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Outono no hemisfério sul

  15/10/2007

Para acessar o texto do Solstício de Inverno no hemisfério Sul. Sol em trânsito pelos signos de Caranguejo, Leão e Virgem. Calendário Sagrado, clique aqui

Para acessar o texto da Primavera no hemisfério sul, Sol em trânsito pelos signos de Libra, Escorpião e Sagitário e Calendário Sagrado, clique aqui

Para acessar o texto da Solstício de Verão no hemisfério sul, o Sol transitando pelos signos Capricórnio, Aquário e Peixes e o Calendário Sagrado, clique aqui

Outono no hemisfério sul, o Sol em trânsito por Áries, Touro e Gêmeos e o Calendário Sagrado.

De 20 de março a 22 de junho a duração do tempo do Sol acima do horizonte aumenta no hemisfério norte enquanto que no hemisfério sul diminui. O que aumenta no Sul durante o outono é a duração da noite - tempo do Sol abaixo o horizonte.

A energia dos signos dinamizada pelo Sol, é experimentada diferente no hemisfério norte em relação ao hemisfério sul ao ser modulada ou filtrada pelo clima das estações. A energia irradiada pelo trânsito do Sol pelos signos de Áries, Touro e Gêmeos, será modulada tendendo ao exterior no clima embriagador da Primavera a caminho do Verão no hemisfério norte, enquanto que no Sul será modulada tendendo ao interior, pessoal, íntimo no clima do outono, a caminho do Inverno.

20 de março. Sol em transito pelo signo de Áries. Início do Outono no hemisfério sul

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Em 19 ou 20 de março, no momento em que o Sol está entrando no signo de Áries no hemisfério norte se inicia a Primavera (movimento para fora) enquanto que no hemisfério sul se inicia o Outono (movimento para dentro).

O Sol ao entrar no signo de Áries propicia a Primavera num hemisfério e no outro o Outono, assim a energia do signo de Áries potencializada pelo Sol será vivida com modalidades diferentes em cada hemisfério segundo a estação que estiver regendo.

No Norte, Áries se apresenta primaveril, exterior, jovem, no Sul se apresenta outonal, recolhido, maduro.

A pessoa nascida durante a passagem do Sol pelo signo de Áries em São Paulo, Brasil será um ariano com características outonais, enquanto que um ariano nascido em Nova York, será abençoado pelas característica da primavera. Tenho observado em arianos do sul e do norte esta leve diferença que provocam as estações no momento e lugar de nascimento. Claro que este detalhe merece pesquisas mais amplas e generosas.

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O erro de muitos (universalizando o modelo de signo-estação do hemisfério norte) é associar a Primavera com exclusividade ao signo de Áries ou Áries com a Primavera. Esta associação se deve a que os primeiros astrólogos foram do hemisfério norte, e foram eles os que descreveram por primeira vez o ciclo das estações em relação ao ciclo do Sol no zodíaco tropical. Os astrólogos, aqui no Sul, continuaram esta versão sem a adaptar a realidade do hemisfério. Assim como os geógrafos do Sul continuam colocando nos seus mapas a direção Norte para cima. Enquanto aqui no Sul o que está acima (de nossas cabeças quando se está em pé) é a direção Sul e assim também os mapas deveriam ter o Sul para cima.

Aqui no Brasil o início do outono é um verdadeiro inicio de ano. O país inteiro está saindo do período de festas, férias e carnaval e se prepara para voltar a suas rotinas de trabalho e estudos. As rotinas escolares, institucionais e produtivas gerais que não participam da indústria do turismo e das celebrações param em torno do natal e só voltam depois da quaresma, Brasil realmente começa a funcionar em torno do fim de março.

No outono param as chuvas, a temperatura desce, as arvores entram em descanso, caem as folhas e a cada dia a duração da noite é maior. As pessoas voltam para suas casas, concentram-se em seus projetos e propósitos pessoais.

Sintonizado nas mudanças da natureza durante o ano associados aos ciclos das estações e ao ciclo zodiacal do Sol as culturas antigas criaram rituais e cerimônias para melhor aproveitar suas particularidades.

No outono o Calendário Sagrado das Estações sugere experimentar o silêncio, o recolhimento e a meditação, escutar-se, observar e saborear o mundo interior, realizar curas das feridas da alma; liberar a negatividade - culpas e medos; aprender com o vivido durante nos últimos meses; retificar erros; suprir faltas; identificar o que se deve fazer para viver como se gostaria; visualizar o novo ano e projetar metas segundo a missão e propósitos pessoais.

Enquanto o Sol transita pelo signo de Áries o clima outonal convida ao recolhimento para renascer fortalecido em auto-estima, confiança, ancorado, amadurecido com os pés fincados com responsabilidade e sabedoria na terra. Enquanto o Sol ascende a chama do espírito ariano, o Outono dá um toque de contenção, tonacidade, medida e encanto.

Assim como as arvores liberam suas folhas, a alma pode-se libertar de apegos, crenças, atitudes e comportamentos que não correspondem ao momento atual e ao que se quer. E como as folhas servem de adubo e nutrição a arvore, tais coisas das que se despoja a alma ajudam a reconhecer onde se pode aprimorar, ampliar, transformar.

Com a auto-cura no fogo do Sol em Áries e o acalanto da Mãe Terra na fase outonal se facilita o reconhecimento das forças interiores, dos dons e talentos pessoais, se abrem condições de iniciar a nova jornada do ano solar que se inicia.

No hemisfério sul, o signo de Áries vai além do impulso e da criancice primaveril, ganhando o encanto de quem sabe se recolher e curtir a interioridade. Áries no Sul ressalta a maturidade, a consciência de si, a liderança competente e ciente do que se quer. A personalidade é forjada enxuta e vibrante no que é essencial e singular.

A Astrologia até hoje centrada na visão do ciclo sazonal do hemisfério norte não considera esta modulação da irradiação dos Signos pelo Sol, ao considerar o ciclo das Estações no hemisfério sul.

Nunca concordei em associar ao signo solar de Áries de forma absoluta às qualidades de comportamento associadas a primavera de precipitação inadequada, impulsividade irresponsável, infantilismo inconveniente. A maioria dos arianos que conheço nascidas no hemisfério sul, inclusive jovens, são pessoas inteligentes, maduras, responsáveis, competentes, que exercem a liderança e o desbravamento de forma eficiente, moderada, com domínio de seus talentos e dons pessoais.

20 de abril. Sol em trânsito pelo signo de Touro. Meio do Outono

O novo gerado em Áries, ancora na realidade, finca os pés no chão e cria a base que vai servir de alicerce para o vôo da vida, e a concretização de sonhos, idéias e encantamentos que se precipitam enquanto o Sol transita o signo de Touro, iluminado pelos encantos de Vênus e as deusas e deuses que regem os mistérios do mundo físico, os sentidos e as percepções.

A entrada do Sol em Touro ressalta o corpo e seus sentidos, favorece os processos de ancoramento, a firmeza em propósitos e objetivos claros, a necessidade de ser prático e gerador de bem-estar e riqueza.

No norte, o fogo da Primavera, expõe o corpo em fruta madura visitada por insetos e bocas molhadas. No sul, o encanto do corpo, no recolhimento outonal é primeiro reconhecido em si, respirado, gozado para logo ser oferecido quando o outro chega e é identificado como parceiro para a festa.

O touro do norte explode em flor, o do sul implode em auto-satisfação. Um se lança por encanto primaveril, o outro se assenta e espera na magia outonal. No Sul o Urso vira Buda e canta do silêncio.

Enquanto o Sol transita Touro, os corpos tornam-se mais palpitantes e presentes. Os sentidos potencializam suas sensibilidades e qualidades. Sente-se a necessidade de estar mais presente, ancorado, construir e realizar. O corpo físico ganha em consciência, os sentidos acordam e mostram as riquezas da realidade.

Favore-se a vontade de comer, sentir sabores, sentir a pele, acariciar, amassar, apalpar, esbarrar, abraçar, cheirar, beijar, fazer amor, caminhar desfrutando o toque dos pés no chão, a brisa na pele, a embriaguez dos cheiros, as delicias do mundo material.

O Sol em Touro irradia disposição, energia, e abundância para prosperar na vida material, bem-estar, conforto e curtir a vida através dos sentidos. Momento mágico para o ancoramento, enraizamento, encarnação.

Quando o Sol está em Touro, a pessoa concretiza a identidade que emergiu em Áries, através de atividades produtivas, pragmáticas, que permitem sobreviver e sustentar-se biologicamente. O indivíduo entra em contato com seu som e canta... Nesta fase a capacidade para a experiência sensorial irrompe e traz a pessoa para o contato físico com o mundo e com sua própria realidade. Ancora-se a força, percebe-se a realidade, assenta-se os propósitos e com senso de realidade batalha-se por conseguir o que se necessita... É um período em que se ganha maturidade, assentamento e consistência.

O novo ser gerado em Áries, finca os pés no chão e cria-se a base que vai servir de alicerce para a geração de sonhos, idéias e projetos.

*Na passagem do Sol pelo signo de Touro a pessoa aprofunda no corpo e seus sentidos. Aprende-se a construir o Espaço Sagrado, a estabelecer limites saudáveis, a se distanciar do que agride ou incomoda.

Este é um momento de consolidação e crescimento interior. Armazenam-se frutos dos esforços de auto-conhecimento e examina-se a si mesmo para descobrir que mudanças se necessitam para progredir, quando o tempo de renovação chegar.

Na passagem do Sol pelo signo de Touro durante o outono, a alma toma corpo, ancora-se a força, percebe-se a realidade, assenta-se os propósitos e com senso de realidade batalha-se por produzir o que se necessita e o que se quer para o crescimento pessoal, na proteção do resguardo que a caverna do urso oferece para aquele que sabe usufruir.

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20 de maio. Sol em trânsito pelo signo de Gêmeos. Fim do Outono

Para entender o astral na Terra devido ao Sol deve se estudar:

  • as qualidades e atributos do signo por onde o Sol estiver transitando
  • as qualidades e atributos da estação
  • os aspectos astrológicos que o Sol estiver fazendo com os outros planetas

O Sol outonal de Gêmeos

A primavera é úmida, o verão é quente, o outono é seco, o inverno é frio, esta é a sequência dos elementos segundo Claudio Ptolomeu e os antigos da Grécia. O Sol transita pelo signo de Gêmeos durante os últimos 30 dias do Outono, Gêmeos é a ante-sala do inverno. No último dia do Sol em Gêmeos acontece a noite mais comprida do ano e o Sol alcança a maior distância do Equador Celeste, na direção do Pólo Norte celeste.

Este movimento do Sol outonal de Gêmeos salienta recolhimento, centramento, necessidade de viver com o mínimo possível e muito tempo para cultivar o mundo interior e a intimidade.

Estes dias outonais convidam a que sejam feitas purificações, depurações, limpezas e se libertar de tudo o que não seja fundamental. Gêmeos outonal é matizado pela necessidade de viver com o fundamental e se despojar de tudo o que não seja realmente verdadeiro e com sentido. Quando algo deixa de ter sentido para o geminiano é abandonado. É difícil o geminiano guardar coisas que não utiliza e não gosta. Ele só guarda o que realmente o toca e está vivo nele. Coisas inúteis, obsoletas, fora do momento o asfixiam.

Os últimos dias de outono podem ser vistos como uma preparação simbólica a morte, a mudança essencial. O geminiano outonal gosta de aprofundar nos seus processos pessoais, e dedica muito tempo de sua vida na busca de lógica em tudo o que sente e vivencia. Ao mesmo tempo, a própria morte, as separações e perdas provocam muito impacto na sua vida e assim tem dificuldade de aceitar o fim das coisas, e por exemplo se mantém casado ainda que o casamento tenha acabado há anos, se mantém num emprego que há tempos não o motiva.

Ajuda neste período observar a respiração, suspirar, de outra forma pode ficar afogado e esgotado por falta de oxigenação.

É bom lembrar que metade da Terra, no hemisfério norte esta vivendo a primavera e assim o lado úmido, festa, alegria a toa também está no ar. Habitualmente se vira primaveril logo que entra em contato com pessoas. Ao chegar a escola, o trabalho, ou um amigo visita, se ativa o lado falador, simpático, inteligente e se torna a pessoa mais leve do grupo, ainda que por seu interior rondem as maiores perturbações. Basta um amigo sensível perceber, e ai irão falar com exclusividade tentando encontrar lógica e sentido aos complicados desafios da mente geminiana.

Com a entrada do Sol em Gêmeos, fim do outono, facilita-se abrir nova mentalidade sintonizada ao que realmente se quer e ao momento que se vive. Percebe-se com mais consciência a respiração, surgem idéias, delineiam-se estudos, sente-se necessidade de aprimorar a expressão e comunicação pessoal, de mudar a cara, o estilo pessoal.

Durante o transito do Sol outonal por Gêmeos se fica mais inteligente e lúcido, e a pessoa em geral consegue expressar melhor o que sente e pensa.

Durante este período aprende-se a ver a vida com satisfação, simplicidade e humor. Acorda-se o palhaço, sábio que sabe encontrar o sentido transcendente do trivial, e o lado trivial do abismal. Aprende-se a rir de si mesmo e de tudo. Desenvolve-se a coragem para retificar a qualquer momento a favor do encontro com potenciais, dons e talentos pessoais, sintonizados às exigências do novo ciclo solar na alegria da simplicidade, o respirar de Gêmeos.

O foco no fim do outono e do trânsito do Sol por Gêmeos é a respiração feliz, o vôo livre que encara com coragem a busca de sentido e entendimento.

Como as árvores liberam suas folhas, neste período se liberam comportamentos, atitudes, apegos, abrindo caminho para o que é próprio e adequado para o momento. Livre de peso, pode assumir uma postura mais leve e aberta ao devir.

Gêmeos no fogo primaveril pode como Icaro queimar suas asas na busca de brilho e sucesso, já na secura do Outono com suas noites mais compridas, a imaginação é quem visita as estrelas. No sul Gêmeos é o suspiro da alma que se busca no espelho, no norte é o alento que encoraja o vôo sob jardins e aromas. Gêmeos no Sul é o sorriso recatado, no Norte é a gargalhada que explode em ondas de alegria e primavera quase verão.

No Outono -de Áries a Gêmeos, despojado das folhas cansadas, mortas, a pessoa ligada encontra-se, recicla-se, define propósitos, constrói base, avalia a realidade e adota uma nova expressão pessoal -o casulo vira borboleta.

"A verdadeira viagem seria não partir em busca de novas paisagens, mas ter outros olhos; ver o mesmo universo com os olhos de outra pessoa, de cem pessoas, e ver os cem universos que cada uma vê, que cada um é" (Marcel Proust)

À medida que as noites se tornam mais compridas, a alma vai penetrando nos seus labirintos, úmido de emoções, seguindo o fio que os leva aos outros sem sair de si. O solstício de inverno que se aproxima, oferece a oportunidade da cura emocional no encontro com a família, origens e as piruetas que sempre acompanham a volta aos nós do umbigo.

A jornada de Outono do Ciclo sazonal no Calendário Sagrado

A estação do Outono simboliza no Calendário Sagrado do Ciclo sazonal, o período ideal para o estudo de si, o encontro consigo mesmo - balanço e processamento do vivido na primavera e verão para a construção de uma nova singularidade, um novo projeto de vida mais sintonizado ao que se vive. O outono convida a experimentar o poder do silêncio e da meditação. Oportunidade para escutar e observar o mundo interior. Autocura das feridas da alma. Libertação da negatividade - culpas e medos. E assim gerar e a amadurecer nova vontade e novas atitudes.

O outono favorece a interiorização, silêncio, contemplar o que habita no interior e executar depuração profunda do ser, na busca da singularidade, autenticidade, identidade pessoal e auto-conhecimento. Despojar-se de tudo o que não serve e que não corresponde ao momento que se vive. Encaminha-se ou recicla-se tudo o que não é usado ou não funciona.

É o período da colheita, quando se pode reunir as recompensas pelos esforços realizados. É um momento favorável para balanço profundo da vida, em busca daquilo que corresponde, aprendendo com os erros, curando feridas, amadurecendo e evoluindo no conhecimento de si. É um período em que se ganha maturidade, conhecimento e consistência.

Este movimento de encontro consigo mesmo no Outono, é coerente com a natureza dos signos de Áries, Touro e Gêmeos na Astrologia.

Rituais e atividades mais comuns na Cerimônia de outono

  • Ritual do Silêncio
  • Cerimônia para os antepassados.
  • Ritual de quebra e transmutação da negatividade dos ancestrais
  • Caminhada meditativa (silêncio) na mata (elaboração do bastão de plantas para limpeza e purificação).
  • Oração para transmutar e iluminar a herança negativa da ancestralidade.
  • Rito de Avaliação das Sombras
  • Ritual do perdão à Mãe-Terra - Compromisso com a Vida Sustentável
  • Visão Quest.
  • Enterramento
  • Caminhada ritual até o Altar de Pedra - Conexão com o Reino Mineral
Meditação sobre a Missão - Quem sou eu? Para onde vou? Que caminho percorro? (em duplas - Quem é vc?)
  • Celebração do novo ano astrológico. Informações sobre o equinócio e o novo ano astrológico.
  • Tenda do Suor
  • Banho de argila
  • Tenda da Lua, para mulheres no "Tempo-da-Lua" (A menstruação é um “Momento de Poder” para a mulher)
  • Roda da Transformação. Entendendo e transmutando atitudes negativas em positivas.
  • Identificando Crenças que impedem realização de metas
  • Dança do Sistema Solar
  • Contação de histórias
  • Danças circulares sagradas
  • Noite/madrugada (vigília com plantas sagradas)
  • Canções de poder e preces
  • Purificações com ervas e aromas
  • Rito de quebras de maldições e encantamentos
  • Cerimônia da Fumaça. Oportunidade para largar vícios e receber força e inspiração.
  • Meditação do Urso.
  • Cerimônia do pau-falante. Fala do coração.
  • Confraternização

Associações xamânicas e ritualísticas ao Outono:

  • Outono no Hemisfério Sul acompanha o Sol em trânsito pelos signos de Áries, Touro e Gêmeos
  • Jornada Xamânica do Léo Artése: "O Vôo da Águia III"
  • Roda Medicinal - Portal da direção Oeste
  • Caminho espiritual: Limpeza, Renovação e Pureza
  • Corpo: Físico.
  • Direção cardinal: Oeste
  • Espírito Guardião:
  • Totem animal: Urso.
  • Cachimbo Sagrado, instrumento de preces e ação de graças de Wakan Tanka.
  • Elemento: Terra.
  • Reino: Mineral
  • Guias: Mãe Terra. Mãe Natureza. Sábios e anciões.
  • Revereciam-se os ancestrais
  • Temas: Silêncio. Interior. Colheita. Missão.
  • Rege: Terra.
  • Evocação: " Ó Espírito da Direção Oeste, local da noite - Ensine-me ".
  • Idade do homem: meia idade 50 anos
  • Hora do dia: Fim do dia 18h.
  • Período de tempo: Futuro

Canção do Outono

Paul Verlaine
Tradução de Onestaldo de Pennafort

Os longos dos violões
pelo outono
me enchem de dor
e de um langor
de abandono.

E choro, quando ouço,
ofegando,
bater a hora,
lembrando os dias
e as alegrias e ais de outrora.

E vou-me ao vento
que, num tormento
me transporta de cá para lá,
como faz a folha morta.

Canção do Outono

Paul Verlaine
Tradução de Alphonsus de Guimaraens

Os soluços graves
dos violinos suaves
do outono
ferem a minh'alma
num langor de calma
e sono.

Sufocado em ânsia,
Ai! quando à distância
soa a hora,
meu peito magoado
relembra o passado
e chora.

Daqui, dali,
pelo vento em atropelo
seguido,
vou de porta em porta
como a folha morta,
batido...

Pablo Neruda

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

NERUDA, no idioma natal

Antes de amarte, amor, nada era mío: vacilé por las calles y las cosas: nada contaba ni tenía nombre: el mundo era del aire que esperaba. Yo conocí salones cenicientos, túneles habitados por la luna, hangares crueles que se despedían, preguntas que insistían en la arena. Todo estaba vacío, muerto y mudo, caído, abandonado y decaído, todo era inalienablemente ajeno, todo era de los otros y de nadie, hasta que tu belleza y tu pobreza llenaron el otoño de regalos."

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Hemisfério Sul

Hemisfério Norte

Os 4 Elementos

As 3 Modalidades

As 3 Dimensões

Signos, Willian Lilly

Os 12 Apóstolos e os signos


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Se desejais chegar à casa da alma,
buscai no espelho o rosto mais singelo.
Rumi