reinhold Ebertin.

Métodos de divisão de casas por Raul V Martinez

Texto de Celisa Beranger "O problema do Sistema de Casas"

texto "Sistemas de casas, um breve comparativo" escrito por Henrique G. Wiederspahn

As doze casas do zodíaco

Cada casa tem seu significado próprio em relação ao ascendente. Mas as casas tem significados relativos entre si. Por exemplo a casa XI é a casa VII da V, assim pode significar também a casa do casamento dos filhos.

Casa I

signo regente Áries
planeta regente Marte
modalidade: radical

Assuntos da casa I: a pessoa; Imagem de si; Experiência da singularidade (A cúspide é determinada pelo ascendente)

A casa I indica:

  • diretrizes gerais da pessoa sintonizadas aos signos e planetas presentes na casa
  • corpo físico
  • rosto, feições do indivíduo, expressão facial. O rosto costuma ser o ponto de exteriorização, revelando o modo de ser da pessoa
  • personalidade
  • prisma através do qual a pessoa percebe a si mesma e constitui o estilo de ser, ou entidade individual
  • como o indivíduo inicia suas ações
  • que faz para conquistar o que quer
  • qual é o foco das suas necessidades, desejos, como gostaria de realizá-los
  • projeto inicial e final de vida, a aspiração essencial, aquilo com o quê a pessoa se identifica quando é chamada a se descrever em sentido amplo
  • grau em que sua vida está centrada nele ou nos outros: o centro da tele
  • Indica o tempo e a energia que a pessoa dedica a si própria, sozinha e em relação (Pessoas com muitos planetas nesta casa, especialmente os planetas pessoais são pessoas centradas em si, e o mundo gira em torno delas)
  • maneira de agir externamente movida pela necessidade de sobrevivência
  • fala do tempo de vida da pessoa
  • possibilidade de descobrir quem se é, como se diferencia dos outros
  • ter consciência de si e ir em frente tomando a sua própria vida
  • quais as melhores condições de renascer ou de transcender
  • a iniciativa de cada pessoa, seu desejo de agir
  • jeito e ambiente em que se nasceu e primeiros anos de vida
  • referencial de vida, como assimila as experiências que vivencia

Num sentido psicológico, a casa I oferece a experiência da singularidade.

Concientizando a casa I:

  • Observe-se durante o dia (o que se faz?, relação com familiares, amigos, desconhecidos, etc.) ir detectando, identificando, onde se está pleno, entregue, feliz, e o contrário, onde se está desencaixado, morno, desinteressado, sem intensidade, ressentido.
  • Observe onde você se dá bem, em que função ou papel fluem mais seus investimentos, você se sente melhor, os outros ficam mais satisfeitos com você.
  • Observe se você expressa com clareza e transparência o seu jeito de ser, o jeito que você gosta das coisas. No caso negativo, observe se o meio ou o externo é responsável pela sua inibição ou é você mesmo que se inibe. Se é o meio externo, será que dá para negociar uma mudança ou terá que procurar outro meio?
  • Observe se você é percebido como você se percebe. Tente agir de tal maneira que os outros e o ambiente identifiquem o que você quer.
  • Observe o seu ambiente e identifique as expectativas projetadas em você e como você age ante elas, como você se sente: está sendo sincero? Está à vontade? É isso que você quer fazer? Ou de repente, posso até fazer, mais será que o jeito, a forma que a relação está tendo me agrada? Que posso fazer para tornar agradável para mim e o outro? Será que temos que decidir que é preciso mudar certa costume, ação, forma de ser?
  • Identifique o que lhe é singular, próprio, na maneira que executa as coisas.
  • Se você detecta em outros formas de ser que te agradam, apropria-te delas, mas não imitando, e sim encontrando o teu jeito pessoal de dar passagem àquilo que o outro te inspira.
  • Fique atento às oportunidades sincrônicas que o Universo te oferece para que você aja segundo tua singularidade, para que você descubra e materialize tua singularidade.
  • Saiba que tem uma forma de ser e agir que te corresponde segundo as tuas potencialidades planetárias, biológicas, culturais e de membresia que tem a promessa da realização plena, da felicidade.

Para um estudo da casa I uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • situação astrológica do regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Marte e Áries

Casa II

signo associado: Touro
planeta regente: Vênus
modalidade: fixa

Assuntos da casa II: Posses. Dinheiro. Valores. Experiência da prosperidade.

Casa II indica:

  • que tipo de valores caracteriza a pessoa, senso de auto-estima
  • como se ganha dinheiro, riquezas materiais e não-materiais, quais os talentos para a realização material
  • a forma de se relacionar com o que se possui
  • é uma casa forte entre os artistas (escultores, músicos, cantores), mas também entre os banqueiros e proprietários
  • no mapa de um país simboliza o gado, os minérios e a agricultura
  • a capacidade de acumular qualquer coisa
  • alimentação dos primeiros anos
  • instintos, que nos mostram o que fazer para termos o que desejamos. Quanto mais primitiva é a pessoa, mais ela usa seus instintos, quanto mais consciente, mais é capaz de controlá-los
  • salário
  • sobrevivência
  • segurança e conforto
  • tudo o que se possui, com relação a essa área, é vindo do esforço próprio
  • atitude interior que se tem em relação a finanças e aquisições
  • também se refere a perdas
  • o signo da cúspide mostra como conseguimos os objetivos dessa área e as atitudes que temos com ela, bem como o que valorizamos

A casa II é a identificação do que se tem com o que se possui: a minha casa, o meu filho, o meu cachorro, o meu dinheiro. É o que se faz para que isso não seja roubado ou perdido.

Para um estudo da casa II uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • situação astrológica do regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Vênus e Touro

Casa III

signo regente Gêmeos
planeta regente Mercúrio
modalidade: mutável

Assuntos da casa III Comunicação. Expressão. Primeiros estudos. Irmãos e parentes. Vizinhança. Condução pessoal. Experiência da troca. Documentos.

Casa III indica:

  • como se apreende o básico?
  • potencialidades da expressão e a comunicação pessoal
  • como a pessoa se desloca. Viagens curtas
  • como é a relação com irmãos, parentes e vizinhos
  • tipo do meio de transporte que usa
  • entender e fazer-se entendido
  • capacidade de troca
  • curiosidade em saber o que se passa à nossa volta
  • saber viver no ambiente que o cerca
  • atividades mentais superficiais: ler o jornal, ver televisão, saber o que acontece por aí, as conversas, as palavras cruzadas
  • informação que se dá ou se recebe no correr do dia
  • na infância é quando aprendemos a andar e a falar, a criança não fica mais parada e começa a se tornar independente, pensar e raciocinar
  • colégio, primeiros estudos
  • primeiros deslocamentos que fazemos
  • ambiente em geral, o que está à nossa volta e é comum aos nossos olhos, locais do cotidiano
  • como funciona o sistema nervoso e a inteligência da pessoa
  • mente inferior, aquela que faz contatos, se adapta às circunstâncias, aprende diversas técnicas, vê o sentido prático das coisas, indaga e inventa, quer saber o “como” e “para quê”
  • presença de espírito e mente do especialista, não daquele que generaliza
  • a mente consciente
  • onde se analisa racionalmente
  • capacidade de assimilação, de processamento e dados
  • idéias
  • estar alerta ou distraído
  • notícias e fofocas
  • comércio
  • acordos e contratos
  • intermediários
  • acontecimentos positivos ou negativos em pequenas viagens
  • como desenvolvemos nossas opiniões ou solucionamos problemas
  • capacidade de partilhar o que se aprendeu, a primeira semente de cooperação, mais tarde encontrada na casa VII

Antigamente chamada de casa da Deusa, em oposição à Casa de Deus (a nona casa é a casa das crenças, religiões e festividades não-oficiais).

Para um estudo da casa III uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • situação astrológica do regente do signo da cúspide da casa
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Mercúrio e Gêmeos

Casa IV

signo regente Caranguejo
planeta regente Mercúrio
modalidade: cardinal

Assuntos da casa IV: Lar. Passado. Origens. Família. Ancestrais. Experiência do Pertencimento. Imóveis, propriedades de terra.

Esta é a última casa do quadrante que corresponde ao mundo pessoal.

A casa IV indica:

  • tipo de ação: emocional
  • relação com a família, com a origem, antepassados, país
  • condicionamentos adquiridos
  • tipo de família
  • mostra a singularidade do lar interior
  • ambiente doméstico onde nasceu e também o que cria mais tarde
  • vida privada, segredos, sonhos do passado, primeira infância
  • propriedades e imóveis de herança familiar
  • inconsciente pessoal
  • do tesouro escondido no subsolo
  • casa das grandes propriedades de terra
  • pessoas com esta casa forte são sensíveis à família, ou a algum tipo de tribo
  • indica profissões ligadas ao cuidado e amparo da infância e da mulher grávida, a antropologia, arqueologia
  • hotelaria, psicologia, arquitetura
  • pode indicar se a pessoa vive bem no seu lar, cidade ou pátria, ou se é melhor mudar-se para outro lugar
  • hereditariedade e solo produtivo que providenciam a satisfação dos desejos físicos e emocionais da criança
  • tem relação com órgãos digestivos e estômago

Para um estudo da casa IV uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • situação astrológica do regente do signo na cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Lua e Caranguejo

Casa V

signo regente: Leão
planeta regente: Sol
modalidade: fixa

Assuntos da casa V: Criatividade. Filhos. Experiência da produção. Poder pessoal. Diversão. Amantes. Magnetismo pessoal. Crianças.

Esta é a primeira casa após a saída da toca pessoal. Nela cria-se, vivencia-se o magnetismo e brilho pessoal.

A casa V indica:

  • filhos e ambiente que rege a relação com eles
  • como se cria. O que motiva
  • estilo de romancear, de lazer, de se divertir
  • tipo de esporte que a pessoa gosta. Competições. Desafios
  • identidade diante os outros, forma de se expressar e utilizar a criatividade
  • funções que alimentam a criatividade
  • especulações financeiras
  • jogos de qualquer espécie
  • Bolsa de Valores
  • gravidez e nascimento
  • férias
  • dramatização, teatro
  • criar e educar os filhos
  • situações ou lugares onde se distrai e relaxa
  • ligações sexuais e românticas relacionadas ao prazer (desligadas da responsabilidade do casamento – casa VII) * a capacidade de celebrar, amar, agradecer

Pessoas com esta casa forte dedicam-se aos esportes, educação, produção, setor de lazer, divertimento, crianças, artes dramáticas.

Para um estudo da casa V uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • situação astrológica do regente da casa - regente do signo na cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Sol e Leão

Casa VI

signo regente: Virgem
planeta regente: Mercúrio
modalidade: mutável

Assuntos da casa VI: Aprimoramento. Serviço. Cotidiano. Animais domésticos. Saúde. Experiência da oferenda, do serviço. É a casa do cotidiano e o estilo de encarar os desafios no cotidiano.

A Casa VI indica:

  • forma que a pessoa se comporta no seu cotidiano. A sua forma de servir e trabalhar
  • habilidade de usar a mente de maneira prática e útil através de um serviço
  • atitude com o trabalho, capacidade de lidar com metodologia e detalhes
  • características ideais do ambiente do trabalho
  • forma de se relacionar com colegas e subalternos
  • hábitos de higiene
  • dietas, remédios, médicos
  • tipo de relação com animais domésticos
  • saúde, doenças agudas (tipo dores de cabeça, resfriados, doenças que aparecem e logo desaparecem). Ela representa o ponto principal de atenção para problemas potenciais de saúde porque em dependência de como lidemos com elas podem ser recalcados para a casa XII e transformarem-se em crônicos. A relação dessa casa com a saúde está em que ela é a depositária de nossa potência ante os desafios.

O signo que se encontra na cúspide da casa VI fala do estilo como a pessoa enfrenta os desafios cotidianos e problemas.

Signos cardeais (Áries, Caranguejo, Libra e Capricórnio) na cúspide da casa VI sugere pessoa que soluciona desafios e que age com determinação nos assuntos quotidianos:

  • Áries, tenderá a resolver o problema depressa, seguindo sua intuição e impulso;
  • Libra ao resolver um desafio poderá no primeiro momento parecer que hesita, ao querer considerar o que as pessoas envolvidas querem e opinam. Ele é justo e quer conhecer o fato em suas diversas versões antes de decidir, mas quando toma a decisão é firme, não mudará de idéia.
  • Caranguejo será afetuoso, mas firme, sempre favorecendo aos seus se possível;
  • Capricórnio será claro, prático, preciso e determinado. Age segundo o senso comum e de forma responsável.

A pessoa com signo fixo com cúspide na casa VI tentará conviver com os problemas e a seu modo, pode levar tempo excessivo para solucioná-los.

  • Touro tentará se acomodar ao problema, sentir porque ele existe...
  • Leão toma o problema como questão de honra e geralmente cria um drama do processo de solução
  • Escorpião, ou desconhece o problema ou o resolve sem que ninguém perceba.
  • Aquário avaliará a repercussão geral (social) do problema e tentará uma solução em grupo ou individualmente buscará uma solução que dê um upgrade no assunto.

Os signos mutáveis na cúspide da casa VI levam a pessoa à posições indefinidas e variáveis diante desafios, pode querer fazer várias coisas ao mesmo tempo, ou começar de um jeito e terminar de outro:

  • Gêmeos falará mais do problema que investir em solucioná-lo.
  • Virgem será discriminativo, detalhista, criará um plano e estratégia de solução e poderá perder-se em detalhes.
  • Sagitário tem uma atitude positiva e otimista diante os desafios, encara os problemas como desafio ideológico, filosófico, como questão de princípios. A pessoa age cotidianamente em coerência com seus princípios e visão de mundo. Acredita em Milagres e cura pela fé. Não tem medo do desconhecido. Pode sentir uma proteção especial nos momentos difíceis.
  • Peixes, poderá desconhecer o problema, ou esquecer a data, ou outro detalhe importante, pode querer encontrar formas mágicas e diferentes de solução.

O corpo reflete como a pessoa lida com seus problemas (desafios). Por isso é muito importante estar atento como se cuida e usa o corpo no cotidiano. O agradecimento, a celebração à vida, o amor e a alegria cotidiana é o melhor remédio para todos os males físicos.

Profissões associadas a uma casa VI forte: médico clínico, veterinário, analista de sistemas, trabalhador esmerado, ama de casa, secretário, servidor em geral.

No mapa de um país representa: Sindicatos. Saúde pública.

Para um estudo da casa V uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • situação astrológica do regente da casa - regente do signo na cúspide
  • Sol e Leão

Casa VII

signo associado: Libra
planeta regente: Vênus
modalidade: Cardinal

*Assuntos da casa VII:*

Contratos. Casamento. Associações. Parcerias. Experiência do Outro.Inimigos declarados*

Casa VII indica:

  • expectativas que se cria do parceiro. Portanto, ela determina as características ideais de complementação nos relacionamentos
  • comportamento e atitudes nos relacionamentos, como convive com o parceiro
  • forças que regem as parcerias e o casamento
  • relações públicas
  • enredos ou tramas no casamento ou sociedade
  • senso de justiça e equilíbrio
  • o que se dá ou o que se recebe num relacionamento assumido

Todas as relações contratuais e suas quebras passam por essa casa: casamentos, sociedades de negócios, mas também rivalidades entre sócios e a clientela de alguém.

Para o estudo da casa VII uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • situação astrológica de Vênus e Libra
  • situação astrológica do regente da casa VII - regente do signo da cúspide
  • planetas presentes na casa e sua situação astrológica

Casa VIII

signo associado Escorpião
planeta regente Plutão
modalidade: Fixa planeta co-regente Marte
Virtudes regentes: Confiança. Fidelidade. Responsabilidade.
Virtudes complementares: Simplicidade. Leveza. Perdão. Misericórdia. Compaixão.

Assuntos da casa VIII:

Recursos compartilhados. Relação com o dinheiro e posses dos outros. Crises. Intimidade com o outro. Experiência da morte do Ego, da doação.

Casa VIII sugere:

  • a maneira pela qual se abordam as crises e mudanças na vida, as transformações - físicas também, como cirurgias e morte;
  • como se encara a intimidade, o sexo.
  • como se vive o oculto, o secreto, as sombras e o medo nos mistérios dos relacionamentos.
  • como a pessoa se relaciona com o dinheiro e as poses de seus parceiros e das pessoas em geral.
  • o astral da pessoa diante as heranças.

A casa VIII corresponde ao signo de Escorpião e é regida por Plutão e Marte. A casa VIII é o setor dos relacionamentos profundos da alma, onde se entra em contato com os níveis mais profundos dos mistérios dos relacionamentos. A casa VIII é o portal da relação com o desconhecido através do plano emocional, sensível, subliminar, molhado, mágico, que nos une aos outros e as coisas. A casa VIII abrange sexo, intimidade, dinheiro e riquezas dos parceiros íntimos. Ela convida a ter a morte como conselheira, ela ensina a silenciar, aquietar a vontade pessoal para poder apreciar o outro, o exterior, para poder saborear o outro, sempre diferente e único.

Tenho Sol e Plutão em conjunção aplicativa (3º) e Júpiter( a 6º do Sol) na casa VIII, com cúspide em Leão.

Sinto que quem tem a casa VIII potencializada não busca segurança como um fim, mas vive no risco, vertigem do limite, limiar sempre rondando no caminho das sombras e dos níveis profundos de imersão que são clamados pela alma... Quando as piruetas que a casa VIII provoca na pessoa regem, a necessidade de segurança e lucidez torna-se o tirano que reprime as promessas do tesão que se esconde trás as aparências...

A casa VIII é a passagem da dimensão do dois para o três, e só se passa quando se consegue morrer no Ego, para ser a relação que nas suas TANTRAS experiências explode delicadamente no gozo que conduz ao 3... Neste caminho, os carregados na casa VIII estão como condenados a cursar a permanência na parceria vivendo o inexplicável, as surpresas do inconsciente, as emoções que arrepiam, as metamorfoses dos rostos que espantam o intento de querer continuar junto. E quando o inferno parecia uma eternidade volta a festa, o gostoso, o lindo do estar junto, misturado até onde não se sabe mais quem é um e o outro. A potência da cVIII insta para continuar em relação independentemente do que estiver acontecendo. A casa VIII gosta de pactos de sangue por toda a eternidade, onde nem a morte, sempre presente, consegue separar... A casa VIII leva a noite fria do desconhecido mais logo sai o Sol e de novo a luz acaricia os rostos devolvendo a empatia... nesse labirinto de caminhos que se bifurcam a questão não é segurança mas os encantos da água fixa que sabe que o arco-íris tem todas as cores, inclusive as do espanto...

Morrer na VIII é ter a possibilidade de receber o infinito... O gozo do oito é só possível quando a pessoa se liberta da necessidade de segurança e lucidez, como ter segurança na explosão que não tem retorno ao não ser na imersão no indizível?..Só no supremo existe segurança, que é a alegria da comunhão e a benção de viver solto nos fluxos que enlaçam os corpos e as almas... O abismo e os fantasmas são impressões interiores, o baile dos vencimentos da morte continua que conduz a vida... ilusão de quem de tanto sofrimento sente-se no direito de suspirar...

A casa VIII oferece a experiência do encontro total com o outro e o exterior, onde ao mesmo tempo que se percebe que o outro é diferente e singular é o UM.

Esta casa é conhecida também como a casa da Morte, porque é nela onde se experimenta a necessidade da ‘morte do Ego’ para recepcionar ao outro ou ao externo em geral nas suas diferenças. Toda a carga trágica que tradicionalmente se tem depositado sobre esta casa é devida ao medo da entrega a vínculos profundos. Morte não é o par dialético de vida, mas de nascimento. A vida é uma dinâmica constante de mortes, fluência e nascimentos.

Leve em conta que grandes amores envolvem grandes riscos.

Sexo: Deve ser praticado na proteção do amor, da responsabilidade e do compromisso.

No momento atual todos estamos muito ativados em nossos processos pessoais de evolução. Todos estamos vivendo profundas mudanças, por tanto nossos campos energéticos vivem ativados e submetidos a afinações e correções delicadas.

O sexo mexe e estabelece vínculos profundos. O sexo solto e descompromisado para pessoas com a casa VIII potencializada é perigoso. Não é para se reprimir, mas para considerar com muita responsabilidade a arte de juntar os corpos, as vidas. Existe todo um caminho de delicias no namoro e no convívio, que devem ser respeitados antes do sexo.

Evite fazer sexo por carência afetiva. O sexo, as vezes, é praticado em busca de afeto. Preste atenção ao seu coração e proponha-se praticar o afeto na sua vida, nas diversas oportunidades que ela lhe oferece.

Evite fazer sexo, quando algum dos parceiros, se sente indisposto, ou sem condições ou tempo.

Evite qualquer tipo de droga no sexo. Se não consegue fazer sexo sem drogas, é porque seu corpo está assinalando que não é para ser feito. Quando o sexo é desejado com a alma, não se precisa de estimulantes.

O sexo com amor é uma bênção, fora dele é uma perigosa droga. Custa tempo e energia se recuperar de uma transa inadequada, evite-a.

Se você sente que tem perturbações sexuais, trate-se, trabalhe-se, mas não se permita ser dominado por suas perversões. Busque ajuda. Invista na sua saúde sexual.

Seja muito cuidadoso e responsável com sua intimidade e sempre que seja possível deixe bem clara a sua intenção, a sua situação e as suas expectativas.

Saiba que amor e sexo têm a ver com a programação emocional infantil e herança cármica, quando possível é aconselhável se curar do "Amor Negativo" para evitar auto-sabotagens negativs nos relacionamentos. Existem técnicas terapêuticas atuais eficientes para tratar estas questões.

Informe-se sobre o tantrismo e o Taoísmo do Amor e do Sexo.

Sugestões:

  • Faça uma lista de todas as pessoas que fez sexo na sua vida. Medite no seu relacionamento com elas. Limpe todo tipo de sentimento negativo, feche promessas, corte ataduras. Ore por elas. Deseje que elas sejam amadas e felizes.
  • Permita-se em algumas experiências de relacionamento servir, corresponder, complementar o máximo que consiga ao seu parceiro. Isto não significa se precipitar fazendo tudo o que você acha que é bom.
  • Antes de encontrar-se com seu amado (a), dedique-se o tempo suficiente a você, até conseguir a disponibilidade mínima para receber. Comece por adora-lo (a) na distancia, na telepatia.
  • No ato sexual, atenção a respiração, à dança das respirações. Sinta os fluxos da energia e penetre neles prazerosamente, o leme é a respiração, o propósito celebrar a troca divina dos corpos enamorados e tesudos.
  • Evite se envolver na ansiedade e tensão de gozar. Deixe acontecer. Nunca perca contato. Evite a ejaculação enquanto a festa exija manter o nível de energia que vai se alcançando.
  • Agradeça e receba o amor e o tesão que provoca, se satisfaça com o que recebe, delicie-se ainda que lhe pareça pouco, o seu amor próprio lhe compensará qualquer aparente falta.

Emoções profundas:

  • Quando suas emoções profundas sejam ativadas lembre-se que a causa da mobilização é interior.
  • Viva suas emoções profundas na proteção da meditação e do autoconhecimento.
  • Evite pegar seus amigos como terapeutas. Não compartilhe seus segredos e vivencias intimas.
  • No caso de estar em guerra interior, trate de não se expor quando a emoção negativa lhe possuir, viva-a interiormente. Exemplo, nunca ataque no furor da raiva. Você evitará guerras desnecessárias e até uma possível derrota.
  • Pratique a tolerância, não por abandono, mas como a melhor forma de guerrear. Evite a agressividade, só a use na defensiva como continuidade da ação do outro. Seja receptivo ao seu inimigo, respeite-o, consiga vê-lo, escutá-lo, até adorá-lo, insista na possibilidade de diálogo, lute pela paz. A única guerra que deve ser vivida é a inevitável.


Traumas e perdas:

  • Quando se sofre um trauma uma parte da alma fica presa nele. E sempre que se entra em contato com algo que lembra a situação ou as pessoas envolvidas o estômago se retorce e detonam-se os processos perturbados associados. No xamanismo acostumam existir rituais chamados de “resgate da alma” que ajudam a curar estas feridas da alma.
  • invista na cura emocional profunda.

Drogas:

  • As experiências não ordinárias de sensibilização, visão, são possíveis sem drogas, é só criar um espaço de meditação apropriado. De nada serve saltar passos, respeite o seu ritmo natural, ele é a via segura de chegar aonde você quiser.
  • Através das drogas você pode se iludir, violentar o processo natural de expansão da sua consciência e sensibilidade. Pode até provocar danos irreversíveis. No caso de precisar, use com acompanhamento de um especialista e atento as observações de seus chegados.
  • Quem usar plantas de poder, seja responsável consigo próprio e se abra para os conhecimentos e os rituais da tradição.
  • Os problemas e os conflitos da vida, são uma oportunidade para crescermos. Devem ser enfrentados e solucionados. No caso de estar muito difícil, compartilhe com seus irmãos de coração, peça ajuda terapêutica e fundamentalmente espiritual. Confie a Deus seus conflitos. Mas nunca se iluda com drogas.

Negócios:

  • Devem ser realizados com transparência e ética. Os espertos que querem se aproveitar de subterfúgios e falcatruas serão desmascarados. Seja honesto e diáfano.
  • Quando você perder, não perca a lição.

Dinheiro:

  • Seja responsável com os valores, riquezas e o dinheiro dos outros, assim como com o seu. Estude as leis do dinheiro.

Heranças:

  • Em dependencia da situação astrológica da casa VIII pode se ter facilitações ou impedimentos nos processos de herança.

Pesquisas profundas dos mistérios:

  • Penetre nos mistérios com o coração limpo e as intenções puras. A prática da magia, fora de princípios éticos claros, é perigosa.

Medo:

  • O medo é um grande aliado, aprenda com ele. Ao enfrentar o medo alcançasse a visão.

Exercício: No caso de algum medo prejudicar a realização de alguma vontade, experimente visualizar com detalhes o que o medo está tratando de prevenir e permita-se as emoções que tal visualização lhe propicia. Reflita sobre as lições da experiência.

Sabedoria popular para a casa VIII:

  • Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem ser os piores;
  • Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal;
  • Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Pessoas com esta casa forte tem talento para detetives, cirurgiões, psicólogos, xamãs, magos, curadores; administradores de dinheiro e propriedades dos outros, seguradores, fiadores... Pessoas que estabelecem vínculos profundos governados por forças ocultas...

Para um estudo mais profundo da casa VIII uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • situação astrológica de Plutão e Escorpião

Casa IX

signo associado Sagitário
planeta regente Júpiter modalidade Mutável

Assuntos da casa IX:

Espiritualidade. Ética pessoal. Grandes viagens. Estrangeiro. Experiência da Ética, do Sagrado. Estudos superiores

Casa IX indica:

  • ambiente dos estudos superiores e da conformação da visão de mundo
  • a busca do conhecimento e da sabedoria
  • mostra como a pessoa se relaciona com países e culturas estrangeiras ou pessoa estrangeira
  • qual a filosofia de vida, visão de mundo, a busca de um sentido maior para a existência
  • influencia também os esportes em grupo - sendo que os esportes de competições individuais são indicados pelas casa 5 e 7.
  • estudos que partem da escolha do próprio indivíduo
  • estudos filosóficos, metafísicos, éticos, religiosos, judiciários
  • locais ou instituições que tratam desses assuntos. Ex: universidades, igrejas, fóruns, templos
  • conceitos e preconceitos criados pela civilização: dogmas, crenças, filosofias de vida que mexem com a pessoa
  • códigos éticos e morais
  • metafísica
  • mente superior abstrata
  • intuição
  • inspiração
  • codificação dos sistemas de pensamento
  • consciência social
  • ética. verdades espirituais
  • comunicação a longa distância, internacional ou interespacial
  • transposição de corpos, viagem astral ou sideral
  • sonhos e visões
  • previsões, profecia, advinhas
  • percepção, expansão da consciência que traz novas idéias que influenciam no social
  • casa derivada cunhados

Pessoas com esta casa forte relacionam-se ao Direito, à Antropologia, às relações internacionais, Línguas, Turismo, Educação Superior, Filosofia, Ética.

Para um estudo mais profundo da casa IX uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Júpiter e Sagitário

Aconselhamento

  • Escreva a sua ética pessoal, seus princípios e crenças.
  • Pratique abençoar a tudo o que é correto, consistente e belo no seu dia a dia.
  • Entre em contato com sua dimensão espiritual, com seu anjo da Guarda, com seus mentores, com toda sua equipe invisível e com seu mestre interior.
  • Escreva suas metas, ideais, vontades, coloque datas.

Casa X (Meio do Céu)

signo associado Capricórnio
planeta regente Saturno
virtude regente: responsabilidade
virtude complementar: leveza, flexibilidade

Assuntos da casa X:

Presente, profissão. Missão. Rumo da vida. Imagem social, pública. Status. Reconhecimento. Honras. O Pai, autoridades, o superior

O Meio do Céu no mapa, corresponde ao ponto mais alto do Céu no momento do nascimento. Ele sugere as forças e qualidades que a pessoa poderá dispor para definir suas metas de realização, construir sua imagem pública, social e profissional, definir o papel social mais adequado para agir no mundo e ser reconhecido. Esse é o setor da vida que fala do que se dispõe para se realizar socialmente, escolher a profissão e o melhor jeito de se relacionar com o social.

O Signo que ocupa o MC mostra o modo que a pessoa dispõe para realizar sua função social, influindo no mundo segundo essa postura, esses talentos, essas capacidades e comportamentos correspondentes ao Signo.

Assim, se alguém tem, por exemplo, o MC no signo de Libra, pode ser que essa pessoa seja reconhecida (Casa 10) por seus talentos comunicativos, intelectuais, pela beleza de seus gestos e atitudes, pela sua diplomacia e disposição para colaborar com a harmonia e a justiça (Libra), podendo exercer um papel social (Casa 10) de harmonização, confraternização, inteligência, sociabilidade e embelezamento (Libra), talvez até mesmo trabalhando (Casa 10) com arte, terapias, recursos humanos, diplomacia (Libra).

Os planetas presentes na Casa 10 vão agir nos assuntos da casa: influência no mundo, papel social, trabalho profissional, e influindo no modo como as pessoas vão o julgar, avaliar e reconhecer (Casa 10).

Os planetas presentes na Casa 10 estarão atuantes nos assuntos da casa, segundo o signo onde se encontre e a consciência e domínio da pessoa de suas qualidades e atributos . Os planetas presentes vão mediar a influência da pessoa no mundo, papel social e a escolha da profissão, assim como seu jeito de se projetar socialmente. De alguma forma também eles influenciam no modo como as pessoas o identificam, julgam e valorizam.

Contraposta à casa do passado (casa IV), a casa X pode dar dicas da imagem pública, profissão que tem por base a herança familiar.

Alguns astrólogos associam a casa X à figura da mãe e outros à do pai.

A Décima Casa ensina o meio de cumprir a função de seres individuais através da participação na produção do mundo.

Na Astrologia Mundial a casa X diz respeito à administração, altas patentes, empresas e empresários.

Para um estudo mais detalhado da casa X uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • situação astrológica de Saturno e Capricórnio

Aconselhamento

  • Invista no conhecimento de sua vocação, talentos e habilidades pessoais. Identifique a sua profissão de paixão.
  • Estabeleça um caminho para trabalhar com o que gosta e tem a ver com seus talentos e habilidades pessoais

Casa XI

signo associado: Aquário
planeta regente: Urano
*planeta co-regente: Saturno
virtude regente: Solidariedade. Companheirismo. Tolerância.
virtude complementar: Aceitação de si.

Assuntos da casa XI:
Esperanças. Projetos. Grupos. Amigos. Experiência do grupo

Casa XI indica:

  • esperança Como resultado do que fazemos no mundo (casa 10) nutrimos certas esperanças, temos certos desejos em relação ao que queremos de nossa sociedade.
  • as amizades. Ela diz a respeito do astral que rege o vínculo com amizades e grupos
  • grupos, jeito de participação social, nos grupos e causas coletivas
  • a maneira como se elabora e realiza projetos de vida que incluem os outros.
  • é a casa das ONGs
  • capacidade de abertura de idéias
  • criatividade de grupo
  • interesses humanitários, objetivos sociais
  • fraternidade universal
  • consciência das leis universais
  • fala da rebeldia, anarquia ou excentricidade da pessoa
  • círculo social geral da pessoa
  • identidade de grupo
  • a expressão pessoal é modificada pelas exigências que os outros fazem ou pelas concessões que se faz quando é preciso relacionar-se com um grupo maior. Não deve deixar de ser você, mas deve integrar-se ao grupo.
  • distração social: bares, festas, clubes

muitos planetas na Casa XI: deputados, senadores, inventores, revolucionários, protagonistas, pessoas que passa muito tempo em grupos.

Para um estudo mais detalhado da casa XI uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • Urano e Aquário

Aconselhamento para quem tem esta casa em destaque:

Amigos:

Cultive as suas amizades de coração com amor, cuidados, presença e verdade.

Grupos:

Saiba que em um grupo, o conhecimento de cada membro é importante. Faça questão de saber nomes e sobrenomes dos membros dos grupos a que pertence.

Participar de um grupo é uma oportunidade de proporcionar a si mesmo e a um grande número de pessoas, renovação, bem estar e prosperidade, assim como o resgate dos mais profundos valores.

A sintonia com os valores espirituais e a clara moral do grupo, atrai pessoas e outros grupos. Isto é uma dádiva que deve ser encarada com transparência e responsabilidade.

Aprenda a trabalhar em grupo, em equipe.

Projetos:

Seja generoso em seus projetos incluindo as questões dos outros, do social, da biodiversidade e do ambiente."

Casa XII

signo associado: Peixes
planeta regente: Netuno
planeta co-regente: Júpiter
modalidade: mutável
elemento: água
Virtude regente: Amor
Virtude complementar: Alegria

Assuntos e conteúdos da casa XII:

  • experiência do silêncio
  • desapego da vida mundana. Renúncia
  • experiência do mundo interior
  • experiência do sagrado pessoal
  • experiência da solidão, claustro, retiro, isolamento, privação - opcional ou forçada. Retiros. Exílios. Prisões. Hospitalizações
  • casa do eu espiritual, vertigem do ego. Espiritualidade. Mediunidade. Transcendência e devoção
  • casa da meditação, contemplação, do nada
  • serviço voluntário, experiência da doação, comunhão, misericórdia, perdão
  • sinais de provações, desafios a serem superados, visando liberação de karma, aprimoramento humano, espiritual, purificação
  • o lado marginal, clandestino, escondido, oculto ou aquele que não faz questão de aparecer, ser reconhecido
  • segredo
  • o oculto e misterioso
  • inimigos ocultos
  • medos inexplicáveis
  • adversidades
  • perseguição
  • vícios, escapismos
  • enganos. Traições. Corrupção
  • abstração, fantasias, sonhos, encantamentos

planetas na casa XII

Os Planetas na casa XII são submetidos a discrição, moderação, humildade, despojamento, e às vezes a restrições. E assim a pessoa com muitos planetas pessoais na casa XII tende a ser do estilo tímido, recolhido, discreto, observador que gosta cultivar sua solidão.

No caso de Sol, Lua e planetas pessoais estarem na casa XII, esteja atento à necessidade de resgate da função destes planetas, porque pode tender a se auto-sabotar, ficar com culpa ou constrangimento em usar seus poderes, energias e atributos, no interesse pessoal.

A casa XII é a última das casas na Roda da Vida, a ela se associa a etapa final de iniciações para atingir a transcendência do mundano, do comando do Ego, do automatismo, na busca da comunhão espiritual e o acordar espiritual. Ela é associada à experiência do amor incondicional, doação, santidade, serviço. Quando a pessoa não conseguiu desenvolver sua sensibilidade e espiritualidade no grau que requer sua casa XII pode viver seus eflúvios como perturbação, que muitas vezes podem conduzir a marginalização, loucura, ou enfermidades.

A pessoa com planetas pessoais na casa XII pode tender também a ser sofisticada, requintada, estranha, com ar de nobreza ou certo grau de uma hierarquia perdida na história. Pode aparentar também viver atrás de véus e máscaras.

Possíveis ocupações ou tipos: freira, médico interno, psicólogo, psiquiatra, enfermeira; carcerário e preso; o que estuda os grupos marginalizados da sociedade, ermitão, asceta, etc.

Eu tenho uma amiga que tem Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte na casa XII, ultima herdeira de uma família tradicional cubana que ficou vivendo em Cuba após a Revolução, que vive numa casa com dezenas de quartos, o quarto de estimação dela é no sótão e tem um letreiro na porta do quarto: "Proibido a entrada de pessoas, animais e espíritos".

Para um estudo mais detalhado da casa XII uma sugestão é estudar a seqüência:

  • signo na cúspide
  • regente do signo da cúspide
  • planetas na casa e seus aspectos
  • situação astrológica do planeta Netuno e do signo de Peixes

Aconselhamento para lidar com a casa XII

Orar:

Orar é viver com Deus no Coração. Quando se tem a casa XII ativada é bom orar.

Acorde e durma com Deus. Na oração se tem a oportunidade de, na luz de Deus e da Hierarquia Divina, viver.

Pode praticar as orações clássicas da sua religião, tipo "Pai Nosso", "Ave Maria", "Credo", assim como inventar suas orações, falar livremente com seus guias, mentores e deuses pessoais. Ative o eu espiritual. Peça orientações, bênçãos, interferência onde e quando se sentir incompetente para agir com seu Ego.

  • Ore por seus familiares, seus seres queridos, amigos, vizinhos.
  • Ore por seus inimigos, pelas pessoas que guarda mágoas e peça a Deus para iluminar os motivos destes desencontros.
  • Ore por trabalhos espirituais e assistência em centros onde impere a dor e o sofrimento, tais como hospitais, claustros e presídios. Realize ações práticas que colaborem com o melhoramento dos serviços e a vida nestes lugares.
  • Ore por todos aqueles que trabalham pela vida espiritual, pela Paz e pelo Amor na Terra e no Universo. É hora de orar por tudo e todos. Orar, orar, orar!
  • Ore e peça pelos sofredores e desafortunados do mundo. Peça Misericórdia, Atenção, Perdão, Luz e Amor.
  • Colabore com a máxima discrição possível com todo movimento de colaboração com o bem estar social e planetário.

Telepatia:

Muito cuidado com a qualidade da sua telepatia, de seus pensamentos e de seus sentimentos.

Seja muito atento com a qualidade de seus pensamentos e sentimentos. Observe como você lembra os seus seres queridos, especialmente àqueles com os que mantém relações amorosas. A telepatia é uma realidade, ainda que estivermos separados fisicamente estamos unidos no astral.

As paranóias em relação ao amor, às vezes provocam sentimentos de rejeição e raiva que são projetadas no astral para amados e amadas, provocando neles violência astral e negatividade. Isto provocará rejeição por parte deles. Aí você se pergunta: Por que me abandonam, me rejeitam, se eu tanto lhes amo? Ainda que você esteja amando, na telepatia pode estar agredindo e molestando. Atenção!

Coincidências:

Fique ligado nas coincidências da sua vida. Elas mostram o plano fluente e divino da sua vida. Descubra os sinais de seus sonhos. Leve a sério as recordações que brotam aparentemente do nada, as relacione com o que está vivendo na hora.

Entre em contato com as pessoas que recorde de repente. Leve em consideração os encontros casuais.

Descubra o lado positivo de tudo o que lhe acontecer.

Ações ocultas:

Saiba que na atualidade, devido à presença de Netuno em Aquário e Urano em Peixes entre outros fatores, tudo será revelado e conhecido. É a hora da verdade.

Evite as ações pecaminosas ocultas, esteja certo que será descoberto. Seja diáfano. Se você está sendo impelido a agir incorretamente no oculto (cada um de nós sabe o que faz de errado), trabalhe-se espiritualmente, peça ajuda.

Pare logo com o incorreto, arrependa-se e com sinceridade retifique. Todos, em certas ocasiões erramos, agimos com inadequação, aprendemos errando, mas logo de conhecido o erro devemos retificar.

Renúncia ao Ego. Humildade. Carência, Ilusão, Depressão.

A casa XII convida à renúncia do Ego, ou melhor a colocar o Ego no seu lugar certo. Os planetas presentes na casa XII serão submetidos ao despojamento e à não consideração, é bom estar atento para não agir com auto-sabotagem ou auto-repressão em relação à função do planeta.

Carência. Solidão

A pessoa na situação de carência amorosa e sensação de vazio deve compreender que a única saída, é ela própria se amar, se dar afeto, se acarinhar.

Se nós não nos amarmos, nunca sentiremos o amor do outro. Se não nos aceitamos e nos responsabilizamos com o estado que estamos vivendo, o outro não poderá nos auxiliar, porque ao mesmo tempo que solicitamos a sua ajuda o culpamos por nosso estado.

Você só poderá receber Amor, quando se Amar.

Lembre-se que o silêncio às vezes é a melhor resposta.

Abençoe, afirme, admire, agradeça tudo o que você quer para si, os outros e o planeta.

Serviço

Assuma serviços voluntários que se apresentem naturalmente na sua vida.

Exercícios:

  • Fique sozinho, um mínimo de 20 minutos diários, em silêncio, meditação
  • Dê atenção a suas vozes interiores. Chegue a um entendimento com elas
  • Ore diariamente pela assistência espiritual a todos os sofredores e necessitados do mundo

Agrupando as Casas

As doze casas podem ser subdividas e classificadas de várias formas. O conhecimento desses agrupamentos enriquece o entendimento do significado de cada casa e a maneira como uma casa se relaciona com outra e o resto do mapa.

Hemisférios e quadrantes.

A linha do horizonte

A linha do horizonte é a primeira divisão evidente do mapa, determinando a região acima do horizonte , as vezes chamadas de casas diurnas ou sociais e abaixo do horizonte Casas noturnas ou pessoais.

As casas situadas abaixo do horizonte (da Primeira a Sexta) estão ligadas ao desenvolvimento do indivíduo, à identidade de seu mundo pessoal e aos requisitos básicos, que servirão de alicerce para sustentar sua relação com o outro e o mundo.

Nos assuntos das casas abaixo do horizonte, a pessoa essencialmente pensa, age e sente de forma subjetiva e guiado mais pelo emocional. O enfoque das experiências se orienta no sentido da auto satisfação, realização e expressão.

As Casas que ficam acima do horizonte (da Sétima à Décima Segunda) estão ligadas ao relacionamento pessoa com outros. São conhecidas como as casas coletivas.

Os assuntos ligados as casas diurnas ou acima do horizonte mexem com outras pessoas fora da família e o social como um todo.

A linha vertical

Podemos também dividir o mapa no seu meio por uma vertical que passe pelo seu centro, o Meridiano de Nascimento, cujo ponto superior é o Zênite, chamado de Meio do Céu e o ponto inferior é o Nadir ou Fundo do Céu. Dividiria as casas em casas do Leste (X, XI, XII, I, II e III), centradas no Eu, e casas do Oeste (IX, VIII, VII, IV, V e IV) centradas no Outro.

A pessoa com muitos planetas do lado Leste tenderá a ser centrada em si (chega numa festa depois de começada e sai antes de terminar, para que as pessoas a vejam chegar e sair), assim como a pessoa com muitos planetas do lado oeste tenderá a viver em função dos outros (chega a festa antes das pessoas chegarem e sai entre as últimas pessoas, para assim poder acompanhar a evolução de todos).

Quadrantes

O cruzamento do eixo do meridiano com a linha do horizonte divide o círculo em quatro partes iguais: os Quatro Quadrantes, tendo por centro o indivíduo no planeta Terra.

Primeiro Quadrante (da Primeira a Terceira Casa).
Identidade pessoal: Casa I, O indivíduo identifica as características da sua pessoa; Casa II, valores, posses; Casa III, mente, assimilação de informações, expressão, meios de transporte e pequenas viagens.

Segundo Quadrante (da Quarta a Sexta Casa).
Origens e criação. O indivíduo como membro de uma família cresce e aprimora sua pessoa: Na Casa IV, o indivíduo integra sua personalidade no ambiente familiar, cultural e heranças ancestrais. Casa que aponta dados importantes em relação a Programação Familiar da Personalidade. Na casa V, o indivíduo sai da toca e se externa como criador; na casa VI aperfeiçoa, aprimora sua natureza particular e cultiva seu cotidiano.

Terceiro Quadrante (da Sétima a Nona casa).
Expansão e relacionamentos. O indivíduo expande o conhecimento através de relacionamentos com outras pessoas e o mundo. Na Casa VII, existe um encontro íntimo entre a sua realidade e a de outra pessoa. Na Casa VIII, vive o sexo e compartilha as posses e os mistérios. Na casa IX, desperta a visão de conjunto, estrutura sua Ética pessoal, e realiza seus grandes movimentos e aprendizados.

Quarto Quadrante (da Décima a Décima Segunda Casa).
Social. Espiritual. Oculto. Transcendência. Na casa X, vai em busca de sua honra, expressa seu papel na sociedade; na casa XI o indivíduo expande-se e integra-se a outros, vive relacionamentos interpessoais com amigos, grupos; a partir disso cria projetos, idealiza, sonha, expande sua consciência. Na casa XII, vive o seu lado espiritual e todos os processos de conclusão e sínteses interiores.

As casas também podem ser estudadas como as três modalidades de seus ângulos, a semelhança como se faz com os signos.

Casas angulares, sucedentes e cadentes.

Existem três tipos de casas:
Há as casas angulares ou cardeais, que são as mais importantes porque destacam signos e planetas e indicam a cruz em que se ancora na vida material. São elas: a Primeira (começa com o Ascendente), a Quarta (começa com o Fundo do Céu), a Sétima (começa com o Descendente), e a Décima (começa com o Meio do Céu). Essas Casas são denominadas angulares porque representam a criação ou exteriorização do significado dos quatro ângulos.

As casas sucedentes ou fixas estabilizam e enraízam as mudanças provocadas pelo movimento de ação das casa cardinais. Assim, temos as casa 2, 5, 8 e 11 como sucedentes , pois sucedem as angulares.

A seguir, as casas cadentes ou mutáveis, isto é, as que caem ou permitem a mudança, avaliando a força da ação iniciada pelas casas cardinais, mas também disseminando e transformando, ou melhor, até mesmo reconstruindo o que foi iniciado na casa cardinal e consolidado na casa sucedente. São elas: 3, 6, 9 e 12.

Exemplo: a saúde física, adquirida com os cuidados na primeira infância (casa 4) é materializado nas conquistas da casa 5, que se aperfeiçoa e sistematiza na casa 6, com reflexos claros na saúde do físico.

As casas angulares

Correspondem aos Signos Cardeais. Os signos cardeais geram e desencadeiam novas energias. Do mesmo modo, as casas angulares estimulam para a ação e representam quatro áreas básicas da vida que têm forte impacto na individualidade:

A primeira casa, que tem por cúspide o Ascendente, refere-se à descoberta subjetiva do ser, o prisma através do qual se percebe e constrói o estilo pessoal de ser, ou entidade individual.

A quarta casa, que tem por cúspide o Nadir ou Fundo do Céu, inaugura como Casa Angular outra oitava do Ser, como personalidade integrada, operando a partir do lar, do mundo interior: dentro da instituição – família, como uma continuidade de uma determinada ancestralidade e cultura.

A sétima casa diz respeito a pessoa em relação, seja ele parceiro ou companheiro. A casa sete instrui como se relacionar com os outros.

A Décima Casa ensina o meio de cumprir a função de seres individuais através da participação na produção do mundo. A carreira ou profissão. Honras, merecimentos.

Relação entre as casas angulares

Em cada casa angular se ampliam as fronteiras de integração pessoal, é conveniente saber conciliar as exigências de cada um dos setores angulares, por isto é importante meditar nos seus relacionamentos.

Na casa I a pessoa se reconhece, na casa quatro conhece a sua origem, na casa sete, conhece o outro e na casa X reconhece o rumo da sua vida.

Oposição entre a Casa I (eu) e a VII (outro)

Alguma condição de identidade e liberdade pessoal (I) tem de ser sacrificada ou modificada para funcionar num relacionamento (VII). É o clássico dilema nos relacionamentos, do quanto se tem que ceder no pessoal a favor do relacionamento com outra pessoa, que é outro mundo. Se corresponder demais as expectativas e projeções do outro, pode-se perder a identidade e se sentir mal; se for por demais centrado em si mesmo, os outros sentirão a falta de correspondência.

Oposição entre a casa IV (privado) e a X (público)

Há aqui um possível conflito entre ficar em casa e participar do aconchego da família (IV) versus ficar longe da família em beneficio da carreira, do trabalho no mundo. Por exemplo, é comum o dilema da mulher, mãe e esposa, que se divide entre a família e a vontade de expandir-se profissionalmente.

Esta oposição também levanta o dilema entre o tempo para ser dedicado ao mundo pessoal e interior e o tempo para a vida social e seus compromissos.

Quadratura da casa I e a IV.

Em que grau a vida no lar, ou em família restringe a nossa individualidade? Em que grau nossa identidade tem que se adaptar às circunstâncias de sua integração pessoal no ambiente familiar, à herança cultural e de ancestralidade?

Este aspecto levanta a questão entre a identidade pessoal e a Programação Familiar.

Quadratura da casa VII e a X.

Tensão entre a Carreira (X) e o Relacionamento (VII). Nossos relacionamentos contribuem ou sabotam nossa Carreira e Imagem Pública ou vice-versa? Como lidamos com as Associações (VII) e a Carreira? O nosso parceiro (a) aprova nossa profissão? Nossa profissão ou imagem pública aprova nossa parceria?

Quadratura da I com a X.

A autodisciplina é necessária para desenvolver uma carreira (X), e invariavelmente isso limita nossa liberdade e espontaneidade pessoal (I). Aquilo que a sociedade aprova e acha válido (X), pode impor restrições ao que somos naturalmente inclinados a fazer (I).

As casas fixas

As forças colocadas em movimento nas casas cardeais são concentradas, utilizadas e desenvolvidas nas casas fixas: II, V, VIII, XI. Estas casas são naturalmente associadas aos signos fixos de Touro, Leão, Escorpião e Aquário que consolidam a energia que gera os signos cardeais.

A segunda casa refere-se ao uso que o ser individual encontra disponível a fim de se exteriorizar; no sentido mais amplo, seu patrimônio por ocasião do nascimento, incluindo todas as capacidades inatas do corpo e da psique. A experiência de Ser da primeira casa leva à experiência de ‘Ter’ da Segunda Casa, - Ter um corpo, Ter posses, Ter talento, ou negativamente estar privado de tudo isso em qualquer sentido satisfatório.

A quinta casa, simboliza aquelas experiências que facultam a pessoa o uso das energias geradas pela sua integridade pessoal no ambiente familiar e interior, exprimindo nossa criatividade e magnetismo pessoal.

A oitava casa refere-se ao uso que fazemos das energias vindas do relacionamento. Tem o delicado canal do Sexo e o Amor. Tem o canal dos mistérios. Tem o canal do patrimônio adquirido em comum, que obviamente precisa levar em conta as normas coletivas de negócios, investimentos, transferência de bens, etc. A décima primeira casa sugere o melhor meio de empregar e desfrutar aquilo que conquistamos, de exprimir-nos como membros de uma comunidade, mais do que como indivíduos, e também de imaginar melhores modelos de inter-relacionamento, novas formas de negócios ou de organização social.

Relação entre as casas fixas.

Oposição entre a casa II (meu) e a VIII (do outro).

A tensão se manifesta na hora de compartilhar os espaços, entre aquilo que a pessoa possui e o que possui sua parceria. A casa II preserva e mantém aquilo que representa a base do indivíduo; a VIII nos mostra a realidade que vamos experimentar em nossos relacionamentos íntimos. O tipo de intimidade será proporcional à maneira em que se compartilham as energias, valores e posses.

Pessoas com uma casa II forte têm tendência de receber na sua base, o parceiro. Pessoas com uma VIII forte tem tendência de se entregar à base do parceiro.

Oposição entre a casa V e a XI

O dilema pode se dar entre o estilo e energia pessoal (V) e o estilo e energia dos grupos aos quais pertence ou amigos. Entre aquilo que o indivíduo quer gerar, criar e o que lhe é solicitado ou o consenso do grupo ao qual pertence. Entre a vontade de se divertir, as obrigações e compromissos sociais; ou entre a vontade pessoal em geral e a vontade de participar do grupo.

Quadratura entre a casa V e a VIII

Na V vivemos nosso magnetismo pessoal, nosso entusiasmo, nossa espontaneidade, gostamos de ser reconhecidos através dos nossos dons e criatividade. Na VIII, nos despojamos do nosso Ego para receber o outro. Pode acontecer que a VIII nos exija concessões em relação ao estilo pessoal que não estamos afim de fazer. A VIII quando não está protegida por uma relação onde o principio de mútuo respeito e consideração pelas diferenças, seja levado em conta, podem ser violentadas as naturezas autênticas da personalidade, escancaradas na casa V e isto gerar conflitos.

Quadratura da VIII com a XI

A intensidade do relacionamento na VIII pode entrar em conflito com os relacionamentos de amizades e grupos da XI. Assim como a maneira em que um indivíduo lida com sua intimidade pode sabotear o estilo de relação social da casa XI e vice - versa.

Quadratura da XI com a II

A XI pode propor idéias solidárias e de comunhão, tais como distribuição eqüitativa de bens, mas a II deseja Ter as coisas pessoalmente, entrando em conflito. A XI pode nos solicitar energia e tempo, através de metas, objetivos, projetos, relacionamentos com amigos ou grupos que a II gostaria de empregar em projetos pessoais.

São muito comuns os conflitos entre os ideais, os amigos e os negócios pessoais.

As casas mutáveis

As casas mutáveis (III, VI, IX, XII) são associadas com os signos mutáveis de Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes. Enquanto as casas angulares geram energia e as casas sucedentes concentram a energia, as Casas Cadentes distribuem e reorganizam a energia. Em cada casa cadente, nos reconsideramos, reajustamos ou reorientamos com base naquilo que vivenciamos anteriormente na casa sucedente .

A terceira Casa é o campo de experiência que nos traz uma compreensão da relação entre ser e usar, entre o sentido subjetivo de ser e a realidade objetiva dos meios de ação, isto é, as posses do ser. Instaura-se um processo de formação, mediante seleção, classificação e organização. Isso significa adaptar-se ao ambiente, relacionar sensação com sensação, desenvolver a habilidade e o intelecto e formular e comunicar as próprias respostas ao ambiente. Na III, aprendemos mais sobre quem somos, comparando e contrastando-nos com aqueles que nos cercam, especialmente irmãos, parentes, companheiros de escola, vizinhos. A Sexta Casa, Cadente, é o campo de experiência que permite ao indivíduo, entender, reformar, transformar ou ampliar a consciência de ser. Esta experiência se manifesta nas ações que o indivíduo oferece ao Cosmos, através do seu trabalho ou serviços.

A Nona Casa é especificamente o campo de experiências que nos inspira uma compreensão mais profunda e uma maior expansão da consciência. Essas experiências dão forma a nossa apreciação e avaliação dos processos social e cósmico. Elas lidam com nossas tentativas de generalizar e de comunicar, não mais assuntos e questões pessoais e ambientais, mas aquilo que afeta todas as pessoas e o universo em geral.

A Décima Segunda Casa finda o processo cíclico da experiência, essencialmente de uma dentre duas maneiras: pode significar uma realização em matéria de entendimento e de sabedoria da vida interior, que se estende no sentido do esvaziamento do conteúdo da vida, isto é a morte no sentido simbólico que por sua vez leva ao início de uma fase nova e superior, ou por outro lado pode levar a uma perturbação de todos os relacionamentos e a um trágico sentido de malogro, que se prolonga além do término do ciclo, como lembranças espectrais não resolvidas.

Relacionamento entre as casas mutáveis.

Oposição entre III (aqui) e IX (lá)

Na III expressamos nossas idéias a partir de motivos pessoais, na IX expressamos nossas idéias comprometidos com nossa visão de Mundo e Ética. Na III aprendemos sobre o cotidiano e as relações mais cotidianas, na IX aprendemos sobre o geral da humanidade e a vida. Na III realizamos pequenas viagens, na IX as grandes. Na III nos relacionamos com a vizinhança, na IX com o Mundo.

Oposição da VI e a XII.

A VI mostra-se discriminativa, objetiva e seletiva, definindo limites cuidadosamente. Na XII vive-se a sensibilidade, a subjetividade, a ausência de limites. A VI planeja a vida e encaixa o indivíduo numa rotina construtiva de valores; a XII invade a vida e encaixa o indivíduo na sua ligação com o oculto. Na VI busca-se eficiência, na XII vivesse o mistério.

Quadratura de III e VI.

A III gosta de saber um pouco de tudo, enquanto a VI quer saber o máximo a respeito das coisas com as quais trabalha. A III é dispersa, versátil, a VI é concentrada, direcionada. A III quer dispor tempo para passear, relaxar, conhecer, a VI quer tempo para aperfeiçoar os trabalhos, avançar, produzir.

Quadratura de III e XII.

A III se relaciona e percebe aquilo que é imediato, visível no ambiente, a XII é o domínio do distante, do escondido, do invisível. Uma ação ou exposição pode ser apreciada pelo seu valor explícito (III) ou percebida como ocultando sentimentos ou motivações (XII). A (III) observa as ações e faz o sentido das palavras, a (XII) fica à espreita e é sensível a outros níveis de realidade. A combinação de III e XII percebe muitos níveis de realidade ao mesmos tempo. Isso confere um fantástico insigth nas pessoas e situações ou, uma grande confusão mental.

Quadratura da IX com a XII.

A IX estrutura modelos e princípios básicos que governam a vida, a XII se entrega à fé, à oração, à adoração. A IX procura a expansão, a XII o desapego.

As casas e os elementos:

As casas do elemento Fogo (Triplicidade do Espírito): Casas I, V e IX.

Tipos de vivência que podemos ter. Assim, a nossa intuição é ligada às casas 1, 5 e 9 - eu sou, eu crio e eu inspiro.

As casas do elemento Terra (Triplicidade da Matéria): Casas II, VI, X.

Nossa capacidade de materializar o que somos e queremos é simbolizada pelas casa 2, 6 e 10 - eu tenho, eu trabalho e me aprimoro nisso e eu sou um mestre reconhecido e patrão de mim mesmo.

As casas do elemento Ar (Triplicidade do Relacionamento): Casas III, VII, XI.

Nossa capacidade de trocar informações com o meio ambiente, para verificar se o que queremos é possível e como o será, é assunto das casas 3, 7 e 11 - eu aprendo, eu troco o que sei com meu parceiro e eu ensino grandes grupos de pessoas o que aprendi a fazer.

As casas do elemento Água (Triplicidade da Alma): Casas IV, VIII, XII.

As emoções dizem respeito às casas 4, 8 e 12 - eu sinto o sonho de um passado que me movimenta, eu transformo com emoção o que compartilhei por meio da crise e faço a doação de minha existência em prol de algo maior e mais importante do que eu mesmo - e por isso assumo até o risco de ficar só.

Casas ativas ou passivas

Essa é uma outra divisão que informa os assuntos que nos chamam para a ação, a sentir e participar de algo. Assim, as casas ímpares são ativas (1, 3, 5, 7, 9, 11) e as pares -alternadas as primeiras - são passivas.

Os significados das casas através dos tempos:

Texto e pesquisa de Deborah Houlding - Skyscript Astrology Pages.

Para um profundo estudo e conhecimento do significado das casas: - " The Houses - Temples of the Sky por Deborah Houlding ".

Casa I

Mamilus
A vida e a formação do caráter; os primeiros anos; educação. O destino das crianças e as preces dos pais. A posição para a qual o homem nasce; profissão; o sucesso dos seus empreendimentos. Templo de Mercúrio.

Outros clássicos
Vida; corpo; caráter; espírito.

Firmicus
Vida e o Espírito Vital do homem. Caráter fundamental e o alicerce da natividade completa. Cardinal.

Al-Biruni
Alma; vida; longevidade. Educação. A terra natal.

Lilly
Vida; saúde e vitalidade; forma e figura do corpo.

Moderna
Personalidade. A imagem que projetamos. Comportamento externo. Saúde; disposição e maneiras.

Casa II

Mamilus
Desafortunada. A moradia de Thypon.

Outros clássicos
Sustento; lucro; herança; bens; fortuna; negócios; ganho. Ligação com mulheres.

Firmicus
Aumento de esperanças pessoais e posses materiais. Expectativa de herança e saúde. Passiva e debilitada porque não aspecta o Ascendente. Chamada o 'Portal do Inferno' (Anaphora).

Al-Biruni
Nutrição; sustento; assistentes. Profissão dos filhos.

Lilly
Bens, fortuna, substância, riqueza e pobreza. Bens móveis.

Moderna
Posses e assuntos financeiros. Recursos que suportam o corpo físico. Rendimento. Sentimentos.

Casa III

Mamilus
A sorte e o destino dos irmãos. Templo da Lua.

Outros clássicos
Irmãos, amigos, parentes. Riqueza; mensagens. 'Deusa'; realeza, escravos, viagens.

Firmicus
Irmãos, irmãs e amigos. Viajantes. Favorável porque aspecta o Ascendente por um sextil. Chamada 'Dea'.

Al-Biruni
Irmãos, irmãs e parentes, parentes do cônjuge; jóias; amigos; mitigação; pequenas viagens.

Lilly
Família e vizinhos. Viagens pequenas ou no interior do país. Cartas, rumores, informações e mensagens.

Moderna
Família; vida escolar, educação; pequenas viagens, comunicações. Discursos, mente, meio ambiente. Auto-expressão

Casa IV

Mamilus
A fundação de todas as coisas; riqueza; extracção de metal e ganho por fontes encobertas. Pais e a condição da velhice. O templo de Saturno.

Outros clássicos
Pais, crianças; espíritos; vida no templo; reputação.

Firmicus
Pais; bens familiares; substância; posses; objectos domésticos; tudo o que é relacionado com riqueza escondida e não recuperada. Cardinal.

Al-Biruni
Pais; avós; descendentes; propriedades; campos; abastecimento de água. O que se segue à morte e o que acontece ao morto.

Lilly
Pais; terras; casas; inquilinos; heranças ancestrais (paternidade); lavoura e cultivo da terra; tesouros escondidos; determinação ou o fim das coisas.

Moderna
Início e fim da vida; pais; a mãe; o lar. Casas; terras. Vida privada. Emoções reprimidas

Casa V

Mamilus
Mudanças na saúde; doença. Uma região de incertezas.

Outros clássicos
Crianças, Boa Fortuna; amizade. Realizações.

Firmicus
O número de filhos e o seu sexo. Chamada a casa da Boa Fortuna porque é a casa de Vénus. Favorável porque aspecta o Ascendente por um trígono.

Al-Biruni
Crianças, amigos, roupas, prazeres, alegrias, riqueza do pai.

Lilly
Crianças, mulheres grávidas. Banquetes, tabernas, entretenimentos, jogo. Embaixadores.

Moderna
Criatividade, crianças, prazer, férias, casos amorosos, jogos de azar, desporto, ofertas, todas as coisas agradáveis.

Casa VI

Mamilus
Templo do mau augúrio, miséria, destruição e trabalho duro. Hostil para actividades futuras. Amaldiçoado para a queda.

Outros clássicos
Escravos, trabalho duro; doenças, enfermidades; inimizades, 'má fortuna'.

Firmicus
Saúde, enfermidades físicas e doença. Chamada 'Mala Fortuna' porque é a casa de Marte. Debilitada e passiva porque não aspecta o Ascendente.

Al-Biruni
Doença, defeitos do corpo, trabalho excessivo. Se desafortunada: perda de propriedade, doença dos órgãos internos, escravos, empregadas e gado.

Lilly
Doenças e enfermidades. Serventes, trabalhadores. Agricultores, agricultura e gado. Pequenos animais.

Moderna
Trabalho; subordinados. Tarefas domésticas. Saúde e bem-estar.

Casa VII

Mamilus
A consumação dos romances; a conclusão do trabalho duro; os anos finais e o fim da vida; morte; adoração dos deuses; casamentos; lazer; eventos sociais; banquetes.

Outros clássicos
Casamento.

Firmicus
A natureza e o número de casamentos. Cardinal, mas em aspecto nocivo ao Ascendente.

Al-Biruni
Mulheres, concubinas; festa de casamento. Disputas. Parcerias. Perdas. Processos litigiosos.

Lilly
Casamento; parceiros; inimigos públicos (conhecidos); ladrões. A parte oposta no amor, guerra, contendas ou processos litigiosos.

Moderna
Aqueles com quem devemos partilhar as nossas vidas ou ações, ou aqueles que se encontram numa relacionamento forte de natureza emocional ou de negócios. Inimigos declarados. A projeção do 'não eu'.

Casa VIII

Mamilus
Desafortunada. A moradia de Thypon.

Outros clássicos
Morte e a sua natureza; julgamento; penalização; perda; fraqueza.

Firmicus
O tipo de morte. Nenhum planeta exceto a Lua rejubila nesta casa e mesmo assim, só em mapas noturnos. Debilitada e passiva porque não aspecta o Ascendente. Chamado o 'Portal do Inferno' (Epicataphora).

Al-Biruni
Morte; assassinato; envenenamento. Herança. Propriedade do cônjuge. Despesa; pobreza.

Lilly
Morte; testamentos; dinheiro dos parceiros. Medo e angústia da mente.

Moderna
Rendimentos, impostos, legados; sentimentos partilhados, sexo, nascimento e morte. Grandes negócios. Seguros. Crime.

Casa IX

Mamilus
Destino e decretos dos deuses. Templo do Sol.

Outros clássicos
Viagens. Deus; manifestações dos deuses; revelações; profecias. Amizade e benefícios vindos dos reis.

Firmicus
Religião. Viagens para fora do país. A classe social do homem. A casa do deus Sol. Favorável porque aspecta o Ascendente por um trígono

Al-Biruni
Viagens, religião, destino, obtenção de conhecimento pelas estrelas e pela adivinhação. Filosofia, interpretação de sonhos.

Lilly
Lugares estrangeiros; viagens longas. Religião; Sacerdócio. Sonhos, visões, conhecimento.

Moderna
Educação superior. Viagens; estrangeiros, linguagens. Ideias moralistas, consciência, sonhos.

Casa X

Mamilus
Glória; distinção; honras; favores populares; poder; a regra da lei e justiça nos tribunais; alianças com nações estrangeiras. Fama relativa à própria posição. Consumação do sucesso. Laços matrimoniais. O templo de Vênus.

Outros clássicos
Carreira; realizações; honras; reputação. Esposa, crianças.

Firmicus
Vida e Espírito Vital; todas as nossas ações; lar, país. Carreira profissional, todos os nossos relacionamentos com os outros. Enfermidades da mente. Cardinal e a maior influência.

Al-Biruni
Governo com conselho de nobres; autoridade absoluta; sucesso nos negócios; comércio; profissões. Liberalidade.

Lilly
Honra, dignidade, realeza; comandantes; juízes; autoridade. Profissão. Mães.

Moderna
Aspirações; carreira; profissão e status social.

Casa XI

Mamilus
Esperança, ambição, triunfo. Abençoada com o lote da Fortuna Feliz. O templo de Júpiter.

Outros clássicos
Boa sorte, esperança; realização dos desejos, pessoas liberadas, amigos, ofertas, crianças.

Firmicus
Chamada Bom Espírito. Favorável porque aspecta o Ascendente por um sextil e é a casa de Júpiter.

Al-Biruni
Felicidade, amigos, louvor, amor, amizade de mulheres, ornamentos, comércio, longevidade.

Lilly
Amigos e amizade; esperança, confiança, louvor, conforto, promoção por recomendação de amigos; esperanças e desejos secretos.

Moderna
Amigos e conhecidos, clubes e sociedades. Objetivos na vida, prazeres intelectuais. Contactos superficiais feitos nos assuntos diários.

Casa XII

Mamilus
Templo do mau augúrio, miséria, destruição e trabalho duro. Hostil para actividades futuras. Amaldiçoada para a ascensão.

Outros clássicos
Má sorte; autodestruição; escravos, inimizades; perigo; enfermidades; morte; países estrangeiros.

Firmicus
Inimigos; escravos; defeitos e doenças. Chamada 'Malus Daemon' mau espírito. Casa de Saturno. Debilitada e passiva porque não aspecta o Ascendente.

Al-Biruni
Inimigos; miséria; ansiedades; prisão; dívidas; multas; fianças; medo; adversidades; doença; gado; asilo; escravos; serventes; exílio.

Lilly
Inimigos secretos, bruxas, mágoa, autodestruição; aprisionamento. Gado grande tais como cavalos, bois e elefantes.

Moderna
Isolamento. Serviço perante os outros; caridade. O inconsciente; auto-sacrifício; escapismo; misticismo.

feliz

Hector Othon
hectorcubano@terra.com.br

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Ascendentes e Casas

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Casas por Morin

Casas, William Lilly

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Casas derivadas


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Se desejais chegar à casa da alma,
buscai no espelho o rosto mais singelo.
Rumi