Os textos entre aspas são de Junito Brandão (Livro: Mitologia Grega).
Este texto foi criado e organizado por Ian Barcellos Ferri de Souza Carmo - data nascimento: 04/08/1997.
O meu jovem amigo Ian de doze anos, é um grande conhecedor de mitologia, mas também um adorador ardoroso dos deuses gregos. Ele é também muito bom palestrante e contador de mitos e histórias. Aconselho que seja contratado para ministrar palestras e facilitar atividades em escolas, festas, centros culturais. E-mail: ianposseidon@hotmail.com
Na mitologia grega Zeus é o deus dos deuses e a maior divindade do Olimpo, criador, amigo, amante e protetor dos humanos, pai de muitos deuses e semi-deuses.
Zeus é referencia de Legalidade, Justiça, Razão, Ordem, Autoridade, Oficial, Permitido, Fluente, Próspero.
Antes do reinado de Zeus no universo reinava o Caos, a obscuridade, e a crueldade. A partir do reinado de Zeus, as divindades definem melhor suas personalidades e se estabelece a ordem entre o Céu e a Terra. No reinado de Zeus é criado a humanidade, os animais, as plantas e o ambiente natural da vida, nasce a sociedade e a rede de vida que deu lugar ao mundo atual. Zeus criou a ordem que rege a vida e que define o que é bem-chegado neste mundo.
A abobada celeste abriga o palácio do Soberano dos Deuses e dos humanos conhecido por Olimpo ou o Empireo. Desde ele, Zeus preside às evoluções do mundo, observa os povos, provê necessidades dos humanos, assiste seus dramas e tragédias e intervém quando sente conveniente, presenteia boas ações, pune culpados, manifesta sua empatia e emoções pelos mortais. Zeus chega a se apaixonar, sentir tesão e até namorar diversas deusas, homens e mulheres. Ele vela também pela proteção e prosperidade de pessoas, famílias, instituições, cidades, países.
Zeus é respeitado e adorado também entre os deuses e deusas olímpicos, ainda que existam entre eles desentendimentos e confrontos ao terem posições diferentes em relação a acontecimentos entre os humanos.
Zeus fazia questão de legalizar e promover reis e governantes na Terra, inspirar leis, e determinar os caminhos do êxito, a prosperidade e o poder legal. Genealogia de Zeus
"No princípio era o Caos (Χάος), um elemento ainda informe, porém profundamente fecundo. Depois veio a Terra (Γαία), o Tártaro (Τάρταρος) e Eros (Έρως), o mais gentil dos deuses, a força de união entre masculino e feminino, origem de toda criação.
Do Caos, nasceram Érebo (Έρεβος) e a negra Noite (Νύχτα) que, unindo-se a Érebo, deu nascimento ao Éter (Αίθερας) – a camada superior do cosmo - e a Dia (Ημέρα). Géia, sozinha, gerou Urano, o Céu estrelado (Ουρανός) que, curvando-se sobre ela, fecundou-a.
Urano, além de extremamente viril, era também absolutamente fértil e Géia começou a ter um filho atrás do outro. Foi mãe dos 12 Titãs (Τιτάνες), seis masculinos – Oceano (Ωκεανός), Céos (Κοίος), Crio (Κρείος), Hipérion (Υπερίων), Jápeto (Ιαπετός) e Cronos (Κρόνος) – e seis femininos – Tétis (Τηθύς), Téia (Θεία), Têmis (Θέμις), Mnemosine (Μνημοσύνη), Febe (Φοίβη) e Réia (Ρεα). Além desses, os dois ainda geraram os 3 Ciclopes (Κύκλωπες) – Arges (Άργης), Estérope (Στερόπης) e Brontes (Βροντής) – que tinham apenas um olho no meio da testa, e os Hecatônquiros (Εκατόγχειρος) – Coto (Κόττος), Briaréu (Βριάρεως), Egéon (Αιγέων) e Giges (Γύγης) – monstros de cem braços. Entretanto, temendo ser destronado por um dos filhos, assim que nasciam, Urano lançava-os ao Tártaro.
Géia, cansada de tanto sofrer, pediu aos filhos que a livrassem do insaciável marido. Todos se recusaram, com exceção de Cronos, o mais moço. Assim, Géia deu-lhe uma foice e disse-lhe que se escondesse no quarto e, quando Urano, ávido de amor, se debruçou sobre Géia, Crono avançou e cortou-lhe os testículos. O sangue do ferimento do deus caiu sobre a terra fecundando-a e, no devido tempo, nasceram as Eríneas (Ερινύες) - as vingadoras do sangue derramado – os Gigantes (Γίγαντες) e as Ninfas (Νύμφες). Já o esperma de Urano caiu no mar e, da espuma (αφρός, afrós) formada pelo contato com a água, nasceu Afrodite (Αφροδίτη), a deusa do amor e da beleza.
Réia, filha de Géia e Urano, por sua vez, uniu-se ao irmão Cronos e dele teve seis filhos: Héstia (Εστία), Deméter (Δήμητρα), Hera (Ήρα), Hades (Άδης) ou Plutão (Πλούτωνας), Posidon (Ποσειδώνας) e Zeus (Ζευς). Nascimento de Zeus. Zeus filho de Crono e Réia
Nascimento de Zeus em God of War
"Depois que se tornou senhor do mundo, Crono converteu-se num tirano pior que seu pai Urano. Não se contentou em lançar no Tártaro a seus irmãos, os Ciclopes e os Hecatonquiros, porque os temia. Após a informação de Urano e Géia (como foi anunciado pelos Oráculos) de que seria destronado por um dos filhos, passou a engoli-los, tão logo nasciam. Ele obrigava a Géia (mãe de seus filhos) que logo que um filho dele nascesse, fosse levado a ele, para o comer."
"Escapou tão-somente o caçula, Zeus. Réia grávida dele, refugiou-se na Ilha de Creta, no monte Dicta ou Ida, e lá, secretamente, deu à luz o futuro pai dos deuses e dos homens. Logo que Zeus nasceu foi escondido por Géia nas profundezas de um antro inacessível, nos flancos do monte Egéon. Em seguida, envolvendo em panos de linho uma pedra, ofereceu-a ao marido Crono, e este, de imediato, a engoliu. Infância de Zeus, filho de Géia e Crono "*Zeus* veio ao mundo na matriarcal ilha de Creta e, de imediato, foi levado por Géia para um antro profundo e inacessível no monte Egéon. Lá Zeus foi entregue aos cuidados dos Curetes e das Ninfas. Sua ama de leite foi "a ninfa", ou, mais canonicamente, "a cabra" Amaltéia. Ao nascer Zeus, Géia chamou os Curetes para executarem danças e músicas em torno do menino, evitando dessa maneira, que seu choro e seus gritos fossem ouvidos pelo pai engolidor Crono. Quando, mais tarde, a cabra Amaltéia morreu, o jovem deus a colocou como figura principal da constelação de Capricórnio (regida na Astrologia pelo planeta Saturno). De sua pele, que era invulnerável, Zeus fez a égide cujos efeitos extraordinários experimentou na luta contra os Titãs." "Atingida a idade adulta, o futuro senhor do Olimpo iniciou uma longa e terrível batalha contra seu pai Cronos. Tendo-se aconselhado com Métis, a Prudência, esta lhe deu uma droga maravilhosa que seu pai deveria engolir, graças à qual Cronos foi obrigado a vomitar os filhos que havia engolido. Apoiando-se nos irmãos e irmãs, devolvidos à luz contra a vontade do astuto Cronos, Zeus, para se apossar do governo do mundo, iniciou um duro combate contra o pai e seus tios, os Titãs."
Luta contra Crono
Luta de Zeus com os titans em God of War
"*A luta de Zeus e seus irmãos contra os Titãs, comandados por Crono, durou dez anos*. Zeus e seus aliados venceram os Titãs, os expulsaram do Céu e os lançaram ao Tártaro.
Para obter tão retumbante vitória, Zeus, a conselho de Géia, libertou do Tártaro os Ciclopes e os Hecatonquiros, que lá haviam sido lançados por Cronos. Agradecidos, os Ciclopes deram a Zeus o raio e o trovão; a Hades ofereceram um capacete mágico, que tornava invisível a quem o usasse e a Posídon presentearam-no com o tridente, capaz de abalar a terra e o mar." Vitória de Zeus. "Terminada a refrega, os três grandes deuses receberam por sorteio seus respectivos domínios: Zeus obteve o Céu; Poseídon, o mar; Hades, o mundo subterrâneo, ficando, porém, Zeus com a supremacia no Universo. Géia, todavia, ficou profundamente irritada contra os Olímpicos por terem lançado os Titãs (filhos dela), no Tártaro, e excitou contra os vencedores os terríveis Gigantes, nascidos do sangue de Urano. Vencidos os formidáveis Gigantes, uma derradeira prova, a mais terrível de todas, aguardava a Zeus e a seus irmãos e aliados. Géia, num derradeiro esforço, uniu-se a Tártaro, e gerou o mais horrendo e terrível dos monstros, Tifão ou Tifeu." Luta de Zeus contra Kratos
Significado da mutilação de Zeus por Tifão.Ultimas provas de Zeus. Instaurando no poder. "*A mutilação de Zeus é partícipe do "sagrado-direito": visa em última análise, a prepará-lo para ser Um, para ser o rei, para ser ímpar, para ser o soberano, para ser o senhor*". Zeus, que vai ser rei, o senhor, o pai dos deuses e dos homens, purifica-se na gruta e, mutilado, separa-se em definitivo de seu meio, para colocar-se acima dele. As lutas de Zeus contra os Titãs (Titanomaquia), contra os Gigantes (Gigantomaquia), episódio, aliás, desconhecido por Homero e Hesíodo, mas abonado por Píndaro (Neméias, 1, 67), e contra o monstruoso Tifão, essas lutas, contra forças primordiais desmedidas, cegas e violentas, simbolizam também uma espécie de reorganização do Universo, cabendo a Zeus o papel de um "re-criador" do mundo. E apesar de jamais ter sido um deus criador, mas sim conquistador, o grande deus olímpico torna-se, com suas vitórias, o chefe inconteste dos deuses e dos homens, e o senhor absoluto do Universo. Seus inúmeros templos e santuários atestam seu poder e seu caráter pan-helênico. O deus indo-europeu da luz, vencendo o Caos, as trevas, a violência e a irracionalidade, vai além de um deus do céu imenso, convertendo-se, na feliz expressão de Homero (Il. I, 544 ), o pai dos deuses e dos homens. E foi com este título que o novo senhor do Universo, tendo reunido os imortais nos píncaros do Olimpo, ordenou-lhes de não participarem dos combates que se travavam em Ílion entre Gregos e Troianos. O teor do discurso é forte e duro, como convém a um deus consciente de seu poder e que fala a deuses insubordinados e recalcitrantes. Após ameaçá-los de espancamento, ou pior ainda, de lançá-los no Tártaro brumoso, conclui em tom desafiante (Il. VIII, 19-27): Se eu suspendei até o céu uma corrente de ouro, e, em seguida, todos, deuses e deusas, pendurai-vos à outra extremidade: não podereis arrastar do céu à terra a Zeus, o senhor supremo, por mais que vos esforceis. Se eu, porém, de minha parte, desejasse puxar ao mesmo tempo a terra inteira e o mar, eu os traria, bem como a vós, para junto de mim. Depois, ataria a corrente a um pico do Olimpo, e tudo ficaria flutuando no ar. E assim saberíeis até que ponto sou mais forte do que os deuses e os homens. O religiosíssimo Ésquilo, num fragmento de uma de suas muitas tragédia perdidas, vai além de Homero na proclamação da soberania de Zeus:
- senhor dos fenômenos atmosféricos, dele depende a fertilidade do solo, daí seu epíteto de khthónios. O deus supremo do mundo, o deus por excelência. Presidia aos fenômenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos.
- protetor do lar e símbolo da abundância, ele é ktésios;
- defensor da pólis, da família e da lei, é invocado como polieús;
- deus também da purificação, denomina-se kathársios e
- deus ainda da mântica, em Dodona, no Epiro, onde seu oráculo funcionava à base do farfalhar dos ramos de um carvalho gigante, árvore que lhe era consagrada.
Destino de Crono "Tão logo o pai dos deuses e dos homens sentiu consolidado o seu poder e domínio sobre o Universo, libertou seu pai Cronos da prisão subterrânea onde o trancafiara e fê-lo rei da Ilha dos Bem-Aventurados, nos confins do Ocidente. Ali reinou Crono sobre muitos heróis que, graças a Zeus, não conheceram a morte." "Esse destino privilegiado é, de certa forma, uma escatologia: os heróis não morrem, mas passam a viver paradisiacamente na Ilha dos Bem-Aventurados. Trata-se de uma espécie de recuperação da idade de ouro, sob o reinado de Crono. Os Latinos compreenderam bem o sentido dessa aetas aurea (idade de ouro), pois fizeram-na coincidir com o reino de Saturno na Itália." "Vejamos brevemente a "história" desse deus itálico e de suas célebres festas, denominadas Saturnalia, as Saturnais. Saturnus, antigo deus itálico, anterior à chegada dos Indo-Europeus à terra de Rômulo, competiu vantajosamente com Líber, deus tipicamente latino, como divindade da vegetação. Enquanto Líber acabou fundindo-se com Bacchus, de procedência grega, Saturnus continuou a ser *o grande deus da semeadura e da vegetação." "Etimologicamente, Saturnus provém do *adjetivo satur, -a, -um, "cheio, farto, nutrido" e este do verbo saturäre, saciar, fartar, "saturar", tudo muito de acordo com sua função: um deus da abundância*. Consoante o mito, quando Zeus destronou a Crono, este refugiou-se na Ausônia, onde recebeu o nome de Saturno. À chegada deste, a Itália (outrora denominada poeticamente Ausônia) teve sua aetas aurea, a idade de ouro, quando a terra tudo produzia abundantemente, sem trabalho, como atesta o poeta latino Públio Ovídio Nasão, em suas Metamorfoses, 89, sqq." "Reinavam a paz, a concórdia, a fraternidade, a igualdade e a liberdade. Saturno é, pois, o herói civilizador, o que ensina a cultura da terra, a paz e a justiça. O poeta maior da latinidade, Públio Vergílio Marão, sonhou com o retorno, no século de Augusto, dessa paz e dessa justiça: Iam redit et Virgo, redeunt Saturnia regna (Écloga 14, 6): "Eis que a Justiça está de volta; retorna o reino de Saturno". Pois bem, para comemorar esse antigo estado paradisíaco e obter as boas graças e a proteção do deus sobre a vegetação e as sementes lançadas no seio da terra, celebravam-se, anualmente, as Saturnalia. Iniciavam-se ao término de um ano e inícios do outro, ou seja, no dia 17 de dezembro. Duravam, a princípio, um só dia, depois dois e, em seguida, três. À época imperial, Augusto introduziu um quarto dia e Calígula um quinto. Coincidentemente, por ocasião das Saturnalia, realizavam-se também as Paganalia (de pagus -i aldeia) e as Compitalia (de compita, -örum, encruzilhadas). As primeiras eram festas rurais e as segundas tinham por cenário as encruzilhadas de Roma, mas ambas visavam à fertilidade dos animais e dos campos e, como os Khýtroi das Antestérias gregas, estavam estreitamente ligadas ao culto dos mortos. Estes, afinal, comandam as sementes guardadas no seio da terra. Se na Hélade os Khýtroi eram consagrados às Queres e às Erínias, na Itália o eram aos deuses Lares, Manes ou Penates, meros eufemismos de Lêmures, isto é, os gênios, os espíritos tutelares, as almas dos mortos, encarregados de proteger o lar, a cidade, os campos e, por isso mesmo, denominados Lares Praestites, Lares Protetores, sentinelas sempre prontas a proteger e a servir. As Saturnalias seriam, em última análise, uma reminiscência da aetas aurea, quer dizer, da abundância, da igualdade, da liberdade. Começavam, em Roma, pela manhã. Após se retirar a faixa de lã que cobria, durante o ano todo, o pedestal da estátua de Saturno, realizava-se, um pouco mais tarde, um banquete público, cujo término era marcado pelo grito da distensão: Io Saturnalia! Viva as Saturnais. Tudo parava: o senado, os tribunais, as escolas, o trabalho. Reinavam a alegria, a orgia e a liberdade. Eliminavam-se interditos de toda ordem. Quebrava-se a hierarquização da orgulhosa sociedade romana: os escravos, temporariamente em liberdade total, eram servidos pelos senhores, aos quais, não raro, insultavam, lançando-lhes em rosto os vícios, as torpezas e a crueldade. Se as Saturnais, com toda a sua liberação, talvez possam ser interpretadas, segundo o fizemos, como reminiscência da Idade de Ouro, não poderiam simbolizar também, como no complexo de Édipo, a supressão do deus, do pai e do chefe? Se Crono destronou a seu pai Urano, mutilando-o e se, por sua vez, foi destronado pelo filho Zeus, o povo e sobretudo os escravos, durante o breve período das Saturnais, faziam que seus chefes e senhores prepotentes recebessem "a retribuição" do que haviam feito a seus próprios pais, à imitação do ato de Crono para com Urano e de Zeus em relação a Cronos. Assim talvez se explique por que se elegia, anualmente, nas Saturnalia, um Saturnalicius Princeps, o rei das Saturnais, como, entre nós, o Rei Momo. Em épocas recuadas, esse rei, após presidir aos banquetes, às festas e orgias, era, no final das mesmas, sacrificado a Saturno. Mas, que representa, afinal Zeus, esse deus tão importante para os Gregos, dentro de um enfoque atual? Após o governo de Urano e Crono, Zeus simboliza o reino do espírito. Embora não seja um deus criador, ele é o organizador do mundo exterior e interior. Dele depende a regularidade das leis físicas, sociais e morais. Consoante Mircea Eliade, Zeus é o arquétipo do chefe de família patriarcal. Deus da luz, do céu luminoso, é o pai dos deuses e dos homens. Enquanto deus do relâmpago, configura o espírito, a inteligência iluminada, a intuição outorgada pelo divino, a fonte da verdade. Como deus do raio, simboliza a cólera celeste, a punição, o castigo, a autoridade ultrajada, a fonte de justiça. A figura de Zeus, após ultrapassar a imagem de um deus olímpico autoritário e fecundador, sempre às voltas com amantes mortais e imortais, até tornar-se um deus único e universal, percorreu um longo caminho, iluminado pela crítica filosófica e pela evolução lenta, mas constante da purificação do sentimento religioso. A concepção de Zeus como Providência única só atingiu seu ápice com os Estóicos, entre os séculos IV e III a.C, quando então o filho de Crono surge como símbolo de um "deus único", encarnando o Cosmo, concebido como um vasto organismo animado por uma força única. É indispensável, todavia, deixar bem patente que os Estóicos concebiam o mundo como um vasto organismo, animado por uma força única e exclusiva, Deus, também denominado Fogo, Pneuma, Razão, Alma do Mundo. .. Mas, entre Deus e a matéria a diferença é meramente acidental, como de substância menos sutil a mais sutil. A evolução desse Teocosmo, desse deus-mundo, é necessariamente fatalista, pois que obedece a um rigoroso determinismo. Desse modo, aos imprevistos do acaso e ao governo da Providência divina se substitui a mais absoluta fatalidade. As teorias cosmológicas dos Estóicos estão, na realidade, fundamentadas no panteísmo, fatalismo e materialismo. O belíssimo Hino a Zeus, do filósofo estóico Cleantes (século III a.C.), marca o ponto culminante da ascensão do deus olímpico no espírito dos gregos de sua época e estampa bem claramente o que se acabou de dizer. Os "modernos", todavia, denunciaram em determinadas atitudes do poderoso pai dos deuses e dos homens o que se convencionou chamar de Complexo de Zeus. Trata-se de uma tendência a monopolizar a autoridade e a destruir nos outros toda e qualquer manifestação de autonomia, por mais racional e promissória que seja. Descobrem-se nesses complexos as raízes de um manifesto sentimento de inferioridade intelectual e moral, com evidente necessidade de uma compensação social, através de exibições de autoritarismo. O temor de que suas ordens e comando não fossem devidamente acatados e respeitados tornaram Zeus extremamente sensível e sujeito a explosões coléricas, não raro calculadas para fazer valer sua vontade e poder. Para Hesíodo, no entanto, Zeus simboliza o termo de um ciclo de trevas e o início de uma era de luz. Partindo do Caos, da desordem primordial, para a Justiça, cifrada em Zeus, o poeta sonha com um mundo novo, onde haveriam de reinar a disciplina, a justiça e a paz.
Casamentos e filhos de Zeus
Acerca dos casamentos e das ligações amorosas de Zeus é necessário proceder com cautela e método. Vai-se, primeiramente, dar uma idéia do simbolismo desses "amores"; em seguida far-se-á menção dos casamentos e ligações do deus, deixando-se para alguns capítulos seguintes os mitos relativos a cada união.
Zeus é, antes do mais, um deus da "fertilidade", é ómbrios e hyétios, é chuvoso. É deus dos fenômenos atmosféricos, como já se disse, por isso que dele
depende a fecundidade da terra, enquanto khthónios. É o protetor da família e da pólis, daí seu epíteto de polieús. Essa característica primeira de Zeus explica várias de suas ligações com deusas de estrutura ctônia, como Europa, Sêmele, Deméter e outras. Trata-se de uniões que refletem claramente hierogamias de um deus, senhor dos fenômenos celestes, com divindades telúricas. De outro lado, é necessário levar em conta que a significação profunda de "tantos casamentos e aventuras amorosas" obedece antes do mais a um critério religioso (a fertilização da terra por um deus celeste), e, depois, a um sentido político: unindo-se a certas deusas locais pré-helênicas, Zeus consuma a unificação e o sincretismo que hão de fazer da religião grega um caleidoscópio de crenças, cujo chefe e guardião é o próprio Zeus.
Hierogamias catalogadas por Hesíodo (Teog. 886-944).
A lista, no entanto, foi bastante ampliada após o poeta da Beócia. Vamos, pois, repetir o quadro com os necessários acréscimos, sobretudo com aqueles que têm maior interesse para o mito:
- Zeus com sua "legítima" esposa Hera gerou Hebe, Ares, Ilítia (e Hefesto?), Eris
- Zeus e Métis foram pais de Atená (Atena nasceu da cabeça de Zeus)
- Zeus e Têmis geraram as Horas e as Moîras
- Zeus e Eurínome geraram as Cárites
- Zeus e Deméter geraram Core ou Perséfone e Zagreus
- Zeus e Mnemósina geraram as Musas
- Zeus e Leto geraram Apolo e Ártemis
- Zeus e Maia geraram Hermes
- Zeus e Sêmele geraram Dioniso
- Zeus e Alcmena geraram Héracles
- Zeus e Dânae geraram Perseu
- Zeus e Europa geraram Minos, Sarpédon e Radamanto
- Zeus e Io geraram Épafo
- Zeus e Leda geraram Pólux e Helena, Castor e Clitemnestra.
- Zeus e Ananke geraram Moirae (Fates), Atropos, Clotho, Lachesis
- Zeus e Eos geraram Ersa e Carae
- Zeus e Antiope geraram Amphion e Zethus
- Zeus e Electra geraram Dardanus e Iasion
Zeus e Hera (Juno) Zeus, o maior de todos eles, se casa com Hera, sua irmã, e começa a povoar o mundo. Entretanto, não lhe era absolutamente fiel, se uniu a várias outras mulheres, sem nenhuma distinção entre deusas e mortais, e teve muitos filhos. Aliás, segundo Hesíodo, a própria Hera tem um filho, Hefesto (Ήφαιστος), sem a participação do marido, fato que não é reconhecido por Homero que dá o deus da forja como sendo filho de Zeus e de Hera. Mas, voltando a Hesíodo, Hera teria concebido Hefesto "sem união de amor" para se vingar de Zeus que tinha gerado, sozinho, a Atená. Seja como for, a esposa de Zeus, como protetora do casamento, do lar e das crianças, sempre castigava as traições do marido. O problema é que, como ele fosse mais poderoso do que ela, sempre se vingava nas mulheres e nas crianças nascidas dessas uniões. O grande herói grego, Héracles (Ηρακλής), foi uma de suas vítimas preferidas, foi ela que lhe impôs os Doze Trabalhos que tanto sofrimento causaram ao filho gerado da união de Zeus com Alcmene(Αλκμήνη). Aliás, foi por causa de Héracles que, um dia, Zeus puniu Hera. MitologiaDepois de conquistar Tróia, o herói voltava para a Grécia quando Hera provocou uma enorme tempestade no mar. Irritado, Zeus pendurou-a de cabeça para baixo em uma nuvem e, para que não escapasse, amarrou-a com uma corrente de ouro com uma bigorna em cada pé. Ao ver a mãe em tão incômoda posição, Hefesto tenta libertá-la e é, lançado por Zeus lá de cima do monte Olimpo. Quando cai na terra, Hefesto machuca irremediavelmente o pé, daí ser o deus coxo.
Zeus e Metis Com Métis (Μήτις) - a deusa da sabedoria prática - gerou Atená (Αθηνά), a filha querida que saiu toda pronta de sua cabeça. Zeus ainda travava uma dura batalha para se impor como senhor do Olimpo quando Métis, sua primeira mulher, ficou grávida. Seguindo os conselhos de Urano e Géia, engole a mulher pois, segundo previsões de seus avós, se Métis tivesse uma filha e esta um filho, o neto lhe destituiria do poder. Ao completar o nono mês de gestação, Zeus começou a sentir uma tremenda dor de cabeça, uma dor tão grande que o estava enlouquecendo. Para se livrar da dor, chama Hefesto e manda que lhe abra a cabeça com um machado, ordem imediatamente obedecida. Do crânio aberto do pai, salta Atená, totalmente vestida e armada com a lança e a égide. Como deusa da sabedoria, tem na coruja - aquela que vê na escuridão da ignorância - o seu animal preferido e, como deusa protetora das cidades, porta sempre a lança, o capacete e a égide.
Zeus e Deméter Com Deméter, a deusa da agricultura, gera a Perséfone que, como sabemos, vai ser raptada por Plutão e, junto com ele, reinar no Hades. Entretanto, o rapto da filha provocou na deusa uma enorme dor e, ao saber que Plutão tinha sido ajudado por Zeus, decidiu não voltar mais para o Olimpo, permanecer na terra, abdicando, assim, de suas funções divinas até que a filha lhe fosse devolvida. Entretanto, Plutão, apaixonado como estava, não queria devolver Perséfone mas, como o equilíbrio do mundo estava em risco, acabou entrando num acordo com Deméter: Perséfone passaria quatro meses do ano com o marido e os oito restantes com a mãe. Tendo encontrado a filha, Deméter voltou para o Olimpo e a terra imediatamente se cobriu de verde porém, quando Perséfone volta ao Hades, as saudades que dela sente a mãe é sentida também na natureza, que também morre durante esses meses.
Zeus e Leto De sua união com Leto (Λητώ), nascem os gêmeos Apolo (Απόλωνας) e Artemis (Άρτεμις). Ao saber dessa nova aventura do marido, furiosa, Hera ordenou à terra que não acolhesse a mulher no momento do parto. Desesperada, Leto corre de região em região procurando um lugar para ter os filhos. Foi aí que encontrou a ilha de Ortígia que, por não estar fixada em lugar nenhum, não pertencia à terra e pode, assim, recebê-la. Como agradecimento à ilha que tinha acolhido sua mãe, Apolo fixa-a no centro do mundo e muda-lhe o nome para Delos, a brilhante, a luminosa. E foi aí que, depois de nove dias e nove noites de um enorme sofrimento - ainda imposto por Hera - nasceram os gêmeos: Apolo, o deus da luz, da música e da profecia, e Artemis, a deusa da caça e da fertilidade da terra.
Zeus e Maia Unindo-se a Maia (Μαία), uma ninfa, gera Hermes (Ερμής), o maior completo dos deuses. No mesmo dia em que nasceu, soltou-se das faixas que o envolviam e foi até a Tessália onde roubou uma parte do rebanho de Admeto, guardado por Apolo. Ao fazer o caminho inverso para casa, amarrou galhos folhudos na cauda dos animais que, à medida em que andavam, iam apagando seus próprios rastros. Em uma gruta, em Pilos, sacrificou duas novilhas aos deuses e, ao chegar à caverna onde nascera, encontrou uma tartaruga. Matou-a e, com a carapaça e as tripas das novilhas sacrificadas, fez a primeira lira. Apolo, deus da profecia que era, soube logo quem lhe roubara o rebanho mas, ao ouvir o som da lira que Hermes tinha fabricado, trocou o rebanho pelo instrumento. Numa outra ocasião, enquanto pastoreava seu rebanho, Hermes inventou a σύριγξ, a "flauta de Pã". Apolo também a desejou e acabou oferecendo seu cajado de ouro em troca do novo instrumento e foi assim que o caduceu de ouro passou a fazer parte dos atributos de Hermes. Como usava sandálias aladas - também parte de seus atributos - podia percorrer as estradas com uma enorme velocidade e, como conhecia todos os caminhos, não se perdia na escuridão nem da noite, nem do Hades. Assim, como dominava os três níveis, era o mensageiro dos deuses e o deus psicopompo, aquele que conduzia as almas tanto da terra para o Hades, como do Hades para a terra. O fato de conhecer os caminhos e não se perder na escuridão da noite, fez deles o protetor dos ladrões e por ser o mensageiro dos deuses, possuía o dom da palavra, logo, era também o protetor do comércio. Com tantos predicados, não espanta que o vejamos sempre em ação atendendo a um ou a outro deus.
Zeus e Sêmele Com Sêmele (Σεμέλη), Zeus gerou Dioniso (Διόνυσος). Ao saber da ligação do marido com a princesa tebana, Hera resolveu matá-la. Com esse objetivo, se transforma na ama de Sêmele e aconselha-a a pedir ao amante que, como prova de amor, se apresente a ela em todo o seu esplendor e que, para evitar que se esquivasse, o fizesse jurar sobre as águas do Estige que atenderia a seu pedido. Ao ouvir o pedido da amante, Zeus se apavora e tenta argumentar com ela, sabe que, para uma mortal, é impossível suportar a visão de um deus imortal em toda a sua glória. Mas, como tinha jurado sobre as águas do Estinge, não teve outro jeito, se apresentou diante dela com todos os seus raios e trovões e a infeliz Sêmele morreu carbonizada. Entretanto, Zeus ainda teve tempo de salvar a criança que ela esperava costurando-a em sua coxa e, ao fim do período normal de gestação, nasceu Dioniso, o deus da orgia, da vinha, do êxtase, do entusiasmo, é o deus da libertação. Para salvar o pequeno Dioniso dos ciúmes de Hera, Zeus chama a Hermes e manda que leve o filho para o monte Nisa onde, em companhia das ninfas e dos sátiros, será educado pelo sátiro Sileno (Σιληνός). Com o nascimento de Dioniso, completa-se o panteon olímpico.
Representação e atributos de Zeus É representado por um homem grande e forte, com aspecto majestoso e imponente, na sua mão esquerda empunhando um raio, na direita o cetro do poder, nos seus pés uma águia. Tinha poder sobre a chuva, as nuvens, os raios e trovões. A sua custodia os Gregos criaram as Olimpíadas. Júpiter é adorado pelos homens e os deuses, sendo doce, generoso e terno, mas ao mesmo tempo luxurioso, terrível e cruel. Ele é o Senhor dos trovões e das tempestades, seus instrumentos são os raios e o cetro. Seus animais a águia, o cavalo, o touro.
Zeus, deus da Atmosféra "Os inúmeros epítetos gregos de Zeus atestam ser ele um deus tipicamente da atmosfera: ómbrios, hyétios (chuvoso); úrios (o que envia ventos favoráveis); astrápios ou astrapaîos (o que lança raios); brontaîos (o que troveja). Nesse sentido, diz Teócrito que Zeus ora está sereno, ora desce sob a forma de chuva. Num só verso (Il. XV, 192), Homero sintetiza o caráter celeste do grande deus indo-europeu: Zeus obteve por sorte o vasto céu, com sua claridade e suas nuvens".
Os Curetes "Os Curetes eram, em síntese, demônios do cortejo de Zeus. Para que os gritos do deus infante não revelassem sua existência e presença a Crono, a ninfa Amaltéia solicitou-lhes que dançassem em torno do menino, entrechocando suas lanças e escudos de bronze". "Conta-se ainda que o entrechocar das armas de bronze dos Curetes abafava o choro do recém-nascido, o que traduz uma projeção mítica de grupos iniciáticos de jovens que celebravam a dança armada, uma das formas da dokimasía grega. A dança desses demônios, e Zeus é cognominado "o maior dos Curetes", é um conhecido rito da fertilidade". Tem outra versão que fala que mais que o som de lanças batendo o que a cabra Almatéia deu para os Satiros foi um pandeiro.
A cabra Almateia "Amaltéia nos mitos mais antigos é a cabra miraculosa que aleitou Zeus. Outros consideram-na como uma Ninfa, que, para esconder o menino de Crono, o suspendera a uma árvore, para que o pai não o encontrasse, nem no céu, nem na terra, nem no mar. De qualquer forma, Ninfa ou cabra, Amaltéia era de aspecto tão medonho, que os Titãs, temendo-a, pediram a Géia que a escondesse numa caverna de Creta". "A maior e a mais significativa das experiências de Zeus foi ter sido amamentado pela cabra Amaltéia e, como o simbolismo da cabra é muito rico, vamos aproveitar a ocasião para fazer um ligeiro comentário a respeito do mesmo. Na Índia, já que a palavra que a designa significa igualmente não-nascido, a cabra é símbolo da substância primordial não manifestada. Ela é a mãe do mundo, é Prakriti e as três cores, que lhe são atribuídas, o vermelho, o branco e o negro, correspondem aos três guna, isto é, às três qualidades primordiais, respectivamente sattva, rajas e tantas. Em algumas partes da China, a cabra está intimamente ligada ao deus do raio e a cabeça do animal sacrificado lhe servia de martelo, figurando, pois, a cabra um elemento da atividade celeste em benefício da terra e, mais precisamente, da agricultura. Na mitologia germânica a cabra Heidrun pasta as folhas do freixo Yggdrasil e seu leite alimenta os guerreiros de Odin. Entre os gregos, a cabra simboliza o raio. A estrela da Cabra na constelação do cocheiro anuncia a tempestade e a chuva, assim como a cabra Amaltéia, nutriz de Zeus. Aliás, a associação da cabra com a hierofania, com a manifestação de um deus, é muito antiga. Segundo Diodoro Sículo, foram cabras, quando pastavam no monte Parnaso, que despertaram a atenção para uns vapores, que, saindo das entranhas da terra, punham as mesmas num verdadeiro estado de vertigem. Os habitantes do local compreenderam logo que esses vapores eram uma manifestação do divino e ali instituíram o Oráculo de Delfos." "Javé se manifestou a Moisés no monte Sinai em meio a raios e trovões. Como recordação dessa hierofania, a cobertura do tabernáculo era confeccionada com fios entrelaçados de pêlos de cabra. Romanos e Sírios, quando invocavam seus deuses, para testemunhar sua união com o divino, usavam, por vezes, uma indumentária denominada cilicium, cilício em português, confeccionada de pêlos de cabra. Para os cristãos, o uso do cilício tem, no fundo, o mesmo sentido: a mortificação da carne pela penitência e a liberação da alma que se entrega inteiramente a Deus. Os Órficos comparavam a alma iniciada a um cabritinho caído no leite, isto é, que vive da alimentação dos neófitos para ter acesso à imortalidade. O bode designa muitas vezes Dioniso em transe místico, símbolo de um recém-nascido para uma vida divina." "Nas "orgias" dionisíacas, as Bacantes cobriam-se com peles de cabritos degolados. Em todas as tradições, a cabra aparece como símbolo da nutriz e da "iniciadora", tanto em sentido físico quanto místico dos termos."
Égide "Égide, "pele de cabra", escudo coberto com uma pele de cabra e particularmente o escudo de Zeus, coberto com o couro da cabra Amaltéia, que lhe servia de arma ofensiva e defensiva. Com esse escudo, eriçado de pêlos como um tosão, guarnecido de franjas, debruado de serpentes e com a cabeça da Górgona no meio, Zeus espalha o terror, agitando-o nas trevas, no fulgor dos relâmpagos e no ribombar dos trovões".
Prometeu e a caixa da Pandora Diz a lenda que Prometeu criou os seres humanos, e, mais tarde deu o fogo para eles. Zeus ficou uma fera louca com Prometeu e decidiu que ia se vingar dele. Para isso ele criou a primeira mulher: Pandora. Ela foi forçada a ir até a casa de Prometeu e entregar a caixa (conhecida como caixa de Pandora) para ele em honra de Zeus. Prometeu, que não era nem um pouco bobo, nem quis aceitar o presente. Mas seu irmão, Epmeteu aceitou. Quando ele abriu a caixa, dela saiu todos os males do mundo. Quando Zeus soube que Prometeu não havia aberto a caixa, mas sim o seu irmão, resolveu que ia prender ele numa pedra e obrigar um falcão a comer seu fígado todos os dias, que seria reconstituído, dando a Prometeu um sofrimento que durou até Héracles libertá-lo. Mas isso já é uma outra história.
Persérfone Ao lado de Hades deus dos mortos reina sua mulher Perséfone igualmente impiedosa. Perséfone é filha de Zeus Hades conseguiu conservá-la nos infernos graças a uma armadilha. Ofereceu-lhe um romã acontece que quem come alguma coisa nos infernos não pode voltar ao mundo dos vivos. Apesar disso graças à intervenção de Zeus toda a primavera Perséfone pode deixar os infernos e passar seis meses com sua mãe Deméter. Durante esse período as novas plantas saem da terra e desabrocham como a deusa. Durante o outono Perséfone desaparece de novo do reino de Hades. É a época da semeadura dos grãos. No inverno fica no reino de Hades. Por isso que todas as plantações morrem. E assim criou-se, as estações Hades era na mitologia romana Plutão.
Templo de Zeus na cidade de Olympia
Texto extraido do site http://www.7wonders.info/statue-of-zeus.php
This is the statue of greek god zeus the god in whose honor the Ancient Olympic games were held. It was located on the land that gave its very name to the Olympics. At the time of the games, wars stopped, and athletes came from Asia Minor, Syria, Egypt, and Sicily to celebrate the Olympics and to worship their king of gods: Almighty Zeus. Localização da estátua de Zeus Na antiga cidade de Olympia, na costa oeste da Grecia atual, a 150 km de Atenas.
History of Almighty Zeus The ancient Greek calendar starts in 776 BC, for the Olympic games are believed to have started that year. The magnificent temple of Zeus was designed by the architect Libon and was built around 450 BC. Under the growing power of ancient Greece, the simple Doric-style temple seemed too mundane, and modifications were needed. The solution: A majestic statue of zeus. The Athenian sculptor Pheidias was assigned for the "sacred" task, reminiscent of Michelangelo's paintings at the Sistine Chapel. For the years that followed, the temple attracted visitors and worshippers from all over the world. In the second century BC repairs were skillfully made to the aging statue. In the first century AD, the Roman emperor Caligula attempted to transport the statue to Rome. However, his attempt failed when the scaffolding built by Caligula's workmen collapsed. After the Olympic games were banned in AD 391 by the emperor Theodosius I as Pagan practices, the temple of Zeus was ordered closed. Olympia was further struck by earthquakes, landslides and floods, and the temple was damaged by fire in the fifth century AD. Earlier, the statue had been transported by wealthy Greeks to a palace in Constantinople. There, it survived until it was destroyed by a severe fire in AD 462. Today nothing remains at the site of the old temple except rocks and debris, the foundation of the buildings, and fallen columns.
Description of statue of Zeus
Pheidias began working on the statue around 440 BC. Years earlier, he had developed a technique to build enormous gold and ivory statues. This was done by erecting a wooden frame on which sheets of metal and ivory were placed to provide the outer covering. Pheidias' workshop in Olympia still exists, and is coincidentally -- or may be not -- identical in size and orientation to the temple of Zeus. There, he sculpted and carved the different pieces of the statue before they were assembled in the temple.
When the statue of zeus was completed, it barely fitted in the temple. Strabo wrote:
".. although the temple itself is very large, the sculptor is criticized for not having appreciated the correct proportions. He has shown Zeus seated, but with the head almost touching the ceiling, so that we have the impression that if Zeus moved to stand up he would unroof the temple."
Strabo was right, except that the sculptor is to be commended, not criticized. It is this size impression that made the statue so wonderful. It is the idea that the king of gods is capable of unroofing the temple if he stood up that fascinated poets and historians alike. The base of the statue was about 6.5 m (20 ft) wide and 1.0 meter (3 ft) high. The height of the statue itself was 13 m (40 ft), equivalent to a modern 4-story building.
The statue of zeus was so high that visitors described the throne more than Zeus body and features. The legs of the throne were decorated with sphinxes and winged figures of Victory. Greek gods and mythical figures also adorned the scene: Apollo, Artemis, and Niobe's children. The Greek Pausanias wrote:
On his head is a sculpted wreath of olive sprays. In his right hand he holds a figure of Victory made from ivory and gold... In his left hand, he holds a sceptre inlaid with every kind of metal, with an eagle perched on the sceptre. His sandals are made of gold, as is his robe. His garments are carved with animals and with lilies. The throne is decorated with gold, precious stones, ebony, and ivory.
The statue of zeus was occasionally decorated with gifts from kings and rulers. the most notable of these gifts was a woollen curtain "adorned with Assyrian woven patterns and Pheonician dye" which was dedicated by the Syrian king Antiochus IV.
Copies of the statue were made, including a large prototype at Cyrene (Libya). None of them, however, survived to the present day. Early reconstructions such as the one by von Erlach are now believed to be rather inaccurate. For us, we can only wonder about the true appearance of the statue -- the greatest work in Greek sculpture.
A estátua de Zeus no templo de Olimpia tinha 12 metros sendo absurdamente grande, e era muito apreciada pelo seu povo.
Todos os dias eram praticados cultos religiosos em frente da grandeza desta obra, a qual os gregos vestiam com grandes vestidos de panos, e colocavam velas em sua redondeza.
A estátua possuía um pênis relativamente grande (para os gregos naquela época).
Um belo dia teve um terremoto, que acabou com o templo. Zeus, o mestre supremo
LOURENÇO, F. Homero. Ilíada.. Lisboa: Cotovia, 2005.para que vos diga o que o coração me impele a dizer.
Que não tente feminina deusa alguma ou deus viril
desobedecer às minhas palavras, mas aquiescei todos vós,
para que rapidamente eu faça cumprir estes trabalhos.
Quem eu observar separado dos deuses com tensão
de quer aos Troianos, quer aos Dânaos, prestar auxílio,
golpeado e de forma ignominiosa regressará ao Olimpo.
Ou então agarrarei nele para lançar no Tártaro sombrio,
para muito longe, para o abismo mais fundo sob a terra,
onde os portões são de ferro e o chão é de bronze,
tão longe sob o Hades como sob o céu está a terra.
Sabereis então que sou eu o mais forte de todos os deuses,
Experimentai, pois, ó deuses, para que todos saibais!
Do céu pendurai uma corrente feita de ouro
e agarrai nela, ó deuses todos e deusas todas!
Mas não arrastaríeis do céu para a planície terrena
Zeus, o sublime conselheiro, ainda que vos esforçásseis.
Porém no momento em que eu quisesse puxá-la,
arrastaria a própria terra e o próprio mar;
e de seguida ataria a corrente à volta do cume do Olimpo,
e todas as coisas ficariam suspensas no espaço:
em tal medida sou superior aos deuses e aos homens." Zeus e Semele
Etymology
Iuppiter, originating in a vocative compound derived from archaic Latin Iovis and pater (Latin for father), was also used as the nominative case. Jove[4] is a less common English formation based on Iov-, the stem of oblique cases of the Latin name. Additionally, linguistic studies identify his name as deriving from the Indo-Europe help an compound *dyēus- pəter-[5] ("O Father God"), the Indo-European deity from which also derive the Germanic *Tiwaz (from whose name comes the word Tuesday), the Greek Zeus, and the Vedic equivalent Dyaus Pita.
The name of the god was also adopted as the name of the planet Jupiter, and was the original namesake of Latin forms of the weekday known in English as Thursday but originally called Iovis Dies in Latin, giving rise to jeudi in French, jueves in Spanish, joi in Romanian, giovedì in Italian and dijous in Catalan. Epítetos ou nomes de Júpiter
- Jupiter Ammon (Jupiter was equated with the Egyptian deity Amun after the Roman conquest of Egypt)
- Jupiter Caelestis ("heavenly")
- Jupiter Fulgurator ("of the lightning")
- Jupiter Laterius ("God of Latium")
- Jupiter Lucetius ("of the light")
- Jupiter Pluvius ("sender of rain") See also Pluvius
- Jupiter Stator (from stare meaning "standing")
- Jupiter Terminus or Jupiter Terminalus (defends boundaries). (See also Terminus)
- Jupiter Tonans ("thunderer")
- Jupiter Victor (led Roman armies to victory)
- Jupiter Summanus (sender of nocturnal thunder)
- Jupiter Feretrius ("who carries away the spoils of war")
- Jupiter Optimus Maximus (best and greatest)
- Jupiter Brixianus (Jupiter equated with the local god of the town of Brescia in Cisalpine Gaul (modern North Italy))
- Jupiter Ladicus (Jupiter equated with a Celtiberian mountain-god and worshipped as the spirit of Mount Ladicus)
- Jupiter Parthinus or Partinus (Jupiter was worshiped under this name on the borders of north-east Dalmatia and Upper Moesia, perhaps being associated with the local tribe known as the Partheni)
- Jupiter Poeninus (Jupiter was worshiped in the Alps under this name, around the Great St Bernard Pass, where he had a sanctuary)
- Jupiter Solutorius (a local version of Jupiter worshipped in Spain; he was syncretised with the local Iberian god Eacus)
- Jupiter Taranis (Jupiter equated with the Celtic god Taranis)
- Jupiter Uxellinus (Jupiter as a god of high mountains)
- Jupiter Indiges (Jupiter "of the country" - a title given to Aeneas after his death, according to Livy)
Tártaro De etimologia desconhecida, até o momento, é o local mais profundo das entranhas da terra, localizado muito abaixo do próprio Hades. A distância que separa o Hades do Tártaro é a mesma que existe entre Géia, a Terra, e Úrano, o Céu. Um pouco mais tarde, quando o Hades foi dividido em três compartimentos, Campos Elísios, local onde ficavam por algum tempo os que pouco tinham o purgar, Érebo, residência também temporária dos que muito tinham a sofrer, o Tártaro se tornou o local de suplício permanente dos grandes criminosos, mortais e imortais. Quando Zeus proíbe os Imortais de se imiscuírem nas batalhas entre aqueus e troianos, e ameaça lançar os recalcitrantes nas profundezas do Tártaro, observa-se que este é perfeito sinônimo de Hades, aonde iam ter, para todo o sempre, sem prêmio nem castigo, todas as almas. A divisão do Hades em compartimentos é pós-homérica. Em Hesíodo a idéia de permanência eterna na outra vida já parece também existir, pelo menos para alguns deuses e mortais: lá foram lançados os Titãs e as almas dos homens da Idade de Bronze. Os Ciclopes tiveram mais sorte: duas vezes lançados no Tártaro, duas vezes de lá foram libertados, o que demonstra que para algumas divindades o Tártaro podia funcionar apenas como prisão temporária, ao menos até Hesíodo. Seja como for, é no Tártaro que as diferentes gerações divinas lançam sucessivamente seus inimigos, como os Ciclopes e depois os Titãs.
Deuses Gregos Na concepção greco-romana, os imortais classificavam-se em: Divindades primordiais, superiores, siderais, dos ventos, das águas e alegóricas. Abaixo listarei os deuses utilizando a mesma concepção.
Divindades Primordiais: Geia (Gaia) - Mãe de todos os seres, personificação da terra. Surgiu do Caos e gerou Urano, os Montes, o Mar, os Titãs, os Centímanos (Hecatonquiros), os Gigantes, as Erínies, etc. O mito de Géia provávelmente começou como uma veneração neolítica da terra-mãe antes da invasão Indo-Européia que posteriormente se tornou a civilização Helenística. Urano - O primeiro rei do Universo, segundo Hesíodo (céu estrelado). Casou-se com Géia, da qual teve os Titãs, as Titânidas, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Urano, por ódio, lançou no Tártaro os Ciclopes e os Hecatonquiros, Géia porém deu uma foice aos Titãs para que se vingassem. Cronos, o mais audacioso deles, castrou Urano e tornou-se o senhor do universo! Cronos - Filho de Urano e Géia. O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai. Casou com Réia, e teve Héstia, Deméter, Hera, Ades e Poseidon. Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca. Mais tarde Zeus voltou, deu ao pai um remédio que o fez vomitar os filhos, e logo depois o destronou e baniu-o no tártaro. Cronos escapou e fugiu para a Itália onde reinou sobre o nome de Saturno. Este período no qual reinou foi chamado de "A era de ouro terrestre". Réia (Cibele) - Na época clássica, Réia foi cultuada em alguns pontos da Grécia, principalmente em Creta, na Arcádia, na Beócia e em Atenas. Nessa cidade se localizava o santuário que a deusa compartilhava com o irmão e esposo Cronos. Réia é uma antiga deusa, provavelmente de origem pré-helênica, associada à "Grande Mãe" cretense e aos ritos agrícolas. Símbolo da terra, por meio do sincretismo creto-micênico foi transformada pelos gregos em esposa de Cronos. Segundo a Teogonia, de Hesíodo, Réia, uma das titânidas, filha de Urano e Gaia - o casal primordial, céu e terra - casou-se com Cronos, seu irmão. Dessa união nasceram seis filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posêidon e Zeus. Avisado por uma profecia de que um de seus filhos lhe tomaria o trono, Cronos devorava cada um deles logo que nascia. Ciclopes - Arges, Brontes e Estéropes. Pertenciam a raça dos gigantes. Forjavam os raios e os trovões para Zeus. Teriam sido mortos por Apolo para vingar a morte de Asclépio. Segundo Homero, porém, teria sido um povo de gigantes rudes, fortes, indiferentes às divindades, dedicados ao pastoreio. Hecantoquiros (ou Centimanos) - Briareu, Coto e Giges. Gigantes de cem braços e cinqüenta cabeças. Tendo hostilizado o pai, este os mandou pra horríveis cavernas nas vísceras da terra. Participaram da rebellião contra Urano. Quando Cronos tomou o poder, os aprisionou no tártaro. Libertados por Zeus, lutaram contra as titãs. Com a habilidade de arremeçar cem pedras de uma vez venceram os titãs. Briareus era guarda-costas de Zeus. Titãs - Oceano, Hipérion, Japeto, Céos, Créos e Cronos. Titanidas - Téia, Réia, Têmis, Mnemôsine, Febe e Téis. Zeus - O deus supremo do mundo, o deus por excelência. Presidia aos fenômenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos. Chamado de o pai dos deuses, por que, apesar de ser o caçula de sua divina família, tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos. Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas. Depois de ter destronado o sei pai, dividiu com seus irmãos o domínio do mundo. Morava no Olimpo, quando sacudia a égide, o escudo formidável que lançava relâmpagos explodia a procela. Casou-se com Hera, porém teve muitos amores. Hera - Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas. A Ilíada a representa como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos. Hestia - Deusa do fogo e da lareira. Demeter - É a maior das divindades gregas ligadas à terra produtora; seu nome significa Terra-mãe. De Zeus teve Perséfone, que foi raptada por Hades. Enraivecida, fez com que a terra se tornasse árida. Zeus, para aplacá-la, obteve de Hades que Perséfone permanecesse quatro meses nos Infernos, junto com o marido, e oito meses ao lado de sua mãe. O seu mito em relação a Perséfone teve lugar nos mistérios eleusinos. Apolo - Filho de Zeus e de Leto, também chamado Febo, irmão gêmeo de Ártemis, nasceu às fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos. É o deus radiante, o deus da luz benéfica. A lenda mostra-nos Apolo, ainda garoto, combatendo contra o gigante Títio e matando-o, e contra a serpente Píton, monstro saído da terra, que assolava os campos, matando-a também. Apolo é porém, também concebido como divindade maléfica, executora de vinganças. Em contraposição, como dá a morte, dá também a vida: é médico, deus da saúde, amigo da juventude bela e forte. É o inventor da adivinhação, da música e da poesia, condutor das Musas, afasta as desventuras e protege os rebanhos. Artemis - Deusas da caça, filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo. Representava a mais luminosa encarnação da pureza feminina. Eram-lhe oferecidos sacrifícios humanos em tempos antiquíssimos. Deusa da Lua, declinava-se, circundada por suas ninfas, vagar de dia pelos bosques à caça de feras, à noite, porém, com o seu pálido raio, mostrava o caminho aos viajores. Quando a Lua, escondida pelas nuvens, tornava-se ameaçadora e incutia medo nos homens, tomava o nome de Hécate. Atena - Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ter ele engolido seu primeira esposa Métis. Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas. Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada. Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias. Hermes - Filho de Zeus e de Maia, o arauto dos deuses e fiel mensageiro de seu pai, nasceu numa gruta do monte Ciline, na Arcádia. Lodo que nasceu, fugiu do berço e roubou cinqüenta novilhas do rebanho de Apolo, em seguida, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento aplacou Apolo, enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e deu-lhe o caduceu, a vara de ouro, símbolo da paz, n troca da lira. Zeus deu-lhe o encargo de levar os mortos a Hades, daí o epíteto de Psicompompo. Inventou, além da lira, as letras e os algarismos, fundou os ritos religiosos e introduziu a cultura da oliveira. Deus dos Sonhos, eram lhe oferecidos sacrifícios de porcos, cordeiros, cabritos... Seus atributos eram a prudência e a esperteza. Livrou Ares das correntes dos Aloídas, levou Príamo à tenda de Aquiles e matou Argos, guarda de Io. Era representado com um jovem ágil e vigoroso, com duas pequenas asas nos pés, um chapéu de abas largas na cabeça e o caduceu nas mãos. Afrodite - A deusa mais popular do Olimpo grego, símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Díone ou, segundo outra versão, nascida da espuma do mar na ilha de Chipre. Acompanhavam-na as Horas, as Graças e as outras divindades personificadoras do amor. Era esposa de Hefesto, porém amou Ares, Hermes, Dioniso, Poseidon e Anquises. Por seus amores com Ares, foi considerada também como divindade guerreira. A sede mais antiga de seu culto era a ilha de Chipre. Hefesto - Deus do fogo, filho de Zeus e Hera. Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus. Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho. Hades - Senhor do reino subterrâneo. Acreditava-se que, com seu carro, viesse ao mundo para buscar as almas dos mortos. Possuía um capacete que o tornava invisível. Somente Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, porém, utilizou-se desse poder pouquíssimas vezes e, assim mesmo, a pedido da esposa. Era o deus das riquezas porque dominava nas profundezas da terra, de onde mandava prosperidade e fertilidade; era considerado um deus benéfico. Poseidon - Depois que os Titãs foram derrotados por Zeus, na divisão do mundo coube-lhe a senhoria do mar e de todas as divindades marinhas. Tinha um palácio nas profundezas do mar, onde morava com sua esposa Anfiritre e seu filho Tritão. Sua arma era o tridente, com o qual levantava as ondas fragorosas, que engoliam as naus, e fazia estremecer o solo ou desperdiçar os recifes. Odiava Ulisses, por ele ter cegado o Ciclope Polifemo, seu filho. Foi inimigo de Tróia, depois que seu rei Laomendonte lhe negou a compensação pela construção das muralhas da cidade, ocasião em que mandou um monstro marinho para devorar Hesíon, filha do rei, que Héracles matou. Teve com Zeus, numerosos amores, todavia enquanto os filhos de Zeus eram heróis benfeitores, os de Poseidon eram geralmente gigantes malfazejos e violentos. Ares - Deus da guerra, filho de Zeus e de Hera. Deleitava-se com a guerra pelo sei lado mais brutal, qual seja a carnificina e o derramamento de sangue. Inimigo da serena luz solar e da calmaria atmosférica, ávido de desordem e de luta. Ares era detestado pelos outros deuses, o próprio Zeus o odiava. Tinha como companheiros nas lutas Éris, a discórdia; Deimos e Fobos, o espanto e o terror, e Ênio, a deusa da carnificina na guerra. Amou Afrodite, da qual teve Harmonia, Eros, Anteros, Deimos e Fobos. Dioniso - Filho de Zeus e de Sêmele, deus do vinho e do delírio místico. Em sentido mais geral, representava a energia da natureza que, por efeito do calor e da umidade, amadurece os frutos; era, pois, uma divindade benéfica. De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. Teve um nascimento milagroso, com efeito, morrendo-lhe a mãe antes que tivesse o necessário desenvolvimento, foi recolhido pelo pai que o costurou numa de suas coxas e aí o conservou até que o garoto pudesse enfrentar a vida. Dioniso demonstrou muito cedo sua origem, divina: crescia livre, amante da caça e possuía o estranho poder de amansar as feras mais ferozes. Um dia, criou a videira e quis dar o vinho a todos os homens; para esse fim, empreendeu numa longa viagem, através de todas as terras, seguido por um cortejo de ninfas, sátiros, bacantes e silenos. Por onde passavam, os homens tornavam-se felizes. Na Frígia, concedeu ao rei Midas a faculdade de poder transformar em ouro tudo que tocasse. Na Trácia, o rei Licurgo tentou dispersas a comitiva: Dioniso indignado, cegou-o. Em Delos, concedeu às filhas do rei Ânio o poder de mudar a água em vinho. Casou-se com Ariadne, depois que esta foi abandonada por Teseu; as núpcias foram celebradas com suntuosidade e o casal subiu ao Olimpo sobre um carro puxado por panteras.
Divindades Siderais: Helios - Filho de Hipérion e de Téia, titã por excelência, irmão de Selene e de Éos, personificação do Sol. Surgia todas as manhãs do Oceano para conduzir o carro do Sol, puxado por cavalos que expeliam fogo pelas narinas. Penetrava com seus raios em todos os juramentos. Mais tarde foi confundido com Apolo. O Colosso de Rodes foi uma estátua lhe consagrada. Selene - Deusa da Lua, irmã de Helios e Éos, da família dos Titãs. Era uma linda deusa, de braços brancos, com longas asas, que percorria o céu sobre um carro para levar aos homens a sua plácida luz. Amou Endimião e foi, posteriormente, identificada com Ártemis. Eos - Deusa que anunciava o dia. Era representada sobre o carro da luz, guiando os cavalos, com uma tocha na mão. Divindades dos Ventos: Boreas - Filho de Astreu e de Éos, deus dos ventos do norte, morava na Trácia. Pertencia à raça dos Titãs e era irmão de Zéfiro, Euro e Noto. Raptou Orítia, com a qual casou e que lhe deu os filhos Cálais e Zetes. Zefiro - Vento que sopra do Poente, anunciador da primavera e venerado como deus benéfico. Euro - Vento que sopra do Oriente, dependente de Éolo. Noto - O vento do Sul. Eolo - Rei dos ventos, às vezes identificado com o filho de Poseidon e Arne. Morador das ilhas Eólias, acolheu amigavelmente Ulisses e seus companheiros e deu-lhes um odre em que estavam encerrados todos os ventos contrários à navegação Ítaca. Os companheiros de Ulisses, por curiosidade, abriram-no e os ventos desencadearam uma terrível tempestade que causou o naufrágio de quase toda a frota. Divindades das Aguas Oceano - O mais velho dos Titãs, marido de Tétis, pai de todos os rios e das Oceânides. Era a personificação da água que envolve o mundo. Nereu - Velho deus marinho, filho do Ponto e de Géia. tinha o dom da profecia e a faculdade de tomar várias formas. Era representado com os cabelos, sobrancelhas, queixo e peito cobertos por juncos marinhos e por folhas de plantas similares. Proteu - Pastor das focas de Poseidon. Morava numa ilha próxima ao Egito e tinha o poder de metamorfosear-se em todas as formas que desejasse, não só de animais, mas também de plantas e de elementos, com a água e o fogo. Segundo Eurípedes, Proteu foi rei da ilha de Faros e, casando-se com Psâmate, teve os filhos Idoteu e Teoclímenes. Ninfas - Filhas de Zeus, representavam as forças elementares da natureza. Moravam nos montes, nos bosques, nas fontes, nos rios, nas grutas, das quais eram potências benéficas. Viviam livres e independentes, plantavam árvores e eram de grande utilidade aos homems. Dividiam-se em Oceânides, Nereidas, Náiades, Oréades, Napéias, Alseidas, Dríades e Hamadríades.
