Santinhos de Exu
Sejam reconhecidos, respeitados e amados!
Laroyê!
Cores: vermelho e o preto;
Símbolo: ogó (bastão com cabaças que representa o falo);
Oferendas: bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê.
Saudação: "Larôye!": significa o bem falante e comunicador. ALUPO ou ALALUPO (batuque)
Filhos de Exu: Possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Exú não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.
Poder: É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Exú também nos confirma tudo no jogo de IFÁ (Búzios).
Hábitat: Encruzilhadas, Caminhos, Portões, Portas-janelas, Cemitério, Ambientes da Natureza.
Imantação: Existem diversas, porém a mais comum é o Padé ou Ebó completo, normalmente à base de farinha de mandioca misturada ao Azeite de Dendê. Libação: Aguardente, Rum, Wisque, Graspa.
Flores: Cravos diversos.
Sincretismo: Santo Antonio, Mercúrio, Thoth.
Banhos: Canela (exus de encuzilhada). Cedro (exus de Calunga)
Atuação: Ajuda material, facilitação, abertura de caminhos, força, sensualidade. Proteção, guarda.
Metais: Ferro, aço (Exus das encruzilhadas). Mercúrio ( Exus da Calunga)
Ferramentas: Chaves, Tridente.
Pedras: Ágata ( Exus das Encruzilhadas). Ônix ( Exus da Calunga)
Números: 3 e 21
Parte do Corpo Afetada pela Vibração: Pés e Mãos.
Dia da semana: Segunda-feira. Desde pequeno escuto falar de Exú, conhecido no meu pais Cuba, por Eleggua ou Elegba. Na maioria das casas tem uma casinha-santuário, lá na entrada do jardim ou do lado de fora perto da entrada da casa ou ao lado da porta de entrada. Existem os Exús que são guardiães de templos, casas, cidades e de pessoas. Para qualquer ação, movimento, tem que se contar com Exú, seja para relacionamentos com cosas, pessoas ou orixás. Nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas antes de qualquer outro orixá. Nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Exú. Antes de se iniciar um trabalho ou fazer um pedido se saúda e oferenda a Eleggua. Nos rituais e cerimônias sempre, antes de tudo, se faz um reconhecimento e homenagem a Eleggua para que abra as portas, os caminhos e proteja. Exú é o senhor dos caminhos, encruzilhadas, e as portas, as entradas e saídas. Ele vela da ligação entre o mundo espiritual e o mundo material. Ele é o elo de ligação com coisas, animais, pessoas e outros Orixás. É quem tranca, destranca. Movimenta os mercados, os negócios, etc. Reina o destino dos documentos e procedimentos. Exú também confirma as revelações no jogo de Ifá (búzios). Exú possui costumes e temperamentos parecidos com os dos seres humanos. Como auxiliar das ações dos humanos pode ajudar a que seja feito o bem ou o mal. Para toda ação tem um tipo de Exú. Existe Exú que age só para o Bem e existe o que age só para o Mal. Existe o que gosta de suscitar dissenções, disputas, brigas, desentendimentos, acidentes e calamidades privadas e públicas e o que facilita o bom desenvolvimento das coisas e processos, o entendimento entre pessoas e orixás ou a solução de difíceis desafios, tudo dependerá da energia humana que o alimente, e estiver no comando. Observo como tem pessoas que o temem, assim como outros cultivavam uma intimidade alegre e afetuosa. Conheço pessoas que se dizem perturbadas por Exús e Pombagiras. Conheço trabalhos encomendados a Exús e Pombagiras para realizar o mal, prejudicar, fazer sofrer. Conheço trabalhos para aumentar o prazer, o tesão, a potência sexual. Mas sobretudo, conheço relacionamento com Exu e Pombagira que colabora com o bem-estar e excelência da vida no cotidiano. Para mim, o povo dos Exus e das Pombagiras, são almas irmãs que vivem seus processos de aprimoramento e expansão da consciência como nós. Assim me relaciono com eles como com as pessoas. Por algum motivo que desconheço sinto que eles se oferecem como auxiliadores, facilitadores, comunicadores, mensageiros a troca de afeto, reconhecimento, louvação. Não consigo os ver, mas sinto a suas presenças e o melhor a sua interferência em minha realidade, sempre positiva e generosa. Sei também que deve se tomar muito cuidado ao mexer com Exús e Pombagiras porque muitas vezes podem aparecer energias perturbadas e difíceis de lidar que podem conduzir ao sofrimento e a perda. As vezes me sinto guiado por algúm Exú perturbado, mas imediatamente outro Exú guardião e protetor me protege e guia. Os cultuo através de pedras, porcas, parafusos, pregos, ferramentas e objetos de ferros, imagens e bonecos. Em Cuba se acostumam cultuar muito através de Bonecas. É muito comum, encontrar na sala de uma casa de familia cubana uma cadeira especialmente ocupada por uma boneca, muito bem vestida e cuidada. Acreditasse que a Boneca ancora um espírito que protege o lar, avisa de perigos, transmite mensagens a pessoas e orixás, orienta os melhores caminhos, ajuda no entendimento dos membros da família. Já vi também o relacionamento com Eleggua (Exú e Pombagira) ancorado em arvores e plantas. A pessoa senta ao lado da arvore ou planta para falar com seu elegba pessoal, mestres e guias. As arvores também servem para mandar mensagens e energias a outras pessoas, coisas, animais ou projetos. Conheço quem também ancora seus Eleguas em fotos, esculturas ou jóias. Tem quem também ancora em lugares ou cantos da casa. Tipo ferradura na porta. Monte de pedras ao lado da porta, no caminho de entrada de seu jardim. Os santeros cubanos, sacerdotes e religiosos dos cultos afro-americanos se relacionam com Exús e Pombagiras através de cerimônias e rituais feitos em terreiros de umbanda, candomblé, quimbanda, teatros, caminhos, encruzilhadas, cemitérios, portões. Pode-se falar com Elegua (Exú, Pombagira) através de mediuns. Existem variados níveis de consciência e poder entre os Exús e Pombagiras, gosto muito da visão do medium Rubem Saracena, autor de muitos livros, dos quais gosto especialmente do "Guardião da Meia Noite". O lugar consagrado a Exu é, geralmente, ao ar livre ou no interior de uma pequena choupana isolada ou, ainda, atrás da porta da casa. As pessoas que procuram a sua proteção usam colares de contas pretas e vermelhas. Exú tem diversos nomes, que variam de acordo com a origem que ele irradia seu poder mágico, dentro do Rito Cabalístico onde foi chamado, de acordo com o Culto ou Nação Afro. Légba "Entre os fon do ex-Daomé, Èsù-Elégbára tem o nome de Légba. Ele é representado por um montículo de terra em forma de homem acocorado, ornado com um falo enorme. Mostrando claramente o seu poder para penetrar, determinar, fazer acontecer. Sendo o pau um símbolo da energia masculina. Assim Légba é além de mensageiro, poder de ação e protetor do sexo masculino. É também entidade que propicia força, potência, decisão. Os Légba, manifestam-se através de légbasi, que se vestem com uma saia de folhas de ráfia ou palmeira. Usam a tiracolo inúmeros colares de búzios. Debaixo da sua saia traz, disfarçado, um volumoso falo de madeira que levantam, de vez em quando, com mímicas eróticas. Além disso, têm na mão uma espécie de espanta-moscas, Roxo, semelhante a um espanador, no qual está escondido um bastão em forma de falo, que eles agitam, de maneira engraçada, na cara das pessoas presentes. Diz-se na Bahia que existem vinte e um Exus, segundo uns, e apenas sete, segundo outros. QUALIDADES: 1) Elegbára - È o mesmo ÈXÙ IGBÁKETA BARAQUETU OBÁ. É o mais velho, a primeira forma a surgir no mundo. É o dono do poder dinâmico do processo da multiplicação dos seres. Está ligado tanto ao ancestral masculino como ao feminino. Carrega o ADOIYRAN, cabaça que contém a foca de se propagar. Esta cabaça vai no assentamento. É companheiro inseparável de Ogum, a ponto de serem confundidos. Vestem o branco, vermelho, e o azul escuro. 2) Alákétu - É o Exú do dinheiro, veste branco, vermelho e azul escuro. 3) Laalu - Exú dos caminhos de ÒÒXÀLÀ. Não deve beber cachaça nem dendê. Veste-se de branco. Vem também, para outros Orixás. 4) Ajelu - Associado ao WÁJI. Que represente o fruto da terra e por extensão o mistério do processo oculta da vida e multiplicação. Dele é o caracol africano. Veste azul arroxeado. Ás vezes aparece vestido de preto. 5) Run danto 6) Tiriri - Acompanha ÒGÚN pelas estradas. Usa vermelho e todas as cores. Sempre nas porteiras dos barracões e caminhos. Tem grande força. 7) *Lonan*- É o EXÙ das porteiras dos barracões , vigia os caminhos. Traz clientes e a fartura. Usa vermelho, preto e azul arroxeado. 8) Jele bara 9) Anan ou Inan - È invocado no ritual do IPADÊ. É associado ao fogo e representa a força. É simbolizado pelo EGAN ( gorro em forma de cone), pelo pássaro e pelo IKÓDÍDE, pena vermelha do papagaio OÍDE 10) Bará 11) Jigidi- Provocador de brigas. 12) Mavambo 13) Embeberekete 14) Sinza Muzila 15) Sandú 16) Baragbo 17) Akesan - É o que fala pelos búzios. 18) Baralajki 19) Betire 20) Lamu Bata 21) Okanlelogun Filhos de Exú Os filhos de Exú possuem um caráter imprevisível ora são bravos, intrigantes e ficam muito contrariados, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros. Não aceitam derrotas, são melindrosos, de temperamento difícil. Se você tiver desentendimento com algum filho de Exú, aguarde que haverá retorno. Precisam estar sempre em atividade para poderem liberar toda energia que possuem. Podem ter forte energia e poder sexual. São bem conhecidos e comunicam-se com facilidade onde se encontrem. Lenda referente a exú/bará:
Uma mulher que esqueceu de alimentar Exú, se encontra no mercado vendendo os seus produtos. Exú põe fogo na sua casa; ela corre prá lá, abandonando seu negócio, a mulher chega tarde, a casa está queimada e, durante esse tempo, um ladrão levou suas mercadorias. Nada disso teria acontecido se tivesse feito a Exú as oferendas e os sacrifícios usuais em primeiro lugar. Do livro Lendas Africanas dos Orixás - Pierre Fatumbi Verger / Caribé Exu é o mais sutil e o mais astuto de todos os orixás. Ele aproveita-se de suas qualidades para provocar mal-entendidos e discussões entre as pessoas ou para preparar-lhes armadilhas. Ele pode fazer coisas extraordinárias como, por exemplo, carregar, numa peneira, o óleo que comprou no mercado, sem que este óleo se derrame desse estranho recipiente! Exu pode ter matado um pássaro ontem, com uma pedra que jogou hoje! Se zanga-se, ele sapateia uma pedra na floresta, e esta pedra põe-se a sangrar! Sua cabeça é pontuda e afiada como a lâmina de uma faca. Ele nada pode transportar sobre ela. Exu pode também ser muito malvado, se as pessoas se esquecem de homenageá-lo. É necessário, pois, fazer sempre oferendas a Exu, antes de qualquer outro orixá. A segunda-feira é o dia da semana que lhe é consagrado. É bom fazer-lhe oferendas neste dia, de farofa, azeite de dendê, cachaça e um galo preto. Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam, esqueceram-se, numa segunda-feira, de fazer-lhe as oferendas devidas. Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça. As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro. Exu, zangado pela negligência dos dois amigos, decidiu preparar-lhes um golpe à sua maneira. Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo. Depois, seguiu o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e, muito educadamente, cumprimentou-os: "Bom trabalho, meus amigos!" Estes, gentilmente, responderam-lhe: "Bom passeio, nobre estrangeiro!" Assim que Exu afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita, falou para o seu companheiro: "Quem pode ser este personagem de boné branco?" "Seu chapéu era vermelho", respondeu o homem do campo à esquerda. "Não, ele era branco, de um branco alabastro, o mais belo branco que existe!" "Ele era vermelho, um vermelho escarlate, de fulgor insustentável!" "Ele era branco, tratas-me de mentiroso?" "Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?" Cada um dos amigos tinha razão e estava furioso da desconfiança do outro. Irritados, eles agarraram-se e começaram a bater-se até matarem-se a golpes de enxada. Exu estava vingado! Isto não teria acontecido se as oferendas a Exu não tivessem sido negligenciadas. Pois Exu pode ser o mais benevolente dos orixás se é tratado com consideração e generosidade. Há uma maneira hábil de obter um favor de Exu. É preparar-lhe um golpe mais astuto que aqueles que ele mesmo prepara. Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca. Seus campos estavam áridos, a chuva não caía. As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caídas das árvores. Nenhum orixá invocado escutou suas queixas e gemidos. Aluman decidiu, então, oferecer a Exu grandes pedaços de carne de bode. Exu comeu com apetite desta excelente oferenda. Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado. Exu teve sede. Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha em casa, e que tinham, em suas casas, os vizinhos, não foi suficiente para matar sua sede! Exu foi à torneira da chuva e abriu-a sem pena. A chuva caiu. Ela caiu de dia, ela caiu de noite. Ela caiu no dia seguinte e no dia de depois, sem parar. Os campos de Aluman tornaram-se verdes. Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória: "Joro, jara, joro Aluman, Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes! Joro, jara, joro Aluman, Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas! Joro, jara, joro Aluman, Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca! Joro, jara, joro Aluman!" E as ranzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar! Aluman, reconhecido, ofereceu a Exu carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta. havia chovido bastante. Mais, seria desastroso! Pois, em todas as coisas, o demais é inimigo do bom.
Pombagira/ Bombogira / Exu-mulher.
Fontes: http://br.geocities.com/olisasa20001/pombagira.htm
Em Cuba como aqui no Brasil grande parte dos religiosos afro descendentes não cultuam a pombagira. Em Cuba, por exemplo, é o próprio Elegba que pode se manifestar como feminino. As bonecas ancoram Exús femeninos ou Exú-mulher.
No entanto, para mim desde pequeno era clara a companhia de Elegbas femeninos e logo que cheguei ao Brasil o nome Pombagira me pareceu como se sempre o conhecesse. Consigo perceber com facilidade a presença de Exu e Pombagira nas pessoas. Eles quando presentes fazem aumentam o magnetismo, sensualidade e expressividade da pessoa.
Pombagira, Exú feminino ou Exú-mulher, também é conhecida por Bombogira e seu culto vem através da Quimbanda, influência banta (Angola) onde existe a Entidade Aluvaiá-Pombagira, que foi tomada como parceira do Exu do Candomblé e certos terreiros de Umbanda.
Cada Exu da Quimbanda tem sua parte feminina: Exu Rei das Encruzilhadas / Pombagira Rainha das Encruzilhadas; Exu das Matas / Pombagiras das Matas; Exu Giramundo / Pombagira Giramundo; Exu do Cravo Vermelho / Pombagira da Rosa Vermelha; Exu Mulambo / Pombagira Maria Mulambo; Exu Sete Capas / Pombagira Sete Saias; Exu 7 Estrelas / Pombagira 7 Estrelas; etc.
"Cada pessoa têm pêlo menos um casal de Exu que age e mora perto dela desde o dia do nascimento." Eles auxiliam a pessoa nos seus movimentos, gestões, facilitam a comunicação os encontros. São também protetores e guardas, avisam dos perigos, dificultam as ações de possíveis inimigos. Eles também colaboram com energia, e carisma.
FORMA EM QUE SE MOSTRA A POMBAGIRA QUANDO INCORPODADA
"Quando incorporada no cavalo, a pombagira mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante, sedutora, mais também tem vidência, é certera e sempre têm algum conselho para aqueles que sofrem por amor. Ela gosta das bebidas suaves : vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis, etc. E gosta dos cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho e o destaque.
Usa sempre muitos colares, anel, brincos, pulseiras, etc. Sendo que existem muitos milhares de pombagiras, e que cada uma tem sua própria personalidade, torna-se muito difícil uma descrição geral."
Suas oferendas levam ovos, maçãs, morangos, perfumes, pentes, espelhos, flores (especialmente rosas - nunca botões), bebidas, champange, cigarros, etc.
POMBAGIRA DA PRAIA
As principais pombagiras em ordem hierarquia são as correspondentes aos sete passagens da representação feminina de Exu Rei, Pombagira Rainha, após temos 63 pombagiras chefas, sendo cada uma delas a contrapartida de algum dos Exu chefes que já apresentamos na parte onde falamos dos povos de Exu.
A função principal de Pombagira é ajudar para os seus em todos os casos de amor, mas também é usada a sua força para fortalecer a sensualidade e potência sexual, desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar doenças.
REINO DAS ENCRUZILHADAS.
Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exu que ali trabalham. Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.
1) Povo da Encruzilhada da Rúa.- Chefe Exu Trancarúas
2) Povo da Encruzilhada da Lira.- Chefe Exu Sete Encruzilhadas
3) Povo da Encruzilhada da Lomba.- Chefe Exu das Almas
4) Povo da Encruzilhada dos Trilhos.- Chefe Exu Marabô
5) Povo da Encruzilhada da Mata.- Chefe Exu Tirirí.
6) Povo da Encruzilhada da Kalunga.- Chefe Exu Veludo
7) Povo da Encruzilhada da Praça.- Chefe Exu Môrcego
8) Povo da Encruzilhada do Espaço .- Chefe Exu Sete Gargalhadas
9) Povo da Encruzilhada da Praia- Chefe Exu Mirim.
REINO DOS CRUZEIROS
Chefiado por Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombagira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exu que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada). 1) Povo do Cruzeiro da Rúa.- Chefe Exu Tranca Tudo
2) Povo do Cruzeiro da Praza.- Chefe Exu Kirombó
3) Povo do Cruzeiro da Lira.- Chefe Exu Sete Cruzeiros
4) Povo do Cruzeiro da Mata.- Chefe Exu Mangueira
5) Povo do Cruzeiro da Kalunga.- Chefe Exu Kaminaloá
6) Povo do Cruzeiro das Almas.- Chefe Exu Sete Cruzes
7) Povo do Cruzeiro do Espaço.- Chefe Exu 7 Portas
8) Povo do Cruzeiro da Praia.- Chefe Exu Meia Noite
9) Povo do Cruzeiro do Mar.- Chefe Exu Karunga (kalunga grande) REINO DAS MATAS
Chefiado por Exu Rei das Matas e Pombagira Rainha das Matas. Governa todos os Exu que trabalham nos verdes ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino. 1) Povo das Árvores .- Chefe Exu Quebra Galho
2) Povo dos Parques .- Chefe Exu das Sombras
3) Povo da Mata da Praia.- Chefe Exu das Matas
4) Povo das Campinas.- Chefe Exu das Campinas
5) Povo das Serranías.- Chefe Exu da Serra Negra
6) Povo das Minas.- Chefe Exu Sete Pedras
7) Povo das Cobras.- Chefe Exu Sete Cobras
8) Povo das Flores .- Chefe Exu do Cheiro
9) Povo da Sementeira.- Chefe Exu Arranca Tóco REINO DA KALUNGA.
Gobernado por Exu Rei das Sete Calungas ou Kalungas e Pombagira Rainha das Sete Kalungas. Esses Exu também são chamados pelo nome de Rei e Rainha do Cemitérios. Geralmente quando diz-se "calunga" nas giras de kimbanda é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente. 1) Povo das Portas da Kalunga.- Chefe Exu Porteira
2) Povo das Tumbas.- Chefe Exu Sete Tumbas
3) Povo das Catacumbas.- Chefe Exu Sete Catacumbas
4) Povo dos Fornos.- Chefe Exu da Braza
5) Povo das Caveiras.- Chefe Exu Caveira
6) Povo da Mata da Kalunga.- Chefe Exu Kalunga (conhecido tambêm como Exu dos Cemitérios)
7) Povo da Lomba da Kalunga.- Chefe Exu Corcunda
8) Povo das Covas.- Chefe Exu Sete Covas
9) Povo das Mirongas y Trevas.- Chefe Exu Capa Preta (conhecido tambêm como Exu Mironga) REINO DAS ALMAS
Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pombagira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos pêlo apelo de Rei e Rainha da Lomba, porque gobernam todos os exu que trabalham em locais altos. Porém, os Exu deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc. 1) Povo das Almas da Lomba - Chefe Exu 7 Lombas.
2) Povo das Almas do Cativeiro- Chefe Exu Pemba.
3) Povo das Almas do Velôrio- Chefe Exu Marabá.
4) Povo das Almas dos Hospitáis.- Chefe Exu Curadô
5) Povo das Almas da Praia.- Chefe Exu Giramundo.
6) Povo das Almas das Igrejas e Templos .- Chefe Exu Nove Luzes .
7) Povo das Almas do Mato .- Chefe Exu 7 Montanhas.
8) Povo das Almas da Kalunga .- Chefe Exu Tatá Caveira.
9) Povo das Almas do Oriente.- Chefe Exu 7 Poeiras.
REINO DA LIRA
Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes kimbandeiros Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblê (ou Rainha das Marias). Seus apelos kimbandeiros mostram justamente sua afinidade pêla dança, a musica e a arte ( lira e candomblê). Dentro do reino da Lira, que tambêm as veces é chamado "reino do candomblê" não pêlo culto africanista aos orixás, sinão por ser issa palavra sinônimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exu que tem que ver com a arte, a musica, poesia, bohemia, ciganeria, malandragem, etc. 1) Povo dos Infernos .- Chefiado por Exu dos Infernos
2) Povo dos Cabarês.- Chefiado por Exu do Cabarê
3) Povo da Lira.- Chefiado por Exu Sete Liras
4) Povo dos Ciganos.- Chefiado por Exu Cigano
5) Povo do Oriente.- Chefiado por Exu Pagão
6) Povo dos Malandros.- Chefiado por Exu Zê Pelintra
7) Povo do Lixo.- Chefiado por Exu Ganga
8) Povo do Luar.- Chefiado por Exu Malê
9) Povo do Comércio.- Chefiado por Exu Chama Dinheiro.
REINO DA PRAIA.
Gobernado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exu que trabalham nas praias, perto d'agua o ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce. 1) Povo dos Rios.- Chefiado por Exu dos Rios.
2) Povo das Cachoeiras.- Chefiado por Exu das Cachoeiras.
3) Povo da Pedreira.- Chefiado por Exu da Pedra Preta.
4) Povo do Marinheiros.- Chefiado por Exu Marinheiro.
5) Povo do Mar.- Chefiado por Exu Marê.
6) Povo do Lodo.- Chefiado por Exu do Lodo.
7) Povo dos Bahianos.- Chefiado por Exu Bahiano.
8) Povo dos Ventos.- Chefiado por Exu dos Ventos
9) Povo da Ilha.- Chefiado por Exu do Côco. Kimbanda A Lei da Kimbanda vêm dos bantos, povos de Angola e Congo. A misturança ou ainda podemos dizer sincretismo entre o Exu-iorubá e os Ngangas e Tatás (almas de chefes kimbandeiros das nações bantas) foi o que deixou esse ar de confusão no povo, que muitos até mesmo sendo "feitos na kimbanda", não entendem, ou ó que é pior tratam-no de diabo. Na verdade, o Exu da kimbanda não é o Exu-iorubá (orixá ou imalé dessa cultura). Os Espiritos que chegam na linha da kimbanda são espíritos de ngangas ou tatás, aquelos que encarnados na terra eram sacerdotes bantos adouradores de algum nkisi ou mpungu. No Brasil, o culto aos npungus e nkisis à través dos seus mensajeiros - os ngangas - foi misturado na escravidão com o culto aos Encantados e aos pajés ( da cultura tupí-guarani ) e também com o dos iorubás, surgindo os siguintes novos cultos, fruto da miscelánea: Makumba - Que vêm de "ma-kiumba" (espíritos da noite). Foi assim chamado o mais primitivo culto sincretista no sul do Brasil (e o primeiro originado em Brasil), dada sua maior prepônderancia banto; é déla que descem os outros cultos afro-brasileiros com influência das naçoes Angola-Congo, Tupi-guarani, Nagô e a Igreja, nessa ordêm. A ração de se chamar makiumba (logo após por deturpação da palabra ficaria makumba ou macumba) foi justamente, porque é um culto que se faz na noite, onde deberiam-se chamar necesáriamente os espiritos da noite (almas de outros sacerdotes do culto - Eguns ou Ancestrais). No culto iorubano-nagô conhece-se e rinde-se culto aos Ancestrais-Egun, porém elos são afastados dos rituais aos orixás, tentando ter um contato com outro tipo de energias, isto ajudou, para que os rituais onde se chamabam eguns fossem menospreçados, pejorados e mal interpretados. Por outro lado, a Igreja também condenaba os cultos con influência indio-banto onde se fazia beberagem e supôstamente orgias. Na verdade, as danças bantos eram no Brasil e ainda são na África bastante eróticas, e também é verdade que os Guias bebem y pitam, porém dista muito de ser uma orgia ou um beberagem. Depois, quando os grupos de nações começan procurar sua identidade, dividem-se os principais compônentes da makumba, aparecendo: Candomblê de Angola; Candomblê de Congo; Candomblê de Caboclo ou dos Encantados; Catimbó; - todos elos em procura duma raiz cultural - y também, a finais do século XIX surgem da macumba urbana (onde tinhan muita participação os brancos pôbres e os descendentes de escravos) a Umbanda e a Kimbanda com influências para o Espiritismo e com muito sincretismo. Na kimbanda, permaneceu grande parte do culto aos ngangas da nação Angola-Congo, porém misturado com o diabo (pêlas influências dos mitos e tabúes dos proprios integrantes - que não tinhan conhecemento das orígems - ) e também embaixo do pé do orixá iorubá Exu. O titulo desta página teria qui ser : O kimbanda "na sua lei". Na África Em terras bantas, muito antes de chegada do branco, já existia o culto aos ancestros (chamados depois no Brasil "guias"). Também era conhecida a palabra "mbanda" (umbanda) significando "a arte de curar" o "o culto pêlo qual o sacerdote curaba", sendo que mbanda quer dizer "o Além - onde moram os espiritos". Os sacerdotes da umbanda eram conhecidos como "kimbandas" (ki-mbanda = comunicador com o Além ). Quando chegam os portugueses e tem contatos com os reinos bantos, procuram comerciar com elos de um jeito pacifico. Mais tarde, o Rei do Kongo (manikongo) descendente do primeiro ancestro kongo divinizado o Tatá Akongo converte-se ao catolicismo, sendo que também fazem o mesmo todos os seus vasalhos. Pôde-se apreciar então que os negros bantos já na África são evangelizados por vontade própria, fazendo elos mesmos em suas terras sincretismos entre Santos e Nkisis. Porém uma parte banta não aceitou, nem adoutou a evangelização, sendo que tramaram uma revolução em contra do rei do Congo, mesmo ainda, para se mostrar opôstos ao branco e os Santos, adoutaram dizer que eram do Diabo. Esses povos bantos eram os Bagandas, Balundas e Balubas. Ao tempo os Bagandas em revolta conquistaram a região de Angola e logo após quasi todo o reino congo (que estaba formado por vários reinos vasalhos). Um dos reis bagandas foi Ngola Mbandi, de onde provêm o nome de Angola. Essos revolucionarios estabam apoiados pêlos grandes feiticeiros e guardiões das tradições bantas, sendo também que sua bandeira estaba formada pêlas côres da tribo dominante: vermelho e preto (muito depois seriam as cores de Angola). Os Luba-Lunda, que ajudabam na guerra em contra do branco e os reinos congos evangelizados usaban como bandeira as côres vermelhas, pretas e brancas. Debemos também dizer que depois de muito tempo de paz entre portugueses e congos, um dos descendentes do Rei do Congo para não perder o reino decidiu se-unir ao pensamento das outras tribos, pegando novamente seu nome africano e declarando a guerra em contra dos portugueses, se aliando com o resto dos povos bantos. Por sua parte, os portugueses levaram-se milhares de escravos bantos para o Brasil, entre elos encontrabam-se partidarios dos dois grupos bantos: os evangelizados e os defensores das tradições. Este ultimo grupo, já no Brasil, siguiu sendo revoltoso, contrário a todo o que vinha do branco, e tambêm em parte "inimigo" dos escravos feiticeiros que sincretizaban os nkisis com os santos. No Brasil No periodo da escravidão, os bantos dos dois grupos (revolucionários e evangelizados) pegam contato com os grupos tupi-guaranis, existindo também entre os indios dois grupos afins aos grupos bantos: indios bruxos que não aceitabam os santos (se-identificando com o diabo) e os indios evangelizados que gostabam da idéia do sincretismo santoral. Esses grupos juntan-se para fazer suas magias por separado, e dizer, os negros bantos contrários ao branco e os santos com os indios bruxos; e os negros bantos evangelizados com os indios evangelizados. Daí o surgimento de duas correntes paralelas e opôstas que seriam conhecidas no Brasil como Umbanda - o culto dos caboclos e pretos evangelizados; e a Quimbanda - o culto dos caboclos e pretos que não aceitaram viver em baixo do pé do Deus dos brancos, se aliando ao Diabo (inimigo do branco) e com Exu (aquele que também era olhado como um demônio). Aliás, temos dizer que, com o passo do tempo, quando morrem os escravos dos dois grupos, são chamados e incorporados a través do trance por seus descendentes, ao principio na Macumba e logo na Umbanda . Porém, os espiritos chegabam todos num mesmo terreiro sem tanta diferenciação, e até se confundindo os grupos. Os descendentes de escravos o que menos queriam era de ser chamados satanistas ou macumbeiros, por isso votaram aos grupos revoltosos em baixo do pé dos grupos evangelizados e a Kimbanda ficou sendo uma sub-linha da Umbanda. Porém os próprios Espiritos se encarregaram de fazer a separação e hoje em dia podemos dizer sem lugar a dúvidas que existem duas religiões paralelas e diferentes: a Umbanda - onde chegam os Espiritos Guias dos Pretos e Caboclos evangelizados, vestidos de branco, humildes, que acreditam nos santos e os orixás, onde não se faz sacrificios de animais, que não fazem o mal, etc. E a Kimbanda - onde chegam os Espiritos Guias dos Pretos e Caboclos que trabalham para bem ou mal, com sacrificios de animais, lujo, orgulho, revolução e que não acreditam nos Santos da Igreja, defensores de tudo o que seja africanismo, e aceitam aos orixás e nkisis. Cabe dizer, que os seguidores das distintas ramas da umbanda, adoutam e adaptam as duas linhas (umbanda-kimbanda) segundo os preceitos e as influências maioritarias da sua Casa de Religião. Por exemplo, aquelos que fazem Umbanda Branca (sem sangue) votam a kimbanda em baixo da mesma e para os Exus tampouco matam. Aquelos que fazem culto aos Orixás iorubas e também practicam Umbanda, dadas as influêcias iorubanas, olham na Umbanda como na Kimbanda um culto aos ancestros (ou Linha de Almas) submetidos aos Orixás, fazendo para os ancestros rituais de sacrificios (principio fundamental dessa cultura). As guias dos Exus e Pomba-Giras Para os Exus e Pombagiras que atuam com falanges que dão preferência a trabalhos na Encruzilhada: 122 Contas ( 1 Vermelha seguida de 1 Preta). Para os Exus e Pombagiras que atuam com falanges que dão preferência a trabalhos na Calunga: 122 Contas ( 1 Preta seguida de 1 Vermelha). Para os Exus da Encruzilhada: 120 Contas ( 3 Vermelhas seguidas de 3 Pretas). Para os Exus da Calunga: 120 Contas ( 3 Pretas seguidas de 3 Vermelhas). Para as Pombagiras da Encruzilhada: 126 Contas ( 7 Vermelhas seguidas de 7 Pretas). Para as Pombagiras da Calunga: 126 Contas ( 7 Pretas seguidas de 7 Vermelhas). Homenagem ao Exu Veludo
(Representando todos os Exus de Umbanda) Cavaleiro imperioso e requintado, te apresentas aos meus olhos, alegre, forte, másculo, com sorriso franco, sarcástico e, por vezes, com uma irônica maldade, rápida e sagaz. Desvendas as misteriosas cortinas do mundo;
és atuante em todas as situações. Tira-me da inércia, o desânimo, e faz com que eu veja o mundo, aqui deste lado da Terra, bem melhor. Na presença de tua vibração, escuto as melodias tangerem até mesmo as cordas do meu coração;
dá-me a energia para a luta e envolves-me em tua capa contra os perigosos inimigos.
Com teu sabre, agilmente corta os empecílhos;
com tua sabedoria, ceifa minha ingenuidade. Saravá, Exu Veludo!
Exú e Pombagira
Homenagem e louvação a Elegguas, Exús e Pombagiras!Sejam reconhecidos, respeitados e amados!
Laroyê!
Cores: vermelho e o preto; Símbolo: ogó (bastão com cabaças que representa o falo);
Oferendas: bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê.
Saudação: "Larôye!": significa o bem falante e comunicador. ALUPO ou ALALUPO (batuque)
Filhos de Exu: Possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Exú não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.
Poder: É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Exú também nos confirma tudo no jogo de IFÁ (Búzios).
Hábitat: Encruzilhadas, Caminhos, Portões, Portas-janelas, Cemitério, Ambientes da Natureza.
Imantação: Existem diversas, porém a mais comum é o Padé ou Ebó completo, normalmente à base de farinha de mandioca misturada ao Azeite de Dendê. Libação: Aguardente, Rum, Wisque, Graspa.
Flores: Cravos diversos.
Sincretismo: Santo Antonio, Mercúrio, Thoth.
Banhos: Canela (exus de encuzilhada). Cedro (exus de Calunga)
Atuação: Ajuda material, facilitação, abertura de caminhos, força, sensualidade. Proteção, guarda.
Metais: Ferro, aço (Exus das encruzilhadas). Mercúrio ( Exus da Calunga)
Ferramentas: Chaves, Tridente.
Pedras: Ágata ( Exus das Encruzilhadas). Ônix ( Exus da Calunga)
Números: 3 e 21
Parte do Corpo Afetada pela Vibração: Pés e Mãos.
Dia da semana: Segunda-feira. Desde pequeno escuto falar de Exú, conhecido no meu pais Cuba, por Eleggua ou Elegba. Na maioria das casas tem uma casinha-santuário, lá na entrada do jardim ou do lado de fora perto da entrada da casa ou ao lado da porta de entrada. Existem os Exús que são guardiães de templos, casas, cidades e de pessoas. Para qualquer ação, movimento, tem que se contar com Exú, seja para relacionamentos com cosas, pessoas ou orixás. Nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas antes de qualquer outro orixá. Nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Exú. Antes de se iniciar um trabalho ou fazer um pedido se saúda e oferenda a Eleggua. Nos rituais e cerimônias sempre, antes de tudo, se faz um reconhecimento e homenagem a Eleggua para que abra as portas, os caminhos e proteja. Exú é o senhor dos caminhos, encruzilhadas, e as portas, as entradas e saídas. Ele vela da ligação entre o mundo espiritual e o mundo material. Ele é o elo de ligação com coisas, animais, pessoas e outros Orixás. É quem tranca, destranca. Movimenta os mercados, os negócios, etc. Reina o destino dos documentos e procedimentos. Exú também confirma as revelações no jogo de Ifá (búzios). Exú possui costumes e temperamentos parecidos com os dos seres humanos. Como auxiliar das ações dos humanos pode ajudar a que seja feito o bem ou o mal. Para toda ação tem um tipo de Exú. Existe Exú que age só para o Bem e existe o que age só para o Mal. Existe o que gosta de suscitar dissenções, disputas, brigas, desentendimentos, acidentes e calamidades privadas e públicas e o que facilita o bom desenvolvimento das coisas e processos, o entendimento entre pessoas e orixás ou a solução de difíceis desafios, tudo dependerá da energia humana que o alimente, e estiver no comando. Observo como tem pessoas que o temem, assim como outros cultivavam uma intimidade alegre e afetuosa. Conheço pessoas que se dizem perturbadas por Exús e Pombagiras. Conheço trabalhos encomendados a Exús e Pombagiras para realizar o mal, prejudicar, fazer sofrer. Conheço trabalhos para aumentar o prazer, o tesão, a potência sexual. Mas sobretudo, conheço relacionamento com Exu e Pombagira que colabora com o bem-estar e excelência da vida no cotidiano. Para mim, o povo dos Exus e das Pombagiras, são almas irmãs que vivem seus processos de aprimoramento e expansão da consciência como nós. Assim me relaciono com eles como com as pessoas. Por algum motivo que desconheço sinto que eles se oferecem como auxiliadores, facilitadores, comunicadores, mensageiros a troca de afeto, reconhecimento, louvação. Não consigo os ver, mas sinto a suas presenças e o melhor a sua interferência em minha realidade, sempre positiva e generosa. Sei também que deve se tomar muito cuidado ao mexer com Exús e Pombagiras porque muitas vezes podem aparecer energias perturbadas e difíceis de lidar que podem conduzir ao sofrimento e a perda. As vezes me sinto guiado por algúm Exú perturbado, mas imediatamente outro Exú guardião e protetor me protege e guia. Os cultuo através de pedras, porcas, parafusos, pregos, ferramentas e objetos de ferros, imagens e bonecos. Em Cuba se acostumam cultuar muito através de Bonecas. É muito comum, encontrar na sala de uma casa de familia cubana uma cadeira especialmente ocupada por uma boneca, muito bem vestida e cuidada. Acreditasse que a Boneca ancora um espírito que protege o lar, avisa de perigos, transmite mensagens a pessoas e orixás, orienta os melhores caminhos, ajuda no entendimento dos membros da família. Já vi também o relacionamento com Eleggua (Exú e Pombagira) ancorado em arvores e plantas. A pessoa senta ao lado da arvore ou planta para falar com seu elegba pessoal, mestres e guias. As arvores também servem para mandar mensagens e energias a outras pessoas, coisas, animais ou projetos. Conheço quem também ancora seus Eleguas em fotos, esculturas ou jóias. Tem quem também ancora em lugares ou cantos da casa. Tipo ferradura na porta. Monte de pedras ao lado da porta, no caminho de entrada de seu jardim. Os santeros cubanos, sacerdotes e religiosos dos cultos afro-americanos se relacionam com Exús e Pombagiras através de cerimônias e rituais feitos em terreiros de umbanda, candomblé, quimbanda, teatros, caminhos, encruzilhadas, cemitérios, portões. Pode-se falar com Elegua (Exú, Pombagira) através de mediuns. Existem variados níveis de consciência e poder entre os Exús e Pombagiras, gosto muito da visão do medium Rubem Saracena, autor de muitos livros, dos quais gosto especialmente do "Guardião da Meia Noite". O lugar consagrado a Exu é, geralmente, ao ar livre ou no interior de uma pequena choupana isolada ou, ainda, atrás da porta da casa. As pessoas que procuram a sua proteção usam colares de contas pretas e vermelhas. Exú tem diversos nomes, que variam de acordo com a origem que ele irradia seu poder mágico, dentro do Rito Cabalístico onde foi chamado, de acordo com o Culto ou Nação Afro. Légba "Entre os fon do ex-Daomé, Èsù-Elégbára tem o nome de Légba. Ele é representado por um montículo de terra em forma de homem acocorado, ornado com um falo enorme. Mostrando claramente o seu poder para penetrar, determinar, fazer acontecer. Sendo o pau um símbolo da energia masculina. Assim Légba é além de mensageiro, poder de ação e protetor do sexo masculino. É também entidade que propicia força, potência, decisão. Os Légba, manifestam-se através de légbasi, que se vestem com uma saia de folhas de ráfia ou palmeira. Usam a tiracolo inúmeros colares de búzios. Debaixo da sua saia traz, disfarçado, um volumoso falo de madeira que levantam, de vez em quando, com mímicas eróticas. Além disso, têm na mão uma espécie de espanta-moscas, Roxo, semelhante a um espanador, no qual está escondido um bastão em forma de falo, que eles agitam, de maneira engraçada, na cara das pessoas presentes. Diz-se na Bahia que existem vinte e um Exus, segundo uns, e apenas sete, segundo outros. QUALIDADES: 1) Elegbára - È o mesmo ÈXÙ IGBÁKETA BARAQUETU OBÁ. É o mais velho, a primeira forma a surgir no mundo. É o dono do poder dinâmico do processo da multiplicação dos seres. Está ligado tanto ao ancestral masculino como ao feminino. Carrega o ADOIYRAN, cabaça que contém a foca de se propagar. Esta cabaça vai no assentamento. É companheiro inseparável de Ogum, a ponto de serem confundidos. Vestem o branco, vermelho, e o azul escuro. 2) Alákétu - É o Exú do dinheiro, veste branco, vermelho e azul escuro. 3) Laalu - Exú dos caminhos de ÒÒXÀLÀ. Não deve beber cachaça nem dendê. Veste-se de branco. Vem também, para outros Orixás. 4) Ajelu - Associado ao WÁJI. Que represente o fruto da terra e por extensão o mistério do processo oculta da vida e multiplicação. Dele é o caracol africano. Veste azul arroxeado. Ás vezes aparece vestido de preto. 5) Run danto 6) Tiriri - Acompanha ÒGÚN pelas estradas. Usa vermelho e todas as cores. Sempre nas porteiras dos barracões e caminhos. Tem grande força. 7) *Lonan*- É o EXÙ das porteiras dos barracões , vigia os caminhos. Traz clientes e a fartura. Usa vermelho, preto e azul arroxeado. 8) Jele bara 9) Anan ou Inan - È invocado no ritual do IPADÊ. É associado ao fogo e representa a força. É simbolizado pelo EGAN ( gorro em forma de cone), pelo pássaro e pelo IKÓDÍDE, pena vermelha do papagaio OÍDE 10) Bará 11) Jigidi- Provocador de brigas. 12) Mavambo 13) Embeberekete 14) Sinza Muzila 15) Sandú 16) Baragbo 17) Akesan - É o que fala pelos búzios. 18) Baralajki 19) Betire 20) Lamu Bata 21) Okanlelogun Filhos de Exú Os filhos de Exú possuem um caráter imprevisível ora são bravos, intrigantes e ficam muito contrariados, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros. Não aceitam derrotas, são melindrosos, de temperamento difícil. Se você tiver desentendimento com algum filho de Exú, aguarde que haverá retorno. Precisam estar sempre em atividade para poderem liberar toda energia que possuem. Podem ter forte energia e poder sexual. São bem conhecidos e comunicam-se com facilidade onde se encontrem. Lenda referente a exú/bará:
Uma mulher que esqueceu de alimentar Exú, se encontra no mercado vendendo os seus produtos. Exú põe fogo na sua casa; ela corre prá lá, abandonando seu negócio, a mulher chega tarde, a casa está queimada e, durante esse tempo, um ladrão levou suas mercadorias. Nada disso teria acontecido se tivesse feito a Exú as oferendas e os sacrifícios usuais em primeiro lugar. Do livro Lendas Africanas dos Orixás - Pierre Fatumbi Verger / Caribé Exu é o mais sutil e o mais astuto de todos os orixás. Ele aproveita-se de suas qualidades para provocar mal-entendidos e discussões entre as pessoas ou para preparar-lhes armadilhas. Ele pode fazer coisas extraordinárias como, por exemplo, carregar, numa peneira, o óleo que comprou no mercado, sem que este óleo se derrame desse estranho recipiente! Exu pode ter matado um pássaro ontem, com uma pedra que jogou hoje! Se zanga-se, ele sapateia uma pedra na floresta, e esta pedra põe-se a sangrar! Sua cabeça é pontuda e afiada como a lâmina de uma faca. Ele nada pode transportar sobre ela. Exu pode também ser muito malvado, se as pessoas se esquecem de homenageá-lo. É necessário, pois, fazer sempre oferendas a Exu, antes de qualquer outro orixá. A segunda-feira é o dia da semana que lhe é consagrado. É bom fazer-lhe oferendas neste dia, de farofa, azeite de dendê, cachaça e um galo preto. Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam, esqueceram-se, numa segunda-feira, de fazer-lhe as oferendas devidas. Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça. As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro. Exu, zangado pela negligência dos dois amigos, decidiu preparar-lhes um golpe à sua maneira. Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo. Depois, seguiu o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e, muito educadamente, cumprimentou-os: "Bom trabalho, meus amigos!" Estes, gentilmente, responderam-lhe: "Bom passeio, nobre estrangeiro!" Assim que Exu afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita, falou para o seu companheiro: "Quem pode ser este personagem de boné branco?" "Seu chapéu era vermelho", respondeu o homem do campo à esquerda. "Não, ele era branco, de um branco alabastro, o mais belo branco que existe!" "Ele era vermelho, um vermelho escarlate, de fulgor insustentável!" "Ele era branco, tratas-me de mentiroso?" "Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?" Cada um dos amigos tinha razão e estava furioso da desconfiança do outro. Irritados, eles agarraram-se e começaram a bater-se até matarem-se a golpes de enxada. Exu estava vingado! Isto não teria acontecido se as oferendas a Exu não tivessem sido negligenciadas. Pois Exu pode ser o mais benevolente dos orixás se é tratado com consideração e generosidade. Há uma maneira hábil de obter um favor de Exu. É preparar-lhe um golpe mais astuto que aqueles que ele mesmo prepara. Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca. Seus campos estavam áridos, a chuva não caía. As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caídas das árvores. Nenhum orixá invocado escutou suas queixas e gemidos. Aluman decidiu, então, oferecer a Exu grandes pedaços de carne de bode. Exu comeu com apetite desta excelente oferenda. Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado. Exu teve sede. Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha em casa, e que tinham, em suas casas, os vizinhos, não foi suficiente para matar sua sede! Exu foi à torneira da chuva e abriu-a sem pena. A chuva caiu. Ela caiu de dia, ela caiu de noite. Ela caiu no dia seguinte e no dia de depois, sem parar. Os campos de Aluman tornaram-se verdes. Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória: "Joro, jara, joro Aluman, Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes! Joro, jara, joro Aluman, Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas! Joro, jara, joro Aluman, Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca! Joro, jara, joro Aluman!" E as ranzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar! Aluman, reconhecido, ofereceu a Exu carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta. havia chovido bastante. Mais, seria desastroso! Pois, em todas as coisas, o demais é inimigo do bom.
Origem de Exu - Yoruba
Do livro Lendas Africanas dos Orixás - Pierre Fatumbi Verger/Caribé Olorun, Deus supremo, criou um ser, a partir do ar (que havia no início dos tempos) e das primeiras águas. Esse ser encantado, que era todo branco e muito poderoso, foi chamado Oxalá. Logo em seguida, criou um outro orixá que possuía o mesmo poder do primeiro, dando-lhe o nome de Nanan. Os dois nasceram da vontade de Olorun de criar o universo. Oxalá passou a representar a essência masculina de todos os seres, tornando-se o lado direito de Olorun. Nanan, por sua vez, teria a essência feminina, e representaria o lado esquerdo. Outros orixás também foram criados, formando-se um verdadeiro exército a serviço de Olorun, cada um com uma função determinada para executar os planos divinos. Exú foi o terceiro elemento criado, para ser o elo de ligação entre todos os orixás, e deles com Olorun. Tornou-se costume prestar-lhe homenagens antes de qualquer outro, pois é ele quem leva as mensagens e carrega os ebós. Olorun confiou à Oxalá a missão de criar a Terra, investindo-o de toda a sabedoria e poderes necessários para o sucesso dessa importante tarefa. Deu a ele uma cabaça contendo todo axé que seria utilizado. Oxalá, orgulhoso por ter recebido tamanha honraria, achou desnecessário fazer as oferendas a Exú. Exú, vendo que Oxalá partira sem lhe fazer as oferendas, previu que a missão não seria cumprida, pois, mesmo com a cabaça e toda a força do mundo, sem a sua ajuda não conseguiria chegar ao local indicado por Olorun. A caminhada era longa e difícil, e Oxalá começou a sentir sede, mas, devido à importância de sua missão, não podia se dar ao luxo de parar para beber água. Não aceitou nada do que lhe foi oferecido, nem mesmo quando passou perto de um rio interrompeu a sua jornada. Mais à frente, encontrou uma aldeia, onde lhe ofereceram leite de cabra para saciar sua sede, que também foi recusado. Todos os caminhos pareciam iguais e, depois de andar por muito tempo, sentiu-se perdido. De repente, ele avistou uma palmeira muito frondosa, logo à sua frente, Oxalá, já delirando de tanta sede, atingiu o tronco da palmeira com seu cajado, sorvendo todo o líquido que saía de suas entranhas (era vinho de palma). Embriagado pela bebida, desmaiou ali mesmo, ficando desacordado por muito tempo. Exú avisou Nanan que Oxalá não havia feito as oferendas propiciatórias, por isso não terminaria sua tarefa. Ela, agindo por contra própria, resolveu consultar um babalawô para realizar devidamente as oferendas. O sacerdote enumerou uma série de coisas que ela deveria oferecer, entre elas um camaleão, uma pomba, uma galinha com cinco dedos e uma corrente com nove elos. Exú aceitou tudo, mas só ficou com a corrente, devolvendo o restante à Nanan, pois ela iria precisar mais tarde. Outros sacrifícios foram realizados, até que Olorun a chamou para procurar Oxalá, que havia esquecido o saco da criação com o qual criaria a Terra. Nanan, após terminar suas oferendas, foi atrás de Oxalá, encontrando-o desacordado próximo ao local onde deveria chegar. Ao saber que Oxalá havia falhado em sua missão, Olorun ordenou que a própria Nanan prosseguisse naquela tarefa com a ajuda de todos os orixás. E assim foi feito. Nanan pegou o saco da criação e o entregou à pomba, para que voasse em círculo. A galinha com cinco dedos foi solta, para espalhar aquela imensa quantidade de terra, e, finalmente, o camaleão arrastou-se vagarosamente, para compactá-la e torná-la firme. Quando Oxalá acordou, viu que a Terra já havia sido criada, e não o fora por ele. Desesperado, correu até Olorun, que o advertiu duramente por não ter reverenciado Exú antes de partir, julgando-se superior a ele. Oxalá, arrependido, implorou perdão. Olorun, sempre magnânimo, deu-lhe uma nova e importantíssima tarefa, que seria a de criar todos os seres que habitariam a Terra. Desta vez ele não poderia falhar! Usando a mesma lama que criou a Terra, Oxalá modelou todos os seres, e, insuflando-lhes seu hálito sagrado, deu-lhes a vida. Desta forma, Nanan e Oxalá desempenharam tarefas igualmente importantes, juntamente com a valiosa ajuda de todos os orixás, que possibilitaram o surgimento deste novo e maravilhoso mundo em que vivemos. (ainda tenho que revisar. O material a seguir recebi de colegas, mas sem indicar autor) Exú na África Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Legbá, Elegbara, Eleggua, Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Ian (reverenciado na cerimônia do padê).Aluvaiá, Bombo Njila, Pambu Njila, Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos. Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada. Na África (Congo) na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade. Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do Mal A Umbanda gosta de distinguir entre o Exu como Orixá e os pequenos Exus, as vezes das Sombras e do Mal, chamados por eles de Kiumbas que podem chegar a ser violentos, vingativos e cruéis. Exu - Orixá, para Umbanda, na realidade é guardião da Luz para as Sombras, e das Sombras para as Trevas, e é ele que Combate às entidades que possuem as formas mais horrendas e esquisitas. Tais criaturas são atraídas de suas covas no submundo astral pelas nossas próprias atitudes e sentimentos inferiores, sendo que os Exus são como guerreiros, que impedem o acesso destes seres às zonas mais superiores, e estes Kiumbas, quando podem, apresentam-se como Exus, ou mesmo Caboclos, Pais-Velhos, e Crianças. Exú na Umbanda Exú na Umbanda é considerado Orixá e assim ele age no Bem e só no Bem. E como reconhecer um Exu de fato e de direito? Simples: O verdadeiro guardião *Exu não deixa seu médium torto, com expressão de ódio no rosto, não fica com os dedos em forma de garras, e não se arrasta no chão. Exu de Umbanda não fala palavrões de deixar cabelo em pé, não é “doidinho” por marafo (pinga) e sangue e não aceita entregas em encruzilhadas de rua ou cemitérios. Quem aceita estas coisas nestes locais, são os já citados Kiumbas, que são os que gostam de galo e galinha pretos na encruzilhada.* Os preceitos para Exu são entregues nas encruzilhadas das matas e campinas, e sempre com elemento sutis. Exu de Umbanda não pode ser comprado com bagatelas e Exu nenhum de verdade aceita realizar trabalhos para matar ou prejudicar alguém. Como sabemos Exu é justo, ou seja, está ligado aos conceitos do “Quem deve paga, e quem merece recebe”. Por isso não existe aquela história de fazer amizade com Exu, para conseguir isto ou aquilo. Com isso, não queremos dizer que Exu é uma entidade boazinha, mas pensem um pouco, que lógica tem baixar em um terreiro Caboclo, Pai-Velho, Criança para fazer a caridade, e no mesmo terreiro baixar Exu para praticar o mal. Exu não costuma ficar “jogando conversa fora”, ele vai direto ao assunto, orientando e conduzindo aquilo que tem que ser feito, pois não é só esta a função de Exu. Exu é também promotor da magia, é ele quem executa os processos mais sutis da Magia da Umbanda. Só por isso já podemos deduzir que, para executar a magia e a justiça kármica, não poderiam ser entidades irresponsáveis e muito menos entidades inferiores. Exu também não pede que seus médiuns se vistam de “galãs” de ternos, ou de preto e vermelho, e não realiza sessões “fechadas”, onde até o sexo é praticado em nome de Exu, como sabemos que acontece em muitos terreiros ditos de “Umbanda”. Outra distorção que existe é a respeito do Exu Sra Pomba-Gira. Este é um Exu feminino e muitos a colocam com se fosse prostituta, uma mulher da vida. A Sra. POMBA GIRA É UMA EXU GUARDIÃO DOS MAIS SÉRIOS em de promover a bagunça à orgia, como muitos desejam, ela combate todas as perturbações relacionadas com o lado sexual, combatendo os Magos Negros e seus Kiumbas. Obs. Os irmãos que quiserem se aprofundar no assunto, indicamos o Livro EXU O GRANDE ARCANO (F.Rivas Neto) editora Ícone. É muito esclarecedor ! Os Exus na Umbanda desfazem feitiços, trabalhos de magia negra em pessoas e ambientes; resgatam os espíritos malígnos e obsessores, responsáveis por separações de casais; vícios de bebidas e drogas; embaraços nos negócios; perturbações; discussões em família e uma infinidade de malefícios… Encaminham estes espíritos a um guardião-chefe, onde passam por uma triagem e, após se redimirem de seus erros, são batizados e preparados para cumprir sua missão, juntamente com o Exu que lhes resgatou. Esses Exus, no cumprimento de suas missões, evoluem: são coroados e recebem, por mérito de seu sacrifício, a condição de progredirem como elementos da linha positiva. É comum ouvir dizer que sem Exu não se faz nada. Isso se dá pelo fato destas entidades estarem frente aos combates espirituais, prestando defesa e proteção, e não porque são vingadores, traíras ou forças do mal, como a maior parte das lendas nos leva a pensar. Entretanto cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu é inferior ao dos caboclos, baianos, pretos-velhos, etc., o que também não significa que não sejam evoluídos - apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa e sua vibração ou força de incorporação está mais próxima ou similar à vibração da Terra, exigindo dos médiuns uma concentração diferenciada da que possam sentir ao incorporarem um caboclo, um baiano ou preto-velho. Fato é que, quanto mais evoluída for a entidade a ser incorporada, mais sutil será a incorporação e a energia sentida. Há também de se lembrar que, quando um médium incorpora um Exu ou Pombo-gira, ele está ativando seus chackras inferiores, e, se este médium for despreparado ou tiver conduta questionável, poderá interferir na incorporação: ele dará vazão aos seus sentimentos menores, transferindo para o Exu o seu tipo de comportamento e neste caso não há dúvidas: o médium está mistificando um ato sagrado da espiritualidade. Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio espiritual, onde se encontra Exu, em nada o impede de trabalhar harmoniosamente com as entidades mais evoluídas, até porque a questão hierárquica, no Plano Astral, é sublimada: lá não existem disputas pelo poder, pois, todos estão conscientes de suas tarefas e de seus graus. Bom, agora que já transcorremos de forma esclarecedora, sobre o tema, conheça mais sobre alguns guardiões e suas falanges. Exu - Santo Antonio Na tentativa de manter o culto aos seus deuses no Brasil, os negros escravos buscaram pontos de convergência entre a trajetória dos santos católicos e os dezesseis orixás do culto do Candomblé, mais conhecidos e tradicionalmente cultuados. Exu foi representado no sincretismo católico, pelos negros africanos, por Santo Antônio, simplesmente por questões similares como a cor de ambos e governança: o número sete, os cemitérios, encruzas e sua personalidade forte. Este orixá foi o que mais sofreu uma perseguição sistemática, pelos missionários catequizadores, sendo associado ao Diabo. Nesta mistura de mentiras, médiuns despreparados recebiam espíritos que se passavam por Exu, dizendo que era o Demônio, fazendo com que comerciantes inescrupulosos e ignorantes criassem uma imagem de Exu, cada vez mais distorcida e tenebrosa. Exu, sobre esta concepção, ganhou chifre, rabo e pata de animais. Verdade é que, a forma original de Exu é humana, ele tem dois braços, duas pernas, dois olhos e uma cabeça! Os espíritos que compõem a falange de Exu são espíritos como nós, contemporâneos até. Essa associação, indevida e maldosa, com o passar do tempo, foi caindo no gosto popular e na psique de pessoas mentalmente e espiritualmente doentes, que começaram a construir a visão irreal de que Exu é o Demônio. Diferente dos quiumbas, zombeteiros e outros espíritos oportunistas, que podem mistificar os trabalhos espirituais e se passarem por Exu. Cada ser humano têm, pelo menos, um casal de Exús que influenciam permanentemente em seu destino.
Pombagira/ Bombogira / Exu-mulher.
Fontes: http://br.geocities.com/olisasa20001/pombagira.htm
Em Cuba como aqui no Brasil grande parte dos religiosos afro descendentes não cultuam a pombagira. Em Cuba, por exemplo, é o próprio Elegba que pode se manifestar como feminino. As bonecas ancoram Exús femeninos ou Exú-mulher.
No entanto, para mim desde pequeno era clara a companhia de Elegbas femeninos e logo que cheguei ao Brasil o nome Pombagira me pareceu como se sempre o conhecesse. Consigo perceber com facilidade a presença de Exu e Pombagira nas pessoas. Eles quando presentes fazem aumentam o magnetismo, sensualidade e expressividade da pessoa.
Pombagira, Exú feminino ou Exú-mulher, também é conhecida por Bombogira e seu culto vem através da Quimbanda, influência banta (Angola) onde existe a Entidade Aluvaiá-Pombagira, que foi tomada como parceira do Exu do Candomblé e certos terreiros de Umbanda.
Cada Exu da Quimbanda tem sua parte feminina: Exu Rei das Encruzilhadas / Pombagira Rainha das Encruzilhadas; Exu das Matas / Pombagiras das Matas; Exu Giramundo / Pombagira Giramundo; Exu do Cravo Vermelho / Pombagira da Rosa Vermelha; Exu Mulambo / Pombagira Maria Mulambo; Exu Sete Capas / Pombagira Sete Saias; Exu 7 Estrelas / Pombagira 7 Estrelas; etc.
"Cada pessoa têm pêlo menos um casal de Exu que age e mora perto dela desde o dia do nascimento." Eles auxiliam a pessoa nos seus movimentos, gestões, facilitam a comunicação os encontros. São também protetores e guardas, avisam dos perigos, dificultam as ações de possíveis inimigos. Eles também colaboram com energia, e carisma. FORMA EM QUE SE MOSTRA A POMBAGIRA QUANDO INCORPODADA
"Quando incorporada no cavalo, a pombagira mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante, sedutora, mais também tem vidência, é certera e sempre têm algum conselho para aqueles que sofrem por amor. Ela gosta das bebidas suaves : vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis, etc. E gosta dos cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho e o destaque.
Usa sempre muitos colares, anel, brincos, pulseiras, etc. Sendo que existem muitos milhares de pombagiras, e que cada uma tem sua própria personalidade, torna-se muito difícil uma descrição geral."
Suas oferendas levam ovos, maçãs, morangos, perfumes, pentes, espelhos, flores (especialmente rosas - nunca botões), bebidas, champange, cigarros, etc.
POMBAGIRA DA PRAIA
As principais pombagiras em ordem hierarquia são as correspondentes aos sete passagens da representação feminina de Exu Rei, Pombagira Rainha, após temos 63 pombagiras chefas, sendo cada uma delas a contrapartida de algum dos Exu chefes que já apresentamos na parte onde falamos dos povos de Exu.
A função principal de Pombagira é ajudar para os seus em todos os casos de amor, mas também é usada a sua força para fortalecer a sensualidade e potência sexual, desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar doenças.
REINO DAS ENCRUZILHADAS.
Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exu que ali trabalham. Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.
1) Povo da Encruzilhada da Rúa.- Chefe Exu Trancarúas 2) Povo da Encruzilhada da Lira.- Chefe Exu Sete Encruzilhadas
3) Povo da Encruzilhada da Lomba.- Chefe Exu das Almas
4) Povo da Encruzilhada dos Trilhos.- Chefe Exu Marabô
5) Povo da Encruzilhada da Mata.- Chefe Exu Tirirí.
6) Povo da Encruzilhada da Kalunga.- Chefe Exu Veludo
7) Povo da Encruzilhada da Praça.- Chefe Exu Môrcego
8) Povo da Encruzilhada do Espaço .- Chefe Exu Sete Gargalhadas
9) Povo da Encruzilhada da Praia- Chefe Exu Mirim.
REINO DOS CRUZEIROS
Chefiado por Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombagira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exu que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada). 1) Povo do Cruzeiro da Rúa.- Chefe Exu Tranca Tudo
2) Povo do Cruzeiro da Praza.- Chefe Exu Kirombó
3) Povo do Cruzeiro da Lira.- Chefe Exu Sete Cruzeiros
4) Povo do Cruzeiro da Mata.- Chefe Exu Mangueira
5) Povo do Cruzeiro da Kalunga.- Chefe Exu Kaminaloá
6) Povo do Cruzeiro das Almas.- Chefe Exu Sete Cruzes
7) Povo do Cruzeiro do Espaço.- Chefe Exu 7 Portas
8) Povo do Cruzeiro da Praia.- Chefe Exu Meia Noite
9) Povo do Cruzeiro do Mar.- Chefe Exu Karunga (kalunga grande) REINO DAS MATAS
Chefiado por Exu Rei das Matas e Pombagira Rainha das Matas. Governa todos os Exu que trabalham nos verdes ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino. 1) Povo das Árvores .- Chefe Exu Quebra Galho
2) Povo dos Parques .- Chefe Exu das Sombras
3) Povo da Mata da Praia.- Chefe Exu das Matas
4) Povo das Campinas.- Chefe Exu das Campinas
5) Povo das Serranías.- Chefe Exu da Serra Negra
6) Povo das Minas.- Chefe Exu Sete Pedras
7) Povo das Cobras.- Chefe Exu Sete Cobras
8) Povo das Flores .- Chefe Exu do Cheiro
9) Povo da Sementeira.- Chefe Exu Arranca Tóco REINO DA KALUNGA.
Gobernado por Exu Rei das Sete Calungas ou Kalungas e Pombagira Rainha das Sete Kalungas. Esses Exu também são chamados pelo nome de Rei e Rainha do Cemitérios. Geralmente quando diz-se "calunga" nas giras de kimbanda é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente. 1) Povo das Portas da Kalunga.- Chefe Exu Porteira
2) Povo das Tumbas.- Chefe Exu Sete Tumbas
3) Povo das Catacumbas.- Chefe Exu Sete Catacumbas
4) Povo dos Fornos.- Chefe Exu da Braza
5) Povo das Caveiras.- Chefe Exu Caveira
6) Povo da Mata da Kalunga.- Chefe Exu Kalunga (conhecido tambêm como Exu dos Cemitérios)
7) Povo da Lomba da Kalunga.- Chefe Exu Corcunda
8) Povo das Covas.- Chefe Exu Sete Covas
9) Povo das Mirongas y Trevas.- Chefe Exu Capa Preta (conhecido tambêm como Exu Mironga) REINO DAS ALMAS
Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pombagira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos pêlo apelo de Rei e Rainha da Lomba, porque gobernam todos os exu que trabalham em locais altos. Porém, os Exu deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc. 1) Povo das Almas da Lomba - Chefe Exu 7 Lombas.
2) Povo das Almas do Cativeiro- Chefe Exu Pemba.
3) Povo das Almas do Velôrio- Chefe Exu Marabá.
4) Povo das Almas dos Hospitáis.- Chefe Exu Curadô
5) Povo das Almas da Praia.- Chefe Exu Giramundo.
6) Povo das Almas das Igrejas e Templos .- Chefe Exu Nove Luzes .
7) Povo das Almas do Mato .- Chefe Exu 7 Montanhas.
8) Povo das Almas da Kalunga .- Chefe Exu Tatá Caveira.
9) Povo das Almas do Oriente.- Chefe Exu 7 Poeiras.
REINO DA LIRA
Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes kimbandeiros Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblê (ou Rainha das Marias). Seus apelos kimbandeiros mostram justamente sua afinidade pêla dança, a musica e a arte ( lira e candomblê). Dentro do reino da Lira, que tambêm as veces é chamado "reino do candomblê" não pêlo culto africanista aos orixás, sinão por ser issa palavra sinônimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exu que tem que ver com a arte, a musica, poesia, bohemia, ciganeria, malandragem, etc. 1) Povo dos Infernos .- Chefiado por Exu dos Infernos
2) Povo dos Cabarês.- Chefiado por Exu do Cabarê
3) Povo da Lira.- Chefiado por Exu Sete Liras
4) Povo dos Ciganos.- Chefiado por Exu Cigano
5) Povo do Oriente.- Chefiado por Exu Pagão
6) Povo dos Malandros.- Chefiado por Exu Zê Pelintra
7) Povo do Lixo.- Chefiado por Exu Ganga
8) Povo do Luar.- Chefiado por Exu Malê
9) Povo do Comércio.- Chefiado por Exu Chama Dinheiro.
REINO DA PRAIA. Gobernado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exu que trabalham nas praias, perto d'agua o ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce. 1) Povo dos Rios.- Chefiado por Exu dos Rios.
2) Povo das Cachoeiras.- Chefiado por Exu das Cachoeiras.
3) Povo da Pedreira.- Chefiado por Exu da Pedra Preta.
4) Povo do Marinheiros.- Chefiado por Exu Marinheiro.
5) Povo do Mar.- Chefiado por Exu Marê.
6) Povo do Lodo.- Chefiado por Exu do Lodo.
7) Povo dos Bahianos.- Chefiado por Exu Bahiano.
8) Povo dos Ventos.- Chefiado por Exu dos Ventos
9) Povo da Ilha.- Chefiado por Exu do Côco. Kimbanda A Lei da Kimbanda vêm dos bantos, povos de Angola e Congo. A misturança ou ainda podemos dizer sincretismo entre o Exu-iorubá e os Ngangas e Tatás (almas de chefes kimbandeiros das nações bantas) foi o que deixou esse ar de confusão no povo, que muitos até mesmo sendo "feitos na kimbanda", não entendem, ou ó que é pior tratam-no de diabo. Na verdade, o Exu da kimbanda não é o Exu-iorubá (orixá ou imalé dessa cultura). Os Espiritos que chegam na linha da kimbanda são espíritos de ngangas ou tatás, aquelos que encarnados na terra eram sacerdotes bantos adouradores de algum nkisi ou mpungu. No Brasil, o culto aos npungus e nkisis à través dos seus mensajeiros - os ngangas - foi misturado na escravidão com o culto aos Encantados e aos pajés ( da cultura tupí-guarani ) e também com o dos iorubás, surgindo os siguintes novos cultos, fruto da miscelánea: Makumba - Que vêm de "ma-kiumba" (espíritos da noite). Foi assim chamado o mais primitivo culto sincretista no sul do Brasil (e o primeiro originado em Brasil), dada sua maior prepônderancia banto; é déla que descem os outros cultos afro-brasileiros com influência das naçoes Angola-Congo, Tupi-guarani, Nagô e a Igreja, nessa ordêm. A ração de se chamar makiumba (logo após por deturpação da palabra ficaria makumba ou macumba) foi justamente, porque é um culto que se faz na noite, onde deberiam-se chamar necesáriamente os espiritos da noite (almas de outros sacerdotes do culto - Eguns ou Ancestrais). No culto iorubano-nagô conhece-se e rinde-se culto aos Ancestrais-Egun, porém elos são afastados dos rituais aos orixás, tentando ter um contato com outro tipo de energias, isto ajudou, para que os rituais onde se chamabam eguns fossem menospreçados, pejorados e mal interpretados. Por outro lado, a Igreja também condenaba os cultos con influência indio-banto onde se fazia beberagem e supôstamente orgias. Na verdade, as danças bantos eram no Brasil e ainda são na África bastante eróticas, e também é verdade que os Guias bebem y pitam, porém dista muito de ser uma orgia ou um beberagem. Depois, quando os grupos de nações começan procurar sua identidade, dividem-se os principais compônentes da makumba, aparecendo: Candomblê de Angola; Candomblê de Congo; Candomblê de Caboclo ou dos Encantados; Catimbó; - todos elos em procura duma raiz cultural - y também, a finais do século XIX surgem da macumba urbana (onde tinhan muita participação os brancos pôbres e os descendentes de escravos) a Umbanda e a Kimbanda com influências para o Espiritismo e com muito sincretismo. Na kimbanda, permaneceu grande parte do culto aos ngangas da nação Angola-Congo, porém misturado com o diabo (pêlas influências dos mitos e tabúes dos proprios integrantes - que não tinhan conhecemento das orígems - ) e também embaixo do pé do orixá iorubá Exu. O titulo desta página teria qui ser : O kimbanda "na sua lei". Na África Em terras bantas, muito antes de chegada do branco, já existia o culto aos ancestros (chamados depois no Brasil "guias"). Também era conhecida a palabra "mbanda" (umbanda) significando "a arte de curar" o "o culto pêlo qual o sacerdote curaba", sendo que mbanda quer dizer "o Além - onde moram os espiritos". Os sacerdotes da umbanda eram conhecidos como "kimbandas" (ki-mbanda = comunicador com o Além ). Quando chegam os portugueses e tem contatos com os reinos bantos, procuram comerciar com elos de um jeito pacifico. Mais tarde, o Rei do Kongo (manikongo) descendente do primeiro ancestro kongo divinizado o Tatá Akongo converte-se ao catolicismo, sendo que também fazem o mesmo todos os seus vasalhos. Pôde-se apreciar então que os negros bantos já na África são evangelizados por vontade própria, fazendo elos mesmos em suas terras sincretismos entre Santos e Nkisis. Porém uma parte banta não aceitou, nem adoutou a evangelização, sendo que tramaram uma revolução em contra do rei do Congo, mesmo ainda, para se mostrar opôstos ao branco e os Santos, adoutaram dizer que eram do Diabo. Esses povos bantos eram os Bagandas, Balundas e Balubas. Ao tempo os Bagandas em revolta conquistaram a região de Angola e logo após quasi todo o reino congo (que estaba formado por vários reinos vasalhos). Um dos reis bagandas foi Ngola Mbandi, de onde provêm o nome de Angola. Essos revolucionarios estabam apoiados pêlos grandes feiticeiros e guardiões das tradições bantas, sendo também que sua bandeira estaba formada pêlas côres da tribo dominante: vermelho e preto (muito depois seriam as cores de Angola). Os Luba-Lunda, que ajudabam na guerra em contra do branco e os reinos congos evangelizados usaban como bandeira as côres vermelhas, pretas e brancas. Debemos também dizer que depois de muito tempo de paz entre portugueses e congos, um dos descendentes do Rei do Congo para não perder o reino decidiu se-unir ao pensamento das outras tribos, pegando novamente seu nome africano e declarando a guerra em contra dos portugueses, se aliando com o resto dos povos bantos. Por sua parte, os portugueses levaram-se milhares de escravos bantos para o Brasil, entre elos encontrabam-se partidarios dos dois grupos bantos: os evangelizados e os defensores das tradições. Este ultimo grupo, já no Brasil, siguiu sendo revoltoso, contrário a todo o que vinha do branco, e tambêm em parte "inimigo" dos escravos feiticeiros que sincretizaban os nkisis com os santos. No Brasil No periodo da escravidão, os bantos dos dois grupos (revolucionários e evangelizados) pegam contato com os grupos tupi-guaranis, existindo também entre os indios dois grupos afins aos grupos bantos: indios bruxos que não aceitabam os santos (se-identificando com o diabo) e os indios evangelizados que gostabam da idéia do sincretismo santoral. Esses grupos juntan-se para fazer suas magias por separado, e dizer, os negros bantos contrários ao branco e os santos com os indios bruxos; e os negros bantos evangelizados com os indios evangelizados. Daí o surgimento de duas correntes paralelas e opôstas que seriam conhecidas no Brasil como Umbanda - o culto dos caboclos e pretos evangelizados; e a Quimbanda - o culto dos caboclos e pretos que não aceitaram viver em baixo do pé do Deus dos brancos, se aliando ao Diabo (inimigo do branco) e com Exu (aquele que também era olhado como um demônio). Aliás, temos dizer que, com o passo do tempo, quando morrem os escravos dos dois grupos, são chamados e incorporados a través do trance por seus descendentes, ao principio na Macumba e logo na Umbanda . Porém, os espiritos chegabam todos num mesmo terreiro sem tanta diferenciação, e até se confundindo os grupos. Os descendentes de escravos o que menos queriam era de ser chamados satanistas ou macumbeiros, por isso votaram aos grupos revoltosos em baixo do pé dos grupos evangelizados e a Kimbanda ficou sendo uma sub-linha da Umbanda. Porém os próprios Espiritos se encarregaram de fazer a separação e hoje em dia podemos dizer sem lugar a dúvidas que existem duas religiões paralelas e diferentes: a Umbanda - onde chegam os Espiritos Guias dos Pretos e Caboclos evangelizados, vestidos de branco, humildes, que acreditam nos santos e os orixás, onde não se faz sacrificios de animais, que não fazem o mal, etc. E a Kimbanda - onde chegam os Espiritos Guias dos Pretos e Caboclos que trabalham para bem ou mal, com sacrificios de animais, lujo, orgulho, revolução e que não acreditam nos Santos da Igreja, defensores de tudo o que seja africanismo, e aceitam aos orixás e nkisis. Cabe dizer, que os seguidores das distintas ramas da umbanda, adoutam e adaptam as duas linhas (umbanda-kimbanda) segundo os preceitos e as influências maioritarias da sua Casa de Religião. Por exemplo, aquelos que fazem Umbanda Branca (sem sangue) votam a kimbanda em baixo da mesma e para os Exus tampouco matam. Aquelos que fazem culto aos Orixás iorubas e também practicam Umbanda, dadas as influêcias iorubanas, olham na Umbanda como na Kimbanda um culto aos ancestros (ou Linha de Almas) submetidos aos Orixás, fazendo para os ancestros rituais de sacrificios (principio fundamental dessa cultura). As guias dos Exus e Pomba-Giras Para os Exus e Pombagiras que atuam com falanges que dão preferência a trabalhos na Encruzilhada: 122 Contas ( 1 Vermelha seguida de 1 Preta). Para os Exus e Pombagiras que atuam com falanges que dão preferência a trabalhos na Calunga: 122 Contas ( 1 Preta seguida de 1 Vermelha). Para os Exus da Encruzilhada: 120 Contas ( 3 Vermelhas seguidas de 3 Pretas). Para os Exus da Calunga: 120 Contas ( 3 Pretas seguidas de 3 Vermelhas). Para as Pombagiras da Encruzilhada: 126 Contas ( 7 Vermelhas seguidas de 7 Pretas). Para as Pombagiras da Calunga: 126 Contas ( 7 Pretas seguidas de 7 Vermelhas). Homenagem ao Exu Veludo
(Representando todos os Exus de Umbanda) Cavaleiro imperioso e requintado, te apresentas aos meus olhos, alegre, forte, másculo, com sorriso franco, sarcástico e, por vezes, com uma irônica maldade, rápida e sagaz. Desvendas as misteriosas cortinas do mundo;
és atuante em todas as situações. Tira-me da inércia, o desânimo, e faz com que eu veja o mundo, aqui deste lado da Terra, bem melhor. Na presença de tua vibração, escuto as melodias tangerem até mesmo as cordas do meu coração;
dá-me a energia para a luta e envolves-me em tua capa contra os perigosos inimigos.
Com teu sabre, agilmente corta os empecílhos;
com tua sabedoria, ceifa minha ingenuidade. Saravá, Exu Veludo!
