Dia: toda segunda-feira. Todo dia 17 e o dia 17 de dezembro - dia de São Lázaro e dia 11 de fevereiro
Saudação: Atotô!
Animais: Abutre e cachorro de rua. Ele é protetor dos cachorros de rua. É o orixá da transformação, da transmutação, cura e misericórdia. Senhor da vida e da morte, este é um orixá de muitas faces que caminha sempre sozinho. O seu aspecto físico esconde-se por detrás de uma mascará da palha que lhe encobre a face e o corpo. Os seus vários nomes revelam uma natureza tímida e multifacetada. Mostra-se como guerreiro viril, Obaluaiê. Noutra face, Omulu é também é também um velho que cobre a face de modo a esconder as marcas da varíola que o acometeu em criança. Como deus da morte e das doenças, infunde tal respeito que ninguém se atreve a olha-lo na face. O seu lugar é nos cemitérios e é o chefe dos Eguns. É ele quem conduz as almas para o outro mundo.
Uma lenda de Omulu
Omulu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos. Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omulu, que se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã.
Xapanã: Obaluaê, O "Rei Senhor da Terra" ou Omulu, o "Filho do Senhor"
Do livro Lendas Africanas dos Orixás - Pierre Fatumbi Verger/Caribé Xapanã nasceu em Empê, no território Tapá, também chamado Nupê. Era um guerreiro terrível que, seguido de suas tropas, percorria o céu e os quatro cantos do mundo. Ele massacrava sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem. Seus inimigos saíam dos combates mutilados ou morriam de peste. Assim, chegou Xapanã em território Mahi, no Daomé. A terra dos mahis abrangia as cidades de Savalu e Dassa Zumê. Quando souberam da chegada iminente de Xapanã, os habitantes desta região, apavorados, consultaram um adivinho. E assim ele falou: "Ah! O grande guerreiro chegou de Empê! Aquele que se tornará o senhor do país! Aquele que tornará esta terra rica e próspera, chegou! Se o povo não aceitá-lo, ele o destruirá! É necessário que supliquem a Xapanã que vos poupe. Façam-lhe muitas oferendas; todas as que ele goste: inhame pilado, feijão,farinha de milho, azeite de dendê, picadinho de carne de bode e muita, muita pipoca! Será necessário,também, que todos se curvem diante dele, que o respeitem e o sirvam. Desde que o povo o reconheça como pai, Xapanã não o combaterá, mas protegerá a todos!" Quando Xapanã chegou,conduzindo seus ferozes guerreiros, os habitantes de Savalu e Dassa Zumê reverenciaram-no, encostando suas testas no chão, e saudaram-no: Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô! "Respeito e submissão!" Xapanã aceitou os presentes e as homenagens,dizendo: "Está bem! Eu os pouparei! Durante minhas viagens, desde Empê, minha terra natal, sempre encontrei desconfiança e hostilidade. Construam para mim um palácio. É aqui que viverei à partir de agora!" Xapanã instalou-se assim entre os mahis. O país prosperou e enriqueceu, e o grande guerreiro não voltou mais a Empê, no território Tapá, também chamado Nupê. Xapanã é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas. Ele tem, também, o poder de curar. As doenças contagiosas são, na realidade, punições aplicadas àqueles que o ofenderam ou conduziram-se mal. Seu verdadeiro nome, é perigoso demais pronunciar. Por prudência, é preferível chamá-lo Obaluaê, O "Rei Senhor da Terra" ou Omulu, o "Filho do Senhor". Quando Xapanã instalou-se entre os mahis, recebeu, em uma nova terra, o nome de Sapatá. Aí também, era preferível chamá-lo Ainon, o "Senhor da Terra", ou,então, Jeholu, o "Senhor das Pérolas". O fato de ser chamado Jeholu e Ainon causou mal-entendidos entre Sapatá e os reis do Daomé, pois eles também usavam estes títulos. Enciumados, os Jeholu de Abomey expulsaram, várias vezes, Jeholu Ainon do Daomé e obrigaram-no a voltar, transitoriamente, à terra dos mahis. Jeholu Ainon vingou-se: vários reis daomeanos morreram de varíola!
Obaluayê (o jovem guerreiro) e Omulú (o velho alquebrado), são as formas como esse Orixá africano, também conhecido como Shapanã e Azoani, e chamado na Umbanda de Médico dos Pobres, é o senhor das doenças e rege a vida e a morte dos seres vivos. Sua cor é o preto e branco (Omulú) e Preto, branco e vermelho (Obaluayê). É sincretizado com São Lázaro e São Roque.
Babalú-ayé em Cuba
En las casas-templos de las religiones yoruba y conga se honra a Babalú Ayé y Asojuano, a Coballende y Patallaga Dirulengo, deidades que confluyen por su acción milagrosa en el ámbito médico-divino siendo su especialidad la de curar epidemias, enfermedades contagiosas, la lepra, venéreas, aids, sífilis, así como diversas afecciones de las extremidades inferiores y de la piel. Segundo lenda yoruba cubana seu corpo é cheio de chagas e pústulas, castigo por não obedecer as normas sagradas. Olofí lhe tinha dado axé para possuir a todas as mulheres que quiser, mas Babalú cometeu excessos e não observou a abstinencia obrigatoria da quinta-feira santa. A enfermidade o levou a morte. Oxum pediu a Olofi para que o ressucitasse e assim volta a vida, mas agora sábio e misericordioso, especialmente com os enfermos e necessitados. Entre os amores de Babalú com as mulheres se destaca o que teve com Yemayá. É associado também a um orixá arará, nascido em Dahomey, onde o chama Ayanu, Tata Kañeñe, Baba, Agrónoga ou Agrónica. Dizem que seu nome antigo era Agróniga Omóbitasa e que o atual ficou como Asayí o Asóyi. Segundo a lenda popular, Ongró (San Pedro) e Burukú (Santa Ana) são os pais de Naná Burukú e que esta é a mãe de Babalú. Outros asseguran que é meio irmão de Changó e que foi ele que o levou a terra lucumí. Associa-se também a um deus temido e terrível Chukuono, Chopono ou Chakpata, cujos nomes de tão poderosos, não deveriam ser pronunciados em voz alta. Em Cuba com o tempo transformou seu caráter convertendo-se no orixa Babalú da cura das enfermidades contagiosas, epidemias, especialmente as venéreas e as da pele. Esta deidade é patrono dos cachorros, sobre todo "aquellos que no tienen dueño, los callejeros". Se não quer problemas comBabalú Ayé, não maltrate os cachorros de rua..Rezo de saudação a BABALÚ-AYE:
Babalú Ayé aguáletosa Babá
sanlao iba
eloni Agróniga
chakuaná iba eloni Outra saudação: Tu-kúa Babalú Ayé, Agróniga
Tu-kúa Baba mío, nibagu,
nibago, ardo abisa
Tu-kúa babá fidemi.
Oração a Obaluaiê
Atotô, Atotô,Meu pai Obaluaiê.
Salve, querido pai da vida
E da riqueza. Eu venho a vós, humildemente, e com todo respeito,
Senhor, lhe peço
(faça o seu pedido) Oh, grande Obaluaiê, se meus
Pedidos forem injustos e
Não merecidos, não me puna, Pai.
Não deixe que caia
Sobre mim a sua irá.
Mas dê a mim o que
For de meu merecimento. Senhor da lama e do ouro.
Pai de todo Ayê,
Que as suas bênçãos
Me livrem de todos os males.
De todas as dores,
De todas as doenças.
De todas as pestes, moléstias
E perseguições. Ilumine, Obaluaiê, a minha vida,
Minha consciência
E que a sua justiça seja
Sempre minha companheira.
Proteja-me, Pai, Atotô. Axé.
