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Taniko, o Rito do Mar

  

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TANIKO – O RITO DO MAR. Autor Zencouro (do Tyaso de Zeame)
Veja texto de Taniko, o Rito do Mar adaptado por Ze Celso e elenco de Taniko Imagem

TEMPORADA:
Toda sexta-feira às 20h, sábado e domingo às 18h do mês de maio 08 no Teatro Oficina.
Como chegar no Teatro Oficina?

REALIZAÇÃO
Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

DIREÇÃO
José Celso Martinez Correa

ELENCO
Ariclenes Barroso, Marcelo Drummond, Sylvia Prado, Hector Othon, Celia Nascimento, Anthero Montenegro, Camila Mota, Flávio Rocha, Julianne Elting, Lucas Weglinski e Rodrigo Andreolli

BANDA DYTYRÂMBICA DE BOSSA NOVA TRANS-ZÊNICA dirigida por Guilherme Calzavara na Bateria, Adriano Salhab na Guitarra e Violão, Marcos no Baixo, Rodrigo Gava na Sonoplastia e no Teclado e Ricardo Nash na Flauta de Buda.

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PRODUÇÃO
Bia Fonseca

FIGURINOS
Sônia Ushiyama

ESPAÇO CÊNICO
Rafael Ghirardello

LUZ
Ricardo Moranez Com assistência de Rafael Ghirardello

CÂMERA E DIREÇÃO DE VÍDEO
Gabriel Fernandes

MESA DE CORTE
Jair Imagem DIVULGAÇÃO

Francine Ramos

DIREÇÃO DE CENA
Aguinaldo Rocha
Aneliê Schnaider
Assistência
Jonathan

CAMAREIRA
Cida Melo

A peça, elenco e banda




A Peça é uma VIAGEM INICIÁTICA. Inicia-se no Porto de Kobe, no Japão em 1908, no navio Kasatu Maru. Yamabuchis Peregrinos, Monges Mochileiros Budistas, desejosos de aventura, atravessam os mares do Japão, da China, o Equador, os Mares do Sul, dobrando o Cabo da Boa Esperança, em meio aos que buscam trabalho nas fazendas de café do Estado de São Paulo, e termina no Porto de Santos.

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A personagem principal é o KOGATA, nome da entidade de Criança, Ator Principiante no Teatro Nô, interpretado por Ariclenes Barroso, vindo do Bixigão, trabalho do Oficina com as Crianças do Bixiga, formado na Universidade de “OS SERTÕES”, tem aqui sua primeira protagonização à altura de seu enorme talento.

Marcelo Drummond faz o WAKI – O MESTRE, apaixonado, como todo bom MESTRE, pelo ator principiante, Criança.

No Teatro Nô o WAKI é a entidade ligada ao concreto, ao que chamamos “Realidade”, opõe-se ao SHITÊ, entidade que encarna o CÉU, os DEMÔNIOS e os FANTASMAS.

No caso 3 Performances: MÃE, CACILDA-ARIADNE-LULÚ, O DEMÔNIO GINGAKÚ, criados pela atriz Sylvia Prado.

Corifeados pelo TSURI, Segundo Mestre, interpretado pelo ator cubano Hector Othon.

Há o CORO DE IAMABUCHIS, mochileiros budistas formado pelo CORO DE PROTAGONISTAS: Anthero Montenegro, Camila Mota, Flávio Rocha, Julianne Elting, Lucas Weglinski e Rodrigo Andreolli.

Há a banda como no teatro NÔ mas de formação contemporânea UMA BANDA DYTYRÂMBICA DE BOSSA NOVA TRANS-ZÊNICA dirigida por Guilherme Calzavara na Bateria, Adriano Salhab na Guitarra e Violão, Marcos no Baixo, Rodrigo Gava na Sonoplastia e no Teclado e Ricardo Nash na Flauta de Buda.

O Ritual iniciático de um Novo Corpo, uma nova Anatomia, forjada na Bigorna agora Dourada das Bodas de Ouro dos 50 anos do Oficina Uzyna Uzona exigiu um treinamento intenso da kundaline, da respiração tântrica em que inpira-se e expira-se pelo ânus, um CRÉO sublimado na beleza das batidas também cinquentenárias da Bossa Eternamente Nova.

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Os Atores, Músicos, Técnicos Science, trazem o calor de Maio de 68, pro aqui agora deste Maio gelado de 2008.

Nos anos 68 e 70 a juventude considerava a possibilidade de Orientar-se pegando.

ENREDO

No Barco Kasato Maru, vem o Menino, KOGATA como emigrante iamabushy peregriNÔ.

Arrisca-se ao deixar a Mãe doente no Japão, a seguir com o Mestre e os Mochileiros, para o Brasil, sabendo da existência da GRANDE LEI que estabelece que quem nesta VIAGEM INICIÁTICA for tomado de um grande cansaço, ou ficar doente, tem de estar de acordo em dizer aos companheiros que sigam em frente e o deixem no caminho. O KOGATA é vencido pelo cansaço, na Longa Viagem, quando o Barco encalha na Ilha de Inhatú Mirim em Florianópolis. Esta parada forçada é o lugar escolhido pelo desconhecido para a Tragédia acontecer.

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O Menino KOGATA atira-se aos braços do Mestre e revela não estar mais aguentando o cansaço da Viagem. O Mestre inquieta-se e procura acalmar o Menino. O TSURI, Segundo Mestre, e os Iamabuchis ouvem o Menino fazer esta confissão e entristecidos decidem praticar com ele o “RITO DO MAR” deixando-o abandonado no Mar, de Acordo com a Grande Lei. Mas o Cogata diz Não. Exige que o comam, e depois o joguem morto no mar, pois não quer morrer só, no Oceano.

Os Iamabuchis cumprem o Rito apesar do MESTRE tentar impedir. Depois do feito, o Mestre apaixonado pelo discípulo, não quer mais seguir a viagem e pede para ser submetido ao “RITO DO MAR”. Os Iamabuchis desesperados não sabem mais o que fazer e ficam paralisados na Embarcação, esperando a Morte. Mas o MESTRE diante do desespero de todos, concorda em continuar a Viagem, se a Grande Lei for transmudada em:

“NÃO SE MATA O QUE SE AMA”

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Invoca o Poder de Zeame, o criador do Nô para inspirá-los no que fazer, para ter de volta o Menino KOGATA.

Zeame interpretado por Zé Celso, surge, e incita-os a continuar até o Porto dos Santos onde o Marinheiro Negro da Embarcação, que queima nas Fornalhas do Navio, virará BUDA BUNDO e trará o Menino de volta, num Rito de Teatro de Candomblé.

Eles seguem viagem, chegam ao tão esperado Porto de Santos e encontram-se com CACILDA ARIADNE LULU, que dá a eles o fio do LABRYNTRO pra encontrar o BUDA BUNDO no Terreiro do Fundo do Mundo. Com seu fio em Caracol vão percorrendo o Labryntro até encontra o BUDA BUNDO, interpretado pela cantora Célia Nascimento que Invoca o Demônio GINGAKÚ e tira o Menino do Mar.

O IOGUI BRASILEIRO SÃO JOÃO GILBERTO é invocado no Canto de retorno do Kogata à vida.

Assim, a Bossa Nova, nesta peça revela-se influenciada não somente pelo Jazz, mas também pelo Zen Budismo. Nem deve ser por outra razão que João Gilberto ama e é tão amado no Japão, onde depois do Carnegie Hall em Nova York, vai dar seu Show dos 50 anos da Bossa Nova.

O musical traz ao Yoga, o rebolado da Bossa Nova e passa como uma Meditação teatralizada, em que o público sai em Catarsis pela Luz emanada do BUDA BUNDO.

Aqui a reinterpretação do diretor para a atual montagem em PDF de 9 pgs.

O Oficina realizou o rito-peça Taniko, de Zenchiku, na semana do Sesc Paulista em homenagem aos 100 anos da Imigração Japonesa, em 22 e 23 de abril de 2008.

Veja mais informações sobre a Estreia de Taniko em: http://www.teatroficina.com.br/menus/45/posts/199

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Cultura

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Texto Taniko, o Rito do Mar


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Se desejais chegar à casa da alma,
buscai no espelho o rosto mais singelo.
Rumi